The Apocalypse, New Generation

4 Capítulo Três: Inimigos ou aliados?


Notas iniciais
A narração é feita por um corvo com mente de um dos personagens que morreu u-ú

Já se passou sete dias desde minha morte. Continuei seguindo o pequeno grupo, mas mantendo-me distante deles, pois sei que se eles notarem-me como um mero corvo, um ataque padrão para defender o grupo seria efetuado sem hesito algum.



Eles estavam seguindo para uma grande floresta, não possuímos noção de mapeamento das áreas em que andávamos, então sempre caminhávamos em busca de suprimentos e alojamento temporário, pois todos os locais continham predadores perigosos o bastante ate mesmo para nós. Um matagal fechado, recheado de árvores gigantescas e vivas, todo cuidado é pouco naquele lugar hostil e tenebroso. As sombras feitas pelas grandes árvores devam um tom ainda mais assustador.


– Eu acho que estamos andando em círculos. — Disse Samanta observando o arredor. — Tenho certeza que já passamos por aquela árvore. — Apontou Samanta ainda desconfiada de que estavam perdidos.

– Que nada, é que todas são iguais mesmo. — Afirmou Glazziele, um tanto apreensiva e assustada, pois sabia que estavam perdidos, mas não queria levantar pânico.

– Não, não! Estamos andando em círculos sim! Eu já vi aquela árvore! — Exclamou Matheus apavorado, apontando o dedo para uma grande árvore próxima deles. Seus galhos estavam destroçando lentamente um grande cavalo mutante, o sangue jorrava pelo local e a árvore o devorava enquanto o destroçava.

– Gente! Vamos ficar calmos! Estamos perdidos, mas vamos sair daqui, relaxa! — Exclamou Marcel ainda mais alto para tentar acalmá-los, também assustado com a cena bizarra da árvore se alimentando do cavalo mutante.

– Marcel, sobe e dá uma olhada pra saber se estamos tão longe assim do litoral. — Disse Eduardo ficando a frente dos jovens rente a árvore.

Marcel exaltou seus braços, uma placa de rocha se desprendeu do solo abaixo dele, emergindo e levantando um grande pilar, saindo do campo de visão das folhagens das árvores e chegando aos céus para verificar a distância. Eu estava em uma árvore próxima dele, ele não notou-me e avançou para o alto. Ao atingir a altura que precisava, ele observou bem, analisou cada direção e fez o pilar submergir novamente, chegando ao solo ele pronunciou:

– Olha a gente não estamos perdidos não, mas é melhor se apressar para aquela direção — Apontou Marcel para o leste — eu acho que vi algumas ruínas por aquele lado, se chegarmos lá vamos passar a noite e voltar a viajar pelo dia.

Após relatar para o grupo, eles avançaram na direção dita por ele. Eu os segui, me mantive pelas árvores, muitas das vezes quase fui devorado por elas, mas consegui evitar os galhos assassinos dos vegetais feras.

– Nossa, essas ruínas parecem mais aconchegantes do que as que encontramos aquela vez lembra? — Perguntou Matheus observando os casebres destruídos com tamanha admiração que todos passaram a observar também.

– Você tem razão, aqui também tem cor nessas paredes. — Respondeu Samanta observando um casebre feito de madeira, bem rústico e condenado pelos cupins, mas com uma coloração rosa, um tom bem fraco e degradado pelo tempo e desastres.

– Bem, vamos ficar nessa ruína de madeira mesmo, vai chamar menos atenção caso haja outro grupo por perto. — Afirmou Eduardo caminhando na direção de um grande buraco na parede de madeira do casebre.

Eles se instalaram, criaram uma pequena fogueira em um dos cômodos, assaram seus suprimentos que haviam pego na passagem pela floresta e iniciaram o esquema de revezamento para dormirem.

Eu do lado de fora, observando eles, tentando ajudá-los de algum jeito. Eu não podia de forma alguma tentar me comunicar com eles, poderia ser morto em instantes, então mantive-me apenas a observar.

Se passaram três horas desde a hospedagem deles, pela primeira vez, todos os seis dormiram, esquecendo o esquema de revezamento, era tão aconchegante e seguro aquele lugar, que eles se deixaram passar pelas regras básicas que havíamos criados. Uma sensação horrível surtiu em meu interior, como se alguém estivesse tentando controlar meus sentidos, mas meus poderes psíquicos acabaram me protegendo.

– Então, temos alguém vivo rondando meus animais é? — Uma voz com um tom superior disse em minha mente — sim eu posso te sentir.

– Gar!!! Gar !!!! — Emiti um ruído aos berros, insuportável para alertar o grupo.

Todos ouviram e acordaram assustados, se recompondo após o sono. Caminharam para fora do casebre Eduardo, Diego e Marcel. Observaram e andaram em volta do casebre, tentando me localizar, já que foi eu quem os assustou. Diego olhou para cima de uma das vastas árvores e exclamou aos berros:

– Hey! Quem é você?! — Perguntou aos berros enquanto olhava para uma das árvores.

– Hm? Então você notou-me? — A mesma voz que estava em minha mente respondeu ao Diego.

Era um homem de pele pálida, alto e cabelos bem longos e negros. Ele saltou da grande árvore, quando ia atingir o solo uma grande cobra azulada de nove olhos deslizou para baixo dele, impedindo sua queda, como se ele tivesse total controle sobre ela.

– Desculpe-me pela insolência, não que vocês selvagens saibam o que é insolência. Meu nome é Tadeu. — Afirmou o homem em um tom arrogante e achando-se superior aos de mais.

Todos se surpreenderam ao ver aquela cena, já que nunca haviam visto alguém capaz de manipular animais como ele estava fazendo. Glazziele foi bem direta e perguntou:

– O que quer aqui? — Cruzou os braços e perguntou Glazziele com um tom irritado em sua voz e semblante.

– Nossa, acalme-se, não quero nada de mais... apenas vingar minha serpente negra que vocês mataram. — Respondeu Tadeu em um tom calmo, observando e analisando fisicamente os de mais.

– Vingar? Sua serpente negra? — Perguntou Diego, temendo que ele respondesse que a cobra cujo havia me matado, fosse a mando do homem.

– Isso mesmo garoto das chamas, aquela cobra que matou seu amiguinho. — Respondeu Tadeu de forma calma, mantendo-se a observá-los.

– Maldito! Como tem a coragem de dizer isso!!! — Exclamou Matheus, apontando as mãos ao homem, arremessando-o contra a árvore.

– Nossa? Sua Telecinese não está totalmente evoluída, hehehe.. — Tadeu foi jogado contra a árvore, mas a cobra se deslizou ainda mais rápido e o agarrou para não sofrer danos do impacto.

– Filho da puta! — Diego já irritado, apontou suas mãos contra serpente, suas mãos ganhavam um brilho azulado e em seguida disparavam uma poderosa rajada de chamas, na direção da cabeça dela.

– Aff! Vai atacar minha serpente mesmo? — Perguntou Tadeu saltando da serpente, e pousando no solo.

– Idiota, se acha tão superior, mas não sabe nada da gente! — Exclamou Marcel ao notar que ele tocou o solo, fechou seus palmos e fez a terra abaixo do homem emergir ao seu redor, imobilizando-o com grandes camadas de terra.

– Hehe, não me acho superior. Sou superior. — Afirmou Tadeu ainda imobilizado pelas camadas de terra, de forma inesperável um grande verme da terra emergiu cavando a terra cujo prendia Tadeu, abocanhou o homem e o tirou da terra, após sair da terra o verme abriu sua boca e Tadeu caminhou para fora dela, saltando para sua cabeça.

– Esse desgraçado, ele não atacou a gente no litoral á-toa! — Afirmou Samanta, ao notar que ele estava preparado para fugir do ataque do Marcel antes mesmo dele atacar.

– É esse cara estava estudando a gente desde o litoral, mas suas habilidades, são totalmente diferentes. — Disse Eduardo observando Tadeu acima do grande verme da terra, fechando os palmos com um semblante de fúria.

– E então? Vamos começar a brincar ou não? — Perguntou Tadeu enquanto erguia suas mãos fazendo mais duas grandes cobras saírem das matas.

– Esse Tadeu viu, adora ficar provocando suas presas. — Uma nova voz surtiu de cima da árvore, em um tom sarcástico da pronuncia dita.

– É mesmo, ele não sabe apreciar o sangue das vitimas, gosta de ficar com essa frescura. — Uma segunda voz surgiu, um tanto mais sarcástica do que a anterior, ditando com arrogância.

– Hm? Irmãos estão aqui? Mikael... Jefferson.. — Perguntou Tadeu em um irônico tom, enquanto afirmava quem seriam os supostos homens.

Acima das árvores, apenas podia observá-los, vendo o caos, o conflito, aquela guerra iminente, sentindo-me tão inútil nada podia fazer além de observá-los e torcer pela vitória de meu antigo grupo.



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Notas finais
Tadeu, Jefferson e Miakel apareceram, TA Q PARIU kkk'