Notas iniciais
Olá, pessoas! ^.^ Grata por todos os reviews e vindo aqui correndo postar novo capítulo. Sorry por qualquer possível erro, já que escrevi hj às pressas.
Nos vemos nas Notas Finais.

“Não baseie sua vida somente em verdades; comparada com as maiores mentiras, a verdade é ainda mais inconstante. Por vezes, até mesmo mais perigosa... mais traiçoeira. Pois o que consideramos como verdade pode ser a maior de todas as mentiras já contadas.”

Edward suspirou enquanto relaxava nas águas quentes da grande banheira de porcelana. Estava na França... nem mesmo ele conseguia acreditar em tal coisa. Verdade era que fora tudo muito rápido. Não havia pensado muito sobre o assunto; quando a oportunidade de distanciar-se de seus problemas surgira, ele dissera sim sem nem mesmo pestanejar.

Era um trabalho como qualquer outro. A única diferença era que ele estava fora do país, do outro lado do oceano. Caleb lhe oferecera primeiro por que sabia o quanto ele precisava daquele tempo e distância pra que lhe fosse possível organizar suas ideias.

- Antoine Boucher é um estudioso da mesma área na qual atuamos. – Caleb esclarecera três dias antes. – Essa ideia comicha em nossas mentes há certo tempo, mas só decidimos colocá-la em prática agora. Sendo assim, eu deverei escolher um dos meus para ir até a França enquanto Antoine nos mandará um dos seus.

- E você escolheu a mim? – Edward perguntara, fazendo com que seu mentor sorrisse.

- Não é como se você fosse obrigado a ir, Edward. – Caleb esclarecera. – Mesmo que eu acredite que você seja a melhor escolha nesse caso, a decisão ainda é sua. Posso pedir ao Damon pra fazer tal coisa, se não lhe interessa.

- Eu me interesso sim. – Edward se adiantara. – Quantos dias eu terei que trabalhar com eles?

- Alguns. – Caleb dera de ombros. – Ainda não decidimos o tempo exato, mas não será muito. Apenas o suficiente pra que possamos aprender um pouco de Antoine e ensiná-los um pouco de nós. – ele então remexera nos papéis que cobriam sua mesa, estendendo algumas folhas pra Edward. – Aqui está o contrato. Se você quiser lê-lo, pode levá-lo até sua sala e depois me entregar...

- Não, não há necessidade disso. – Edward recusou, já se munindo de uma caneta e assinando os papéis. – Posso sair de cena por alguns dias... tenho que estar de volta apenas pra formatura de minha irmã. E de Bella.

- Sim, eu entendo. – Caleb sorrira ao aceitar o contrato de volta, checando as assinaturas. – Então faça suas malas, Edward. Você embarca hoje.

- Hoje? – Edward se surpreendera.

- Eu lhe disse o quão repentina foi essa ideia, rapaz. – Caleb esclareceu com um sorriso. – Dentro de algumas horas, creio que Antoine estará embarcando um de seus melhores. Não quero ele chegue aqui quando eu nem mesmo mandei um dos meus até a França. – e então aqueles olhos claros observaram-no com maior atenção por um momento antes que ele prosseguisse. – Sei que sua vida pessoal anda exigindo demais de você, Edward. Não quero me inteirar dos detalhes; a vida é sua e você é maduro demais pra precisar de palpites de um velho.

- Velho, Caleb? – Edward rira. – Francamente!

- É sempre essa a resposta que eu espero quando me chamo de velho na presença de outros. – ele gracejara em resposta. – E posso dizer que as pessoas nunca me decepcionam. Mas estou sendo sincero ao lhe dizer que... bem, não há o que eu possa dizer quanto aos seus atuais problemas. Só posso opinar quanto ao fato de que a distâncias, por vezes, é a melhor conselheira; acredito que ao estar longe, você acabe por decidir se quererá ou não estar por perto.

E então Edward embarcara. Despedira-se de Rosalie pessoalmente, já que ela estava em seu apartamento quando ele lá chegara pra arrumar as malas, mas Alice tivera que se contentar com uma rápida ligação enquanto ele esperava por seu voo. A baixinha esbravejara e choramingara, mas acabara por desejar-lhe boa viagem, prometendo não dizer nada a Bella sobre o caso. Seriam poucos dias... apenas alguns dias. E ela provavelmente saberia na agência sobre sua viagem. Não havia necessidade de despedidas; eles não eram mais um casal. Eram apenas amigos.

Mas as coisas não tinham corrido como ele imaginara. Chegando na França, fora muito bem recebido por dois dos agentes a serviço de Antoine, os quais tinham esperado por ele no portão de desembarque. Ajudaram-no com a bagagem, mesmo que esta se resumisse a uma mala de tamanho médio, e o levaram até o prédio onde funcionava a agência deles. Edward teve que admitir que, apesar de o cenário ser mais bonito do que o centro comercial de Washington, o prédio do Grupo Langdon era muito mais atraente do que aquele onde se encontrava o Grupo Boucher; comparado aos prédios que o cercavam, ele não se destacava. Quem passasse em frente a ele, não lançaria segundo olhar em sua direção.

Aparências a parte, o funcionamento da agência administrada por Antoine era semelhante aquela da qual Edward fazia parte. Só que não fora isso o que lhe chamara a atenção em um primeiro momento. Pois, indo contra as certezas de Caleb, Antoine ainda não mandara um dos seus para os Estados Unidos.

- Embora eu já tenha escolhido o agente que nos representará em solo americano, tivemos certos imprevistos. – disse Antoine, um senhor de meia-idade que recendia a sofisticação. Apesar de ser mais velho do que Caleb, Antoine tinha o mesmo porte elegante. E seu inglês, apesar de impecável, tinha um forte sotaque francês. – O visto dele não está em dia, pelo que parece. Eu poderia mandar outro em seu lugar, mas o que posso fazer se ele é a minha segunda e terceira escolha? Então esperemos que a burocracia não nos segure por muito mais tempo, já que Caleb o espera ansiosamente assim como eu esperava por um de seus pupilos.

Até então, Edward não fizera nada de interessante. De início, apenas se inteirara na rotina da agência, conhecendo todas as divisões e departamentos, assim como acompanhando algumas aulas junto aos estagiários franceses. Revisara alguns artigos e relatórios e debatera certos pontos interessantes com o próprio Antoine, que o seguia de perto naqueles três dias.

Por mais que Edward passasse todo seu tempo livre na agência, não pôde ver o escolhido por Antoine para representá-lo no Grupo Langdon. Segundo o que ouviu, o rapaz estava ocupado com os últimos preparativos para a viagem e que por isso não tinha tempo para aparecer no prédio onde os demais funcionários se reuniam. Então de tal pessoa, Edward só sabia o nome: George de Castro. Mas como tudo o que o cercava era novo e interessante, acabou por deixar tais informações em segundo plano; não lhe interessava saber quem seria o tal George, já que não conviveria com ele.

Trabalho. Desde que descobrira qual era sua vocação, este se tornara a única coisa que lhe tornava possível desligar-se momentaneamente da vida real e dos problemas que esta trazia. Tendo Bella trabalhando no mesmo ambiente acabara por tirar dele seu único alívio; estar naquele prédio, mesmo sabendo que a garota estava longe de sua sala, ocupada em outras coisas, acabava por colocá-lo ansioso. E as coisas que ela lhe tinha dito acabavam por se mesclar com as palavras ditas por sua mãe, a mulher que não falara coisa alguma nos últimos dez anos.

Mas agora um oceano os separava. Entretido nos assuntos da agência de Antoine, o qual era absurdamente simpático e atencioso, Edward tinha êxito em desligar-se de seus problemas deixados em seu país de origem.

Parecia que um peso enorme lhe fora tirado dos ombros. Era como se, quando o avião decolara, seus problemas tivessem ficado em terra enquanto ele alçava voo rumo a Europa. Mesmo com a esperança de que pudesse deixar de pensar tanto naquelas coisas, Edward não acreditara que seria daquela forma; afinal, ele estava mais leve, focado em seu trabalho, rendendo tanto quanto antes. Assim como Caleb lhe dissera, aquela viagem estava lhe fazendo bem.

Talvez estivesse dando importância demais aquele caso... o romance com Bella não dera certo, mas ambos tinham concordado quanto ao sentimento que os envolvia. Não fora culpa dele e muito menos culpa dela; se haviam culpados, que fossem ambos então. Por mais que se gostassem, insistir no romance acabaria por fazer com que se odiassem. O momento não era propício. Bella precisava aprender a lidar com os próprios traumas assim como ele tinha coisas a acertar em sua vida. Enquanto isso não acontecesse, era inútil insistir naquele assunto.

E ficar pensando sobre isso, deixando de prestar a devida atenção ao seu trabalho, não lhe adiantaria em nada. Muito pelo contrário, já que seu rendimento caíra desde a separação e aquela estranha experiência com sua mãe.

Deveria se importar com isso também? Ah, ele não sabia. Aquela água estava tão gostosa, seus músculos tão relaxados... não tinha forças pra preocupar-se com nada. Mesmo sabendo que ele precisava acertar as coisas contando a verdade a suas irmãs – mesmo que estas passassem a odiá-lo depois disso – e que deveria sim questionar-se sobre as palavras ditas por sua mãe, Edward não conseguia se preocupar com isso. Desde que decolara, aquela inquietação que o consumia já não o incomodava tanto. Durante o voo, pensara muito nas coisas que estava deixando pra trás e como teria que lidar com elas, mas parecia que aquela história não lhe pertencia; de fato, lhe parecera que estivesse pensando em um caso complicado o qual ele precisasse resolver sozinho.

Mas nada se comparava ao contentamento que o invadira ao pisar naquela cidade maravilhosa. Cercado por pessoas gentis e atenciosas que o instruíam quanto ao excelente trabalho que faziam por ali, Edward quase se sentiu em casa. Nem parecia que já se faziam três dias desde que ele chegara ali. E nem mesmo o fato de que George só conseguira embarcar naquele dia conseguia acabar com seu bom humor.

A verdade era que se pudesse pedir a Caleb pra ficar mais tempo do que o que era previsto, ele pediria. Era tão bom estar em Paris, hospedado em um excelente hotel com tudo pago por seus anfitriões, relaxando em um banho quente depois de um dia cheio... isso o deixava tão relaxado que sentia aquela deliciosa sonolência ir aos poucos o embalando. Tanto assim era que Edward nem mesmo percebeu quando o sono o envolveu, tragando-o pra quase inconsciência.

Por que aquela não era a inconsciência tão comum em seu sono. Ele sentia seu corpo todo pesado, sendo impossível mexer até mesmo um dedo. Com os olhos semiabertos, Edward sentiu sua garganta secar pelo medo de escorregar, submergir e não conseguir evitar sua própria morte por afogamento. Sabia que estava no banheiro do apartamento alugado assim como sabia que não estava dormindo. Mas se ele não estava dormindo e mesmo assim se sentia daquela forma estranha, o que diabos estava acontecendo com ele?

Só não gritou por que não conseguia mover nenhum de seus músculos, mas verdade é que levou o maior susto de sua vida quando percebeu que não estava sozinho no banheiro. Com os olhos ainda pesados, ele lutou pra distinguir a figura que estava em pé ao lado da porta que não fora aberta em nenhum momento. Quem seria? O que quereria? Como entrara ali?

- Liberte-se, Edward. – ele ouviu uma voz que lhe falava, mas não podia confirmar se era aquela pessoa – ao menos ele esperava que fosse uma pessoa – quem as dizia. Pois tudo estava tão desfocado... o que diabos estava acontecendo? – Se deixe levar, e tudo estará perdido. Há mais em jogo do que você possa supor... então apenas desperte. Desperte e pense em quais são seus verdadeiros aliados e quem está querendo apenas a sua ruína.

- Quem... quem é você? – Edward pensava consigo mesmo, sentindo-se agoniado por nada poder dizer. – O que está acontecendo? Meu Deus... eu quero acordar! Preciso acordar!

- Você não está dormindo. – a voz prosseguiu, parecendo ler os pensamentos de Edward. – Isso não é um sonho. É um aviso. Isabella Swan corre grande perigo, pois ela é a chave.

- A chave pra que? – Edward pensou, mais confuso do que nunca.

- Para o fim do mundo como você o conhece. – a voz bradou. Se Edward pudesse se mexer, certamente que teria tremido dos pés a cabeça; o que era aquilo que estava sendo dito a ele? – Edward, desperte. Você deve despertar! Só você tem o necessário pra impedir que Isabella seja enredada pelas Trevas.

- Do que você está falando? – ele pensou em desespero. – Isso tudo é loucura!

- Mais loucura do que as palavras de sua mãe? – a voz perguntou fazendo com que Edward se calasse. – Tentamos lhe avisar através de uma pessoa que muito lhe importe, mas você não nos deu ouvidos. Isso é maior do que você e Isabella, Edward. Você deve impedir que o Filho das Trevas consume seus planos malignos.

- Quem é esse? – Edward perguntou, ainda relutante em aceitar que toda aquela loucura estivesse acontecendo ao seu redor. – E o que posso fazer? Isso é tão louco, meu Deus...

- Você tem o coração de Isabella Swan. – a voz esclareceu. – Ela o ama mais do que a qualquer outra pessoa. Se você souber o que faz e acreditar no que faz, ela o ouvirá. Somente você e a ninguém mais.

- Ela não confia em mim. – Edward retrucou. – Como posso lhe dizer tais loucuras se ela nem mesmo confia em mim?

- Pense, Edward. – a voz mais uma vez disse enquanto tudo ia ficando escuro, ainda mais desfocado. – Pense com clareza, de forma imparcial, e então perceberá tudo o que tem acontecido ao seu redor. Pra isso, destrua o amuleto que está atrás do quadro sobre a cabeceira de sua cama. Só assim estarás liberto do encantamento que lançaram em você.

Ofegando e cuspindo água, Edward enfim imergiu das águas já frias da banheira. Ele estivera submerso enquanto tinha aquela estranha experiência. Não estivera dormindo... por Deus, não estivera dormindo!

Que diabos acontecera ali?

Pouco se importando com sua nudez ou em estar pingando água nos caros tapetes, Edward saiu da banheira e correu de volta ao seu quarto, buscando com os olhos o citado quadro. Antes que pudesse checar – coisa que fazia um tanto quanto relutante, já que acreditava estar enlouquecendo por acreditar naquelas coisas que lhe aconteciam – o telefone tocou. E não era o telefone do quarto, mas sim o seu telefone móvel. Por isso, teve que atender; naqueles três dias, ninguém tentara contatá-lo através de seu celular, então poderia ser algo grave envolvendo alguém querido.

- Edward falando. – ele ofegou, ainda encarando o tal quadro fixamente. Este nada tinha de especial; provavelmente era obra de algum aspirante a pintor contemporâneo. Seguia justamente aquela linha abstrata da qual Edward pouco entendia. Mas não era momento pra ficar analisando obra alguma. Era o que possivelmente estava oculto por aquele quadro o que lhe interessava.

- Você me disse que seriam apenas alguns dias, seu grande mentiroso! – Alice rosnou do outro lado da linha.

- Alice? O que houve? – Edward questionou, atônito por um momento.

- O que houve? – ela retrucou, furiosa. – Vou lhe dizer o que houve: a Bella não quer acreditar que eu não sabia que você pretendia ficar semanas aí em Paris, perdendo a nossa festa de formatura! Aliás, ela soube que você está fora do país somente ontem! Por que você não se despediu dela se ia ficar tanto tempo longe? E por que diabos você ficará tão longe justo no dia da minha formatura, seu desgraçado?

- Nada do que você está dizendo faz qualquer sentido. – Edward interrompeu a irmã, sentando-se na cama enquanto tentava entender o que acontecia. – Bella... ela lhe disse alguma coisa?

- Mesmo que não deixe transparecer, ela está arrasada, Edward! – Alice bradou. – Apesar de vocês terem terminado, ela acreditava que você não se afastaria. Mas quando Caleb veio falar com ela ontem, apresentando o tal do agente europeu e lhe informando sobre o novo caso no qual ele a estava colocando, surpreendeu-se por ela não saber que você estava em Paris. Como você acha que ela se sentiu com isso?

- Mas ninguém contou pra ela? – Edward desacreditou. – Na agência, ninguém disse nada?

- E todo mundo de lá sabe? – Alice questionou, fazendo com que ele pensasse sobre isso. Caleb sabia, já que fora ele quem o mandara pra fora do país. Damon também sabia, já que ele se despedira do rapaz. Rosalie e Alice também sabiam, já que ele havia contado a elas e pedido pra que nenhuma comentasse tal assunto com Bella.

Então como era possível que a notícia não tivesse se espalhado? Como era possível que ninguém tivesse sequer comentado próximo a Bella sobre sua viagem?

- Eu... eu não sei. – Edward engoliu em seco. – Sinto muito por ela saber de minha viagem assim, mas isso não é motivo pra escândalos, Alice! E que besteira é essa de semanas? Eu não lhe disse que ficarei apenas alguns dias aqui? Não prometi voltar a tempo de acompanhar-te à sua formatura?

- Mas não foi o que Caleb disse à Bella! – Alice contestou. – Segundo ele, você ficará durante algumas semanas por aí.

- Como? – Edward balbuciou, atônito. – Ele disse mesmo isso?

- Disse! – Alice confirmou. – Agora se você acha que pode...

- Alice, eu voltarei a tempo de assistir a sua formatura. – ele repetiu, interrompendo-a. – Te prometi isso e vou cumprir. Depois conversamos mais sobre isso... agora, tenho alguns assuntos a resolver.

Antes que sua irmã pudesse reclamar, Edward encerrou a chamada, logo discando outro número conhecido enquanto se levantava da cama e voltava a encarar o quadro, as palavras ditas naquele quase sonho ecoando sem parar em sua cabeça. Deveria levantar aquele quadro e acabar com o suspense? Assim poderia confirmar que tudo não passara de um sonho... um sonho louco, mas ainda assim um sonho. E aquelas dúvidas que comichavam em sua cabeça... não, não. Isso sim era loucura.

O mais estranho não eram as coisas que aconteciam, mas sim o que ele sentia. Por que, enquanto esperava pela ligação que era completada, parecia que Edward se tornara duas pessoas totalmente diferentes. E essas duas pessoas duelavam dentro do rapaz.

Uma delas queria que ele averiguasse todas aquelas coisas estranhas pra que assim pudesse aquietar-se. Outra – e esta se tornava cada vez mais forte – queria que ele relaxasse e não pensasse em nada. Isso o assustava. Pois essa segunda vontade era mais do que uma simples vontade; era uma quase compulsão. Por menos que acreditasse naquelas coisas, Edward se via com medo de que parte do que era loucura fosse verdade. Como não percebera que aqueles sentimentos não eram... normais? Aquele ser despreocupado não era ele.

Deus, que grande loucura!

- Escritório de Caleb Langdon, em que posso ajudar? – a voz de Sally atendia do outro lado da linha, despertando-o.

- Sally, aqui é o Edward. – ele respondeu, ouvindo quando ela soltou uma pequena exclamação de surpresa e reconhecimento. – Ainda estou na França, e por isso preciso de um favor seu.

- No que eu puder ajudar, estou às ordens. – a secretária respondeu de imediato, mas Edward ainda relutou; estaria fazendo a coisa certa?

- Queria que você conferisse o último contrato que assinei com Caleb. – Edward pediu antes que se arrependesse. – Aquele que eu assinei ao aceitar trabalhar em nome dele na agência de Antoine Boucher.

- O que você gostaria de saber? – Sally perguntou e pelos ruídos ela já procurava pela cópia do contrato.

- Se há menção de tempo. – Edward engoliu em seco, resistindo ao máximo aquela luta interna que não dava trégua. – Gostaria de saber se no contrato há menção de quanto tempo permanecerei em Paris.

- Um momento só. – ela pediu, folheando do outro lado da linha.

Enquanto esperava, Edward decidiu sucumbir a sua curiosidade. Com o telefone na mão direita, estendeu a sua esquerda e removeu o quadro, prendendo a respiração ao fazê-lo. Poucos foram os segundos de alívio ao constatar que não havia nada na parede, já que seus olhos viram o que tanto temia pregado as costas do tal quadro; não sabia o que diabos era aquilo, mas sabia que era o amuleto citado por aquela misteriosa voz.

- Está me ouvindo, Edward? – Sally perguntou no mesmo momento em que ele retirava o amuleto e o analisava com cautela. Aquilo amarrado na base eram fios de seu cabelo? Por que o tom de seus cabelos não era comum... e ele reconheceria tais fios em qualquer lugar.

- Sim, estou. – ele conseguiu dizer enquanto não desviava seus olhos do estranho objeto. O mundo estava decididamente tornando-se mais louco a cada momento...

- Encontrei a menção que você queria. – Sally informou, fazendo com que Edward se sentasse na cama a espera da notícia. Pois algo lhe dizia que não iria gostar nada do que ouviria. – E o tempo é de exatamente 45 dias.

Edward não soube se encerrou a ligação sem despedir-se ou se disse coisas sem sentido a Sally antes de soltar o aparelho, que caiu no chão do quarto. Na verdade, ele pouco sabia naquele momento, pois todas as suas crenças e certezas estavam ruindo diante de seus olhos.

Certeza, ele tinha de apenas duas coisas:

1 – O bizarro e inacreditável estavam acontecendo ao seu redor e tudo parecia ter relação à Isabella Swan.

2 – Caleb não era confiável.

Quem seria confiável? O que estava acontecendo?

Essas eram as perguntas. E pra elas, Edward não tinha nenhuma resposta.

Notas finais
Ha... o que dizer? Só que agora as coisas começarão a esquentar.
Deduções? Surpresas? Desabafos? Vamos lá, pessoas! Deixem um review!
Bjos e até!