Notas iniciais
Olha como esse foi rapidinho!Ah, uma coisa que eu acho que não falei: as frases que antecedem cada capítulo são de minha autoria, total ou parcial.

“Sempre quando dizemos uma verdade, nos obrigamos a mentir. Não existem verdades completas nem meias verdades: há apenas o que pode e o que não pode ser dito.”

Há quem diga que o futuro já estava escrito muito antes de qualquer um de nós sermos criados e que os caminhos traçados em suas tortas linhas não podem ser alterados. Há quem diga também que, mesmo o planeta no qual vivemos sendo tão grande, em dado momento os nossos caminhos acabam se cruzando com praticamente todas as pessoas que nele habitam.

Nessa teoria nossas escolhas acabam interferindo nos caminhos e destinos das demais pessoas que vivem no mesmo espaço que nós, mesmo que há milhas de distância.

Isabella Swan nunca acreditou nessa teoria furada. Não acreditava de jeito algum que nossos caminhos estavam escritos em algum lugar, passiveis a qualquer tipo de mudança. Ela acreditava que nossas escolhas faziam nossos caminhos e que nosso caráter determinava tais escolhas. Não acreditava que o destino de uma pessoa pudesse interferir no de outra pessoa.

Mas naquela tarde do dia quinze de fevereiro, data do seu décimo oitavo aniversário, ela teria uma surpresa que acabaria por abalar as estruturas de suas convicções e por ligar ainda mais o caminho dela com Edward Cullen.

– Vamos, Bella, vamos! – Alice a puxava pelo bem tratado gramado em direção a porta de sua casa que por sinal era um belo exemplo da arquitetura de residências da classe média alta.

– Alice, tudo bem, escute. – Bella soltou sua mão do aperto da garota e suspirou antes de encarar o rosto surpreso que a encarava com apreensão. Abriu a boca pra dizer algo mas acabou por fechá-la de novo e olhar durante poucos segundos para os olhos escuros da garota que de certa forma acabara por se tornar a melhor amiga que ela já tivera em toda a sua curta vida. — Você sabe que não posso demorar muito pra voltar pra casa, não sabe? – ela disse por fim fazendo a baixinha rir, aliviada, e pegar sua mão novamente.

– Eu sei, Bella e é por isso que não quero perder tempo. Os ponteirinhos do relógio estão correndo! – ela disse abrindo a porta da casa e entrando, logo sendo seguida por Bella. – Venha, quero te mostrar uma coisa. – a baixinha disse puxando a amiga pela sala, saindo então por uma porta de vidro dupla que dava para o jardim nos fundos da casa.

– Surpresa! – várias vozes gritaram ao mesmo tempo e Bella ergueu ambas as sobrancelhas, um riso amarelo no rosto enquanto observava toda a área da piscina que fora decorada com balões e fitas coloridas, uma imensa mesa cheia de quitutes e as pessoas que a cercaram no momento em que Alice se afastava pra contemplar sua expressão, um sorriso radiante em seu rosto corado pela excitação da travessura que fizera.

– Feliz aniversário, Bella! – Damon disse de boca cheia, abrindo seus braços e se aproximando da garota logo depois de ter colocado um salgado quase inteiro na boca.

– Hum... obrigada. – ela disse aceitando o abraço do amigo e gritando quando ele a apertou forte, erguendo-a do chão e rodando com ela. – Pare com isso, Damon!

– Você vai vomitar, cara. Comeu quase a comida toda e agora fica rodando aí... isso não vai prestar. – uma voz baixa, rouca e que tinha o poder de arrepiar cada pêlo do corpo de Bella soou as suas costas quando Damon enfim a depositou no chão com um sorriso imenso, piscando um olho pra ela.

– Dezoito anos, hein, Swan? Já pode casar. – ele riu tirando um pequeno embrulho do bolso e entregando a ela. – Uma pequena lembrancinha.

– Ah, Damon, não precisava... – ela disse extasiada e emocionada ao pegar o pequeno embrulho cor de rosa, mas mesmo que estivesse adorando a atenção do amigo que lhe dava seu primeiro presente de aniversário desde seus nove anos ela podia sentir aqueles ardentes olhos verdes fixos em suas costas. Procurando não demonstrar em seu rosto o nervosismo que lhe corroia por dentro, rasgou o embrulho do presente e boquiabriu-se ao se deparar com uma caixinha de veludo azul escuro com o fecho de ouro.

– Abra e me diga se gostou. – Damon disse olhando de Bella para o embrulho querendo captar suas expressões pra saber se seu presente tinha agradado. Bella abriu a pequena caixa e deparou-se com um lindo colar: a corrente de ouro fina e leve fez cócegas em seus dedos quando ela a tirou da caixa e o coração azul lapidado na pequena pedra preciosa balançou de um lado a outro diante dos olhos arregalados da garota. – Meu tio é joalheiro e designer de jóias então eu pedi a ele que fizesse essa correntinha pra você. – ele riu caminhando até ela e pegando a peça de suas mãos, a garota ainda sem palavras diante do presente. – É feita de sodalita, a pedra da sabedoria. Não é muito valiosa, mas foi o que pensei em te dar.

– É simplesmente perfeita, Damon. – ela sussurrou vendo-o abrir o fecho da jóia e piscar um olho.

– Vire-se e tire os cabelos do pescoço pra eu colocar a jóia. – Bella riu de leve e se virou tirando os cabelos do pescoço e segurando-os no topo da cabeça. E enquanto Damon colocava a corrente em seu pescoço seus olhos se encontraram com os lindos olhos verdes que minutos antes ela sentira cravados em suas costas. Não conseguiu sustentar o olhar analítico de Edward sobre si, por isso desviou seus olhos pro chão enquanto Damon acabava de fechar a corrente em seu pescoço.

– Pronto. – ela ouviu o rapaz falar e sentiu as mãos do amigo apertar seus ombros. – Agora vou voltar a comer.

Todos riram enquanto Damon voltava pra mesa onde se sentou e pegou um punhado de salgados, colocando um imediatamente na boca.

– Ele já acabou com quase uma mesa dessas de salgado. – disse uma moça loira que Bella tinha percebido ali antes, mas que não tinha cumprimentado pela abordagem abrupta de Damon que parecia ter pressa em dar os parabéns e o presente pra degustar dos quitutes que enchiam a mesa. – Tive que repor tudo antes de vocês chegarem. – ela riu e se aproximou timidamente de Bella com um embrulho. – Meus parabéns, Bella. Sou Rosalie, a irmã do meio. – ela riu mais com o comentário, Bella acompanhando-a e apertando a mão que a moça lhe oferecia.

– É um prazer finalmente te conhecer, Rosalie. – ela disse sem desviar seus olhos da moça, mas sabia que nesse momento Alice deveria estar muito vermelha: ela nunca falara nada sobre a irmã. – E muito obrigada por tudo.

– Oh, não, foi idéia de Alice. Eu só ajudei... pra matar o tempo. – ela balançou a cabeça em concordância com o que dizia e estendeu o embrulho a Bella. – Espero que goste.

– Ah, obrigada. – Bella exclamou ao pegar o embrulho e abri-lo, uma linda e decorada caixa porta-jóias talhada em madeira envernizada e forrada em veludo vermelho brilhou a luz do sol. – É linda, Rosalie. Muito obrigada mesmo!

– O meu presente eu te mostro agora, mas você tem que vir comigo. – Alice disse pegando a mão de Bella e a puxando de volta pra dentro da casa. Bella olhou na direção de Edward que sorriu de leve fechando os olhos.

– Pode ir com ela. O meu presente só darei mais tarde e depois te dou os parabéns. – ele disse caminhando então até onde Damon estava e roubando um salgado que o rapaz ia colocando na boca, mastigando-o diante dos olhos incrédulos de Damon que ficou paralisado pela surpresa.

Bella e Alice riram e subiram correndo as escadas atravessando um longo corredor até entrarem por uma das portas, a mais decorada de todas, diga-se de passagem, com grandes e arabescadas letras cor de rosa que formavam o nome da garota que puxava Bella porta adentro.

– Você sabe que se tornou, tipo, a minha melhor amiga, não sabe? – Alice ia dizendo enquanto soltava a mão de Bella e se virava pra olhá-la de frente, os olhos negros sondando os olhos castanhos que, pela primeira vez na vida depois de tudo de ruim que já lhe acontecera, não precisaram fingir nada. Ela gostava realmente de Alice.

– E você sabe que, tipo, você se tornou minha única amiga, não é? – ela respondeu fazendo Alice revirar os olhos e rir, visivelmente satisfeita.

– Não fale assim. Agora que você está se aceitando como realmente é, vai conhecer muita gente legal e acabará por ter muitos novos amigos. – ela riu mais uma vez e suspirou. – Mas você sabe que sou sincera também, não sabe?

– Por que você acha que é minha atual única amiga? – Bella comentou fazendo Alice corar de felicidade.

– Ok, se você já sabe fica mais fácil dizer o que tem pra ser dito. Suas roupas são horríveis. – ela disse a última parte de uma só vez e fez uma leve careta ao esperar alguma explosão da parte de Bella. Mas essa explosão não veio.

– Eu sei. É exatamente essa a minha intenção. – Bella disse simplesmente fazendo o queixo de Alice cair.

– Ta, você sabe que se veste horrivelmente e é exatamente essa sua intenção. E mais uma vez eu serei obrigada a lhe dizer, humildemente: explica essa história direito? – a baixinha estava abismada, sua expressão de surpresa beirava o bizarro e Bella teve que se esforçar pra não rir.

– Eu posso ler as pessoas, Alice. Eu sempre sei a verdade sobre cada uma delas. Tem noção de quantos problemas isso já não me causou? – ela riu com tristeza quando lapsos de memória passaram por sua mente. – Você provou de minha antipatia no meu primeiro dia de aula, se lembra? Me vestir mal e ser mal educada são táticas pra deixar as pessoas longe de mim.

– Mas a solidão não é uma coisa sufocante? – a baixinha perguntou com a testa franzida, visivelmente chocada com a realidade da vida que a amiga levara até ali.

– Você não imagina como. – Bella sussurrou suspirando. – Mas é muito melhor do que ver a decepção no rosto das pessoas. Só me aproximei mesmo de você...

– Por causa de Edward... e Damon. – Alice completou balançando a cabeça em concordância ao que dizia. – Eu sei. Mas deixando esse assunto nada agradável de lado, voltemos ao que está em questão: suas roupas.

– O que tem minhas roupas? – Bella se obrigou a perguntar mesmo que já soubesse da resposta.

– São horríveis, mas isso você já sabe. – a garota fez um sinal de desdém com a mão ao se aproximar a cama e ajoelhar no chão, suas mãos buscando alguma coisa escondida lá em baixo. – O que você não sabe é que eu vou te obrigar a mudar de vida, guria.

– Ah, não, Alice! – Bella gemeu enfim, já podendo demonstrar seu desagrado diante daquela questão. Já sabia o que a garota lhe daria de presente... só não quisera estragar a surpresa, só não quisera decepcionar sua amiga ao estragar tudo. – Me deixa continuar assim.

– Não, não, não. – a garota se negou veementemente ao tirar uma pesada mala e a colocar sobre a cama com um grande ofego pelo esforço sobre humano. – Você logo vai trabalhar com meu irmão, Bella, e eu quero que esteja linda quando isso acontecer. Você tem idéia do corpão que tem por baixo dessas roupas?

– Como você sabe? – Bella desafiou ao erguer uma sobrancelha.

– Tenho olho clínico pra essas coisas. – Alice riu enigmaticamente ao abrir o zíper da mala. – E é por isso que adivinhei seu número mesmo com todo esse pano atrapalhando minha análise e sem ter que perguntar nada. – ela abriu a mala e olhou o conteúdo cuidadosamente dobrado com um dedinho no queixo. – Tem muita coisa pra você provar aqui, mas isso você faz depois. O que importa mesmo é... ah, essa vai servir. – ela disse ao pegar uma camiseta daquelas bem largas e compridas que deixam um ombro a mostra propositalmente. – Toma, segura. – ela disse ao jogar a peça de roupa pra amiga e se abaixar de novo e pegar uma mala menor.

– Tem mais? – Bella se desesperou ao ver a amiga abrir a pequena mala com um sorriso diabólico no rosto.

– Ah, babe, essa aqui é a mais essencial na vida de uma mulher. – ela riu de forma sinistra ao abri o zíper e revelar uma vasta coleção de lingeries a Bella que se permitiu boquiabrir. – Tchã-ram! Calcinhas, sutiãs, cinta-liga e tudo o que uma mulher sexy precisa!

– Você não está falando sério! – Bella disse ao se deixar cair na cama e ver a amiga remexer pelo conteúdo da mala e tirar duas peças azuis.

– Claro que estou! E me esqueci de mencionar os biquínis! – Alice riu ao estirar a parte de baixo do conjunto diante dos olhos de Bella. – E você vai vestir esse agora.

– Eu? Mas nem morta! – a garota deu um salto ao se levantar da cama, horrorizada.

– Ah, vai sim! – Alice foi veemente em sua afirmação, dando passos na direção da amiga que começou a recuar em direção a porta. – Nem pense nisso, Bella Swan! Você não vai sair desse quarto enquanto não estiver vestindo esse biquíni e essa camiseta!

– Alice, eu não posso! – Bella ainda tentou retorcendo as mãos de puro nervosismo. – Tenho vergonha!

– Vergonha do que? Eu e Rosalie estaremos de biquíni também e Edward e Damon estarão de sunga. Não tem por que se envergonhar, ainda mais com um corpão desses. – a amiga fez um gesto de desdém ao jogar as peças nas mãos da amiga. – Vai se trocar no banheiro, vai, enquanto eu me troco aqui. E sem nenhum pio, Bella!

– Ok, mamãe. – Bella debochou ganhando um tapa da amiga ao passar por ela em direção a porta que ficava perto da cama de Alice. Dentro do banheiro, Bella se lamentava mentalmente enquanto tirava a calça jeans, o moletom e a camiseta. Mesmo que sempre soubesse quando Alice estava tramando alguma das suas, mesmo estando juntas há três dias apenas, não conseguia dizer isso a amiga, pois sabia que isso acabaria por magoá-la. E pela primeira vez na vida não queria se afastar de uma pessoa pra não magoá-la e acabar se magoando.

Queria ser amiga de Alice, queria participar de sua vida, queria ser e faze-la feliz. E pra isso tinha que fingir e mentir.

Mas as pessoas não faziam isso sempre? E por motivos muito mais egoístas?

Gemeu baixinho ao se contemplar no espelho imenso que havia em uma das paredes. Edward... uma coisa era te-lo em seu quarto, sob sua mercê, totalmente perdido em suas curvas. Outra coisa era aparecer em trajes ainda menores e diante de todos os outros... isso seria constrangedor.

Colocou a camiseta por cima do biquíni e percebeu que esta não cobria muita coisa, respirou fundo mais uma vez antes de girar a maçaneta e voltar pro quarto onde Alice a esperava sentada na cama, já trocada, também com uma camiseta parecida cobrindo o biquíni que usava. Sorriu de satisfação ao ver a amiga sair do banheiro e se levantou, aproximando-se da garota que estava sentindo-se pouco a vontade diante do olhar analítico da amiga.

– Menina! Você é um arraso! – Alice riu depois de apertar os lábios de assombro. – Vamos descer por que todo mundo deve estar na piscina já. Ah, já ia me esquecendo! – ela bateu na testa e se aproximou de Bella, prendendo-a em um abraço. – Feliz aniversário, minha amiga.

Minha amiga.

Essas duas palavras ficaram ecoando na cabeça de Bella deixando-a completamente embriagada pela gratificação que essas simples junção de letras e silabas significavam. Ela tinha conquistado a confiança, admiração e respeito de Alice e com isso se tornara digna de sua amizade.

Sempre soubera o que significava a palavra amizade, mas nunca sentira o seu significado em toda sua vida. Antes, em sua infância, por não saber controlar suas habilidades e assim acabava por magoar e enraivecer os colegas, que se afastavam dela por isso. Já maior, acabara por ter medo do que podia fazer e do que isso podia representar a uma pessoa que se afeiçoasse a ela.

Por que doía muito mais quando você gostava de alguém e esse alguém te repudiava, o nojo e a raiva tão explícitos em seu rosto. Por que doía muito mais quando você podia ver tudo isso tão bem. Era pior do que um soco na cara.

Melhor ser repudiada então por estranhos. Melhor então ser sozinha.

Mas Alice chegara pra mudar essa sua triste realidade e acabar por trazer Edward até ela. Jamais se esqueceria disto.

– Obrigada, Alice. – ela sussurrou com a voz rouca pelas lágrimas que teimaram em brotar no canto de seus olhos, suas mãos apertando a amiga junto a si. – Obrigada por ser minha amiga.

– Que isso, menina! Aquelas idiotas do colégio não sabem o que estão perdendo ao se recusar a serem suas amigas. Eu tenho uma arma letal em minhas mãos agora. – ela disse com falsa maldade fazendo ambas rirem a valer enquanto se soltavam. Alice passou a ponta dos dedos pelo rosto da amiga pra limpar as lágrimas que tinham escorrido por lá. – Não chora. Você é linda, por dentro e por fora. Nunca deixe que ninguém te faça duvidar disso. Não é sua culpa se a verdade se tornou uma coisa da qual devemos nos envergonhar... tenha certeza de que eles tem é uma imensa inveja de você poder lê-los tão bem.

– Puta que pariu, Alice. – Bella fez uma careta. – Até parece que quem sabe ler as pessoas aqui é você, menina!

– Deixa de ser tonta. – a garota deu um tapa de leve na cabeça de Bella. – Eu só sei ler as pessoas das quais eu gosto muito. E você está nessa lista, não adianta nem lamentar agora, minha filha.

– Oh, céus! Eu estou perdida! – Bella se lamentou de forma bem dramática fazendo ambas caírem na gargalhada.

– Vamos, Bella, ou não sobrará nada pra gente comer. – Alice disse enquanto pegava a mão da amiga e corria escada abaixo numa velocidade no mínimo perigosa.

Bella apenas a acompanhava, o coração aos pulos dentro do peito só de imaginar que Ele estaria na piscina, de sunga, e que a veria naquele biquíni minúsculo. E esse pensamento lhe causava um comichão gostoso no baixo ventre que acabava por mandar ondas de calor por todo seu corpo.

– Ainda sobrou alguma coxinha? – Alice já foi gritando nem bem tinham saído pelas portas de vidro.

– Essa serve? – Damon, que estava sentado em uma espreguiçadeira com imensos óculos de sol no rosto e uma sunga preta que realçava sua bela cor bronzeada pelo sol em sua pele que cobria belos músculos, ergueu uma das pernas segurando a coxa, um riso sapeca no rosto.

– Eu disse coxinha, não cambito. – Alice retrucou pegando um salgado da mesa e olhando pro rapaz com ar provocante.

– Cambito? – Damon riu ao se levantar e se espreguiçar, manhoso como um gato, os olhos azuis fixos na baixinha por detrás dos óculos escuros. – Cambito? – ele repetiu com aquele sorriso torto que fez a baixinha engolir em seco.

– Damon, o que você... ah, me larga! – a garota nem pôde concluir a frase por que o rapaz a tinha pego nos braços fortes e a colocado sobre o ombro, pulando com ela dentro da piscina. – Seu imbecil! Eu nem tinha tirado a camiseta! – ela gritou com uma crise risos, jogando água no rosto do rapaz que ria a valer.

– Duas crianças, é o que parecem. – aquela voz arrepiante disse bem na nuca de Bella fazendo a garota se sobressaltar, virando-se e deparando-se com Edward que tinha uma das sobrancelhas levantadas, seus olhos fixos nos olhos da garota que engoliu em seco. – Demoraram lá em cima, Bella.

– A-Alice estava me mostrando o presente. – ela disse dando um passo atrás ao deixar seus olhos descerem pelo rosto perfeito de Edward e correrem livremente pelos braços fortes, o abdome definido que a fez morder o lábio inferior, terminando nas pernas grossas, musculosas e um pouco peludas que fez com que as pernas da garota tremessem, meio amolecidas.

Mas o que mais lhe provocou a onda de calor que a atingiu foi a sunga azul, da mesma cor que seu biquíni, estirada ao máximo pra cobrir um delicioso volume que se pronunciava no baixo ventre do rapaz. E aquilo era ele adormecido... Meu Deus!

– Vai ficar vestida por quanto tempo mais? – a voz ainda mais rouca a surpreendeu fazendo-a levantar seus olhos até o rosto do rapaz e morder o lábio com mais força pra não gemer ao perceber que ele mirava avidamente suas coxas descobertas, seus olhos semicerrados pelo desejo.

Por que ela já fingira demais depois que conhecera todos eles, coisa que já fazia há muito tempo e na qual se considerava extremamente boa. Mas uma coisa que ela não fazia questão de fazer era fingir que não o desejava. Ainda mais quando lia com todas as letras em seu rosto “Bella, eu quero te comer” como o fazia agora.

E ela estava perdida. Realmente perdida.


Notas finais
Ohohohohohoho! Qm tava reclamando pela falta de romance e momentos hots... bem, eles estão chegando!E muitos mistérios, né, que é a trama da fic (como diz minha amiga Jessy, muitos suspérios [suspense+mistérios])kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkBjks e comentem. Amo de paixão os coments de cada uma de vcs e isso me inspira. Essa minha personagem tem muito de mim, fatão, então eu tenho grande carinho por essa fic.