Notas iniciais
Ah, meninas! Os seus reviews me alegram tanto! *-*

“Não há verdade quando se trata de pessoas queridas. Há apenas o que queremos que seja verdade.”

Não tinha jeito. Bella Swan acabaria por enlouquecê-lo.

Uma coisa era ver a garota de pijama à noite em seu quarto quando seus olhos procuravam fugir de sua imagem tão perfeita. Outra coisa era estar de frente pra ela e ter burrice suficiente pra incitá-la a tirar a única peça de roupa que lhe cobria o corpo, embora isso não fizesse lá muita diferença.

E soube que estava fodidamente perdido quando viu o sorriso perverso estender de leve os lábios perfeitos da garota que fez questão de se afastar um passo dele e deslizar as mãos pelo tecido da camiseta até agarrar a barra da mesma. Mordeu os lábios e ficou ali, parado, apenas apreciando a cena tão perfeita.

As mãos de dedos longos puxou lentamente a camiseta corpo acima revelando a pele muito branca e de aparência cremosa aos poucos, sua boca salivando quando as coxas perfeitas foram sendo descobertas, depois o biquíni da mesma cor de sua sunga apareceu fazendo-o ter pensamentos nada decorosos ao revelar aquele montículo de carne macia em meio a sua pernas tão torneadas. Depois pra acabar de enlouquece-lo veio a barriga lisa que lhe deu vontade de cair de boca, lambendo e mordendo enquanto sentia o corpo dela serpentear embaixo do seu.

E os seios. Ah, os seios! Lindos, arredondados, os mamilos já entumescidos apontando através do fino tecido só pra fazê-lo salivar ainda mais. E lá estava aquele sorriso malvado no rosto de quem sabia que os olhos do rapaz estavam nublados pelo desejo, a tortura do tesão que dominava agora seu corpo e pensamentos explícitos aos olhos da esperta garota que agora resolvera lhe tirar a sanidade.

- Vamos dar um mergulho, Edward? – ela disse quase num sussurro, sua voz quase abafada pelos gritos de Alice e Damon, que brincavam na piscina atrás de Bella, e das gargalhadas de Rosalie que olhava a diversão dos dois em uma das espreguiçadeiras enquanto tomava uma laranjada. – Eu estou com um calor. – ela disse por fim e mordeu o lábio inferior de um jeito que fez com que os hormônios de Edward, já em disparada, entrassem em ebulição, o rapaz sentindo o resultado se pronunciando em meio a suas pernas.

- Va... – ele ia concordar, mas ela nem lhe deu tempo pra isso ao lhe dar as costas e caminhar na direção da piscina. Ele simplesmente rugiu ao ver as nádegas redondinhas, empinadas e deliciosas naquela perdição de quadril bem feito e não pensou duas vezes ao sair correndo e saltar contra o corpo dela, agarrando-a quando ambos caíram com tudo na piscina de água fria.

- Edward, seu imbecil! – ela gritou, mas estava rindo ao tentar tirar a água dos olhos e ao mesmo tempo se manter na superfície das águas.

- Foi você quem disse que estava com calor. – ele lembrou também rindo, mas logo deixou de rir quando uma coisa puxou seu pé e ele sentiu-se afundar, lutando pra voltar a superfície.

- Edward! – Bella chamou assustada ao ver que o rapaz não voltava pra cima e então mergulhou também, em quase desespero. Talvez ele tivesse tido uma cãibra...

Mas só não riu por que estava embaixo d’agua ao ver Edward e Damon brigando como dois garotos, um querendo afogar o outro. Mas ambos então não agüentaram mais a falta de oxigênio e resolveram submergir, a garota os seguindo, rindo junto aos dois que também tossiam em meio às risadas.

- Eu quase ganhei dessa vez. – Damon disse meio ofegante em meio aos risos.

- Ah, é. E meu nome é Penélope, prazer. – Edward disse também ofegante e Damon arregalou os olhos com falso espanto.

- Que legal, cara! – ele disse lentamente com admiração, nenhuma sombra de riso em seu rosto. – Resolveu assumir sua verdadeira identidade? É por isso que admiro você, Penélope.

- Vai à merda, Damon. – Edward jogou água no rosto do amigo que ria a valer agora junto a Bella que se virou ao sentir o movimento nas águas atrás de si. Era Alice que vinha rindo.

- Eu fico bem longe desses malucos quando começam com essa história de querer afogar um ao outro. – ela explicou ao chegar ao lado da amiga que ainda ria. – Acho tão imbecil essa coisa de masculinidade.

- Masculinidade não é uma coisa imbecil, Alice. – Bella disse com indignação, mas depois riu ao encarar Damon e Edward que a olhavam admirados. – Apenas alguns espécimes são idiotas.

- Oh, então nós somos idiotas? – Edward semicerrou os olhos em direção a ela que não perdeu tempo ao começar a nadar em direção contrária com o rapaz em seu encalço. – Espera aí, Bella! Me explica direito esse negócio de idiota!

- Socorro! Tem um idiota me perseguindo! – ela gritou em meio a risos enquanto fugia de Edward que ria ao tentar alcançá-la.

- Foge dele, Bella! Nada cachorrinho! – Rosalie gritava da espreguiçadeira e esse foi seu mal, pois acabou por chamar a atenção de Damon que riu malignamente pra ela. Bem que ela tentou fugir correndo pra dentro da casa, mas o rapaz a alcançou no meio do caminho e a jogou por sobre um ombro, trazendo-a de pra dentro da piscina em um salto nada delicado.

Brincaram durante muito tempo dentro da piscina até que, passados alguns minutos, Bella reclamou que estava cansada e saiu da água indo se sentar em uma das espreguiçadeiras depois de pegar um prato na mesa e encher de salgados e um copo cheio de suco de laranja.

- Se divertindo? – Edward perguntou vindo sentar-se ao seu lado e roubando um salgado de seu prato.

- Muito. – Bella riu suspirando enquanto mastigava, seus olhos em Alice e Damon que ainda lutava dentro da piscina. Aqueles dois tinham tanta energia! Rosalie por sua vez também se cansara e agora estava sentada na beirada da piscina observando a luta bizarra de Alice e Damon. Bella encarou-a por um tempo, seus olhos passeando pelo rosto da moça. — Muito mesmo. – completou fechando os olhos e encostando a cabeça na espreguiçadeira.

- Há tempos que não se divertia assim, não é? – Edward disse ao seu lado e ela riu ao abrir novamente os olhos, encarando o rapaz por um tempo. – O que foi? – ele perguntou com cara de desentendido.

- Você sempre faz isso. – ela disse balançando a cabeça lentamente de um lado a outro enquanto voltava a fechar os olhos e aproveitava o sol em seu rosto. – Mas eu não vou falar do meu passado.

- Por que não? – ele insistiu fazendo-a dar de ombros.

- Por que não quero, oras. – ela disse simplesmente, a expressão neutra. Neutra demais pra Edward que se irritava ao ver a capacidade de Bella em esconder suas emoções quando assim queria.

- Por que foge tanto, Bella? – ele perguntou escorregando na espreguiçadeira pra ficar sentado de lado, os cotovelos apoiados nos joelhos, seu corpo inclinado em direção ao dela que estava estendido ao sol, uma mão cobrindo os olhos, protegendo-os do sol mesmo com eles fechados. – Por que foge tanto de mim?

- Não fujo de você, Edward. – ela abriu os olhos de leve pra olhá-lo tão próximo de si. – É você que vive correndo atrás de mim, então isso não é culpa minha.

- Não vivo correndo atrás de você. – ele se defendeu ao desviar o olhar pra observar Damon que puxara Rosalie pelo pé de volta a piscina.

- Vai negar que está cheio de desejo pela minha pessoa? – ela disse lentamente fazendo-o voltar a olhar pra ela. Edward viu nos lábios da moça um sorriso travesso, os olhos mais uma vez fechados como se não tivesse dito o que acabara de dizer.

- E você vai negar que vive me provocando? – ele comentou em voz baixa pra que ninguém mais ouvisse a não ser eles.

- Não, não vou. – ela disse no mesmo tom de antes, como se estivesse falando do tempo e não do desejo mútuo que os consumia dia após dia. Edward ficou por vários minutos ali, parado, a boca entreaberta, tentando entender o que se passava na cabeça daquela garota maluca, mas por mais que ele procurasse entende-la, mais ele se dava conta de que ela era a pessoa mais perita em fingir e mentir que ele conhecia.

A primeira pessoa a enganá-lo depois de tanto tempo.

- Droga! Acabou o suco de laranja! – Damon resmungou ao lado da mesa de salgados.

- Tem mais na cozinha, dentro da geladeira. – Alice disse de dentro da piscina onde ela se escorara á borda ao lado de Rosalie, ambas se deliciando com o sol morno em suas peles.

- Pode deixar que eu busco. – Bella disse de repente ao se sentar, suas pernas deslizando da espreguiçadeira pro chão quando ela se virou pro mesmo lado em que as pernas de Edward estavam, entre as duas espreguiçadeiras, roçando a pele de seu joelho no dele de propósito enquanto ria de leve ao se levantar. Aquilo tudo diante dos seus olhos e ao alcance de suas mãos era tortura das bravas, disso ele não tinha dúvidas, mas no momento sentia-se de mãos atadas. Não podia simplesmente agarrar a garota ali, por mais que sua vontade insana fosse realmente essa. Sempre fora um cara sensato e responsável, não podia, simplesmente não podia.

Mas mais uma vez ele pôde ler a expressão de Bella quando a garota deu alguns passos pra perto da piscina onde Alice descansava, o olhar que ela lançou a ele antes disso fez com que o desejo que antes parecia borbulhar dentro de si simplesmente entrar em erupção.

Que fosse a merda o bom moço! Bella era maior de idade agora e ainda não era sua colega de trabalho. E aquele olhar que a maldita lançara a ele dizia com todas as letras que ela não estava brincando em momento algum: a intenção era mesmo seduzi-lo.

- Pra onde fica a cozinha, Alice? – ela perguntou numa voz lenta e levemente rouca, mordendo o lábio inferior ao ouvir a movimentação atrás de si. Seu tiro fora certeiro.

- Vou lá com você. – Edward disse à suas costas naquela voz rouca e perigosa que fazia com que seu corpo todo se arrepiasse de antecipação. Ele entendera a mensagem e captara o que ela queria que ele fizesse. – Vamos. – ele disse pegando no braço da garota que sentiu seu corpo estremecer de leve, o comichão em seu baixo ventre se intensificando assim como a umidade em seu biquíni, umidade que nada tinha a ver com a água da piscina.

- Vamos. – ela concordou em um sussurro deixando que ele a conduzisse de volta pro interior da casa, ambos não proferindo uma só palavra enquanto passavam pelas portas de vidro e atravessavam a sala, desembocando por um corredor que certamente terminaria na cozinha e na área de serviços, mas Bella podia ouvir a respiração cada vez mais ofegante de Edward, a mão forte e quente dele em seu braço informando-a de que a temperatura corporal dele se elevara e que seu pulso estava disparado graças a adrenalina que corria em suas veias. E a julgar pela freqüência em que sua garganta se movia quando ele engolia em seco somado ao volume excitante que crescia em sua sunga diante dos olhos dela, Edward estava terrivelmente excitado.

Ela sentia como se aquele espaço de tempo que ambos levaram até chegar a cozinha fosse como a calmaria antes da tormenta. Não tinha nenhuma experiência com garotos, alias, não tinha muita experiência com pessoas quando o quesito era a tão comum vida social. Mas sabia o que era sentir-se excitada, sabia ver quando uma pessoa estava excitada... e não vinha ao caso agora todas as vezes que homens tinham ficado assim por sua causa (afinal, ela passara por quatro famílias até chegar a casa de Susy e Paul. E as roupas não podiam cobri-la vinte e quatro horas por dia...), mas tinha vasta experiência quando se tratava do comportamento humano. Era algo que aprendera, sim, mas também era algo que já nascera sabendo.

Então saber o quanto Edward estava excitado só fazia aumentar a sua excitação.

Mas por mais que soubesse do nível de excitação do rapaz, não conseguiu refrear o gemido de surpresa quando Edward a puxou contra seu corpo forte e terrivelmente quente, usando um pé pra empurrar a porta que travou com um sonoro clique. Sentiu as mãos de Edward se apossarem de seu corpo, uma agarrando sua cintura sem nenhuma delicadeza fazendo-a sentir sua ereção completamente formada contra sua barriga, a pulsação do membro quente e duro lhe amolecendo as pernas, a outra mão de Edward se embrenhando nos cabelos molhados de sua nuca puxando seu rosto pra um beijo ávido.

Não sabia se ele fazia idéia de que ela nunca beijara em toda sua vida ou se tinha ignorado isso, mas logo percebeu que beijar era uma das coisas que se aprendia rápido e sem qualquer esforço. A única coisa que ela sentia era o prazer, a excitação aumentando, fervendo em suas veias enquanto a boca macia de Edward sugava seus lábios e língua, sua própria língua vindo se embrenhar dentro de sua boca, degustando-a, provocando-a, enlouquecendo-a.

Nada mais tinha importância então a não ser os braços fortes que a apertavam com firmeza, o corpo quente e musculoso que a imprensava contra o balcão, as mãos excitantes que deslizavam agora por seu corpo chegando a suas nádegas e apertando-as, trazendo seu corpo febril ainda mais pra perto de sua pulsante ereção.

Bella gemeu contra os lábios dele e apertou mais fortes seus dedos que estavam na nuca dele, puxando seus cabelos com gosto. Edward colocou mais força em seus braços e suspendeu a garota, colocando-a sentada sobre o balcão, logo se encaixando em meio a suas pernas tão macias e excitantes.

- Edward... – Bella suspirou ofegante quando o rapaz interrompeu o beijo pra que pudessem respirar, seus lábios descendo numa trilha de fogo pelo pescoço dela. – Edward, alguém pode nos ver.

- À merda com isso. – ele praticamente rosnou contra sua pele que mordeu com um pouco mais de força, fazendo-a gemer novamente e ondular seu quadril contra a ereção dele, o atrito delicioso entre os sexos excitados estimulando-os e fazendo gemer cada vez mais. – Quero você desde a primeira vez que vi esse corpo delicioso.

- Ah!!! – ela gemeu e deixou seu corpo cair pra trás, apoiando suas costas na parede atrás de si quando os lábios de Edward aprisionaram seu mamilo ainda por cima do biquíni. A mão do rapaz encontrou o outro seio e embrenhou-se por dentro do tecido aprisionando o mamilo entre os dedos, beliscando e massageando um enquanto sua boca mordiscava e sugava o outro, ainda por cima do tecido. – Edward! – Bella ofegou com os olhos bem fechados quando o rapaz afastou o tecido do biquíni e caiu de boca diretamente em sua pele tão sensível.

Bella jamais sonhou que tamanho prazer era sequer possível. Seu corpo todo estava febril, sua pulsação estava pra lá dos cem batimentos por minuto, ela transpirava e tremia com as carícias ousadas de Edward e sua excitação empapava sua calcinha. Seus dedos apertaram a nuca dele mais uma vez e o puxaram pra mais perto de si enquanto continuava a rebolar contra o membro cada vez mais duro e pulsante, procurando aliviar aquela pressão prazerosa que sentia em sua intimidade.

Tão fora de órbita que estava com a boca de Edward fazendo horrores em seus seios que não sentiu quando o rapaz escorregou uma das mãos por entre os dois corpos. Só sentiu, e nesse momento achou que fosse enlouquecer de tanto prazer, quando a mão quente, firme e macia a acariciou por cima da calcinha encharcada, roçando deliciosamente em seu clitóris totalmente inchado.

- E-Edward. – ela gemeu estremecendo nos braços do rapaz que apenas gemeu subindo sua boca até encontra-se com seus lábios, devorando-os enquanto aumentava a pressão que fazia em seu sexo, seus dedos apertando-se contra sua intimidade enquanto deslizavam facilmente pelo tecido encharcado.

Não tinha descrição o que ela sentia nesse momento. Não tinha palavras que descrevessem o calor abrasador que ameaçava consumi-la, ou que pudessem descrever a perícia dele ao acariciá-la, ou que descrevessem esse desejo ardente que os envolvia.

Havia apenas o desejo, não tinha necessidade de explicação. Edward se via totalmente fora de controle, totalmente perdido de vontade se afundar naquelas dobras macias as quais seus dedos acariciavam ainda por cima do biquíni, não conseguia ser carinhoso ou menos apressado diante daquela mulher.

Por que sim, Bella era uma mulher. Uma mulher que conseguira intrigá-lo, encantá-lo e seduzi-lo na mesma arrasadora proporção.

E ele desejava essa mulher mais do que jamais desejara qualquer outra em toda sua vida.

- Ow, então a festa se estendeu até a cozinha, foi? – uma voz masculina sarcástica chegou até eles quando a porta da cozinha se abriu de repente.

Bella se sobressaltou e agarrou-se a Edward com mais firmeza, pois sabia que seus seios estavam a mostra, seu rosto assustado se virando na direção da voz assim que Edward interrompeu o beijo. Um homem alto de meia-idade, bastante atraente com os mesmos cabelos e olhos de Edward sorria torto enquanto os olhava fixamente, ainda parado perto da porta, as mãos descansando dentro dos bolsos da calça.

Edward continuou de costas como estava e suspirou longamente antes de levar suas mãos ao sutiã de Bella e arrumá-los, descendo-a de cima do balcão em seguida. Bella por sua vez mirou o rosto do rapaz e engoliu em seco com o que viu: desprezo e intenso desagrado.

- Não sabia que chegaria tão cedo em casa. – ele comentou em uma voz desprovida de emoções ao finalmente se virar pro homem que ainda estava parado no mesmo lugar, não disfarçando nenhum pouco seu olhar avaliativo fixo em Bella que corou, escondendo-se parcialmente atrás de Edward.

- É, saí do trabalho antes. – o homem disse caminhando até a geladeira e abrindo-a com ar de pouco caso. Mas Bella e Edward bem sabiam que o fato de ele estar ali não se devia ao acaso... ele estava provocando Edward. – Só assim mesmo pra você vir aqui, não é?

- Não tenho muitos motivos pra entrar nessa casa, Carlisle. – Edward disse com voz seca. Bella apertou seu braço de leve ao perceber a tensão em seu tom de voz.

- Ah, é claro. Esqueci-me de que você me odeia. – Carlisle comentou com um riso sarcástico depois de pegar a jarra de suco e servir-se em um copo. Seu olhar recaiu mais uma vez sobre Bella enquanto ele bebericava o suco. – Quem é a belezinha?

- Acho que isso não te interessa nenhum pouco, pai. Nem deveria estar aqui. – Edward disse num tom agressivo ao pegar a jarra de cima do balcão e puxar Bella pra fora da cozinha. Ambos ouviram a risada maldosa e divertida do pai de Edward quando a porta se fechou a suas costas.

Bella tinha a testa franzida enquanto as novas informações verbais e não verbais giravam como um turbilhão em sua mente. Por mais que quisesse estar alheia aos problemas dos outros, mais uma vez ela se via cercada dessas informações teimosas que insistiam em tentar persuadi-la a entrar de cabeça na vida alheia.

Mas essa era a vida de Edward, de Alice. Não tinha o que ela pudesse fazer pra ajudar, seu dom não era necessário ali já que Edward sabia ler pessoas tão bem quanto ela mesma. Era melhor ela ficar de fora... era o melhor que poderia fazer. Pro bem de todos.

Em silêncio eles voltaram pra piscina e, antes mesmo que Alice falasse qualquer coisa, Bella e Edward já sabiam do que tinha acontecido.

- Ele passou por aqui, não é? – Edward suspirou ao depositar a jarra com suco na mesa de salgados quase vazia, o silêncio constrangido que se instalara entre os três que tinham permanecido ali na piscina sendo o maior sinal de que o “amor de pessoa” viera ali distribuir seu veneno entre eles. – Desgraçado de uma figa!

- Edward, ele é seu pai. – Bella disse com suavidade fazendo o rapaz rir sem alegria alguma.

- Pai? Bem, se pai é aquele que doa um esperma por acidente... então ele é meu pai. – suspirou ao encarar Bella, tentando se acalmar. – Me desculpe por tudo. Ele é um maldito de um sem-vergonha.

- Ele... desrespeitou Bella? – Alice perguntou num sopro de voz, seus olhos escuros arregalados ao olharem diretamente pra Edward.

- Não. Mas a olhou como se fosse um pedaço de carne. – Edward rosnou sentando-se em uma espreguiçadeira mais próxima.

- Com licença. Eu... e-eu vou ao banheiro. – Rosalie disse e saiu da área da piscina entrando pelas portas de vidro.

Bella percebia que Edward e Alice falavam algo entre eles e que Damon tentava ser simpático e solidário com ambos, mas não prestava real atenção nisso. As coisas se encaixavam rapidamente em sua cabeça, a verdade cruel chegando a ela como um soco no estômago.

E assustando aos outros três, Bella voltou correndo pra dentro da casa rumo ao corredor que momentos antes atravessara junto a Edward. Mas ela não buscava a cozinha como da outra vez, ela buscava uma porta que tinha vislumbrado ao passar, uma porta que provavelmente seria o banheiro.

E foi por essa porta que Bella entrou feito um furacão sem bater ou pedir licença. E lá dentro, os olhos assustados, arregalados e repletos de lágrimas, estava Rosalie, sentada na banheira de louça de aparência cara, uma mão fechada em punho virada pra cima expondo seu pulso onde ela já alinhara uma navalha, pronta pra cortá-lo.

- Rosalie! Não faça isso, por favor. – Bella disse com voz trêmula enquanto via a dor e a agonia que a moça tanto tentara esconder e que mesmo assim ela vira desde que entrara naquela casa.

E mais uma vez ali estava Isabella Swan, metida nos problemas alheios pelo seu dom de ver o que os demais insistiam em ignorar.

Só que dessa vez esse dom não bastaria pra salvar Rosalie. E pelo sofrimento que via nos olhos dela, seus argumentos teriam que ser absurdamente fortes pra que a pudesse salvar.

Notas finais
Bem, o que dizer? As coisas ficaram tensas de repente, né?

Essa fic é sem dúvidas meu xodó, ainda mais do que Cartas de um Amor Proibido pq, assim como em Cartas, coloquei um toque literário nela. Em Cartas foi poesia, nela é suspense e drama mesclados a uma boa filosofia de vida, começando pelas frases.

Nem dá p crer que isso sai de minha cabeça insana...

Guardem todas as suas dúvidas, girls, pois essa fic terá sim Segunda Temporada ainda mais bombástica do que essa, escrevam isso.

E essas perguntas serão todas respondidas nos mínimos detalhes no espaço que abrirei pras leitoras entre uma temporada e outra.

Enqnto isso... comentem! Bjks!