The Art Of The Lie - 1, 2 e 3 (hiatus)
42 Capítulo 14
Notas iniciais
“Não se apóie na verdade pra fazer o que acredita que deve ser feito. Lembre-se de que a verdade, apesar de ser considerada como absoluta, é absurdamente relativa.”
- Aqui é Edward Cullen. No momento não posso atender...
Bella suspirou, irritada, enquanto desligava o celular pela enésima vez. Desde quando saíra do apartamento de Damon, o que acontecera uma hora atrás, ela tentava falar com Edward. Mas ele não atendia ao telefone.
A verdade era que ela estava com medo. Prometera a ele que sairiam naquela tarde de domingo mas se empolgara com a gravação e a discussão com Emmett e Damon. Quando terminara tudo, já passava da uma da tarde. Era certo que ele a procurara na sua casa assim como era certo que ela só se dera conta de que desligara seu celular acidentalmente depois de ligar pra Emmett quando o tirara da bolsa, estranhando que Edward não tivesse ligado pra ela.
Agora estava em sua casa, andando de um lado ao outro da cozinha enquanto tentava encontrá-lo. Já ligara pra Alice, que não sabia onde o irmão poderia estar.
- Bem, ele saiu e disse que ia se encontrar com você. – a amiga lhe informara. – Depois ligou da rua e me disse que tinha coisas do trabalho a resolver.
- Não pediu pra que deixasse nenhum recado pra mim? – Bella perguntara ao torcer as mãos em aflição. E se ela tivesse estragado tudo? E se ela tivesse permitido que sua empolgação colocasse tudo a perder?
- Não... – Alice disse num tom lento, parecendo querer dizer algo, mas hesitando em fazê-lo.
- Alice, você sabe onde ele foi, não sabe? – Bella tentara, mas a baixinha não queria colocar-se entre a amiga e seu irmão.
- Não, Bella. Eu não sei. – ela completara rapidamente. – Caleb deve tê-lo chamado. Eles não estão num caso importante? Pelo que sei, é raro Caleb trabalhar em algum caso...
- Sim, é o que parece. – Bella suspirara, dando-se por vencida. – Qualquer notícia, me liga, ok?
- Fique tranqüila, Bella. – Alice dissera antes de desligar. – Edward é a pessoa mais responsável que eu conheço.
Ela sabia que era. E por isso ele sumir, desligando seu celular, era uma coisa que não condizia com sua personalidade. Mas o que ela mais estranhara fora a reação de Damon ao seu telefonema.
- Você... não ta conseguindo falar com ele? – Damon dissera como quem não queria nada.
- Vamos, Damon, desembucha: onde ele está? – Bella dissera sem rodeios, fazendo com que o amigo quase se engasgasse.
- E como eu posso saber disso? – ele respondera num tom surpreso. – Eu não sou o diário de Edward. Ele não me conta tudo o que acontece com ele.
- Mas isso é tão estranho, Damon! – ela desabafara. – Você o conhece! Simplesmente desaparecer assim não é do feitio de Edward.
- Sim, isso é verdade. – Damon concordara. – Mas não tinham chamadas perdidas dele em seu telefone?
- Sim, algumas. – ela respondera. – Mas nenhum recado. Se ele tivesse que sair por qualquer motivo, por que não deixar um recado?
- Bem, as pessoas são imprevisíveis. – Damon citara, fazendo com que Bella risse de leve. – Não se preocupe, ele logo dará sinal de vida.
E lá estava ela tentando mais uma vez ligar pro namorado. Chamou uma vez... duas... três...
- Alô? Bella? – era a voz de Edward quem atendia do outro lado. Bella deixou que o ar que até então inconscientemente prendia escapasse por seus lábios em um sopro de alívio.
- Edward, meu amor. – ela disse antes que pudesse se conter. Tivera tanto medo que alguma coisa ruim lhe tivesse acontecido... – Onde você está? Estou te ligando faz mais de hora...
- Desculpe, houve um imprevisto. – ele respondera num tom descontraído. – Fui a sua casa por volta de meio dia, mas não encontrei ninguém. Tentei te ligar mas dava caixa postal...
- Eu desliguei o celular sem querer. – Bella explicou rapidamente em tom de desculpas. – Estava tão empolgada com algumas coisas que não me dei conta de que tinha desligado o celular.
- Não, eu entendo. – Edward se riu. – Imaginei que estivesse ocupada. Imaginei que as coisas que você tinha pra fazer pela manhã tivessem se prolongado até mais tarde.
- E... onde você está agora? – Bella perguntou como quem não queria nada.
- Na sua porta, esperando que você a abra e me dê aquele beijo. Aquele abraço. – Edward respondeu fazendo com que Bella se levantasse da cadeira onde estivera sentada e corresse pra porta, abrindo-a o mais depressa que podia.
E lá estava Edward, escorado no umbral da porta, vestindo jeans, camisa pólo e tênis, seu cabelo mais despenteado do que o habitual. Seus olhos verdes faiscaram quando se encontraram com Bella, ele então desligando seu celular e colocando-o no bolso da calça.
- Cadê meu beijo mesmo? – ele perguntou com um riso torto fazendo Bella rir e revirar os olhos, seu celular esquecido em sua mão quando se lançou contra Edward, enlaçando seu pescoço enquanto o beijava com paixão.
- Edward... – ela suspirou ao encostar sua cabeça no ombro do rapaz. – Fiquei realmente preocupada com você. Liguei pra Alice e pro Damon mas ninguém sabia onde estava você. Mil e uma coisas passaram por minha cabeça, você nem imagina. Por favor... não faça mais isso.
- Me desculpe, Bella. – Edward sussurrou realmente tocado com as palavras da garota. Desde que a conhecia, ele jamais a vira daquela forma. Preocupada, mortalmente preocupada. E temerosa... com medo de perdê-lo. Isso foi como um bálsamo pro coração de Edward, tão abalado depois das coisas que ouvira no apartamento de Damon. Naquele momento, com Bella apertada contra seu peito, o rapaz permitiu-se pensar se não teria errado em fazer o que fizera. Pois se Bella descobrisse... tudo ruiria. Disso ele não tinha dúvidas. – Me desculpe, mas me fugiu da mente deixar-te um recado. Não sabia que você ficaria tão... preocupada.
- Não se martirize por isso. – Bella brincou ao se afastar minimamente pra encará-lo. – É só nunca mais sumir desse jeito que eu te perdôo.
- Prometo nunca mais sumir. – Edward riu ao beijar a garota mais uma vez, erguendo-a do chão ao apertá-la contra si. Ele nunca exagerara ao dizer que gostava muito de Bella. Ele nunca exagerara ao sussurrar em seu ouvido que ela era a mulher da vida dele. E era por isso que naquele momento ele se questionava tanto a cerca das coisas que acabara de fazer... quando as palavras da gravação o tinham atingido como um soco, parecera absurdamente óbvio o que ele deveria fazer. Mas passado a raiva pelas coisas que ela ainda insistia em esconder-lhe, ele se perguntava se não estaria enganado sobre isso...
Mas o que está feito, feito está. Edward não podia voltar atrás. E foi justamente por isso que seu coração se apertou dolorosamente dentro de seu peito quando Bella aninhou seu rosto na dobra de seu pescoço, suspirando antes de dizer.
- Eu amo você.
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- Então... você e Edward se acertaram mesmo? – era Alice quem perguntava. Bella sorriu enquanto sentava-se à mesa do refeitório, a qual costumava sempre dividir com a amiga. Com Alice e com Roy, na verdade, mas este...
- Sim, sim. – ela respondeu fazendo com que o alívio passasse pelo rosto de Alice. – Depois de tantas brigas, discussões e o diabo a quatro, acredito que agora vá dar certo.
- Eu estava ansiosa com tudo isso, sabe? – Alice pigarreou enquanto remexia na salada de sua bandeja. – Gosto de você. E gosto muito, você bem sabe. Queria te ver bem com Edward, pois ele te faz bem... e você faz bem a ele. Não sei o que acontece com você pra sempre tentar afastá-lo, mas... bem, eu queria dizer que torço pra que fiquem juntos. E que eu queria pedir... bem, eu queria pedir pra que você não se afastasse outra vez do Edward. Por que eu sei que, uma vez longe do Edward... você se afastará de todos nós.
- Mas que absurdo, Alice! – Bella se riu em sua incredulidade. – Ok, eu amo muito o Edward. E tem coisas... tem coisas que eu não consigo partilhar com ele, as mesmas coisas que ele insiste que eu partilhe. Somos um casal, ok, mas acima de tudo somos amigos. Se um dia acreditarmos que não dará certo ficarmos juntos... eu não vejo por que eu me afastaria de meus demais amigos.
- Não sei bem como explicar isso. – Alice ainda estava de olhos baixos, revirando a salada. – Mas é o que eu sinto. – só então ergueu seus olhos e encarou a amiga diretamente. – E se você... e se você se abrisse com ele? Ora, Bella, é o Edward! Ele é louco por você, faria qualquer coisa por você!
- Alice... – Bella suspirou, o sorriso sumindo de seu rosto enquanto ela voltava seu olhar pra própria bandeja, buscando as palavras certas pra verbalizar o que ia em seu coração. – Existem coisas que acontecem com a gente que não queremos partilhar com ninguém. Isso não quer dizer que seja falta de confiança ou arrogância, pelo contrário: é apenas medo. Às vezes é o medo da incompreensão pois, por mais que o outro goste de você, todos nós temos nosso limite. Então sua cabeça se enche de “e se”: e se ele não acreditar? E se ele não entender? E se ele me mandar esquecer disso? Ou pior... e se ele acreditar que eu seja louca?
“Todo mundo merece um espaço pra si. Todo mundo merece ter seus próprios segredos. Partilhar é necessário, claro, mas nem tudo pode ser partilhado. Ou ao menos tem a hora certa pra se partilhar.
“Não que eu não ame Edward, não que eu não confie nele. Eu apenas preciso de espaço. Pra pensar, pra viver, pra aprender. Um dia, quem sabe, eu entenda o que se passa comigo. Então, se ele ainda quiser me ouvir, eu terei o maior prazer em falar sobre isso.
- Vendo por esse ângulo – Alice balançou a cabeça enquanto parecia refletir. – você está certa.
- O nosso problema é que as coisas que ele quer saber são justamente as coisas que eu não quero contar. – Bella suspirou. – E isso quase fez com que a nossa relação ruísse definitivamente.
- Bella... eu posso falar com você um minuto?
Ao levantar seu olhar, Bella viu apenas medo. Estava ali, em cada uma das linhas que formavam aquela expressão no rosto moreno. Uma mescla de medo, insegurança e impotência. Mas o medo... predominava.
- Sim, Roy. Claro que pode. – ela então respondeu antes de lançar um olhar significativo a Alice que pegou sua bandeja e se afastou depois de cumprimentar o rapaz. Roy não se incomodou em parecer grosseiro ou algo parecido: ele parecia apenas ansioso em falar com Bella. Nada mais importava. – Sobre o que quer falar?
- Bella... – o rapaz começou, olhando então em volta deles rapidamente a fim de checar se ninguém os ouvia. Depois de tanto tempo, os jovens por ali já estavam habituados a estranheza da amizade entre Bella e Roy. – Bella, estou com medo por você.
- Por que estaria? – ela quis saber ao acomodar-se melhor na cadeira, inclinando-se mais em direção a Roy. Naquela manhã, o rapaz se recusara a aproximar-se ou sequer cumprimentar as amigas. Alice e Roy não tinham o que se podia chamar de “simpatia um pelo outro” mas, tirando as diferenças, eles podiam sim ser considerados como amigos. Mas até mesmo os comentários ácidos ou sarcásticos do rapaz para com a baixinha não tinham sido ouvidos naquela manhã. Ele apenas entrara no ônibus, se sentara e não dissera uma única palavra, mantendo distância de ambas durante boa parte da manhã. – Aconteceu alguma coisa?
- Não, não aconteceu. – ele fez um gesto impaciente com uma das mãos. – Esse é o problema.
- Explique-me melhor. – Bella pediu ao suspirar. Por mais que não fizesse idéia de sobre o que o rapaz falava, ela farejava problemas naquilo. Não era verdade que ultimamente tudo parecia ser um grande problema? Até as pequenas coisas cresciam diante de seus olhos, tornando complicado o que deveria ser absurdamente simples. – James fez alguma ameaça? – ela perguntou num sussurro, os olhos castanhos de Roy a encarando diretamente pela primeira vez.
- Não, esse é o problema. – ele disse num tom quase inaudível. – Desde ontem que ele não fala comigo ou com minha mãe e irmã. Expulsou minha mãe do quarto que costumavam dividir e passa a maior parte do tempo lá. Horas depois que você saiu, alguns caras realmente mal encarados foram a nossa casa à procura de James. Eles conversaram aos sussurros furiosos em nossa sala de estar. Não pude captar nada do que diziam pois eles falavam muito depressa e numa voz muito baixa mas... não me parece boa coisa.
- Então você acha que ele está tramando alguma coisa? – Bella completou. – Tipo, me seqüestrar e... me dar uma lição?
- Essa é uma possibilidade. – Roy suspirou passando ambas as mãos pelo rosto. Parecia mortalmente preocupado. – Bella, eu convivi com James no último ano e posso lhe dizer que nunca o vi tão possesso quanto na manhã de ontem. Não sei de onde se conhecem mas... você conseguiu enfurecê-lo. E muito. – ele estendeu ambas as mãos por cima da mesa e apertou as mãos de Bella que jaziam uma de cada lado de sua bandeja. – Durante esse tempo no qual esteve conosco, ele nunca mostrou realmente quem era e o que era capaz de fazer. Sempre tratou de seus assuntos por telefone e nunca trouxe nenhum de seus... amigos pra dentro de nossa casa.
- Por que ele está se escondendo. – Bella explicou ao dar de ombros. – Isso faz todo o sentido do mundo. Não quereria chamar a atenção dos vizinhos. Quer fazer parecer que ele nunca foi nada além de um cidadão comum.
- Bella, aquele cara recende a perigo. – Roy disse com seus olhos fixos nos olhos de Bella, tão arregalados quanto podiam estar. – Por que você acha que nunca fiz nada? Minha mãe sempre arranjou cafajestes pra morarem com ela mas... eles são nada se comparados ao James.
- Roy, fique tranqüilo. – Bella disse em tom apaziguador enquanto apertava as mãos de Roy que praticamente esmagavam as suas. – Ele não me fará mal. James não me vê como uma ameaça a sua atual postura de bom moço. Claro que ficou furioso pelas coisas que eu disse a ele, mas... não, ele não me fará mal. Se quisesse fazer tal coisa, teria me dado muito mais do que um simples tapa quando eu disse as coisas que disse.
- Acha mesmo que alguém como James esquecerá a afronta que você fez? – Roy desacreditou ao erguer ambas as sobrancelhas.
- É óbvio que ele não vai esquecer. – Bella deu um pequeno sorriso. – Mas o fato de ele ter chamado esses caras... bem, eu tenho meus palpites. Não sei quanto tempo tenho mas tenho certeza de que ele não fará nada até que a barra esteja limpa pro seu lado.
- Ele tem mesmo a ficha suja? – Roy perguntou pigarreando logo depois.
- Mais suja do que pau de galinheiro. – Bella citou fazendo com que o amigo risse de leve. – Fique tranqüilo, Roy. Pelo menos dessa vez, sei que não corro perigo de imediato.
- Se você acredita mesmo nisso... – Roy deu de ombros, respirando profundamente. – Só quero que esse inferno acabe de uma vez por todas.
- E vai acabar, Roy. – Bella riu ao apertar mais uma vez as mãos do rapaz que ainda segurava as suas. – Vai acabar, você vai ver. Eu te prometi isso um dia, lembra?
- Então... – os olhos do rapaz se desviaram do olhar de Bella que procurou esconder um pequeno sorriso. Ela sabia que ele lhe perguntaria isso. – Você já sabia quem era James naquela época?
- Não fazia idéia. – Bella respondeu fazendo com que Roy a olhasse, surpreso. – Sério, eu não fazia idéia.
- E como me prometeu que me ajudaria a livrar minha família desse cafajeste? – ele perguntou como se isso não fizesse sentido.
- Tem coisas que você não sabe, Roy. E nem precisa saber. – ela deu de ombros com um riso aberto pro amigo. – Você apenas sente. E eu sentia que podia te ajudar com isso. Portanto é justamente o que farei, não se preocupe.
Apesar de mostrar a Roy toda sua autoconfiança, Bella não se sentia tão segura assim. Como ela mesma dissera tantas e tantas vezes, as pessoas tendem a imprevisibilidade, não? Era certo que James não mandaria que a surrassem ou matassem pois corria o risco de que esse crime fosse ligado a ele, já que ambos tinham um passado um tanto quanto conturbado. Na época, ninguém conseguira provar que o assassinato de seu pai não fora nada além de legítima defesa. Um fato terrível, já que Charles era chefe de polícia, mas... o fato de sua mãe ter falecido a pouco tempo e que isso o abalara grandemente acabara por ajudar James a se safar.
Mas agora... havia Bella. Se James fizesse algo contra ela, estaria desenterrando coisas de seu passado. E com mais um crime ligado ao seu nome... isso não era uma coisa que ele quereria naquele momento.
Esse era o trunfo de Bella. James estava de mãos atadas enquanto ela, Damon e Emmett podiam agir livremente. Damon ficara encarregado de investigar toda a ficha de James, especulando se ele não era um suspeito na investigação sobre os crimes contra Emmett e seus antigos companheiros do FBI. Dependendo da resposta, seria muito mais fácil pra eles, mas mesmo que a resposta fosse negativa... ela tinha a gravação. Além do que ela poderia induzir James a fazer coisas que acabariam por colocá-lo em maus lençóis.
De uma forma ou outra, James não escaparia daquela vez. Não daquela vez.
Mas como não se podia mesmo prever a reação das pessoas...
- Alô, Suzy? – Bella falava em seu celular assim que o sinal anunciou o fim das aulas daquela segunda-feira.
- Sim, sou eu, Bella. – a loira respondeu do outro lado da linha. – Aconteceu alguma coisa?
- Não, não aconteceu nada. – Bella logo a tranqüilizou. – Escute... não quero que se alarme, ok? Mas é que eu estou no meio de uma grande investigação e... tem uns caras maus envolvidos nesse caso.
- E você quer dizer...? – Suzy perguntou num tom lento e preocupado. Ansioso.
- Você poderia, por favor, ficar dentro de casa? – Bella pediu, mordendo o lábio inferior ao ouvir apenas o silêncio do outro lado da linha. – Não há realmente com o que se preocupar, mas... eu não quero colocá-la em perigo. Se eu souber que você está em casa com as portas devidamente trancadas, me sentirei bem melhor.
- Ok, se assim você quer. – Susy suspirou. – Bella, você não está se arriscando mais uma vez não, não é? Sinceramente, não consigo passar pelo mesmo susto duas vezes.
- Não, fique tranqüila. – Bella a acalmou. – Não é nada com o que eu não possa lidar, mas... nunca sabemos como realmente funciona a cabeça de gente desse tipo, não é? Então, se for sair de casa, chame uma amiga ou algo assim. E liga pro John pedindo pra ele tomar cuidado também, ok?
- Ah, pode deixar que o John já está habituado a esse tipo de coisa. – Suzy se riu. – Ele trabalha pro Caleb, esqueceu-se?
- Oh, é claro. – Bella riu. – Havia me esquecido desse detalhe.
- Que horas você chega em casa hoje? – Suzy perguntava. – A tempo pro jantar?
- Espero que sim mas nunca se sabe. – Bella deu de ombros. – Qualquer coisa eu te ligo, ok?
- Ok, Bella. – Suzy respondeu e havia muito carinho em sua voz. Bella permitiu-se divagar até seu passado, onde sua mãe ainda vivia. E ela sempre usava do mesmo tom quando se dirigia a ela. Que saudades ela sentia de sua amada mãe... – Cuide-se.
- Eu digo o mesmo. – Bella gracejou antes de desligar.
- Você está preocupada ou é apenas impressão minha? – Alice questionou enquanto caminhava junto com a amiga em direção ao estacionamento onde esperariam por Damon. Ou Edward, com um pouco de sorte.
- Estou sim. – Bella suspirou. – Mas espero realmente que seja apenas uma preocupação sem sentido. Esse caso já está complicado demais pra rolar ainda mais complicação.
- Sem detalhes sobre o caso, não? – Alice tentou fazendo Bella rir e empurrá-la carinhosamente.
- Sai pra lá, baixinha. – ela gracejou. – Tenho amor ao meu emprego.
- Bem, ninguém pode me acusar de não ter tentado. – Alice deu de ombros, ambas então caindo na gargalhada.
Não precisou ter realmente graça pra que ambas sentissem a necessidade do riso. Pois quando estamos ao lado de um amigo de verdade, nada nos parece ruim o suficiente pra sufocar a deliciosa sensação de liberdade que nos preenche por dentro. Então tudo se torna motivo de riso, mesmo que o céu esteja prestes a desmoronar em nossas cabeças.
Bella Swan não sabia, mas tal metáfora faria total sentido em sua vida antes que aquela semana terminasse.
Notas finais
Bella demonstrar sentimentos e verbalizá-los é um momento raro, não? Por isso é bonito quando acontece.
Ainda não sabemos (eu sei, mas não vou contar hehehe) onde Edward esteve e o que andou fazendo mas sabemos que Damon e Alice desconfiam de algo. Ou não? Bem, cabe a vocês pensar sobre isso.
E nessa história entre Bella e Edward, sem envolver os crimes e demais coisas que cercam a vida de ambos, todos temos as nossas opiniões. Uns acham que a Bella deveria falar mais sobre si mesma a Edward e não lhe esconder nada enquanto outros acham que o Edward é um tremendo chato ao ficar em cima da Bella, sempre querendo mais e mais.
Afinal, todos nós temos o direito de ter opiniões sobre isso. Mas só entendemos realmente os motivos de cada um quando eles falam sobre isso. E nesse capítulo a Bella disse um pouco sobre isso pra Alice, que também acha que a amiga deveria se abrir com seu irmão. Mas até mesmo ela que achava isso ficou balançada quando Bella expôs seus motivos.
Por que, mesmo que erremos, não temos 100% de culpa por isso. Pois a maioria de nós erra sim, mas... bem, esse erro é apenas uma consequencia de uma tentativa de acerto.
Por que, no fim de tudo, sempre fazemos o que achamos certo.
Quem é certo e quem é errado? Só esperando o próximo pra saber. Pois as respostas jamais estarão explícitas: cabe a você decidir qual é.
Bjks e até o próximo!
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