The Art Of The Lie - 1, 2 e 3 (hiatus)
33 Capítulo 05
Notas iniciais
=)
“E quando acreditamos que podemos, aí acabam nossas forças. Quando acreditamos sermos o bastante, aí somos pequenos. Quando acreditamos que apenas nós bastamos a nós mesmos, aí nos sentimos sozinhos. Eis a maior habilidade humana: mentir pra si mesmo.”
Não daria certo, isso era fato. Melhor terminar tudo agora do que se afundar naquele relacionamento fadado ao fracasso, sofrendo muito mais depois.
Edward respirou fundo e desligou seu carro, entrando no prédio onde trabalhava há anos. E agora a mulher que mexera com seu juízo também trabalharia ali... tudo pra tornar sua decisão ainda mais difícil.
Ele pensara, ao contrário do que tinha prometido à Caleb. Pensara em tudo o que tinham passado até ali. Desde quando a vira pela primeira vez, uma garota reclusa, com roupas folgadas e fones de ouvido pendurados em seu pescoço, os olhos tão castanhos fugindo do contato visual, até na última vez na qual a vira, os mesmos olhos tão vazios e distantes enquanto batia a porta de seu carro, se afastando dele.
E chegara a conclusão de que eram diferentes demais. Não daria certo. E o motivo nem mesmo era a diferença de idade (a causa mais comum pra casais nos quais um era mais velho, mais maduro do que o outro) já que Bella era extremamente madura pra sua idade.
Acreditava justamente que fosse esse o caso. Ela era madura demais. Experiente demais. Especial demais. E ele... era apenas mais um cientista enquanto ela... uma das raras Naturais. Talvez melhor do que Caleb.
Céus! Quem ele era pra pensar que pudesse lidar com tudo isso? Anos e anos se acostumando a ver a verdade estampada no rosto das pessoas e então ele se apaixona pela única (além de Caleb, claro) a qual não podia ler.
Se ela mentisse ou lhe escondesse algo, jamais saberia. Não estava pronto pra lidar com isso. Talvez jamais estivesse...
A viu assim que passou as elegantes portas de vidro e seu coração se encolheu no peito. Engoliu em seco ao fixar seus olhos claros através das lentes escuras dos óculos no corpo esguio e maduro da mulher que estava sentada numa poltrona em um dos cantos da recepção. Bella folheava nervosamente uma revista e ainda não reparara que ele entrara no prédio.
Queria sim falar com ela, queria muito. Mas assim, tão de repente... o que ele tinha a dizer não era fácil. Nada fácil.
Viu quando a garota levantou seus olhos da revista e quando os mesmos se tornaram cientes de sua presença. Viu quando um lampejo passou por detrás deles, mas tão logo quanto apareceu, sumiu.
E sempre seria assim. Ela sempre esconderia o que ia por detrás de seus olhos... dentro de seu coração. Por mais que lhe doesse, essa era a decisão a ser tomada.
Seria o melhor pra ambos.
Caminhou em direção a ela e viu quando a revista foi posta de lado, a curiosidade passando pelos olhos dela ao perceber a tensão do rosto dele, em seus movimentos. Como ela era sagaz. Mesmo com os óculos escuros ocultando seus olhos, ela vira a tensão em seu corpo, o nervosismo em seus músculos faciais. A ansiedade que o fazia apertar as mãos em punhos e soltá-las repetidas vezes.
- Bella, precisamos conversar. – sem rodeios. Isso não adiantava de nada mesmo.
- Sim, precisamos. – ela concordou estando de pé em frente a ele. Na recepção eram apenas eles e as recepcionistas, mas estas estavam ocupadas demais em seus serviços pra prestar atenção a eles. Então seria ali mesmo que conversariam.
- Eu pensei sobre a gente, sobre... sobre o rumo que as coisas tomaram depois dos recentes acontecimentos. – tomou fôlego e não deixou que os olhos tristes da garota, que já previa o que viria a seguir, o desviassem de sua decisão. Era o certo a se fazer. – Nós não nos entendemos. As diferenças entre nós são quase... palpáveis. Você não confia em mim...
- Edward... – ela quis interromper, a súplica em seus lindos olhos. Ele não podia recuar, não agora.
- Não, me deixe terminar. – ele engoliu em seco ao levantar a mão direita em concordância a suas palavras. – É melhor... é melhor que sejamos apenas amigos. Sei que não éramos namorados, que só éramos amantes, mas eu não quero mais isso. Gosto muito de você e isso... não é fácil, mas... me dói estar contigo e não te ter completamente. Não saber se eu tenho pelo menos uma pequena parte de você e ainda por cima saber que você vê em meus olhos o quanto você é importante pra mim... não, não dá mais. Estou... estou terminando isso o que temos, seja lá o que for.
- Eu te amo. – Bella disse de repente fazendo o queixo de Edward despencar. Não viu indecisão nos olhos da garota, apenas a determinação e a certeza da verdade em suas palavras. E sem o medo, o receio de que as recepcionistas os ouvissem, o que seria muito provável já que o tom de voz da garota aumentara ao dizer tais palavras, esquecendo-se da discrição de momentos antes. – Eu te amo de verdade. E de maneira nenhuma te deixarei ir assim.
- Bella... – Edward disse numa última tentativa mas a mão da garota subiu, silenciando seus lábios enquanto ele via as lágrimas dançarem, rasas nas pálpebras de seus olhos.
- Eu não vou perder você por uma grande burrice minha. – a voz dela estava trêmula, as lágrimas enfim escapando pelo canto de seus olhos quando ela os piscou. – Não vou te perder apenas por ter deixado que as marcas profundas que a vida deixou em mim por um momento me dominarem. E eu insisto em querer deixar que elas me dominem sempre. – ela suspirou, baixando seus olhos por um momento pra depois voltar a encará-lo, um triste sorriso em seus lábios cheios. – Sei que às vezes quando olha em meus olhos você não vê nada. Absolutamente nada. Mas esse é o muro que me acostumei a erguer pra que os demais não pudessem usar minhas emoções contra mim. Só que... eu preciso aprender que com você não precisa existir muro algum.
Mesmo que os olhos de Edward fossem apenas de Bella naquele momento, ele ainda pôde vislumbrar a silhueta de Caleb passar pela recepção, provavelmente vindo de uma das salas que cuidavam das burocracias necessárias pra que tudo acontecesse por ali. Viu quando ele parou momentaneamente, analisando em segundos o que acontecia, um pequeno sorriso então se formando em seu rosto antes que ele prosseguisse em seu caminho em direção aos elevadores.
Caleb era um bom amigo. Provavelmente sabia que ali tinha tom de conciliação, algo que Edward não esperava que Bella fizesse. Sempre era ele quem procurava, que acalmava os ânimos, que tomava a iniciativa e agora... Bella estava se declarando pra ele, impedindo-o de partir.
- Edward... amor... – viu quando ela engoliu em seco e tirou seus óculos escuros pra que os olhos castanhos pudessem se encontrar com o verde dos seus. – Olhe em meus olhos agora. Não há muro algum. O que você vê?
- Pesar... arrependimento... medo... carinho... amor. – ele disse ao levar uma das mãos até o rosto dela, acariciando-o com ternura. – E isso é real?
- Jamais mentiria pra você, Edward. Nunca sobre o que sou, sobre o que sinto... com você, sou eu e mais nada. – Bella disse ao segurar a mão de Edward entre as suas, o olhar firme ao encarar o seu. – Edward... sei que fui uma tola e que não mereço um sim como resposta, mas... quer namorar comigo?
- Co-Como? – ele se enrolou nas palavras, surpreso. Se ele não esperava que ela fosse dizer tudo o que dissera até ali, insistindo pra que ele a perdoasse e assumindo seus erros... não acreditaria se uma vidente lhe dissesse que Bella o pediria em namoro nem em mil anos. Quanto mais agora!
- Isso foi um sim ou um não? – ela perguntou com um lacrimoso e trêmulo sorriso.
- Por Deus, Bella! É sim, mil vezes sim! – ele gargalhou alto ao abraçar o corpo da jovem, erguendo-a e girando com ela no meio da recepção, chamando a atenção de todos por ali. – Minha namorada... – ele sussurrou feito um adolescente ao parar com ela em seus braços, os olhos conectados quando os pés de Bella fizeram contato com o chão novamente. – Admito que não seja a primeira, mas...
- Sim, eu sei. – ela riu, a verdadeira Bella se pronunciando em seu cinismo fingido. – Sou foda.
- Oh, isso você é mesmo, querida. E como é. – ele se riu fazendo-a gargalhar com o duplo sentido daquela frase.
- Como você é pervertido. – ela sussurrou ao começar a distribuir pequenos beijos ao redor de sua boca, mas sem tocá-la em nenhum momento. Estava provocando-o, ele logo percebeu.
- Só quando se trata de você, sua gostosa. – ele retrucou fazendo-a rir baixinho. Queria sim beijá-la longamente e demonstrar através da força de seu desejo o quanto a amava, mas aquele não era o momento. – Se eu te pedisse uma coisa... você faria?
- Qualquer coisa. – Bella respondeu ao tentar sondar o rosto de Edward, buscando uma antecipação quanto ao que ele iria pedir.
- Quero comemorar. Não é sempre que Bella Swan pede alguém em namoro. – ela riu mais uma vez, realmente feliz. Satisfeita. Nada daquela carranca e seriedade que lhe franziam o lindo rosto desde que começara a trabalhar ali. – Um jantar, dançar um pouco e depois... dorme comigo no meu apartamento? Não estou mais na idade de ficar escalando janelas de certas pessoas. Minhas velhas costas reclamam e muito.
- Exagerado. – ela lhe deu um tapa bem humorado em seu ombro. – Você está em plena forma e sabe muito bem disso. Por que eu sei... e como sei. – se riu mais uma vez. – Mas eu aceito seu convite. Irei jantar com você, dançar com você e... – mordeu o lábio inferior de forma sensual, suas pupilas se dilatando com as coisas que passavam em sua mente. E só em imaginar o que seria já deixava Edward ansioso... desejoso. Por que Bella tinha o poder de colocá-lo dessa forma. – Dormir com você.
- Mal posso esperar. – ele sussurrou, se contendo pra não beijá-la ali mesmo. Pois uma vez que começasse... não conseguiria mais parar. Os olhos de Bella se moveram acima de seu ombro e ele percebeu o brilho que passou por detrás deles: surpresa sendo logo seguida de ansiedade.
- Mas agora é hora de trabalhar. – ela disse ao dar um último beijo em sua bochecha e um apertado abraço. – Não se esqueça jamais que eu te amo. E isso não será nunca mais segredo pras demais pessoas.
- Isso é maravilhoso. – ele sentiu o amor que guardava em si só pra ela fazer seu coração saltar em seu peito, galopando de felicidade. – Mas também tenho que trabalhar. Senão já teria te jogado sobre os ombros e te carregado pra minha casa.
- Promessas, promessas... – ela desdenhou ao se afastar dele. – Quero só ver se as porá em prática.
- Continue me provocando... depois não venha reclamar. – ele piscou um olho ao se virar finalmente pra ver o alvo de seus olhares mais do que ansiosos.
E então, parado à porta de entrada, estava o corpo alto e musculoso de Emmett McCarty.
xxx
O prédio era grande, bem construído, imponente. As paredes de vidro refletiam a luz solar ofuscando a visão de quem tentasse encará-lo diretamente por muito tempo, fazendo-o ainda mais majestoso do que já o era. Emmett parou às portas do mesmo por um momento, mais uma vez indeciso quanto ao que deveria fazer a seguir.
Naquela noite não dormira. Não que isso fosse novidade, de alguma forma, mas os motivos de sua insônia foram outros. Não eram mais os pesadelos que o mantinham desperto: era a possibilidade de vingar a morte de sua amada família.
Sempre fora tão sozinho... até que Karina entrou em sua vida. Seus olhos castanhos e quentes, seu sorriso tão fácil e sincero, sua aura absurdamente intensa que envolvia todos à sua volta em uma névoa de amor e carinho... ele estava apaixonado. Sabia os riscos que envolviam a possibilidade de se casar, de finalmente construir uma família, mas aquele sorriso... não pôde resistir.
Logo se viu casado, Karina então engravidando poucos meses depois. Ela sabia quem ele era, onde trabalhava, mas também o amava mais do que tudo. E aceitara correr todos os riscos ao lhe dar a família da qual sabia que Emmett precisava.
Antony... o lindo anjinho de cabelo negro e olhos claros. Ninguém sabia de onde vinham aqueles olhos absurdamente azuis, mas a dúvida pela paternidade jamais existira. Era Emmett a quem todos viam quando o pequeno Antony sorria, as covinhas nas bochechas se pronunciando enquanto os lindos olhos brilhavam de contentamento. E sem falar na forma de falar, de andar, de gesticular... o pequeno era uma miniatura sua.
E o paraíso na Terra durou exatamente cinco anos. Exatamente no dia em que faziam aniversário de casados, tudo desmoronou. Ruiu assim como um castelo de areia construído na praia, erguido bem no limite de arrebentação das ondas. Um chamado urgente, ele correndo no meio da noite e... era falso. Uma armadilha.
Jamais se esqueceria daquele maldito dia. O dia em que dançara e fizera amor com a mulher de sua vida, adormecendo com ela em seus braços, pra então ser desperto pelo celular e sair às pressas pra cumprir com seu dever. Apenas pra encontrar um colega plantonista que ficou surpreso por vê-lo lá.
Não havia emergência. Nesse momento seu estômago gelou, uma premonição de morte tomando conta de seu ser em uma névoa densa de frio que ameaçava sufocá-lo.
Antes mesmo que seu celular tocasse, já sabia que era tarde pra salvá-los. Nenhuma voz que pudesse identificar... a não ser os gritos de desespero de sua família. Os animais tinham ligado o celular de sua esposa apenas pra que ele os pudesse ouvir morrer. Ouvindo sua esposa ser violentada... sua linda Karina ser violentada e morta, os gritos de dor e agonia chegando até ele pela linha telefônica.
E seu filho. Ah, seu lindo filho Antony. Seus gritos de desespero jamais o deixariam dormir.
Por que, por mais rápido que tenha dirigido ao atravessar a cidade, não foi o bastante. Encontrou apenas a porta escancarada e... os corpos... violentados... assassinados... tanta crueldade, Senhor.
Emmett suspirou profundamente, seus olhos fixos nas elegantes letras que formavam as palavras Grupo Langdon se desviando pra porta. Ele havia decido, não havia? Não pensara nisso aquela manhã toda, dentro de seu quarto, deitado em sua cama enquanto encarava o nada?
Era hora de enfrentar. Deixar de fugir. Devia isso a Karina e Antony... pelo menos isso.
Reunindo todas as suas forças, entrou na recepção, os olhos se habituando com a pouca luz do lugar enquanto tentava se situar. Então viu Bella alguns passos de distância, abraçada a Edward. Pareciam conversar... ele percebeu que estavam felizes. Apaixonados.
Será que um dia poderia sentir aquela felicidade outra vez? Sentir-se amado, querido, desejado? Não... Karina não mais vivia. E ela seria a mulher, a única, que amaria pra sempre.
Pouco tempo depois viu quando Edward virou-se pra encará-lo. Respondeu o cumprimento do rapaz que não passou de um educado aceno de cabeça, vendo quando ele deu um último beijo no rosto de Bella e seguiu pra dentro do prédio.
- Emmett. – Bella disse com um sorriso ao se aproximar dele. – Sabia que viria. Fico feliz por ter tomado a decisão correta.
- Mesmo que eu não veja como possamos descobrir quem tenha feito... tal coisa, devo ao menos tentar. – ele deu de ombros. Certo era que a presença da garota sempre o intimidaria. E não era pra menos depois que soubera com todas as letras o que ela era capaz de fazer. Esse fora um ponto que fortalecera a esperança de que pudessem de fato fazer algo nessa questão. E que ajudara em sua decisão do que decidir.
- Iremos tentar. – ela foi firme. – E com todas as nossas forças. Venha comigo, por favor.
Então ele a seguiu através da recepção, ciente de que seu porte seguro e atlético chamava a atenção das recepcionistas. Não que ele fosse lindo, não tinha ilusões sobre tal coisa, mas sabia que irradiava masculinidade. E isso invariavelmente atraía a atenção das mulheres onde quer que ele estivesse.
Apenas Bella jamais o olhara dessa forma. Durante o pouco tempo no qual estivera cuidando da escola, perdera a conta de quantas vezes tivera que ser rude com garotas imaturas que viam nele apenas a chance de sair com um cara bonito, gostoso e mais velho. Mas com Bella essa necessidade jamais existira... muito pelo contrário, já que ele tivera a ligeira impressão de que aquela sua amiga loira fora trazida até sua casa na ânsia de distraí-lo pra que a garota pudesse remexer em suas coisas sem que ele notasse.
Certo era que ele ficara meio... desconfortável diante de... como era mesmo o nome dela? Ah, sim, Rosalie. Ficara sem saber o que dizer ou o que fazer quando Bella entrara em sua casa com a desculpa de ir ao banheiro. Quisera mandá-las embora e durante dias ficou pensativo sobre o porquê de não tê-lo feito. Jamais fora educado apenas por ser, nem mesmo costumava ser amável com as demais pessoas. Ainda mais depois de tudo aquilo...
Só que não conseguira dispensá-las. E o olhar perdido e triste de Rosalie atraíra o seu de uma forma que... que Deus o perdoasse, mas por um momento a quis pegar nos braços e perguntar a razão de seu sofrimento, o motivo de sua dor. E acalentá-la, curar a dor dela com a sua própria.
Por isso se afastara de Bella. Nem fora tanto pelo fato de a garota tê-lo usado em seus planos insanos, mas... não queria correr o risco de se aproximar demais. E de vê-la outra vez sem poder perguntar por que seus lindos olhos eram tão tristes.
Perdido em seus pensamentos, nem mesmo viu que tinha entrado em um moderno elevador, Bella apertando um dos botões do painel e então eles subiram pra um dos andares superiores. Só se deu conta de que tinham chegado em algum lugar quando as portas se abriram e ele então se viu em uma bem decorada sala circular, as paredes envidraçadas lançando toda a potente luz solar em todas as direções, iluminando o lugar.
- Nos encontraremos com Damon agora. – ouviu a voz calma de Bella anunciar enquanto a seguia pelo único corredor que havia ali. Perguntou-se se ela havia dito algo desde que tinham deixado a recepção... bem, se acaso ela dissera não insistira pra que ele a ouvisse. Pois ele não se lembrava de ter ouvido palavra alguma de sua boca. – Ele será a pessoa que nos ajudará a revirar seu passado, procurando por prováveis ligações que nos possam ajudar a encontrar qualquer pista, por menor que seja.
- Bella... isso aconteceu há algum tempo já. – ele disse de repente, querendo desatar um nó em forma de dúvida que tanto martelara em sua cabeça desde que a garota revelara seu desejo em ajudá-lo. – Você nem mesmo sabe quem sou, o que eu fazia, o que aconteceu... como sabe que poderemos fazer qualquer coisa sobre isso?
- O que você não faz idéia é do que eu posso saber. – a voz dela era misteriosa, mas não tanto quanto seus olhos castanhos que o olhavam fixamente. O que ele sabia mesmo sobre Bella Swan? Por que, por mais que soubesse, a impressão que ele tinha era de que não sabia nada, absolutamente nada sobre ela. Talvez... talvez ninguém soubesse, na verdade. – Vamos, apenas conversaremos. E se, no fim de tudo, você achar que não vale a pena tentar, te deixaremos em paz.
E bateu em uma das pesadas portas de madeira, entrando logo em seguida e deixando a porta aberta pra que ele entrasse. Com um último olhar pra figura pequena da jovem a sua frente, Emmett suspirou.
Aquilo tinha que ser feito. Por que certas coisas são assim, a gente não controla. Elas simplesmente têm que acontecer.
E aquela sem dúvidas era uma dessas coisas.
Notas finais
Em primeiro, eu quero agradecer ao meu mais novo leitor Pedro Baroni pela linda recomendação: não é todo dia que você se vê sendo comparada a genialidade de Nora Jones, a sensibilidade de Sidney Sheldon e a facilidade em escrever que o tão aclamado Machado de Assis possui.
Sei que não mereço tantos elogios, mas eles me fazem flutuar, isso é fato. Espero não decepcioná-lo, Pedro.
E quanto as demais meninas, se soltem, gurias! A história é escrita pra vcs. Não espero que amem e concordem com cada decisão dos personagens: odiá-los faz parte do processo.
Então se quiserem xingar, xinguem; se quiserem amar, amem; se quiserem criticar, critiquem. Esse é o espírito da coisa.
Só não vale colocar a autora no meio... ela é de verdade e pode se magoar com as palavras dos leitores.
Como o Pedro disse (sim, ainda não consegui esquecer da recomendação), essa história faz o leitor pensar. Então eu quero saber o que vcs pensam. Falem como se os personagens fossem vivos, reais, e não apenas palavras escritas num pedaço de papel.
E depois de tanta confusão, Bella finalmente verbalizou o que ia em seu coração. Ela e Edward formam um casal tão lindo, não acham? Nem mesmo as brigas são capazes de mantê-los afastados, isso é fato.
Ainda tem esse lance do Emmett... alguém aí curioso pra saber o que vai rolar no ano que vem em The Art of the Lie?
Bjks a todos, valeu por me acompanharem ao longo desse ano de aprendizado e espero vê-las por aqui durante o ano que vem tbm.
Que esse ano que vai nascer traga coisas boas a todos nós.
Bjks e até o ano que vem!
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