Notas iniciais
Bem, depois desse só tem o 24 e o Epílogo, então... aproveitem.

“Por que a primeira a ser crucificada é sempre a verdade?”


A festa começara. Bella estava sentada junto a Rosalie que bebericava seu ponche batizado, ambas observando o movimento ao redor. A maior parte dos alunos da escola estava presente e quase todos trouxeram um ou mais convidados consigo, ou seja, o lugar estava cheio.

Bella estava impaciente. Depois de ter provocado o diretor e sua professora de história esperava que eles agissem logo, sendo pra apenas assustá-la ou... bem, pra calá-la definitivamente. Mas até agora eles não tinham se pronunciado. Se aquilo não desse certo, ela teria que tentar alguma outra coisa.

- Como estamos pensativos hoje. – uma voz grave e conhecida chegou até ela que voltou seu olhar pro vulto conhecido que se sentava a sua frente.

- É que eu não sou muito festeira, sabe? – ela comentou sorrindo. – E você também não parece estar se divertindo, Roy.

- Você tinha razão. – ele suspirou ao se debruçar na mesa, a expressão mais desalentada que Bella já vira na vida. – Minha vida ta uma merda depois que eu abandonei a galera.

- Você se acostuma. – Bella deu de ombros. – Ah, essa é minha amiga Rosalie.

- Oi. – Rosalie sorriu e acenou pra Roy que ergueu uma sobrancelha olhando-a de alto a baixo.

- Comprometida? – Bella riu com a cara de pau do amigo. Rosalie desfez o riso e torceu os lábios.

- Pra você, sim, eu sou. – sua voz era firme e determinada. Roy bufou e rolou os olhos, sentando-se largado na cadeira.

- Não disse? Agora sem aquele brilho de bad boy perdi todo meu encanto. – ele fez piada fazendo Rosalie rir.

- A Rose pode não querer se engalfinhar com você, mas uma dança ela aceita, não aceita, Rose? – Bella tentou olhando diretamente pra loira que deu de ombros.

- Por mim tudo bem. Se for só uma dança. – seu olhar era um aviso pra Roy que riu.

- Ok, madame. Prometo que vou me comportar. – e levantou-se, uma mão se estendendo pra ajudar Rosalie a fazer o mesmo.

- Divirtam-se, crianças. – Bella se despediu com um aceno, seus olhos mais uma vez correndo pelo salão em busca de algum sinal do diretor e da professora. É, o jeito seria andar e espairecer, ansiedade não a ajudaria em nada nesse momento.

Suspirando, Bella se levantou e caminhou até uma mesa mais próxima onde uma imensa vasilha com ponche já estava pela metade. Será que Edward sabia que sua irmã caçula ajudara a contrabandear bebidas pra batizar o ponche? Bella deu de ombros ao se servir de um copo da bebida. A julgar pelo comentário que ele fizera no carro era óbvio que ele sabia.

Estava ali, pensativa, bebericando sua bebida quando mais sentiu do que viu alguém passar por ela, parando há algumas mesas de distância, suas mãos trêmulas servindo-se de um pouco de ponche também. Bella estreitou seus olhos pra figura da professora de história, do ângulo em que estava só via suas costas.

Não demorou muito, logo o diretor Stanley veio em direção a mulher que levantou seus olhos e disse em voz alta.

- Tem álcool nessa bebida, Stanley. – o homem fez um gesto com a cabeça, um riso pequeno nos lábios ao se aproximar e também se servir da bebida.

- E o que faremos? Pararemos a festa? – deu de ombros ao provar da bebida. – Não está forte. Deixe que eles se divirtam. – e se inclinou pra completar seu copo com mais ponche. – Biblioteca em cinco minutos. – um sussurro audível chegou aos ouvidos de Bella enquanto ela o via se afastar. Logo depois Elizabeth também deixava o lugar, sua cabeça se virando ansiosamente em todas as direções como se pra constatar que não era seguida.

Estava na hora. Aquele era o sinal. Eles a queriam atrair.

Bella esperou um pequeno tempo depois que a mulher saiu, depositou seu copo então em uma pilha de copos usados e abriu um pequeno espaço no zíper da pequena bolsa. Tirou então seu celular e apertou um único botão, colocando o aparelho em seu ouvido. Não foram necessários mais do que dois toques pra que a voz dura e feminina atendesse.

- Alô?

- Diga a ele que o caso está quase solucionado. – ela disse em resposta. – Logo teremos os assassinos.

- Quem está falando? – a voz seca agora estava irritada e surpresa.

- Bella, Bella Swan. Diga a Caleb que não o decepcionarei. Se ele me colocou nesse caso mesmo você sendo tão contra isso, é por que confia em mim. E pra confiar em mim, é por que ele de alguma forma me conhece.

- Não faço idéia do que está dizendo. – agora a mulher estava vacilante.

- Sabe sim. Em breve Caleb terá muita coisa pra me explicar. – e simplesmente desligou a chamada, deixando o aparelho sobre a mesa quando seguiu o mesmo caminho que antes Elizabeth fizera. O coração dela parecia querer sair pela boca, sua mão apertando com força a pequena bolsa, sentindo a dureza da arma ali dentro.

E se ela tivesse que atirar? Será mesmo que conseguiria? E como explicaria depois a arma usada pra tal coisa? Tinha duas chances se fosse surpreendida: atirar ou apelar pra seus conhecimentos tão peculiares.

Logo os ruídos da festa foram abafados quando entrou no prédio, seguindo pelo corredor escuro e vazio. Dois passos depois, parou e retirou os saltos pra que assim não fizesse barulho. Já que precisava de ambas as mãos livres, deixou-os em um canto por ali e então seguiu em direção ao bloco do prédio no qual ficavam a secretaria, diretoria, biblioteca e demais salas.

Sabia que nada era certo. Sabia que estava correndo perigo ao se deixar conduzir praquela armadilha, sabia que nada era previsível na mente de amadores medrosos que apenas queriam eliminar um possível vestígio de seu crime. Sabia também que suas chances, mesmo munida daquela arma, eram mínimas.

Mas tinha que tentar. Mesmo se tudo saísse errado e ela acabasse morta... bem, ela sabia que Edward saberia quem o fizera e eles de qualquer maneira seriam punidos. E Eric seria liberto.

Conforme foi se aproximando do corredor que levava a biblioteca, Bella abriu a bolsa e retirou o revolver, apertando nas mãos trêmulas. Sabia como usar aquela arma, tantas e tantas vezes vira seu pai carregar e descarregar uma parecida sempre antes de ir pro trabalho e ao chegar dele. Então era só mirar e atirar... pelo menos ela tinha alguma chance de sair viva.

- Mãos onde eu possa ver, mocinha. – uma voz disse ao seu lado quando Bella dobrou um corredor, sentindo no pescoço o cano frio de um revolver. Droga, ela fora surpreendida! – Uma arma? Então é ainda mais perigosa do que eu previa. – sentiu quando a arma foi tirada com brutalidade de sua mão, ela imóvel pra evitar que ele disparasse contra ela por pensar que estaria reagindo. – Andando, vamos! – a ordem foi seca, a arma cutucando dolorosamente sua pele.

E Bella obedeceu, tropeçando devido ao tremor em suas pernas, as mãos erguidas, o corpo rígido enquanto se deixava conduzir por uma mão forte que lhe apertava dolorosamente um ombro, empurrando-a pra uma porta aberta que a garota conhecia muito bem. Estivera ali uma vez com Edward, Damon e Alice... parecia ter acontecido há um século atrás.

- Sabia que você seria curiosa ao ponto de querer saber o que eu e Elizabeth faríamos longe de todos. – a voz do diretor soou a suas costas enquanto ele fechava a porta. Um vulto ali perto informou-a de que a mulher também estava por ali.

- Bisbilhoteira como sempre. – a voz veio confirmar suas suspeitas, mas a arma em sua nuca a impedia de se virar pra encarar a mulher. – O que faremos com ela?

- Não sei. – Stanley disse através dos dentes apertados. Bella tentou manter o pânico e o medo longe de sua mente pra que essa pudesse pensar em algo que a livrasse. Sabia que era mais provável que eles a apanhassem do que ela ter uma oportunidade de usar a arma. Mas ela não podia permitir que a tirassem do prédio... e muito menos que a matassem antes que ou Edward ou Emmett viessem até ela. – Viva ela não pode ficar, isso é óbvio.

- Vamos matá-la então? – a mulher perguntou nervosamente. – Aqui?

- Não aqui, sua idiota! – Stanley rosnou. – Já fez bagunça demais na minha escola matando Vanessa.

- Se você não tivesse um caso com ela, Elizabeth jamais a teria matado. – Bella disse no tom mais calmo que conseguiu no momento.

- Calada! – a arma novamente cutucou sua nuca enquanto o aperto em seu ombro se intensificava. – Já está mais do que encrencada por bancar a espertinha. Acredita que sabe de tudo, não é?

- Mas eu sei de tudo. – Bella prosseguiu depois de engolir em seco. – Sei que seu caso com Elizabeth é antigo e que ela acreditava que você só traia sua esposa com ela. Qual não foi sua decepção ao saber que Vanessa, a mesma vadia que tanto fizera sua filha sofrer, era sua mais nova amante...

- Cala a boca, maldita! – foi o brado da professora antes que a cabeça de Bella explodisse de dor, seu corpo perdendo o equilíbrio com a pancada que ela recebera.

- Elizabeth, controle-se! – Stanley rosnou ao pegar a garota de forma brusca, obrigando-a a se levantar. Alguém, alguém tinha que vê-los, alguém tinha que vê-los... se alguém os visse tentando matá-la o caso estaria resolvido. – Temos que tirá-la daqui. Veja se tem alguém no caminho até meu carro.

O mundo ainda parecia estar girando quando as mãos fortes de Stanley a puxaram contra seu corpo. Um braço a prendia junto a ele enquanto o outro empunhava a arma que estava encostada na lateral de sua cabeça.

- Nada de gracinhas, Isabella. – ele rosnou próximo ao ouvido da garota, sua respiração ofegante. – Não quero fazer sujeiras em meu escritório.

- Mais do que já fez? – a voz de Bella era ligeiramente trêmula, mas ela ainda lutava contra o medo e o nervosismo. – Está cometendo o pior erro de sua vida, Stanley.

- Erro foi o seu ao meter-se com quem não devia. – ele disse apertando mais a arma contra sua cabeça. – Por que teve que estragar tudo? O caso já estava resolvido, o garoto preso e tudo abafado. Por que tinha que revirar isso tudo?

- Por que é nojento ver um homem que se diz maduro fugir da responsabilidade e deixar que um garoto pague por seus erros. – ela disse engolindo em seco ao constatar que o coração do homem galopava em seu peito, apertado contra suas costas. Ótimo, um amador! Qualquer passo em falso faria o nervosismo dele obrigá-lo a apertar o gatilho e então... adeus. – Você sempre soube que era Elizabeth.

- Sim, eu sabia. – ele confessou. – Ela me disse na manhã seguinte ao assassinato. Disse que eu deveria zelar pra que ninguém descobrisse ou então todos saberiam que eu tinha caso com ela e com Vanessa. E ela tem provas quanto a isso. Imagina o que me aconteceria? – ele sacudiu o corpo da garota que prendeu a respiração por um momento. – Eu seria acusado de ser cúmplice! Perderia tudo o que consegui até hoje.

- Melhor cúmplice do que assassino. – Bella ainda tentou, mas Stanley bufou em seu pescoço.

- Não me deixa escolha, garota. Com você morta, esse inferno vai acabar.

- Vai mesmo? – Bella tentou, vacilante. Era sua única chance. – Eu não sou a única que sabe sobre seu envolvimento nisso tudo.

- Quem mais sabe? Quem? – Stanley exigiu, sacudindo-a com mais força. – Vamos, diga!

- Elizabeth. – foi a única palavra que a garota disse antes que a porta voltasse a se abrir e a mulher retornasse, ofegante, os olhos arregalados.

- Caminho limpo. Todos estão no pátio, na festa. – ela disse mantendo a porta aberta. – Temos que ser rápidos.

- Vamos. – o diretor disse, mas não havia a mesma firmeza de antes em sua voz. Bella fechou os olhos por um tempo e suspirou quando ele a empurrou porta afora, os três atravessando apressadamente o corredor. – Nem um pio, Isabella. – ele rosnou em seu ouvido. Mas Bella sabia que não deveria mesmo tentar nada naquele momento. Sabia que as tentativas tinham que ser cuidadosamente elaboradas e não bruscas e desesperadas.

Logo saiam pra noite escura, ela sendo empurrada até um sedã de cor escura que foi rapidamente aberto e ela jogada no banco de trás, logo sendo acompanhada por Elizabeth.

- Tome, use isso pra controlá-la. Mas não se precipite. – Stanley disse ao entregar nas mãos da mulher a arma que antes Bella empunhara. A porta foi fechada e, enquanto ele dava a volta no veículo, Bella se viu sozinha com Elizabeth, a arma sendo apontada pra ela.

- Você sabe que ele vai te deixar depois disso, não sabe? – ela comentou tentando não deixar transparecer o medo que a invadia.

- Cale a boca. – a mulher rosnou apertando o cano do revolver de encontro a suas costelas. Mas Bella se obrigou a prosseguir antes que Stanley entrasse no carro.

- Acha que ele vai confiar em você? O que o impede de acabar com sua vida logo depois de acabar com a minha? – os olhos castanhos fitaram fixamente os olhos arregalados da mulher que ofegava. – Ele já não te enganou uma vez? Ou seria mais do que apenas uma?

- Se não fechar a merda dessa boca, te mato aqui mesmo! – ela rosnou por entre os dentes, mas Stanley, que acabara de se sentar na direção, lhe lançou um olhar feio pelo retrovisor.

- Não se atreva! Já vai dar trabalho tirar o cheiro dela do meu carro quanto mais o sangue! – e ligou o veículo. A Bella só restava uma última tentativa.

- Não acham que estão arriscando demais? – ela disse olhando de um pro outro. – Vão sentir minha falta logo na festa... e a de vocês também!

- Acalme-se, Isabella. – o diretor riu maldosamente enquanto manobrava o carro pra fora do estacionamento. – Acha mesmo que eu não sabia sobre o álcool pro ponche? Estarão todos meio altos pra notar a ausência minha e de Elizabeth... tempo mais do que suficiente pra fazer o que é preciso.

Bella ainda abriu a boca pra mais uma tentativa, mas foi bruscamente interrompida. Um carro vinha pela rua em alta velocidade chamando a atenção dos três ao mesmo tempo em que algumas pessoas saíam correndo do prédio aos gritos, Bella logo reconhecendo Emmett em frente a todos os outros.

- Rápido, Stanley, rápido! – Elizabeth gritou agarrando Bella com mais força, a arma realmente machucando a garota ao apertar-se contra suas costelas, movendo-se graças aos sacolejos do carro que Stanley dirigiu de forma brusca, os pneus cantando no asfalto ao fazer uma manobra arriscada.

O sangue de Bella ferveu ao perceber que o carro que se aproximava do estacionamento era o Volvo prateado de Edward e isso lhe deu forçar pra fazer algo realmente insano. Quando o carro ganhava a rua, Elizabeth estava com os olhos voltados pra trás onde vultos atravessavam o estacionamento correndo e o carro vinha no encalço deles e Stanley com os olhos fixos na estrada já que a velocidade do carro era absurda.

E então ela simplesmente se jogou contra a professora, agarrando a mão que segurava o revólver. A partir daí nada mais fez sentido na mente de Bella que estava fixa em somente uma coisa: sobreviver.

Todo seu plano maluco a levara ali, dentro do carro do diretor, sendo encaminhada pra morrer. Mas ela não queria morrer. Ela queria ver Edward muitas vezes mais... não queria partir sem antes dizer tudo que tinha pra falar.

Gritos, muitos gritos ela ouvia e talvez alguns fossem dela. Uma força que ela nem sabia ter foi totalmente empenhada na luta, seu olhar fixo na mão armada. Até que os corpos se confundiram na luta e a arma desapareceu de seu campo de visão.

E então dois disparos. Dois terríveis estampidos se fizeram ouvir ao mesmo tempo em que ela sentia o impacto quente contra seu abdome.

Nessa hora ela soube que tinha sido ferida.

Quis sentir dor. Por Deus, como ela quis sentir dor naquele momento! Por que dor lhe mostraria que ela ainda vivia. Mas tudo o que sentia era uma sensação de vazio, seu corpo todo anestesiado pelo choque.

Mais gritos, o mundo todo girando, seu corpo sendo lançado de um lado a outro e então Bella foi sugada pro nada, rendendo-se a escuridão que a tragou pra si.

(...)

- Quem era no telefone? – essa simples frase ecoava no ouvido de Edward enquanto ele furava todos os sinais sem nem mesmo se ater ao fato de estarem verdes ou não. E fora nesse momento que ele descobrira que a garota faria uma coisa extremamente tola, por que o rosto branco de Lia ao dizer que Bella telefonara pra relatar que o caso estava pra se resolver o fizera se lembrar do quão estranha ela estava antes de se despedir dele.

E quando Damon dissera que ele dera o número a ela naquela tarde, antes de ela sair pro baile... Edward gelou da cabeça aos pés. E agora ele corria contra o tempo, sabendo no íntimo de seu ser que Bella estava em apuros.

Por que ele sabia da batalha interna que a garota enfrentava. De alguma forma, mesmo que ela soubesse que não deveria, ela se culpava pelo passado. Por ser ainda tão menina e não ter sabido conduzir a situação. E agora ela queria acertar... pelo menos uma vez mais salvar a pele de alguém. Tirar Eric da prisão arriscando a própria vida pra isso.

Burra! Como ela poderia ser assim tão burra? Colocar a própria vida em risco ao se meter direto na cova dos leões... O que ela tinha na cabeça? E se ela morresse... o que ele faria?

- Edward, cuidado! – Damon gritou ao seu lado no mesmo momento em que seus braços se moveram, livrando o carro de se chocar com um imenso caminhão. – Se morrermos não poderemos ajudá-la!

- Você não entende! – Edward berrou descontrolado. – Se chegarmos tarde... se chagarmos tarde demais...

- Ela é esperta, Edward, sabe se cuidar muito bem! – Damon tentou consolar, mas Edward nem mesmo ouvia. Só tinha olhos pra estrada... a estrada e nada mais.

Enfim pôde ver o prédio. Lá estava o prédio e... diabos, o que era aquilo? Um carro saía a toda do estacionamento, fugindo pra rua enquanto pessoas saiam correndo e gritando de dentro da escola.

E nesse momento agonizante Edward soube que Bella estava naquele carro. Sendo levada pra morrer.

Pisou ainda mais no acelerador em perseguição ao Sedan que saía a toda, tomando a pista. E então os vultos começaram a se mover dentro do carro...

- Que porra é aquela? – ele gritou já sabendo da resposta.

- E-eu acho que é Bella. Freie, Edward, freie! – Damon gritou de repente ao prever o que logo veio a acontecer.

Mesmo dentro do seu carro Edward ouviu os dois disparos. Talvez não tenha ouvido, talvez tenha apenas sentido... sentido pois sabia que pelo menos um deles tinha atingido Bella.

Sua Bella.

- Não! Não! Não! – era o que ele berrava ao frear o carro bruscamente e ver o Sedan rodar na pista, se chocando com tudo a um poste de energia, o estrondo horrível chegando aos seus ouvidos.

E então, por um momento, houve silêncio.

Notas finais
Sei, sei. Vocês me vão querer matar. Mas eu já até estou habituada com as ameaças de morte, sabem?
Podem me ameaçar, me xingar, prometer me seguir até o inferno, eu deixo, mas... deixem um coment, ok?
Adoro saber o que vocês acharam da história.

Bem, mistério resolvido. Ou será que não? Por que, pra quem ainda não se deu conta, o enigma de The Art nunca foi o assassino misterioso de Vanessa mas sim outra coisa. Coisas que aconteceram por aqui durante toda a fic e que ninguém se ateve aos pequenos detalhes...

Mas o próximo capítulo será o último. E então teremos o epílogo onde serão desvendado, por fim, todos os segredos da fic.

Ou não, vai saber...

Ok, já falei demais. Bejos a todas, espero pelos comentário.