Notas iniciais
Olá pessoinhas! =)
Mais um capítulo. E dessa vez é verdade quando digo que só postarei dentro de uma semana já que o final da fic está quase chegando...
Muito obrigada a BabiCullen por ter recomendado. Ameeeeeeeei suas palavras, querida! Valeu pelo carinho e por me acompanhar desde o início.

“E a humanidade, em sua eterna busca pela verdade, continua se camuflando por detrás de mentiras.”

Naquela noite, Bella não dormiu. Rolou e rolou em meio aos seus lençóis, procurando sempre uma nova posição ou um pedaço mais confortável do colchão que permitissem que ela enfim adormecesse.

Mas era em vão. Por mais que ela rolasse e rolasse, o sono não viria. Pois os pensamentos e lembranças não abandonavam sua cabeça fazendo com que o sono simplesmente não tivesse espaço algum pra dominá-la.

A vida é uma terrível ironia, não? Como era possível que o mesmo James que matara seu pai fosse o mesmo James que perdera seu filho numa operação do FBI, que resultara na morte da família de Emmett por mera vingança, e que era então casado com a mãe de seu amigo Roy?

Ela não acreditava em coincidência. Ela acreditava em destino. E as então chamadas de coincidências eram pra ela um chamado do destino. Todas as coisas que aconteciam dessa forma eram pra ela uma forma do destino dizer-lhe que era preciso fazer alguma coisa.

Fazê-lo pagar. Pagar pela destruição de sua irmã, pela morte de seu pai, pelo assassinato da família de Emmett assim como as demais famílias e oficiais também mortos. Livrar a família de Roy do constante tormento.

Ela não prometera ao Roy que faria alguma coisa quanto ao seu padrasto antes mesmo de saber que ele se chamava James, o nome que lhe trouxera horrendas lembranças? Na época ela não fazia idéia do que poderia fazer, mas... ela sentira que faria alguma coisa.

Agora era a oportunidade.

Sabia que tinha sido vingança. Sabia sim. Quando ela dissera a Damon e Emmett que conhecia James, o pai, Emmett quis saber como era a aparência dele. Loiro, alto, olhos claros, o rei da prepotência e crueldade... tudo o que ela disse ajudou já que James Jr. era o único loiro dos adolescentes mortos naquela garagem. E fora ele quem puxara a arma antes de todos os outros, xingando todos os palavrões que ele conhecia.

Não havia como se enganar tanto assim. Quantos James Mitchel existiam no mundo que tinham filhos com o nome de James Mitchel Jr.? Bom, deveria existir uma quantia considerável mas qual era a chance de ela deparar-se com um pai e um filho que tinham o mesmo nome do homem odioso que certa vez a cercara em sua própria casa enquanto sua irmã dava uma de suas tão famosas “festas”?

Então era justamente por isso que ela tinha que checar. Tinha que encará-lo e tirar dele tanto quanto fosse possível. Isso tudo sem levantar suspeitas, claro.

Mandara um recado ao Edward dizendo que no domingo de manhã estaria ocupada. Marcara com ele pra que se encontrassem à tarde, caminhassem pelo parque, tomassem um sorvete... tudo que pudesse tirar de sua mente as coisas que tinham acontecido até ali e o que ainda iria acontecer durante aquela manhã.

Pouco tempo depois que ouvira Suzy descer as escadas, o cheiro de café fresco chegando até seu quarto, ela finalmente se levantou. Não adiantaria de nada ficar deitada quando o sono se recusava a chegar até ela. Levantou-se, arrumou-se e então desceu também as escadas, indo em direção a cozinha.

- Bom dia. – ela cumprimentou ao entrar no cômodo, Suzy virando-se pra encará-la, um sorriso em seu rosto.

- Bom dia, Bella. – ela respondeu quando a garota sentou-se à mesa. – Dormiu bem?

- Na medida do possível. – Bella resmungou ao servir-se de uma xícara de café puro. Não costumava tomar café nem mesmo misturado ao leite mas naquele dia estava certa de que precisaria. De pelo menos umas trinta daquelas xícaras.

- Aconteceu alguma coisa? – Suzy quis saber ao sentar-se do outro lado da mesa, também se servindo de café. – É o Edward de novo?

- Não, não. – Bella riu com a idéia. – Nós fizemos as pazes ontem, por Deus!

- Isso nunca quer dizer nada. – Suzy deu de ombros, sorrindo. – Tem casais que rompem um dia depois de ter marcado o casamento, por que vocês não poderiam ter brigado um dia depois de terem oficializado o namoro?

- São situações bem diferentes, Suzy. – Bella explicou. – É natural casais romperem ao marcar o casamento. A pressão de tornar sólido o que até então era apenas...

- Bella, estávamos falando de você ou de psicologia de casais? – Suzy provocou fazendo Bella rir, coçando a cabeça.

- Não é nada, Suzy. São coisas do trabalho. – ela deu de ombros, a luz do entendimento brilhando nos olhos da mulher.

- Ah, eu entendo. – Suzy disse balançando a cabeça afirmativamente. – Continuo te achando tão jovem pra esse tipo de coisa...

- Idade cronológica não tem tanta importância assim em casos como esse. – Bella comentou enquanto olhava pro fundo de sua xícara. – Apesar de ser ainda jovem... bem, vi e vivi coisas que muitas pessoas cinqüenta anos mais velhas do que eu nem sonham existir.

- Mas tome cuidado. – Suzy pediu ao estender sua mão e apertar a mão de Bella por cima da mesa. – Tome cuidado. Apesar de esse tipo de trabalho parecer seguro, vocês por vezes mexem com pessoas realmente perigosas. Então apenas tome cuidado. Não quero te ver ferida novamente.

- Fique tranqüila, Suzy. – Bella riu ante a preocupação quase materna da mulher, retribuindo seu aperto de mão. – Não irei me machucar. Pelo menos até onde eu puder evitar, claro.

- Sobre o que estão conversando? – a voz de John se fez ouvir quando ele entrou na cozinha, dando um beijo no topo da cabeça de Bella antes de sentar-se e servir-se de café.

- Só a Suzy preocupada com a minha possível precoce e trágica morte. – Bella brincou fazendo com que Suzy torcesse o rosto em uma careta.

- Isso não é engraçado. – ela reclamou fazendo John rir.

- Você se preocupa demais, Suzy. Bella sabe se cuidar. – ele acalentou-a, voltando-se depois pra Bella. – Tenho uns papéis que Caleb quer que você assine.

- Papéis? – ela se surpreendeu, atenta ao que John lhe dizia.

- Sim, papéis. – John confirmou enquanto comia um pãozinho. – Pelo que parece, você saiu do primeiro andar direto pro terceiro, não foi?

- Não necessariamente. – Bella disse num tom lento, as sobrancelhas de Suzy arqueadas ante a novidade.

- Antes, você era uma estagiária. – John ia dizendo enquanto tomava café. – Caleb te colocou um nível acima desde o começo pra que você não tivesse que pagar coisa alguma pelo aprendizado e que ainda recebesse uma bonificação a cada serviço prestado. Mas, pelo que parece, você se mostrou realmente eficiente e agora está num caso grande. Por isso Caleb mandou que eu te colocasse na folha de pagamento, batesse alguns contratos simples pra que você assinasse e que te desse a notícia de que a partir de hoje seu lugar é no terceiro andar da Agência.

- Você ta brincando. – Bella disse com assombro mesmo sabendo que não havia sinal de brincadeira ou mentira no rosto de John.

- Não, não estou. – ele sorriu. – Claro que você ainda não será uma empregada efetiva, o citado “caso” servirá pra que nos mostre o quão boa você é e que merece seu lugar no terceiro andar. Enquanto o resolve junto a Damon, você dividirá o espaço com ele em sua sala. Depois, se resolverem o caso, você terá sua própria sala e será contratada como funcionária efetiva do Grupo Langdon.

- Estou realmente surpresa. – ela balbuciou enquanto empurrava a xícara vazia pra longe de si. – Pensei que... bem, pensei que ele me daria essa oportunidade e que então me mandasse depois pro segundo andar onde ficam os casos menores. Não imaginava que ele pudesse me colocar no terceiro, junto aos melhores.

- Por que você é uma das melhores, Bella. – John comentou, seu olhar transbordando orgulho. – Só tem que provar o quanto é.

- Caso grande, ãhn? – Suzy comentou como quem não queria nada, cutucando uma migalha de pão que caíra na toalha da mesa. – E... bem, não é perigoso esse tal de caso?

- A vida é uma constante aventura. – Bella citou ao levantar-se e levar a louça suja pra pia. – Ninguém está livre dos perigos que ela representa.

- Mas quem se coloca em situações de extremo risco tendem a procurar por esses perigos, não? – Suzy respondeu em desdém, Bella tentando camuflar um riso enquanto voltava pra mesa.

- Não se o objetivo não for esse. – ela respondeu ao sentar-se, os olhos claros da mulher fixos nela. – Não se isso for apenas uma conseqüência.

- Vou buscar os papéis pra você assinar. – John desconversou ao perceber que aquele assunto renderia.

- John e eu iremos sair hoje. – Suzy comunicou, de novo brincando com as migalhas de pão. – Ir ao parque, andar um pouco, tomar um sorvete... quer vir conosco?

- Eu adoraria, mas tenho que sair dentro de alguns minutos. – Bella informou fazendo com que a mulher voltasse a olhar pra ela. – Tenho que visitar um amigo e, mais tarde, vou sair com Edward.

- Que amigo você irá visitar? – Suzy perguntou antes que pudesse se conter, corando furiosamente logo depois. – Desculpe, isso não é da minha conta.

- Claro que é da sua conta. – Bella acalmou-a, mostrando que não a achara enxerida por perguntar tal coisa. – Se chama Robert Simpson mas o chamamos de Roy. É um bom amigo.

- Sim, deve ser mesmo. – Suzy respondeu distraidamente, voltando as migalhas sobre a toalha. Nesse momento John voltou a entrar na cozinha, alguns papéis em suas mãos.

- Bem, esse contrato basicamente diz que você irá trabalhar num período de experiência, podendo ou não ser contratada efetivamente no final da mesma mediante a avaliação de seu empregador. – John foi dizendo enquanto corria os olhos pelos documentos. – Aqui também está claro que você está ciente de que esse trabalho é, por vezes, perigoso, tendo então que lidar com pessoas de índole duvidosa, com intenções... hum, com nenhuma boa intenção, digamos assim. Em suma, você estará declarando que sabe que se colocará em risco algumas vezes.

- Sim, eu entendo. – Bella concordou automaticamente enquanto John lhe passava os papéis.

- Se você quiser ler antes de assinar... – John opinou mas Bella recusou com um aceno de cabeça.

- Confio em você. Se tivesse aqui algo que pudesse me lesar, certamente que você me diria. – ela comentou enquanto assinava os papéis nos lugares indicados, entregando-os depois pra John que estava ainda atônito pela declaração da garota. – Aqui está.

- Ok. – ele pigarreou ao aceitar os papéis e então tirar um pequeno pedaço de papel de seu bolso. – Aqui está. Recomendo que o guarde num lugar seguro.

- O que é isso? – ela perguntou ao pegar o que lhe era oferecido, seus olhos analisando o pequeno pedaço de papel.

- Um cheque. Considere isso como um bônus de contratação. – John esclareceu fazendo com que o queixo de Bella caísse quando ela viu a quantia do cheque.

- Um bônus? – ela desacreditou. – Isso é um bônus?

- Sim, é um bônus. – John riu e virou uma das folhas do contrato que Bella acabara de assinar, mostrando a ela uma das linhas escritas. – E isso, madame, será o seu salário.

- Minha Nossa Senhora das Mulheres Mortalmente Assustadas Com Tamanha Fortuna. – Bella disse de uma só vez, arrancando risos de John e Suzy. – Céus, nem sei o que fazer com tanto dinheiro!

- Bem... – Suzy pigarreou, aquela sensação estranha que Bella captara desde quando a mulher se mostrara preocupada, querendo saber demais sobre Bella, seu trabalho, onde ela ia... agora se intensificava. Ela queria dizer alguma coisa. – Você... você não está pensando em mudar-se, ou está?

- Por quê? – Bella perguntou ao dobrar o cheque e guardá-lo dentro do bolso de sua calça. Depois teria que depositar aquele dinheiro... ou melhor, teria que abrir uma conta no banco pra depositar o dinheiro. – Estou sendo expulsa agora que tenho um trabalho praticamente fixo?

- Não, não! É claro que não! – Suzy disse rapidamente, temerosa de que Bella pudesse realmente pensar tal coisa. – Não é que... bem, John e eu não somos seus pais realmente. Te trouxemos pra cá, fomos seus guardiões legais durante esses tempo... teremos certas responsabilidades sobre você até os vinte e um mas... bem, você já tem dezoito anos. Não tem nosso sobrenome nem nada que te prenda a nós...

- A não ser o carinho que sinto por vocês. – Bella atalhou-a fazendo com que a mulher parasse com a boca aberta no meio de seu discurso. – Sério, Suzy. Sei que começamos com o pé esquerdo, eu estando desconfiada por tudo o que acontecia e você estando temerosa pelo que eu sabia fazer, mas... sério, eu gosto de vocês dois. Pode ser de uma forma bem diferente, mas... aqui eu me sinto em casa. É como se eu tivesse uma família outra vez.

- Isso... – Suzy fungou enquanto limpava disfarçadamente uma lágrima atrevida que tentava escapar de seus olhos. – Isso quer dizer que você não pretende ir embora?

- Não enquanto vocês me aceitarem por aqui. – Bella disse com um sorriso imenso, Suzy mais uma vez buscando sua mão por cima da mesa e a apertando.

- Enquanto você sentir-se bem aqui... nós estaremos felizes em te ter por perto. – ela declarou, as lágrimas finalmente rolando de seus olhos.

- Eu me atrevi a abrir uma conta no banco pra você. – John pigarreou, piscando repetidas vezes pra disfarçar a umidade em seus olhos. – Amanhã é só você passar lá e assinar os papéis necessários, depositando seu cheque.

- Ok. – Bella sorriu enquanto se levantava da mesa, adiantando-se até John. – Agora tenho realmente que sair. – deu-lhe um beijo na bochecha e foi até Suzy, dando-lhe também um estralado beijo no rosto. – Não sei a que horas volto mas estarei com meu celular. Qualquer coisa é só me ligar.

- Juizo. – John disse enquanto a garota saía da cozinha.

- Divirta-se! – Bella ainda ouviu Suzy dizer ao pegar sua bolsa que deixara pendurada no hall de entrada. Como não queria sair de casa com uma quantia tão alta, escondeu o cheque dentro de uma das gavetas da mesinha de que ficava no hall.

- Vocês também. – ela disse num tom mais alto ao destrancar a porta. – Adeus!

xxx

Não fora esforço algum pra que Bella conseguisse o endereço de Roy. Pedira pra Damon entrar no sistema da Agência e consegui-lo diretamente da ficha de Roy, que trabalhava como moto-boy desde que Bella pedira que Edward conseguisse um emprego de verdade pro amigo. Tanto Emmett quanto Damon não achavam uma boa idéia Bella ir sozinha a casa de Roy apenas pra especular algo sobre James, mas a garota fora irredutível: eles tinham ido a NY, ela iria a casa de Roy. Nada mais justo já que os três faziam parte da mesma equipe naquele caso.

E além do mais... assim seria mais fácil.

Enquanto o taxi ia seguindo pelas ruas da cidade, Bella deixou que seus pensamentos divagassem mais uma vez. James... por que ele estaria por ali? Sim, ela sabia que era provável que ele morasse em Washington pois fora naquela cidade que, nove anos antes, ele acabara com o que restava de sua família. Mas, se ele sempre morara ali, o que seu suposto filho estaria fazendo em NY?

Eram tantas as possibilidades... mas ela só poderia supor. Pois a verdade estava com James Mitchel.

Quando o carro entrou no bairro modesto, Bella não pôde deixar de pensar que morara num bairro semelhante desde que se lembrava por gente. Morara com sua mãe, seu pai e sua irmã... até que tudo, de repente, ruiu.

Só que não era hora de pensar nela e em sua falecida família. Era hora de agir.

Quando desceu do taxi, viu uma garota que andava de bicicleta rua acima, os olhos curiosos logo mirando Bella, não a reconhecendo como moradora daquele lugar. Por que crianças sempre sabem dessas coisas... prestam ainda mais atenção do que as pessoas adultas.

- Olá. – Bella saudou com um sorriso, a garota meio receosa ao parar a bicicleta ao chegar perto dela.

- Olá. – ela respondeu num tom desconfiado, olhando pra Bella com a cabeça levemente virada em direção a casa que logo Bella reconheceu por ser o endereço de Roy. Instinto de auto-preservação, ela logo reconheceu. Qualquer movimento suspeito da parte de Bella a faria gritar e correr na direção indicada. Mas por que uma menina tão jovem seria assim, tão desconfiada? Temerosa?

- Você deve ser Noelle, não? – Bella puxou conversa ao se aproximar um passo da bicicleta, a garota ainda a encarando com desconfiança.

- Como sabe meu nome? – ela perguntou enquanto olhava Bella de cima em baixo, analisando-a.

- Sou amiga do seu irmão Roy. – Bella apresentou-se ao estender uma mão. – Isabella Swan. O conheço da escola, sabe? Um rapaz muito... “arteiro” mas um excelente amigo, com certeza.

- Você conhece meu irmão? – a garota perguntou ao aceitar a mão de Bella e apertá-la, um leve sorriso se insinuando em seus lábios. Já não via mais Bella como uma ameaça. – Será que... será que você não é a Bella de quem ele tanto fala?

- Sim, eu conheço. – Bella coçou a cabeça ao fazer uma careta. – E sim, eu sou a Bella de quem ele tanto fala. Espero que seja bem, pelo menos.

- Ah, mas é claro que ele fala bem de você! – a garota exclamou ao descer da bicicleta e colocar-se em pé, aproximando-se mais um pouco de Bella. Agora havia curiosidade e admiração em seus olhos. – Ele diz que você pode fazer coisas mágicas. Como soube que eu era irmã de Roy?

- Por que eu faço mágica. – Bella riu de forma simpática. – Ou seria por que você tem o mesmo olhar desconfiado e arredio que seu irmão sabe fazer tão bem?

- Mamãe diz que desconfiança nunca é demais. – a garota citou fazendo com que Bella balançasse a cabeça em movimentos afirmativos.

- Ela está totalmente certa. – e depois olhou em direção a casa que parecia estar vazia. Nenhum som ou sinal de movimento dentro dela. – Roy está em casa?

- Não, ele saiu. – Noelle disse fazendo um muxoxo. – Ele saiu pra beijar aquela sebosa da Micaela.

- Sabia que o Roy estava de rolo com alguém. – Bella se riu. – Estava fazendo mais piadas sem graça do que o normal. – Noelle riu junto com ela depois de tal comentário. – Eu posso entrar pra esperar por ele ou será que ele irá demorar?

- Não, entre. – Noelle indicou o portão da casa. – Eu vou chamá-lo pra você. – e pelo pequeno riso maldoso em seu rosto, Bella soube que pra garota essa era uma oportunidade de estragar o momento “in Love” do irmão. – Venha. — Noelle então conduziu Bella portão adentro, deixando a bicicleta sobre o cimentado do quintal enquanto a levava até a porta de entrada. – Mãe! Manhê, tem uma amiga do Roy aqui!

- Eu não quero incomodar. – Bella disse por educação ao entrar depois da menina, fechando a porta da frente.

- Não vai ser incômodo. – Noelle afirmou. – Mamãe gosta de visitas, sabe? E não costumamos receber muitas.

- Quem está aí, Noelle, querida? – uma voz feminina disse de dentro da casa, Noelle fazendo sinal pra que Bella a seguisse.

- É Bella, aquela amiga da qual Roy tanto fala. – ela explicou ao entrar na cozinha onde a mãe de Roy parecia estar fazendo o almoço. Quando a senhora virou-se pra olhar Bella, esta quase caiu de costas tamanha a intensidade do sofrimento que ela trazia estampada em seu rosto. Marcada a fogo em seu olhar. Por um momento Bella teve que lutar pra reaprender a respirar.

- Bella! Oh, querida, é mesmo você? – a mulher abriu um sorriso que, apesar de sincero, não chegava aos seus olhos. – Roy fala tanto de você... tudo o que fez por meu menino!

- Vou chamá-lo. – Noelle informou ao sair correndo da cozinha.

- Não faça tanto barulho, filha. Ele ainda está dormindo! – a mulher chamou a atenção da menina que continuou a correr, desaparecendo pelo corredor em direção a porta da frente. Bella teve que forçar a simpatia em sua expressão ao saber que James estava ali. Dormindo, o desgraçado... mas ele estava ali. Ela até mesmo podia sentir a sua odiosa presença... – Mas sente-se, querida. Quer um café, um suco, você tomou café da manhã?

- Não quero nada, muito obrigada. – ela riu ao sentar-se na cadeira indicada pela mulher que continuou a mexer nas panelas mas com sua atenção voltada pra Bella. – Tomei café da manhã antes de sair de casa.

- Roy sabia que você viria? – ela questionou-a, seus olhos revesando entre seu trabalho e Bella.

- Não, eu quis fazer uma surpresa. – ela camuflou a mentira com um sorriso. – Queria conhecer o lugar onde ele morava assim como sua família. Ele fala um bocado de vocês.

- Ah, querida, não há muito o que ver aqui. – a mulher suspirou ao deixar as panelas fervendo no fogão e sentar-se a mesa, em frente a Bella. Se não fosse o sofrimento, Mary seria uma das mulheres mais lindas que Bella já vira. Pra ter um filho de dezoito anos, ela não deveria ter menos do que trinta, trinta e cinco anos. Mas mesmo que a tristeza carregasse seu semblante, ela ainda era muito bonita. Só que mesmo assim... por que James estaria ali, naquela casa, torturando aquela família? – Mesmo sem te conhecer, eu já gostava de você. – ela confidenciou com um sorriso simpático. – Roy me disse que você deu conselhos a ele e que foi através de você que ela conseguiu seu pequeno trabalho.

- Sim, foi sim. – Bella confirmou. – Mas eu não tenho mérito nisso. Roy é um menino de ouro; eu só fiz o que deveriam ter feito há muito tempo.

- Mas que porra de converseiro é esse? – uma voz grave, masculina, soou na pequena cozinha. Bella viu o corpo da ainda jovem mulher se encolher enquanto os passos se aproximavam pelo corredor, ela então virando a cabeça naquela direção já sabendo o que veria. Pois até mesmo no inferno seria capaz de reconhecê-la. – Não me escutou dizer que eu quero paz e silêncio, mulher? – James rosnou enquanto entrava no pequeno cômodo.

E foi então que os olhos escuros do homem frio e cruel se encontraram com o intenso castanho dos olhos de Bella, que guardava toda a raiva que a consumia trancada dentro de si. Não podia alarmá-lo. Não podia dar-lhe a entender que o reconhecera.

Não naquele momento, pelo menos.

Então um rápido lampejo passou pelos olhos frios e escuros; James a reconhecera.

Notas finais
Bella e seus muito segredos... quem aqui julga saber tudo sobre o passado de Bella sempre se surpreende com coisas novas que se insinuam a cada novo capítulo.
E ela saiu do primeiro andar direto pro terceiro, quem diria, não? Isso se ela resolver esse caso junto com Damon e Emmett, claro. O que será que ela tem em mente pra conseguir incriminar James? Qual o plano maligno bolado por sua cabecinha maquiavélica?
kkkkkkkkkkk'
A relação entre ela, John e Susy só melhora a cada dia, não? parecem até mesmo uma família... eles conquistaram um lugar no coração dela assim como ela conquistou um lugar em seus corações. E quem diz que essa garota é a mesma do início da primeira temporada?
O que James esconde? Por que está na casa de Roy, infernizando sua família? Quais serão as suspeitas de Bella e como ela as usará contra James?
E ele a reconheceu. Qual será sua reação? Saberemos mais sobre o que de fato aconteceu a Bella nove anos antes?
Perguntas, perguntas... só na próxima segunda-feira pra saber.
Bjks e valeu a todos os que leem e marcam minha fic ao deixar suas opiniões!
Obs: pra quem ainda não sabe, as frases iniciais de cada capítulo são de minha autoria também. Ao menos eu tento, claro. =)