The Art Of The Lie - 1, 2 e 3 (hiatus)
37 Capítulo 09
Notas iniciais
Capítulo em comemoração aos 215 leitores. =)
Não é pelo número, já que a minoria participa com seus comentários, mas sim por essa minoria que, em sua maior parte, me realiza com seus comentários!
Não é pelo número, já que a minoria participa com seus comentários, mas sim por essa minoria que, em sua maior parte, me realiza com seus comentários!
Ao entrar em seu quarto, nem mesmo retirou seus sapatos, lançando-se em sua cama. Se possível fosse, não quereria nunca mais sair dali. Ah, se ela pudesse simplesmente fechar os olhos e então dormir pra sempre... sem preocupações, sem limitações, sem aborrecimentos. Sem hipocrisia.Não havia passado nem mesmo cinco minutos desde quando se deitara quando seu celular começou a tocar. Por um momento decidiu que não atenderia, pois sabia muito bem quem ligava pra ela, mas... bem, se ela não atendesse, certamente ele viria até sua casa.E isso não seria nada bom naquele momento.- Pronto. – atendeu a ligação sem nem mesmo confirmar o nome de quem ligava.- Bella, onde você está? – era a voz de Edward, meio rouca pelo fato de ter acordado há pouco. – Acordei e você simplesmente tinha sumido...- Resolvi vir pra casa. – ela atalhou o rapaz que ficou em silêncio por alguns segundos.- Olha, sobre ontem à noite... – Edward começou mas mais uma vez Bella o interrompeu.- Edward, isso não me importa. – sua voz estava seca. Sem sentimentos. Sem emoção. Sem vida. E só Edward sabia o quanto isso era ruim. – Realmente não me importa.- Como assim não importa? – ele questionou-a, sua voz alterada pela incredulidade. Como sempre, ele acreditava que ela fazia tempestade em copo d’água. Como sempre, ele não a compreendia. E isso... a magoava profundamente. – Bella, eu te liguei avisando que não poderia jantar com você ontem à noite. É o meu trabalho! Se eu soubesse que era tão importante... mas já passou, não há como voltar atrás. A gente não pode sair outro dia, tipo... hoje?- Não podemos, Edward. – sua voz ainda era calma, sem vida. E isso parecia estar aborrecendo o rapaz do outro lado da linha.- E por que não podemos? – ele perguntou tentando controlar a própria frustração.- Por que sou eu que não reservei um tempo pra você hoje. – Bella respondeu antes de encerrar a chamada e desligar o aparelho de celular, pra que assim não tivesse maiores aborrecimentos. Só queria um tempo pra sua cabeça, apenas isso. Era mesmo pedir demais?Ele deveria entendê-la. Deveria pensar em sua frustração ao se arrumar e fazer planos pra noite de ambos. Deveria sim entender que ela era de carne e osso, apenas uma jovem mulher que acabara de sair da adolescência. Esperara por ele. E ele ligara avisando que não poderia jantar.Então esperara ainda mais por ele. E, dessa vez, ele nem se dignara a ligar e dizer pra que não o esperasse.Ela ficara acordada, deitada, sozinha, apenas esperando por ele. Pelo que ela conhecia de sentimentos, era seu direito estar tão triste. Ainda mais quando ambos iriam comemorar o fato de finalmente estarem namorando, sendo ela quem o pedira em namoro.Não soube quando adormeceu, mas de repente estava sonhando. E era um sonho seu, finalmente. Por que, depois de tanto visitar sonhos alheios, ela sabia mais ou menos como isso funcionava. Sempre começava com um sonho dela. Geralmente, tão curto que ela nem mesmo se lembrava com o que sonhara. Então havia uma estrada. Uma longa estrada que não tinha fim. E ela estava andando por essa estrada, seguindo pra lugares que nem mesmo ela sabia quais seriam.Aí as imagens se revelavam. Ela se via dentro de situações que jamais poderiam ser obra de sua imaginação. Pessoas conhecidas, pessoas queridas, pessoas próximas... eram os sonhos delas que, de alguma forma bizarra, estavam em sua cabeça.Mas, naquela manhã, os sonhos eram dela. E nesses sonhos, ela corria. Corria, corria, corria, tudo a sua volta no mais completo escuro, à sua frente as costas de Edward eram visíveis enquanto ele se distanciava. Então ela corria e gritava. Mas sua voz não tinha som algum, suas pernas não se moviam com a velocidade suficiente.Ela só queria gritar pra que ele esperasse por ela. Pra que ele apenas ouvisse o que ela tinha a dizer.Pra que ele simplesmente ouvisse que Bella não poderia viver sem ele. Não mais.Então ele desapareceu. E havia só a escuridão. A mesma escuridão que outrora a cercara, a envolvera.Ela e a escuridão.De repente, o chão não mais existia. Ela caía numa velocidade incrível, sentindo a escuridão cercá-la, envolve-la enquanto ela simplesmente caía.Não havia mais o que ser feito.Com um salto pelo susto e também devido à sensação de queda, Bella despertou, sentando-se na cama. Acreditou que ainda estava sonhando por um momento ao ver Edward parado dentro de seu quarto, terminando de passar uma perna pela janela enquanto a encarava, visivelmente envergonhado por ter sido pego de surpresa.
- Me desculpe por entrar sem pedir. – ele explicou-se ao entrar por completo dentro do quarto, Bella encarando-o de uma forma estranha, como se nunca o tivesse visto na vida. – É que fiquei desesperado depois de não te encontrar ao meu lado, na cama, e ainda mais depois da nossa conversa. Tentei te ligar, mas seu celular estava desligado. Não pude esperar, eu precisava te ver pra dizer que eu...Mais uma vez naquele dia, Bella o interrompeu. Mas não como das outras vezes.Num salto, ela estava de pé. Em poucos passos corridos, ela se lançava contra ele, segurando-o pelo colarinho da camisa ao puxá-lo pra um ardente beijo; sua boca, faminta, apossando-se da dele. Edward ficou imóvel por alguns segundos, surpreso pela súbita reação de Bella ante sua presença, mas logo a estava beijando com a mesma paixão, com o mesmo desejo. Com a mesma urgência. Logo as roupas eram retiradas as pressas, alguns dos botões da camisa de Edward saltando pelo quarto no processo. As bocas nunca se cansando em explorar-se mutuamente, as mãos pareciam ter vida própria ao avançarem pro corpo um do outro, apertando, apalpando e acariciando cada pequena parte que conseguissem.Edward abraçou o corpo de Bella, erguendo-a do chão e andando os poucos passos até sentir a cama, já que não via nada tamanho seu desejo. Caíram sobre o colchão, pouco se importando de que a porta não estava trancada, as últimas peças de roupa sendo logo rasgadas pela pressa que os consumia.Não houve preliminares. Eles não queriam perder um segundo que fosse. Como se a vida de ambos dependesse daquele ato consumado. Como se os dois corpos clamassem por estarem unidos.Como se, de repente, não houvesse mais tempo. Só a necessidade. A terrível, avassaladora e luxuriante necessidade.Bella mordeu o lábio inferior pra impedir que um berro de prazer/dor escapasse por sua boca, suas unhas cravando-se nas costas musculosas de Edward quando ele penetrou-a sem aviso, preenchendo-a completamente.- Machuquei você? – ele ofegou no rosto dela ao beijar-lhe mais uma vez. E mais uma. Mais uma. Mais uma. Mais uma...Havia como negar que não sentira nada parecido com nenhuma outra mulher em toda sua vida?- Não. – ela sussurrou, movendo seu quadril em direção ao corpo dele, rebolando, sentindo a ereção de Edward esfregar suas paredes internas. O rapaz gemeu e escondeu a cabeça na dobra do pescoço de Bella, como se estivesse fazendo um esforço terrível ao tentar se controlar. – Por favor, continua. Eu... quero você. Muito.- Também te quero, pequena. – ele sussurrou ao beijá-la mais uma vez, começando então a mover-se lentamente. – Sempre.Então os corpos se moviam com ritmo, as bocas se devoravam ao tentar calar dentro de si os gritos que expressavam todo o prazer que os envolvia. As mãos pareciam não saber onde seria o lugar ideal pra estar, antes em constante movimento ao percorrerem o corpo um do outro pra que assim pudesse conseguir o máximo daquela transa.Por que era mais do que uma simples transa. Era a união entre dois corpos de duas pessoas que se amavam. Que se amavam desesperadamente.Edward segurou na cintura de Bella, levantando seu corpo do colchão ao passo em que investia ainda mais fundo em sua intimidade que o apertava, o acolhia, os espasmos de prazer denunciando todo o desejo que a consumia. Desejo esse que a cada investida do rapaz ia aumentando, aumentando, aumentando, ameaçando explodir a qualquer momento.- Edward... Edward... – ela gemia em frenesi ao enfiar seus dedos em meio aos bastos cabelos acobreados, a boca do rapaz estando ocupada ao sugar os seios de Bella. – Eu te amo tanto, tanto. Tanto que... até me dá medo.- Medo de que, Bella? – Edward perguntou ao desacelerar seus movimentos, sua cabeça subindo até que os olhos estivessem fixos, encarando-se. – Medo de que?- De perder você. – ela sussurrou com lágrimas nos olhos ao subir sua mão até o rosto tão amado, acariciando-o enquanto o admirava. – De que... não seja pra estarmos juntos.- Como isso seria possível? – ele perguntou ao encostar sua testa na dela, as respirações falhas, os corpos ardendo em desejo. Mas aquelas palavras precisavam ser ditas. Eles precisavam expressar tudo o que ia em seus corações. – Como seria possível se estou tão ligado a você?- Você me ama? – Bella perguntou num sopro, seus olhos mostrando o quanto essa resposta lhe era importante. - Se te amo? – ele desacreditou tal dúvida, um riso torto desenhando-se em seus lábios. – Ainda duvida? Apesar de tudo o que possa ter passado por sua mente... eu te amo muito. Muito mesmo.- Eu também, Edward. – ela sussurrou sentindo as lágrimas escorrerem de seus olhos, puxando-o pra mais um beijo. – Eu também.Então os corpos estavam ainda mais ávidos, mais famintos. Os movimentos mais rápidos, mais fortes, mais fundos. Os gemidos eram praticamente incontroláveis, o desejo palpável e o sentimento... sim, ele estava ali.Sempre estivera ali, apesar de todas as brigas e discussões.Logo o ápice se pronunciou, Bella calando seu grito de êxtase ao beijar longamente a boca de Edward que logo a seguiu, sentindo a intimidade da jovem ordenhar a sua.Exaustos, desabaram sobre os revoltos lençóis, os braços de Edward cingindo o corpo suado de Bella, trazendo-a pra junto de si. Jamais se cansaria de amá-la. De abraçá-la. De senti-la perto de si.Pois ela era, sem sombra de dúvidas, a mulher de sua vida.- Será que alguém te viu entrar pela janela? – ela perguntou depois de alguns minutos de silêncio. – Ainda é manhã, sabe? Nessa hora, o sol costuma iluminar tudo, pelo que sei.- Engraçadinha como sempre. – ele se riu, feliz, enquanto beijava o topo de sua cabeça. – Acredito que tenham visto sim. Mas sei que, se tivessem avisado Suzy, ela não teria se importado. E John não está em casa, pelo que sei.- E se a polícia fosse chamada? – Bella questionou, seu corpo todo se sacudindo enquanto ela ria da idéia.- Ok, juro que nem pensei nessa parte. – Edward admitiu, rindo junto com Bella que havia se virado um pouco pra encará-lo, ele estando com a cabeça apoiada em uma das mãos, seu cotovelo sustentando seu peso. Então ele apenas sorriu, seus olhos transbordando ternura ao acariciar o rosto dela, o coração de Bella apertando-se dentro de seu peito. – Por você, acho que eu aceitaria até mesmo ser preso. Isso se eu tivesse a chance de apenas dizer o quanto eu te amo.- Edward... – ela sussurrou, já sentindo as lágrimas queimarem seus olhos, mas ele a interrompeu.- Por que essas coisas estão acontecendo, pequena? – ele perguntou em um quase sussurro, seus olhos também estando brilhantes pelas lágrimas devido aos sentimentos que ameaçavam explodir em seu peito. – Por mais que você antes tivesse seus segredos e limitações, íamos tão bem juntos. Mas então você quase morreu, eu acreditei realmente que soubesse tudo sobre você e que dali em diante jamais te perderia de vista. Jamais permitiria que te tirassem de mim. – ele suspirou, aninhando sua cabeça contra o pescoço dela, que o enlaçou, acarinhando seus cabelos. – Quase enlouqueci com a possibilidade de te perder pra sempre. É como eu já te disse... isso é diferente de tudo o que eu tenha vivido com qualquer outra.- Eu sei, eu sei... – ela suspirou beijando os cabelos dele, aspirando todo o seu cheiro tão agradável. Masculino. – É complicado, Edward.- Essa palavra... – sua voz estava um pouco abafada, seu rosto estando praticamente colado ao pescoço dela. – Estou realmente começando a odiar essa palavra.- Mas não é a verdade? – Bella disse com suavidade, fazendo com que Edward se erguesse, apoiado em ambas as mãos, encarando seu rosto.- Esse é o ponto. – ele disse no mesmo tom, jamais desviando seus olhos dos dela. – A verdade.- A verdade é algo bonito de se dizer. – Bella citou em um suspiro. – Mas nem sempre é o que se quer realmente ouvir.- Por que não tenta dizer? – ele arriscou, Bella sorrindo de leve ao dar-lhe um tapinha de leve no rosto.- Edward, ninguém é totalmente aberto pras demais pessoas, mesmo as mais próximas a ela. – ela continuou em sua explicação, Edward franzindo o cenho enquanto tentava entendê-la. – Todos nós temos nossos segredos. Eu tenho os meus, você tem os seus. – ele ergueu ambas as sobrancelhas, surpreso por ela saber. – Sim, Edward, eu sei que você não quer me contar coisas que aconteceram em seu passado. Mas isso não importa pra mim.- Não? – o tom de descrença não pôde ser camuflado, Bella rindo ao constatar isso.
- É claro que não. – ela afirmou, acariciando seu rosto. – Todos nós temos o direito de falar ou não sobre nós, se isso nos faz felizes. Ninguém tem a obrigação de ser um livro aberto.- Você está feliz? – Edward não conseguiu deter a pergunta que, atrevida, escapuliu por entre seus lábios.- Estou tentando, Eddie. – sua voz era um sussurro quando ela puxou-o pra deitar-se abraçado a ela. – Estou tentando.- Eu só queria... compreender você. – ele ainda tentou, fazendo com que ela o apertasse mais forte.- Como faria isso se nem eu me entendo? – Bella questionou, Edward não tendo palavras pra rebater tal coisa. – Escute, eu estou numa grande jornada. À procura de mim mesma. Do meu eu. De minha identidade. Não me pressione, preciso pensar com clareza e de forma imparcial. Não desconfie de mim já que você é e sempre será o amor da minha vida. E, por favor, não me abandone. – mais lágrimas desceram de seus olhos, fazendo-a apertar o corpo masculino ainda mais junto a si. – Tudo fica tão difícil sem você por perto...- Eu não pretendo te abandonar, Bella. – Edward declarou, suas mãos acariciando os braços desnudos da garota. – Por mais diferenças que existam entre nós, eu jamais irei te abandonar. Acredite.- Quero acreditar. – ela sussurrou. – Preciso acreditar.- Então apenas acredite que o que eu sinto por você não tem medidas. – ele sorriu antes de beijá-la nos lábios, suas mãos descendo pra cintura da jovem de forma quase automática enquanto aprofundavam o beijo, logo ele rolando seu corpo e puxando-a pra cima de si.- Garotos. – leves batidas na porta se fizeram ouvir, ambos saltando na cama, automaticamente buscando algo pra se cobrir. Mas Suzy, que era quem batia na porta, não tinha a intenção de entrar no quarto. – Se acabaram de se reconciliar, o almoço está na mesa. Seria melhor Edward se vestir e estar no térreo antes de John chegar. Isso evitaria... certos transtornos.Então seus passos se afastaram pelo corredor, descendo as escadas, enquanto Edward e Bella caíam de volta na cama, dando altas gargalhadas.
Notas finais
Ok, fiquei com pena de vocês. O capítulo passado foi uma avalanche de drama e pessimismo então eu tinha que mediar isso com a reconciliação dos dois.
Sei muito bem que, quase de modo geral, esperavam um lemon pro capítulo anterior, coisa que não aconteceu. E sei que, de acordo com o que a Daniela Osorio sempre diz, eu surpreendi com um lemon nesse capítulo.
kkkkkkk' É, essa é The Art. Nunca tente prever o que acontecerá.
A partir de agora as coisas começam a esquentar realmente. Não no sentido "agarração Beward" suas pervertidas, mas sim nos mistérios dessa temporada. Como antes eu disse, serão 18 capítulos + epílogo, então não estamos muito longe do final.
Em resposta a alguns dos leitores que questionaram e a alguns que não questionaram mas tem a mesma dúvida, pretendo sim fazer terceira temporada. Isso se, é claro, alguém por aí quiser lê-la.
Bem, vou ficando por aqui. Às vezes me esqueço de como eu falo demais. :S
Bjks a todas e até o próximo posto! (e quem disse que eu aguento esperar uma semana pra postar?)
Sei muito bem que, quase de modo geral, esperavam um lemon pro capítulo anterior, coisa que não aconteceu. E sei que, de acordo com o que a Daniela Osorio sempre diz, eu surpreendi com um lemon nesse capítulo.
kkkkkkk' É, essa é The Art. Nunca tente prever o que acontecerá.
A partir de agora as coisas começam a esquentar realmente. Não no sentido "agarração Beward" suas pervertidas, mas sim nos mistérios dessa temporada. Como antes eu disse, serão 18 capítulos + epílogo, então não estamos muito longe do final.
Em resposta a alguns dos leitores que questionaram e a alguns que não questionaram mas tem a mesma dúvida, pretendo sim fazer terceira temporada. Isso se, é claro, alguém por aí quiser lê-la.
Bem, vou ficando por aqui. Às vezes me esqueço de como eu falo demais. :S
Bjks a todas e até o próximo posto! (e quem disse que eu aguento esperar uma semana pra postar?)
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