The Art Of The Lie - 1, 2 e 3 (hiatus)
11 CAPÍTULO 10
Notas iniciais
Se deliciem com mais um momento Bella, a Estranha mode on.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Brincadeirinha.
“Mentir nem sempre é um ato de mau-caratismo. Geralmente é um ato de covardia.”
Cansada de pensar e pensar, Bella suspirou profundamente e recostou-se no assento de sua cadeira, as mãos com os dedos entrelaçados em sua nuca enquanto ela encarava o teto. Era inútil ficar pensando daquela forma, ela simplesmente não chegaria a lugar nenhum.
Só o que sabia era que havia algo que seus olhos ainda não tinham percebido, algo que sua mente não tinha processado, algo que ainda não tinha sido dito, visto ou até mesmo acontecido. Ela tinha que observar e deixar sua mente simplesmente vagar, se libertar pra que quando esse “algo a mais” acontecesse, ela logo percebesse e talvez solucionasse aquele mistério todo.
O sinal do fim da última aula de história da semana tocou e todos os alunos se levantaram, prontos pra irem embora já que era também a última aula do dia e da semana: o fim de semana estava apenas começando.
- Você não me escapa, Srta. Bella. – Alice disse ao seu lado enquanto ambas guardavam seus materiais. – Vai direto pra minha casa.
- Vamos de ônibus? – Bella disse numa voz pouco entusiasmada. Não gostava de comemorar seu aniversário, afinal, o que tinha demais em se fazer mais um ano de vida?
- Sim, vamos. Hoje o Edward não pôde me dar carona já que ele tem outros casos pra resolver por aí. – ela disse fazendo bico.
- Ele está em outros casos? – Bella se interessou enquanto colocava a mochila sobre os ombros e seguia pelo corredor entre as carteiras.
- Claro que tem. Eles não são em muitos, sabe, e sempre está aparecendo inúmeros casos difíceis. Treinar um cientista como eles é complicado, segundo Edward, e leva tempo pra isso enquanto encontrar uma pessoa Natural é dez, quinze vezes mais difícil do que isso. – Alice deu de ombros. – Então eles estão sempre atarefados.
- Srta. Swan. – uma voz seca e conhecida chamou as costas das duas quando estavam quase na porta de saída fazendo-as parar abruptamente e se virar, encarando de frente Elizabeth McCarter que olhava diretamente pra Bella, uma expressão fria e nada amigável em seu rosto.
- Sim? – Bella disse com voz firme sustentando o olhar duro da severa mulher.
- Eu gostaria de trocar algumas palavras com você antes que saia, por gentileza. – ela deu um rápido olhar a Alice antes de concluir, novamente encarando Bella. – A sós.
- Vou te esperar na porta. Não demore ou o ônibus sai sem a gente. – Alice disse meio insegura pela tensão que sentia entre as duas, mas o olhar que Bella lhe lançou a tranqüilizou e informou de que a amiga queria mesmo ficar a sós com a mestra. Ela fez um gesto quase imperceptível com a cabeça e saiu da sala, encostando a porta ao sair.
- Você não tem o mínimo de respeito pela dor das pessoas, não é mesmo, Isabella? – a mulher começou, a voz ainda mais fria do que antes agora pontuada por pequenos tremores no tom de voz indicando que ela estava furiosa.
- Não tenho idéia sobre o que está falando, Sra. McCarter. – ela disse com voz calma, o rosto sereno encarando o rosto endurecido pela fúria só fazendo aumentar a irritação da mulher.
- Leslie é minha filha, Srta. Swan. – a voz dela estava tremendo mesmo agora enquanto ela caminhava de sua mesa onde estivera encostada até estar frente a frente com Bella que não recuou um passo, os olhos castanhos nem mesmo piscando ao encarar os olhos quase negros observando atentamente as pupilas e narinas dilatadas, o nariz franzido, o maxilar travado: ela estava tentando conter sua fúria. – Está passando por um momento realmente difícil e não precisa de uma intrometida como você pra soprar coisas venenosas em seu ouvido.
- A culpa não é minha se o namorado dela comia a professora e nem se o amigo dele é gay e queria tirá-lo de sua filha. – Bella respondeu friamente com um riso torto sem alegria a lhe esticar os lábios. – Eu apenas lhe disse a verdade, nada mais.
- Pois trate de guardar suas verdades pra si mesma, Isabella. Mexeriqueiros não costumam viver muito, sabia? – ela rugiu praticamente espumando pela boca. Bella olhou-a atentamente por um momento e depois sorriu, balançando a cabeça.
- Você não vai me matar. Não por isso e nem agora. – ela suspirou. – A minha pergunta era se você seria capaz de matar Vanessa apenas pra vingar sua filha e incriminar Eric, mas agora eu sei que não. Apesar de eu ter feito mal a sua filha contando que ela foi enganada por Mike e fazendo piorar seu caso já tão instável, você não me odeia realmente: está só zangada, muito zangada. Mas não ao ponto de me matar. – ela estreitou os olhos pro rosto surpreso, assustado e confuso da mulher. – Foi você quem matou Vanessa?
- Saia da minha sala. – ela rosnou apertando as mãos em punhos. – Agora! – Bella ainda a olhou por um momento e então deu as costas a ela, caminhando em direção a porta encostada. Só quando já estava lá se voltou, a cabeça ligeiramente inclinada enquanto observava a professora.
- Eu sei que foi você. Sei que foi você que matou Vanessa e sei que está oprimindo sua filha que sabe da verdade, de toda a verdade. – ela disse quase num sussurro fazendo Elizabeth apertar as mãos em punho com mais força, o peito subindo e descendo rapidamente enquanto ela olhava pra Bella com uma expressão que mesclava o nojo, a raiva com o medo. Tudo passando pelos músculos faciais em milésimos de segundos, mas nada escapando aos olhos de Bella. – Mas ainda não sei como e nem por que fez isso... só que vou descobrir. Pode apostar que vou.
- Sai.Daqui.Agora! – a mulher rugiu apontando pra porta com o dedo indicador estendido, tremendo de fúria... e medo. Bella riu cinicamente e saiu da sala batendo a porta ao passar.
- Mas o que foi isso? – Alice sussurrou pra ela enquanto ambas andavam lado a lado pelo corredor vazio, seus passos apressados ecoando pelo silêncio que reinava no lugar. – Como você acusa a mulher assim?
- Eu não acusei ninguém. – Bella deu de ombros. – Apenas fiz uma constatação.
- Constatação? – Alice se exasperou. – Como assim constatação?
- Eu te disse ontem que aquela minha conversa com Leslie pra induzir seu ataque a Mike não tinha sido um ato de pura maldade, Alice. Te disse que era necessário. – Bella explicou enquanto respirava profundamente a leve brisa que corria pelo pátio da escola enquanto o atravessavam em direção ao ponto de ônibus onde os demais alunos esperavam. O dia estava lindo, ensolarado, um ótimo dia pra simplesmente relaxar. Pena que Alice a estava arrastando pra casa dela pra “uma tarde de garotas”, como ela mesma disse. – Mesmo eu não sabendo que a professora McCarter era mãe de Leslie, acabei por matar dois coelhos com uma paulada só: analisei Leslie e acabei por analisar a mãe dela, tudo resultando do que provoquei ontem.
- Isso é muito complexo pra minha cabeça. – elas apressaram o passo já que o ônibus ia encostando na guia da calçada. – Me explique melhor.
- Quando você me contou que ela era mãe de Leslie, eu quase fiquei louca de raiva. Era um fato importante e seu irmão me escondeu. Já tinha mil e uma teorias em minha mente quanto a morte de Vanessa e essa nova descoberta acabava por anular a maioria delas. – Bella cochichava enquanto entrava na fila de alunos pra entrar no ônibus. – Mas então eu encarei o rosto furioso dela esta manhã e soube que hora ou outra ela iria vir até mim pra tirar satisfações. Se a provocação de ontem não fosse suficiente...
- Você iria cutucar a menina de novo. – Alice completou fitando a amiga com um ar reprovador. – Você é mesmo muito má.
- Nunca disse que era boa. – Bella deu de ombros olhando pro ônibus cheio de alunos. O banco que ela gostava de sentar estava ocupado por dois dos maiores valentões da escola e foi pra eles que ela olhou diretamente, ignorando o que Alice dizia.
- Bella, estou falando com você! – Alice chamou a sua atenção, mas ela apenas riu pra garota e foi andando pelo corredor com cuidado em direção aos dois rapazes que a observavam atentamente. – O que diabos você vai fazer? Tem lugar aqui na frente! – Alice disse, já em desespero, ao perceber que a garota ia importunar os garotos por causa dos malditos lugares, os mesmos que ambas tinham ocupado no dia em que se conheceram.
- Eu quero me sentar ali. – ela disse simplesmente e encostou-se na lateral de um dos bancos pra olhar de frente pros dois garotos que, sem dúvidas, davam o dobro dela em tamanho e em largura. – Oi, rapazes!
- O que é que você quer, sua esquisita? – um deles provocou causando riso em seu colega e em alguns dos demais que tinham parado pra ver a cena que se seguia.
- Você está sentado no meu lugar. – ela disse com simplicidade fazendo o rapaz rir.
- Seu lugar. Me desculpe, mas não vi seu nome escrito nele. – mais risos de todos os outros alunos.
- Bella... – Alice ainda chamou num sussurro mas a amiga mais uma vez a ignorou.
- Por que não resolvemos isso como pessoas civilizadas que somos? – ela propôs, dando de ombros. – Eu te dou alguma coisa e em troca você sai do meu banco.
- E o que você tem que eu queira, esquisitinha? – ele riu torto fazendo os demais alunos se alvoroçarem ao redor deles, alguns até mesmo ajoelhando em seus bancos pra ver melhor a cena.
- Posso ler sua mente. – ela disse em sua voz calma e todos a olharam por um breve momento pra constatar se ela não estaria brincando, mas caíram na gargalhada ao verem que estava falando sério. Bella esperou pacientemente enquanto as risadas se acalmavam, um riso tranqüilo em seus lábios.
- Pode ler minha mente? – o garoto soluçou limpando uma lágrima de riso. – Mas que porra de maluca é você?
- Façamos um acordo. – Bella cruzou os braços em frente ao corpo enquanto encarava o rapaz nos olhos. – Eu provo que posso ler sua mente e esse lugar estará marcado como meu e de minha amiga aqui nesses últimos meses letivos. O que acha?
- E se não conseguir, esquisitinha? O que eu ganho com isso? – ele disse desdenhando da garota.
- Eu consigo uma noite com Jéssica Stanley pra você. – ela disse com um riso esperto ao ver o rosto do garoto se descolorir e ele engasgar, visivelmente surpreso.
- O que... o que significa isso? – ele disse estupefato. – Que brincadeira de mal gosto é essa?
- Ela ta zuando com a sua cara, brow! – o amigo disse dando um soco de aviso no ombro do colega.
- Não estou zoando com ninguém. – Bella disse lentamente. – Apenas sei que posso ler sua mente e desvendar seus maiores segredos.
- Você é louca e está perigando. – o rapaz respondeu, sua expressão se fechando de forma perigosa.
- Agora você está pensando que daria um soco na minha cara se eu não fosse garota. – Bella disse ainda em sua voz controlada fazendo o garoto arregalar os olhos.
- Isso qualquer um saberia. – ele disse engolindo em seco.
- Assim como qualquer um sabe que você é louco pela Jéssica? Assim como todo mundo sabe que você pensou, quando me viu pela primeira vez, que eu até que dava um “caldo” se não usasse roupas tão largas e feias? – Bella sorria levemente agora, Alice segurou seu braço apertando-o em aviso: estavam mexendo com as pessoas erradas e todos os que as cercavam sabiam que Bella estava pisando em campo minado.
- O que você pensa que está fazendo? – o garoto sussurrou enraivecido, se levantando do banco e olhando pra baixo pra encarar os olhos nada amedrontados de Bella. – Que diabos acha que está fazendo?
- Lendo sua mente. – ela deu de ombros. – Exatamente o que eu disse que poderia fazer.
- Até agora você só choveu no molhado. – ele sorriu tentando demonstrar uma confiança e segurança que na verdade não tinha. – Só disse coisas que qualquer um poderiam dizer na base do “chute”.
- Ok, estamos apostando então? – ela suspirou e prosseguiu ao ver que o rapaz não responderia, todos ao redor ansiosos e temerosos coisa que a garota não deixava transparecer nenhum pouco apesar do garoto negro de mais de 1,80m estar quase colado a ela, os olhos negros fixos nos castanhos que mal piscavam. – Você tem medo, Roy.
- Como diabos sabe o meu nome? Quem disse a você? – ele sussurrou se aproximando mais um passo, mas a garota não recuou.
- Você me disse... em sua mente. Abra sua mente pra mim, Roy... não me esconda nada. Faça de conta que eu sou parte de você... que eu posso ajudar a tirar essa dor que você carrega há tanto tempo dentro de si. – a respiração do rapaz estava acelerada agora, mas o rosto não demonstrava mais a mesma agressividade de antes.
- Você está viajando. – ele respondeu num tom mais brando, querendo colocar autoridade na voz, mas não tendo muito sucesso quanto a isso.
- Vamos fazer um pequeno exercício, ok? – Bella sussurrou deslizando suas mãos até que elas cobrissem as mãos do rapaz que não se moveu e nem repudiou a garota. – Quero que pense numa forma geométrica... qualquer forma. Pensou?
- Pensei. – ele sussurrou meio contra a própria vontade, seus lábios apertados e trêmulos em seu nervosismo.
- Quero que pense agora em outra forma dentro da primeira, bem no centro. Está conseguindo visualizar? Pois se você pensar, eu também pensarei. – ela sussurrava apertando de leve as mãos do rapaz que estavam sob a sua. No ônibus não se ouvia nenhum barulho que não fosse a voz de Bella, todos concentrados no que a garota fazia.
- Ok. – ele sussurrou engolindo em seco.
- Quer que eu lhe diga que forma pensou? – ela sussurrou fazendo-o estreitar os olhos em sua incredulidade.
- Diga. – ele sussurrou analisando-a com os olhos negros muito espertos.
- É um retângulo e no centro está um circulo. Errei? – um leve sorriso brincou nos lábios de Bella ao ver a surpresa no rosto do rapaz.
- Como foi que você... – ele sussurrou abismado.
- Agora está pensando “Como essa vadia fez essa porra? E como ela está dizendo o que eu estou pensando? Vaca, saia da minha cabeça!” – ela ia dizendo no tom de voz certo ao ver as expressões irem mudando no rosto do rapaz que recuou dois passos até que suas nádegas batessem no banco atrás dele.
- Pare com isso! – ele bradou com sua voz forte, sua respiração ofegante. Engoliu em seco e respirou profundamente algumas vezes, seus olhos piscando muito enquanto ele evitava contato visual com a garota. – Sente nessa porra de banco e não me encha mais a paciência. – e fez um sinal pro colega que o seguiu em silêncio até pouco mais atrás onde se acomodaram.
Bella suspirou e ignorou os olhares intensos fixos nela sentando-se na poltrona e escorregando até estar ao lado da janela sentindo Alice sentar-se ao seu lado.
- Você enlouqueceu? – Alice sussurrou pra que só ela ouvisse, sua expressão ainda revelando todo o medo que antes tinha passado. – Como você mexe com o Roy dessa forma?
- Não fui eu quem mexeu com ele. Foi ele quem mexeu comigo. – Bella disse num tom lento e desinteressado.
- Ok, vou precisar perguntar ou você me vai explicar em termos leigos pra que eu entenda? – Alice sussurrou em tom sarcástico.
- Esses dois dias que eu freqüentei a escola, em nenhum vi Roy e sua sombra, mas tinha ouvido alguns alunos falarem nele em algumas rodinhas de conversa. Parece que ele é meio “turista” na escola e metido a machão, ninguém sabe como o cara teve a sorte de não ter sido expulso ainda. – ela suspirou acomodando-se melhor ao assento. – Nesses dois dias foi nesse banco que eu sentei pois ninguém mais senta nele a menos que os demais bancos estejam ocupados: geralmente as pessoas não gostam de sentar sobre as rodas do ônibus.
- E? – Alice encorajou.
- Roy sentou-se aqui de propósito. Percebi o olhar dele e do amigo em minha direção assim que entramos no ônibus... ele sabia que eu pediria pra que ele saísse do banco.
- E como ele poderia saber? – Alise se espantou.
- Ele é esperto. – Bella riu com admiração. – Mas muito burro também.
- Pode explicar melhor, Srta. Complicada? – Alice desdenhou fazendo Bella revirar os olhos.
- Ontem, depois que você levou Leslie pra enfermaria, eu fui acuada por Jéssica e sua trupe. – Alice riu do trocadilho. – Ela tentou me amedrontar mas, pelo visto, quem acabou medrosa foi ela. E foi ela quem pediu ajuda ao Roy.
- Foi ela quem pediu ajuda ao Roy? Como assim? – Alice estranhou.
- Ela pediu pra ele me dar uma lição depois de contar sobre os meus truques. Roy ficou curioso quanto a mim e armou todo esse circo pois sabia que meu gênio que não aceita perder não abriria mão do banco que eu ocupo há dois dias. – Bella explicou como se fosse a coisa mais natural do mundo.
- E como diabos ele saberia disso? – Alice procurava entender. Bella suspirou e procurou um modo fácil de Alice entender.
- Todo comportamento agressivo tem um motivo, Alice. Se você não estiver doente, só vai ser agressiva com as demais pessoas se alguém lhe der um motivo. Roy é agressivo com todos por que ele tem medo, muito medo.
- Medo de quê? – Alice sussurrou bebendo cada palavra que saía da boca de Bella. Conhecia o garoto desde a sexta série, mas quando ouvia a análise de Bella era como se o tivesse conhecido naquele momento.
- De ser fraco. De ser pisado. De ser inferior. – Bella sussurrou, seus olhos se perdendo nas lembranças repletas das expressões do rapaz, expressões que ela gravara a fogo em sua mente minutos atrás. – Mas ele é inteligente, inteligente e forte. E é por isso que se tornou o líder. E é por isso que conseguiu examinar meu perfil tão rapidamente, colhendo informações com Jéssica e outras pessoas que me viram nesses três dias já que ele só apareceu na escola hoje.
- Então o plano era pegar seu lugar por que ele sabia que você viria até ele e pediria pra que ele saísse. E depois? – Alice processava as informações dadas.
- Pra um homem é muito feio bater em uma mulher. A menos que... – Bella riu. – A menos que essa mulher questione a autoridade desse homem e o ofenda em frente as demais pessoas. Aí ele teria que zelar por sua honra, não é?
- Você veio falar com o Roy sabendo que ele queria dar uma surra em você pra vingar a Jéssica? – Alice disse lentamente mal acreditando na expressão tranqüila da amiga.
- Sim. – Bella respondeu com um sorriso.
- Me enganei. Você não é louca suicida. – ela balançava a cabeça desolada. – Eu é que sou uma idiota suicida por ser sua amiga.
- Achei isso desde o primeiro momento em que a vi. – Bella completou muito séria e Alice riu de leve.
- Antes ou depois de me achar uma patricinha romântica sem noção? – ela perguntou tentando prender o riso.
- Oh, foi depois. As primeiras características são bem mais perigosas e nocivas. – Bella ainda tinha a expressão séria no rosto o que fez Alice explodir em uma gostosa gargalhada.
- Mas, Bella... – Alice ficou séria de novo, voltando a sussurrar. – E se ele se zangou com você e quiser te acertar depois?
- Ele não vai. – Bella disse com convicção. – Vai me procurar com certeza, mas não por esse motivo.
- Você não fez isso só pelo banco, não é? – Alice analisava atentamente o belo rosto da amiga que sorria, nada deixando transparecer em seus olhos castanhos.
- Não. Logo você saberá o motivo. – ela riu ao ver os olhos da amiga revirarem.
- E aquele truque das formas geométricas? Como você sabia no que ele tinha pensado? Lê mentes mesmo? – Alice a fitou com curiosidade.
- Ler mentes? Que idéia, Alice! É só questão de lógica e associação, nada mais do que isso. É só um truque mesmo, Alice! – ela disse rindo ao ver a desconfiança no rosto da amiga.
- Ok. – ela riu de leve ainda desconfiada mas percebeu que o ônibus diminuía a velocidade e levantou-se rapidamente. – Chegamos, Bella. Vamos descer.
- Que Deus me ajude. – a morena resmungou enquanto seguia a moça baixinha e saltitante que a arrastava a força (praticamente) pra uma “tarde de garotas”.
Blarg!
Notas finais
O que eu posso dizer além de que teremos momentos quentes nos próximos capítulos? Só não vou dizer em qual... (tah, eu sou má)
kkkkkkkkkkkkkkkkk
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