The Art Of The Lie - 1, 2 e 3 (hiatus)
6 CAPÍTULO 05
Notas iniciais
“Existem verdades por trás de mentiras assim como existem mentiras por trás de verdades.”
Bella sentia-se diferente.
Nem bem, nem mal. Apenas deliciosamente diferente.
Pela primeira vez em muito tempo, usara de seus talentos tão peculiares sem sentir culpa por isso. Ajudara, fora útil. Fora uma coisa realmente boa, uma sensação simplesmente agradável. Era maravilhoso sentir que não era uma amaldiçoada ou coisa parecida. Era apenas diferente e essa diferença acabara por fazer a diferença.
Agora caminhava ao lado de Alice, junto a Edward e Damon, pra sala do diretor. Eram pessoas totalmente diferentes daquelas com as quais Isabella estava acostumada a lidar: Alice era elétrica, faladeira, fofoqueira, um pouco egocêntrica, mas adorável. Parecia gostar dela mesmo depois de saber que um simples olhar seu na direção de Bella poderia delatar uma mentira sua. Pela primeira vez Bella encontrava alguém que não tinha medo dela, a primeira pessoa desde... Não, não devia pensar nisso. Não mais.
Damon. Ele sim era uma figura. Possuía os olhos mais expressivos que Bella já vira e um humor de tirar qualquer um do sério. Seu porte era atlético, suas roupas, assim como as de Edward, bem formais, mas seu jeito dizia tudo sobre o que ele era fora do serviço. Falante, bem humorado, simpático e extremamente sincero: esse era Damon Salvattore.
Por mais que ela tivesse que admitir que Damon fosse mais bonito do que Edward, tinha que admitir também que Edward era infinitamente mais charmoso. Nunca se interessara por caras mais velhos, mas Edward tinha alguma coisa que atraíra seu olhar desde a primeira vez que o vira naquele corredor. Damon era mais jovem, dois ou três anos mais jovem, mas tão esperto e talentoso quanto Edward, só que este parecia ser mais... confiante.
- Bem, como você ainda não trabalha com a gente, é preferível que não diga nada enquanto interrogamos o diretor. – Edward comentou quando entraram no corredor da diretoria.
- É, eu já estava pensando sobre isso também. – Bella suspirou. – E a verdade é que eu quero apenas observar o trabalho de vocês, saber os métodos que usam e coisa e tal pra ver se eu me ajusto, se me encaixo realmente nesse estilo de trabalho.
- Tenho certeza de que se dará bem conosco, Bella. – Edward riu torto com uma piscadela na direção da garota que prendeu o fôlego por um momento. Ok, estava sendo completamente irracional, Edward era seu futuro colega de trabalho e... trabalho era trabalho!
- Mas, se perceber algo de... estranho, é só dizer. Não com a boca, meu bem. – Damon riu diante de minha cara de incompreensão. – Com os olhos.
- Me sinto um peixe fora d’água perto de vocês. – Alice resmungou.
- Hum... peixe! Isso me lembra Sushi. – Damon suspirou.
- Você acabou de comer! – Bella ergueu as sobrancelhas, escandalizada.
- Vá se acostumando. – Edward riu. – Damon é uma draga ambulante de fome constante. Você não viu a bolsa dele: cheia de guloseimas.
- Eu penso melhor de barriga cheia. – Damon deu de ombros. – Tenho que manter minhas atividades cerebrais em forma.
- O ponto mais importante de tudo isso é que ele fala menos quando come. – Edward comentou recebendo um olhar feio de Damon. Todos eles riram, mas ficaram sérios quando a sala da diretoria foi se aproximando.
A secretária levantou os olhos da tela do computador pra encará-los e sorriu de forma bem sugestiva pra Edward e Damon.
- O que desejam, senhores? – a voz soou, cheia de significados. “O que eles desejam eu sei,” Bella pensou maldosamente, “Assim como também sei o que você deseja. Começando tudo por um ménage...”
- Gostaríamos de falar com o diretor agora, por favor. – Damon comunicou de maneira bem formal. Nem parecia o mesmo Damon de antes, a não ser que se olhasse bem no fundo de seus olhos azuis que luziam de malícia: formalidades faziam parte do trabalho, não da personalidade dele.
- Um momento. – ela ergueu o dedo indicador enquanto pegava o telefone. – Os investigadores querem dar uma palavrinha com o senhor. Está ocupado?
- Diga que é rápido e que é urgente. – Edward sussurrou.
- Eles dizem que vai ser rápido e que é urgente. – ela ouviu por um momento e fez uma pequena careta. – Não pode mesmo atendê-los agora?
- Diga que está tudo bem. Mais tarde iremos a sua casa. – Damon sorriu de forma muito amável.
- Eles disseram que está bem, então. Mais tarde vão à sua casa. – mais um tempo de silêncio e ela balançou a cabeça, concordando. – Sim, senhor. Direi a eles. – colocou o fone de volta ao gancho e voltou a encará-los. – Ele vos espera em sua sala. Se for coisa rápida.
- Foi o que dissemos. – Edward suspirou já caminhando pra porta.
- Eu não minto. – Damon riu ao seguir o amigo.
Antes de entrarem na sala, Edward deu espaço pra que Damon e Alice passassem, parando Bella discretamente com um toque no ombro.
- Repare em tudo. Esteja atenta. – ele sussurrou em seu ouvido quase sem mover os lábios. Bella segurou o espasmo que seu corpo teve involuntariamente e fez um quase imperceptível sinal afirmativo, entrando na sala, Edward fechando a porta ao passar.
O diretor Stanley os esperava, de pé, atrás de sua mesa. Os olhos cinzentos corriam de um a outro nervosamente quando os viu entrar.
- O que vocês estão fazendo aqui? – ele perguntou franzindo a testa diante de Alice e Bella.
- Ah, ela é minha irmã. – Edward sorriu apontando pra Alice. – Prometi a minha mãe que a levaria pra casa depois que saísse daqui. Espero que não se importe.
- E ela? – fez um gesto com a cabeça na direção de Bella que olhava distraidamente pra fora da janela.
- É uma amiga de Alice. Vai pra casa com ela, sabe, coisas de garotas. – Edward sorriu estendendo sua mão. – Edward Cullen, investigador particular.
- Acho que já sabe quem eu sou. – o diretor disse ao apertar a mão do rapaz. – Já nos apresentamos anteriormente e...
- Nós sabemos sim. Mas educação nunca é demais, como dizia minha mãe. – Damon riu ao estender a própria mão. – Damon Salvattore, a mesma coisa que ele. – quando o diretor apertou sua mão, ele a segurou com força e colocou a outra mão por cima. – Nossa! Que mão macia o senhor tem! Que creme usa?
- O que? – o diretor não sabia o que dizer, puxando rapidamente sua mão do aperto de Damon.
- Curiosidade, apenas. – Damon riu, sentando-se em uma das cadeiras em frente à mesa. O diretor o encarava com desconfiança.
- Faremos apenas umas poucas perguntas, diretor. Esteja certo de que ninguém nessa sala falará sobre o que dissermos aqui com qualquer outra pessoa. – Edward comentou abrindo seu caderno de notas e sentando-se também em frente à mesa. Alice e Bella sentaram-se em um sofá, mais afastadas dos três só que em um ângulo que pudessem ver os rostos uns dos outros. Bella pegou seus fones e colocou nos ouvidos enquanto Alice tirava uma revista de moda de dentro de sua mochila e começava a folheá-la, cantarolando baixinho.
Edward e Damon lançaram um rápido olhar a Bella quando a viram colocar os fones, mas um leve sorriso em seus lábios informou-os de que não saía som algum de seu music player. Edward riu com os olhos e voltou sua atenção ao diretor.
- Sei que já conversamos com o senhor antes. – ele começou encarando os olhos nervosos do diretor. – Mas descobrimos algumas coisas novas e viemos saber se é verdade.
- Coisas novas? – o diretor pigarreou coçando discretamente o nariz.
- Por que não nos contou que a Srta. Carrow tinha um romance secreto com Eric Mason? – Damon foi direto ao ponto. Bella viu o rosto do diretor avermelhar e ele engasgar com as palavras.
- Isso não me diz respeito. – ele gaguejou nervosamente. – Descobri recentemente esse caso quando Leslie os encontrou juntos, os dois foram advertidos e o caso foi abafado. Não tem mistério nenhum nisso.
- E por que o caso foi abafado? – Damon perguntou.
- Oras, estava apenas querendo preservar o nome da escola. – ele deu de ombros, balançando a cabeça como se fosse muito óbvio. – Um escândalo como esse acabaria com a boa visão de moralismo que os pais têm a nosso respeito.
- Podemos ver os papéis das advertências? – Edward pediu em sua voz lenta que aparentava falso desinteresse.
- São papéis restritos a direção da escola. – a voz do diretor era tão dura quanto seus olhos sobre Edward quando ele cruzou os braços. – Só os mostrarei se tiver um mandado de busca.
- Tem banheiro por aqui? – Damon perguntou atalhando a conversa. O diretor lançou-lhe um olhar de estranheza e fez sinal com a cabeça.
- No fim do corredor.
- Eu já volto, com licença. Acho que foi aquele sanduíche de frango. – e sorriu amavelmente, saindo da sala. Edward aproveitou-se da movimentação e novamente olhou pra Isabella que encarou-o e depois desviou seus olhos pra mão esquerda do diretor, depois olhando distraidamente as paredes a sua volta.
Edward riu por dentro. Ela era realmente esperta.
- Há quanto tempo é casado, Sr. Stanley? – ele perguntou distraidamente enquanto anotava em seu caderno.
- Isso não vem ao caso. – o leve movimento de ombros não escapou aos olhos de Edward e tampouco aos de Bella.
- Tudo vem ao caso. – Edward riu de leve. – E é uma pergunta bem simples.
- Há vinte anos. – ele resmungou a contra gosto.
- Tenho certeza de que a Sra. Stanley deve ter orgulho do senhor. Um diretor tão correto e competente. – ele comentou e viu quando o homem engoliu em seco.
- Sim, ela tem. – sua voz era seca.
- Qual era o grau de envolvimento do senhor com a senhorita Carrow? – Edward perguntou com aquele seu olhar inocente.
- Profissional, claro. – ele balançou a cabeça com impaciência. – Sempre foi profissional.
- Hum. – Edward concordou com a cabeça enquanto anotava em seu caderno. – E a namorada de Eric, a Leslie?
- O que tem ela?
- Como ela estava quando a trouxe junto ao namorado e a professora logo após o flagra?
- Nervosa, claro. – o diretor riu como se estivesse dizendo o óbvio. – O namorado a traía, não?
- É, traição não é nada agradável. – Edward comentou com um sorriso. – Pra quem é traído, claro.
- É... hum... deve ser uma coisa realmente desagradável. – o homem deu de ombros.
Um barulho na porta chamou a atenção de todos que viram Damon, sorridente como sempre, entrar na sala esfregando as mãos.
- Perdi alguma coisa? – ele perguntou bem humorado voltando a se sentar.
- Não muito. – Edward comentou misteriosamente ao fechar seu caderno. – Bom, era só isso. – e riu pro diretor, estendendo a mão. – Muito obrigado por seu tempo.
- Não foi nada. – o homem quis ser simpático mas estava visivelmente satisfeito por eles estarem de saída.
- Valeu, cara. – Damon pegou a mão que Stanley lhe estendia e apertou com fervor, segurando-a com as duas mãos novamente e olhando-o nos olhos. – Você é realmente um homem muito simpático.
- Qual o problema dele? – Stanley vociferou ao puxar sua mão e encarar Damon com fúria.
- Excesso de açúcar, mas não se preocupe. Ele não morde. – Edward comentou numa expressão bem cínica ao se levantar pra sair da sala.
- A menos que você peça. – Damon sussurrou ainda encarando o diretor e deu uma piscadela antes de seguir os demais pra fora da sala.
Passaram pela porta e pela secretária que sorriu de maneira bem significativa pra Damon que retribuiu, acenando pra ela.
- Por que ela riu só pra você? – Alice perguntou olhando pra trás e vendo que a garota continuava a encarar as costas do rapaz.
- Por que eu sou lindo, charmoso e irresistível. – Damon ergueu as sobrancelhas e ajeitou o colarinho da camisa.
- O fato de você ter cercado ela ao sair da sala não tem nada a ver com isso, não é? – Bella riu de cabeça baixa sendo seguida por Edward.
- Ok, você me pegou. – Damon riu. – O banheiro foi só uma desculpa.
- Como assim? – Alice ergueu uma sobrancelha. Com eles, ela nunca entendia nada.
- Bom, vamos pelo início. – Edward suspirou. – O diretor estava nervoso, por isso relutou em conversar conosco.
- Por isso a “pequena ameaça” de irmos a casa dele pra conversarmos sobre o assunto. – Damon lembrou.
- Mesmo já tendo me apresentado anteriormente, quis pegar em sua mão pra constatar seu nervosismo. – Edward lembrou. – Ela estava fria e suada: bingo! Estava realmente nervoso.
- E que lance foi aquele de ficar apertando a mão dele e dizendo que era macia? – Alice estranhou, fazendo uma careta pra Damon. – Aquilo foi extremamente gay.
- Ah, é? – ele disse de forma bem distraída. – Na verdade eu só queria constatar o quanto ele estava nervoso naquele momento e então comparar com o fim da entrevista.
- E foi por isso que você fez aquela ceninha outra vez antes de sairmos. – Alice constatou.
- Exato. Ainda mais gelada, ainda mais suada. Durante os minutos que lá estivemos, tocamos em algum ponto sensível da vida dele... só precisamos descobrir qual é. – Damon suspirou.
- Ele acha que você é gay e que estava a fim dele. – Alice riu.
- Mas ele não faz o meu tipo. – Damon brincou.
- Ele começou a ficar realmente nervoso quando Edward citou “coisas novas”. Teve medo de que alguma coisa tivesse vindo a tona. – Bella comentou ainda de olhos baixos, expressão pensativa. – Ele coçou o nariz ao perguntar “coisas novas?”. Muitos homens fazem isso ao mentir ou tentar esconder alguma coisa, então ele sabia o tempo todo que vocês encontrariam algo se questionassem os alunos. Ou que poderiam encontrar.
- Então ele sabe que Mike sabia de tudo? – Alice estava confusa.
- Provavelmente, não. – Edward suspirou. – Mike é covarde demais, se o diretor o pressionasse ele não abriria o bico conosco. Mas escândalos sempre vazam, não tem jeito.
- Ele mentiu ao dizer que abafou o romance de Eric e Vanessa apenas pelo bom nome da escola. Lembre-se de que enquanto ele dizia, dava de ombros e balançava a cabeça. – Bella prosseguiu.
- E o que isso tem de mais? – Alice deu de ombros.
- Ele balançava a cabeça em um claro “não” enquanto dizia que “sim”. Lembra? – Damon imitou o movimento de cabeça do diretor.
- Então ele não concordava com o que dizia. – Alice constatou.
- Exato. – Edward suspirou. – Ele dizia uma coisa, mas seu corpo dizia outra. É o inconsciente nos mostrando onde está a mentira. – tinham chegado ao estacionamento e pararam ao lado do carro preto pra concluir a conversa. – Vi que tinha algo errado quando pedi os papéis da advertência e ele cruzou os braços, me olhando e falando com frieza.
- Estava tentando se proteger. – Damon concordou. – Por isso pedi pra sair da sala e fui direto falar com a secretária.
- É mesmo. – Edward lembrou, encarando o amigo. – O que descobriu?
- Não existe advertência. – ele balançou a cabeça em negativa. – Stanley teve uma pequena reunião a portas fechadas com Eric, Leslie e Vanessa, nem mesmo a secretária sabe o que conversaram por lá. E, segundo ela, Vanessa freqüentava muito a diretoria. – ele completou lentamente.
- Foi o que suspeitei. – Bella suspirou. – Olhando ao redor, vi fotos pessoais do diretor. Fotos de Jéssica, dele, dele com a Jéssica, dele com a Jéssica e a esposa... mas nenhuma foto da esposa sozinha.
- Percebi o que queria dizer quando olhei pra você. – Edward riu encarando Bella que não pôde evitar corar levemente. – A mesma coisa tinha passado por minha cabeça.
- E? – Alice perguntou olhando de um rosto a outro, momentaneamente perdida.
- Quando Edward perguntou pelo casamento, ele fez esse movimento de ombro. – Bella repuxou levemente o ombro, um movimento quase imperceptível. – Havia tocado em um ponto delicado.
- E se fechou completamente enquanto falávamos da esposa. – Edward concluiu. – Em nenhum momento disse o nome dela, optando por meias palavras, frases curtas, apenas dizendo o essencial, que, no caso, era mentira.
- E quando ele perguntou sobre o envolvimento dele com Vanessa, novamente a cabeça negando o que os lábios diziam. – Bella suspirou, visivelmente satisfeita pelo que fazia. – Sem falar que ele deu ênfase demais: “Profissional, claro. Sempre foi profissional.”
- Um homem do tipo dele geralmente diria algo como “O que está querendo insinuar?” ou “Estritamente profissional”. Repetições desnecessárias geralmente são sinais de mentira. – Damon concordou.
- Quando perguntei sobre o estado de Leslie, ele riu. Era como se estivesse achando graça no comportamento da moça. – Edward lembrou.
- Como se desdenhasse de pessoas traídas, provavelmente. Pela sua expressão, ele achava a garota patética. – Bella completou.
- Seu olhar fugiu ao meu quando o tema abordado foi traição. – Edward disse pra encerrar o debate. – E sua cara estava repleta de uma única coisa: culpa. Está óbvio que Stanley era amante de Vanessa e vice-versa.
- Acha que ele a matou? – Alice sussurrou levando as mãos a boca, espantada.
- Não temos base pra suspeitas ainda. – Damon balançou a cabeça, os olhos fixos no chão onde ele remexia em um graveto com a ponta do sapato. – Sabemos que ele trai a esposa e que abafou o caso pra que não se arriscasse a se expor: se todos soubessem do caso de Eric com Vanessa, seria questão de tempo até que descobrissem os demais amantes dela. Mas, apesar de ele ser um suspeito, ainda não temos base suficiente pra suspeitar realmente dele.
- Verdade. – Edward concordou se espreguiçando e olhando no relógio. – Deixa eu levar vocês pra casa e ir direto pro escritório.
- Vai me levar pra casa, tio Ed? – Damon juntou as mãos em frente ao rosto e piscou os olhos repetidas vezes num gesto bem infantil.
- Você entendeu o que eu quis dizer. – Edward tentou disfarçar o riso ao encarar Bella. – Onde você mora?
- Não se preocupe comigo, eu pego um ônibus. – ela deu de ombros.
- Washington pode ser um lugar realmente perigoso pra mocinhas indefesas. – Damon comentou. – Melhor aceitar a carona.
- Não, tudo bem. – ela negou veementemente. – Prefiro pegar um ônibus. Susy não gostará nada de me ver descendo de um carro desconhecido. – e sorriu pra todos, erguendo a mão em um gesto de adeus. – Bye.
- E como faço pra te encontrar? – Edward perguntou franzindo a testa, os olhos verdes examinando cada pequeno traço do rosto jovem.
- Ah. – ela remexeu na mochila e pegou um pedaço de papel e uma caneta anotando rapidamente um número. – Qualquer coisa me liga. E eu estou sempre por aqui... estudo aqui.
- Oh, e não é que é verdade? – Damon fez cara de falso espanto.
- Tchau pra vocês. – Bella riu ao se afastar do trio que encarou suas costas por um bom tempo até que ela desapareceu na saída do estacionamento.
- Essa garota... ela esconde alguma coisa. – Damon comentou com os olhos apertados, fixos no ponto em que Bella desaparecera.
- É a melhor mentirosa que já vi. – Edward comentou com voz lenta, a mente trabalhando freneticamente, processando as poucas informações que tinha a respeito da jovem.
Isabella Swan era problema... ou fugia de um problema? É, essa era a questão.
Notas finais
Qqr dúvida, não deixe de perguntar.
Bjks!
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