The Art Of The Lie - 1, 2 e 3 (hiatus)
14 CAPÍTULO 13
Notas iniciais
“No jogo da verdade, perde quem tiver mais a esconder.”
Edward estava absurdamente confuso enquanto seguia correndo atrás de Bella que já passara pelas portas de vidro antes mesmo que ele se refizesse do susto e a pudesse seguir. Ela simplesmente entrara em um tipo de transe, alheia a tudo e todos depois que Rosalie saíra de perto deles pra ir ao banheiro.
E o medo o envolveu como uma névoa densa e fria assim que seus pés bateram no chão frio da sala e viu que a garota entrara com tudo no banheiro do corredor. Não... isso não era possível. Simplesmente não era possível!
Sua irmã. Sua Rosalie.
Ele simplesmente não podia aceitar que...
- Rosalie! Não faça isso, por favor. – a voz desesperada de Bella gritou quando ele atravessava o corredor, parando com tudo na porta agora aberta. E nesse momento entrou em choque.
Ela estava ali. Destruída. Agoniada. Mortalmente ferida.
E com a alma condenada ao eterno martírio, agora ela decidira por fim a própria vida de sua carne. Carne que padecia pelos horrores que agora seus olhos chorosos mostravam com todas as letras, horror esse que ela lutara em esconder por todo aquele tempo.
Ela escondera... ou ele havia se recusado a enxergar?
- Me deixe, Bella. – Rosalie soluçou enquanto apertava com mais força a navalha contra a própria pele. Sem qualquer reação, Edward ouviu quando Damon e Alice chegaram ofegantes à suas costas.
- Rosalie? Rosalie, não! – ouviu a irmã mais nova gritar enquanto tentava entrar no banheiro, mas foi barrada pelo próprio Damon. – Me larga, Damon! Me larga! – a baixinha esbravejava com os olhos fixos na imagem aterrorizante da irmã que ameaçava por fim a própria vida.
- Tire-a daqui, Damon. – Edward conseguiu sussurrar com os olhos fixos em Bella que se mantinha a alguns passos de Rosalie.
- Não! Eu quero ficar! Salve a Rosie, Damon, salva ela, por favor! – Alice chorava enquanto o rapaz a arrastava pra longe dali.
- Você ouviu sua irmã, Rosalie. – Bella disse lentamente, mas ainda sem se aproximar. Edward percebeu que ela mantinha contato visual com sua irmã e que seu rosto estava impassível, firme, seguro. – Solte essa navalha e pare com essa bobagem.
- Bobagem? – Rosalie gritou em completa histeria. – Minha vida não tem mais sentido, Bella! Será que não percebe?
- O que eu percebo é uma mulher linda, terrivelmente atraente e que pode ser e fazer o que quiser. Mas isso não inclui o suicídio, Rosalie. – Bella disse com calma. Edward queria dizer algo, queria ajudar, mas... pela primeira vez depois de muito tempo se viu sem fala. Sem saber o que fazer.
- Eu não posso fazer o que eu quero. – Rosalie disse por entre dentes. – Eu... e-eu...
- Você fez coisas que não queria, não fez? – Bella disse com voz suave. Rosalie apenas balançou a cabeça lentamente, uma careta de dor tomando seu lindo rosto. Mas em momento algum ela baixou a navalha que ainda estava ali, encostada a sua pele, pronta pra acabar com sua vida. – Solte essa navalha, Rosalie. Nós vamos encontrar uma saída.
- Não tem saída, Bella. Não enquanto eu viver. – ela disse num sussurro perdido, seu corpo sendo sacudido pelos violentos soluços.
- Olhe pra mim, Rosalie. – Bella sussurrou se abaixando lentamente até estar na mesma altura do que a moça, mas ainda mantendo a distância de antes. A loira levantou um pouco os olhos e encarou o olhar penetrante da morena. – Eu sei que ele te obrigou a fazer coisas horríveis. Coisas que te sujaram, que te poluíram, que te macularam. Que te fizeram buscar refúgio na bebida. Que te fizeram odiar ser quem você é.
- Bella... – Rosalie sussurrou totalmente entregue ao choro compulsivo que lhe sacudia o corpo tão frágil. Edward via tudo àquilo sem saber o que fazer. A ele cabia apenas observar e nada mais.
- Mas você fez isso apenas por medo, Rosalie. – Bella prosseguiu ainda encarando os olhos da loira que se fecharam em pura agonia. – Não medo por você. Queria proteger sua irmã, não queria?
- Ele disse... ele disse que se eu... se e-eu não fizesse aquilo... a Alice... ele... ele... ah, Bella! – ela chorava convulsivamente agora. – Eu estou suja! Estou sempre suja! Não importa o que eu faça, quantos litros beba, quantos banhos tome... a sujeira está aqui! Dentro de mim! – ela abriu os olhos cheios de dor e fitou o olhar fixo da morena. – Por que ele não me deixa em paz? Por que ele me obriga a fazer isso? Eu não quero Bella, não quero mais!
- Não precisa mais ter medo, Rosalie. – Bella disse com firmeza. – Estamos aqui pra te proteger.
- Ele disse que vai pegar a Alice. É por isso que não contei pro Edward, é por isso que menti todo esse tempo, é por isso que nunca fui embora. – ela chorava num lamento sofrido de cortar o coração. Edward estava ali, imóvel, olhando tudo do mesmo lugar em que ficara ao chegar, sua mente em um trabalho frenético buscando saber onde e quando errara.
Por que depois de todos aqueles longos anos de trabalho duro ele acabara por se esquecer do que mais lhe importava. Por que não viera ali vê-las? Por que as afastara de sua vida? Por que, por que fugira como um maldito covarde?
Por que se negara a ver a verdade?
- Mas ele não vai. Ele é covarde, sujo e cruel. Acredite em mim, não precisa mais ter medo dele. Não mais. – Bella disse em sua inabalável certeza.
- Como pode saber? Como pode saber o que eu sinto nesse momento? Como pode? – Rosalie gritou apertando mais a navalha contra a pele, Edward deixando de respirar ao ver o fio afiadíssimo perfurar a pele de sua irmã e o sangue vermelho brotar do ferimento.
- Eu minto, Rosalie. – Bella disse num fio de voz fazendo a loira olhar em seu rosto com maior atenção. – Eu minto quando eu rio. Eu minto quando eu pareço ser feliz.
- Por quê? – a voz da loira era um sussurro.
- Por que eu feri pessoas que eu amava. – Bella sussurrou de volta, seus olhos ligados aos olhos da loira. – Eu permiti que se ferissem por puro orgulho. E acabei na mão de estranhos... estranhos que não me amavam, que não me queriam. Estranhos que me desejavam.
Edward fitou o rosto da morena, rosto do qual ele via apenas o perfil, mas que pôde captar a veracidade daquelas palavras. O que... o que tinha acontecido com ela de tão grave pra que aquela angústia a seguisse por todo aquele tempo?
- O que... o que eles fizeram com você? – Rosalie perguntou em um fio de voz.
- Eu tinha apenas onze anos, Rosalie. E teria acontecido o pior se... se meu pai de verdade não me tivesse ensinado a me defender. – ela engoliu em seco. – O caso é que existem pessoas más nesse mundo. Não importa se são próximas ou não, existem pessoas que mesmo sendo àquelas que deveriam te amar e proteger acabam por te magoar e ferir. Eu só tinha onze anos, Rosalie, quando o homem risonho que me adotara há dois dias entrou no Box quando eu tomava banho. Senti-me suja durante muito tempo – a voz de Bella falhou por um curto momento, mas depois se firmou. Edward escutava tudo atentamente... aquilo estava mesmo acontecendo? -, mas eu superei. Chorei muito, sofri muito. Mas passou. Deixe que passe, Rosalie. Permita que passe. Mostre a ele que você não é inútil, que não é apenas uma bêbada imbecil. Mostre que você é diferente dele. Que você se ama. Te dê mais uma chance. Não se mate... por favor. Assim como eu, você agora se vê cercada por pessoas que te amam, que te apóiam e que irão te proteger. É verdade que a tristeza do meu passado ainda me persegue, mas encontrei entre vocês os amigos que jamais tive. Não jogue sua vida fora por causa de um maldito canalha, Rosalie. Por favor, faça isso por você. Por Alice, por Edward... por mim.
- Ah, Bella! – Rosalie enfim disse soltando a navalha que caiu no chão do banheiro, o metal tinindo enquanto o objeto cortante quicava. E a loira se lançou de joelhos, abraçando-se ao pescoço da morena em um choro desesperado, seus braços a apertando com força como se ela fosse uma quase afogada e Bella fosse seu bote salva-vidas. – Dói tanto!
- Eu sei, querida. – Bella sussurrou acariciando os cabelos da garota com ternura. – Mas vai passar. Prometo que vai passar.
- Edward... – o rapaz sentiu uma mão baixar em seu ombro e por isso virou o rosto até encarar os olhos muito azuis do amigo. Do seu melhor amigo. – Vamos levá-la pra um hospital, amigo.
- Ela precisa de cuidados. – Edward disse num sussurro voltando a olhar pra irmã que soluçava baixinho, ainda agarrada em Bella que a acalentava. – E serei eu a dá-los. – aproximou-se das duas e ajoelhou-se, colocando uma mão nos cabelos da irmã, chamando sua atenção com uma carícia. – Ei, Rosalie. – ele chamou baixinho fazendo a irmã se mover minimamente pra olhar seu rosto. E seu coração doeu ao ver a tristeza estampada nos olhos agora vermelhos e inchados. – Vamos pra casa. Pra minha casa.
- Eu não posso deixar a Alice aqui. – ela sussurrou balançando a cabeça em desespero. – Não com ele.
- Alice vai com a gente. Vou resolver isso de uma vez por todas. – ele disse com suavidade. – Vamos? – Rosalie desviou seu olhar até o rosto de Bella que fez um gesto afirmativo com a cabeça.
- Vai ficar tudo bem, querida. Deixe seu irmão cuidar de você. – Bella disse com suavidade. Rosalie permitiu que o irmão a levantasse e a pegasse nos braços, erguendo-a no colo. Ela apenas cercou seu pescoço com os braços, aninhando sua cabeça em seu peito. Edward sentiu como se lhe apunhalassem o coração, um bolo em sua garganta se formando enquanto seus olhos queimavam. Ele permitira que aquele monstro fizesse isso com sua irmã. – Damon...
- Alice está arrumando as coisas dela. Vou levá-la em meu carro junto com as malas, não se preocupe. – Damon disse calmamente. – Vou subir pra ajudá-la. Apenas tire Rosalie daqui.
- Ok. – Edward concordou e viu seu amigo sair dali e rumar pras escadas. Bella estava ao seu lado e apertava seu braço, lançando-lhe um olhar cheio de força.
- Vamos. – ela disse num sussurro e ele se encheu de uma força súbita, uma força que acabou por soterrar sua própria dor. Por que sua família precisava dele... e estava farto de bancar o fraco. O cego.
- Vamos. – ele disse saindo com a irmã nos braços pro corredor. Mas qual não foi sua surpresa ao se deparar com a odiosa figura do pai encostado distraidamente ao umbral da porta da cozinha, seus olhos frios e maldosos apreciando a cena. Edward sentiu a irmã encolher-se em seus braços, seu rosto molhado apertado contra o peito do rapaz.
- Não vai tirar a Alice de mim. Isso é inútil. – ele disse simplesmente enquanto um sorriso nojento repuxava seus lábios. Edward jamais imaginou que fosse capaz de matar, mas naquele momento soube que se tivesse uma arma em mãos explodiria a cabeça do homem que deveria ser seu pai sem nem piscar os olhos.
- Você é sujo, imbecil e asqueroso. – ele disse num rosnado enquanto apertava mais o corpo da irmã de encontro a si pra lhe transmitir proteção. – Eu vou ferrar com você, você não perde por esperar.
- E como vai provar? – Carlisle riu arqueando ambas as sobrancelhas. – Eu me preveni, meu caro. Não deixei meu DNA nela.
- Como você pode? – Bella perguntou ao lado de Edward fazendo o rapaz se virar de leve pra olhá-la ao sentir o nojo e o desprezo tão presentes em sua voz. – Ela é sua filha, desgraçado.
- Eu a alimento, visto e pago por todos os seus luxos. Nada mais do que justo ela me dar algo em troca. – o homem deu de ombros como se fosse algo muito natural. – Não vai tirá-las de mim. Tenho meus direitos... paternos.
- Se eu não estivesse com ela em meus braços, quebraria sua cara, cafajeste! – Edward rosnou dando um passo em direção ao pai, mas sentiu uma mão quente apertar seu braço e por isso se virou na direção de Bella que tinha o olhar fixo em Carlisle.
- Você não pode bater nele, ele é seu pai. Por mais dolorosa que seja a verdade, ele é seu pai. – e sem mais nada dizer deu os poucos passos que os separava de Carlisle, ele mirando a garota que trajava ainda apenas o biquíni mas que não se intimidou diante desse olhar maldoso. – Você sente prazer, não sente? Não é só pelo sexo, é pelo poder. Dominar, estragar, destruir uma vida... faz você se sentir mais homem. Faz você se sentir o mais forte, o invulnerável.
- E? – Carlisle provocou cruzando os braços em frente ao corpo.
- Só que você jamais será forte. Jamais será invulnerável. Um inferno espera por você, Carlisle. E eu espero que isso que atormenta sua mente acabe por te consumir aos poucos, te faça sofrer mais do que já sofre, te faça ruir diante dessa sua máscara de crueldade. E você vai morrer sozinho... e infeliz. – a voz de Bella parecia feita de gelo enquanto ela proferia cada uma das palavras que soavam como se fossem uma sentença, o riso sarcástico morrendo nos lábios de Carlisle enquanto ele mirava a garota com espanto e... medo. Por que o que ela dizia era verdade. A maldita estava lendo-o!
- Fora da minha casa! – ele esbravejou esticando o braço e apontando pra saída, os dentes trincados. – Fora agora de minha casa! E vocês não vão tirar Alice de mim, não mesmo!
- Isso é o que você pensa! – Edward rosnou apertando a irmã que chorava novamente em seus braços.
- Eu disse a Edward que ele não pode te bater por que ele é seu filho. – Bella prosseguiu em sua voz cortante, seu olhar frio fixo nos olhos do homem cuja segurança ruíra com as palavras da morena. – Mas eu tenho uma novidade pra você: — e foi tudo muito rápido, tão rápido que deixou Edward sem reação, sua boca entreaberta quando viu o punho de Bella se fechar e ir certeiro até o queixo de Carlisle, derrubando-o com um só soco. – Eu não sou sua filha, graças a Deus. – e fez uma careta de profundo nojo ao homem que segurava o queixo com a mão e a encarava com ódio, ainda caído. – Vamos, Edward. – e saiu dali sem olhar pra trás.
A Edward restou apenas lançar um olhar de profundo desprezo ao homem que deveria admirar e saiu atrás de Bella, ouvindo Damon e Alice descerem as escadas.
- Vocês não perdem por esperar! – Carlisle gritava do chão enquanto eles saiam. – Isso ainda não acabou, não mesmo! Vão pagar caro por isso, vocês vão ver!
Palavras de um lobo ferido e solitário que escolheu mascarar a própria dor e os próprios problemas ferindo e magoando as pessoas que o rodeavam. Mas pra Edward, Bella e Damon aquelas palavras soaram como um consolo ao homem caído e não como uma ofensa à eles que se retiravam daquela casa pra nunca mais voltar.
(...)
- Como ela está? – Bella perguntou em voz baixa a Edward que estivera sentado ao lado da cama de Rosalie desde que os médicos a tinham medicado e sedado, velando o sono da irmã. Ele então levantou os olhos cansados e viu a garota que os ajudara tanto naquele dia, a preocupação palpável em sua expressão. Onde ela estivera durante todos aqueles anos, Deus? Talvez, apenas talvez se ela estivesse com eles há mais tempo... nada daquilo tivesse acontecido.
- Bem. Finalmente relaxou e conseguiu dormir. – ele suspirou e fechou os olhos flexionando os ombros de músculos tensos, doloridos. Estivera ali sozinho por um longo tempo até que Bella pudesse ir pra casa tomar um banho, mudar de roupas e avisar aos seus guardiões legais que estaria no hospital, mas não sem antes constatar se a melhor amiga estava bem.
Alice estava em seu apartamento com Damon que se oferecera pra cuidar da garota, pelo que o amigo lhe contara há poucos minutos no telefone também estava dormindo depois da tensão longa daquele dia difícil. Ainda bem que tinha Damon... ainda bem que tinha Bella.
Sentiu a presença da garota atrás de si e relaxou quando os dedos suaves vieram pressionar o ponto exato onde seus músculos protestavam.
- Obrigado, Bella. – ele sussurrou ainda de olhos fechados ao encostar sua cabeça no colo macio da garota que continuava a massagear seus ombros. – Se não fosse você...
- Se não fosse nós, Edward. – ela sussurrou apertando seu ombro com um pouco mais de força. – Se você não me tivesse dito aquelas coisas naquela entrevista na escola... eu não teria aceito trabalhar com vocês. Eu não teria mudado, ainda seria aquela jovem amarga e retraída, que se odiava por ser quem era. Ainda tenho minhas reservas, é claro, mas sinto que estou mudando... e devo isso a você.
- Mas eu não pude ver, Bella. – ele lamentou se virando de perfil pra que pudesse esconder seu rosto entre os seios macios, seus braços buscando seu corpo que ele abraçou, pegando-a de surpresa. – Ela quase morreu por minha culpa.
- Sua culpa? – ela sussurrou agora trabalhando em carícias nos cabelos acobreados e revoltos. – Por que seria sua culpa? Por que fugiu de um problema familiar? Por que não conseguiu enxergar a gravidade da situação? Não será o primeiro nem o último a cometer tais erros, Edward. Apesar de mais espertos e talentosos do que a maioria das pessoas... somos apenas seres humanos.
- Como você soube? – ele perguntou sentindo-se mais aliviado ao sentir aquela voz tão perfeita acalentar seu sofrimento. Ela sabia mesmo o que dizer e como dizer... sempre. – Quando foi que percebeu?
- É como diz o velho ditado: Tudo é mais claro pra quem olha de fora. Alice jamais me contara sobre sua irmã, jamais me falara se tinha pais ou não. Quase cortei o barato de sua irmã quando ela mentiu ao dizer que estava me arrastando pra uma tarde de garotas, quase disse isso a ela na soleira da porta... mas decidi que certas verdades podem passar sem serem descobertas. E foi na piscina que conheci Rosalie. De cara eu soube que o problema familiar provinha dela pelo desconforto de Alice quando nós a vimos. Não comentei nada, mas fui aos poucos percebendo sinais no comportamento de Rosalie. Sabia que ela era alcoólatra por que não tinha bebida alguma na festa, só suco de laranja, mas os olhos dela me diziam que aquele não era o problema, só que eu não imaginava o que podia ser. O que daria a ela aquela expressão de extrema angustia? E por que ela escondia tanto? Mas foi quando voltamos da cozinha que percebi o desespero dela, a simples menção de Alice sobre o suposto assédio do pai quanto a mim foi suficiente pra fazer a máscara dela desmoronar. – ela suspirou enquanto passava os dedos por seus cabelos macios, acariciando o couro cabeludo. – Ela me lembrou muito uma pessoa... graças a Deus consegui salvá-la.
- Não vou mais perguntar de seu passado. – Edward disse erguendo seus olhos pra encarar aqueles lindos olhos achocolatados que o fitavam com ternura. – Confio em você e sei que um dia, quando estiver preparada pra se abrir, vai me procurar. Quero que saiba que estarei sempre ao seu lado pra te ouvir.
- Eu sei, querido. Eu sei. – Bella suspirou beijando o topo da cabeça de Edward antes de puxá-lo pra junto de si, abraçando-o.
E ali ficaram, unidos por uma só dor. Por uma só marca sombria. Por um só medo.
Por que sabiam que estavam apaixonados. E isso seria um problema imenso um dia. Mas no momento... eles apenas precisavam um do outro. Apenas isso importava.
Notas finais
Vamos, meninas, vamos comentar. Se tiver mais uma recomendação, sai mais um capítulo ainda essa semana.
Senão, só semana que vem
Oq? Eu? Má?
Magina! Sou tão boazinha...
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Bjks!
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