The Apocalypse, New Generation
5 Capítulo Quatro: A derrota da trindade do mal.
O clímax do confronto se tornava mais instável com a chegada dos outros dois homens, Mikael e Jefferson. Tadeu observava com atenção o grupo, acima de seu verme comedor de terra entre as duas serpentes que ele conjurou.
O grupo se agrupava, ficando próximos um dos outros, com uma pressão insuportável rondando eles. Eduardo então não hesitou mais, avançou contra Tadeu, saltando acima do grande verme tentando socar sua face. Uma das duas serpentes se moveu rapidamente e aplicou um golpe com sua cauda em Eduardo, no entanto, Matheus exaltou as mãos e criou uma campo psíquico, que protegeu Eduardo do golpe da serpente, avançando contra Tadeu derrubando-o do grande verme, rumando contra o solo aonde continuou a socá-lo. Então a outra serpente se movimentou, abrindo sua grande boca engoliu Eduardo em instantes, em seguida se enrolou ao torno de Tadeu, criando um defesa com seu próprio corpo.
- Arg, esse filho da puta, ele conseguiu enganar a serpente com a telecinese e deu a brecha perfeita pro idiota do Eduardo me socar- Disse Tadeu enquanto se levantava dos pedregulhos, limpando sua boca que despejava sangue, além dos graves ferimentos na face.
- Hehehehe! Tadeu se ferrou, quer uma ajudinha agora? — Perguntou Mikael, ainda oculto acima da árvore não dava para vê-lo com clareza.
- Não, não, deixa ele aí. Vamos ficar só assistindo. — Respondeu Jefferson, já saltando para alguns galhos mais próximos do grupo. Com seu cabelo curto e negro, sua pele era um pouco mais morena do que a de Tadeu, e em sua face, sempre continha um sorriso intenso, não dava-se para saber se era pela emoção do momento ou apenas por prazer de ver alguém se ferindo.
Todos do grupo se sentiam aterrorizados ao perceber que Eduardo havia sido engolido e Jefferson se aproximava um pouco mais. Glazziele não hesitou ao ver seu parceiro sendo atacado, canalizou sua mente na visão de Tadeu, e o fez enxergar um grande mar de chamas que avançava contra ele e sua serpente. Tadeu percebeu que a única pessoa a se mover foi Glazziele, assim ele apenas se levantou e disse, enquanto as chamas se aproximavam:
- Ora.. ora.. acha mesmo que uma ilusão pode me afetar? — Em um tom totalmente irônico perguntou Tadeu aos de mais.
- Ela não, mas eu sim! — Exclamou Glazziele, seu semblante sério e furioso demonstrava alguma coisa diferente.
Tadeu subestimou Glazziele, ficou parado em frente as chamas, e ainda por cima caminhou ate elas, fazendo a serpente recuar alguns metros. Em instantes as chamas atingiam Tadeu, todos observavam curiosos, já que Glazziele apresentou uma reação diferente mesmo ao saber que alguém havia descoberto sua Ilusão. Tadeu entrou nas chamas e começou a rir, então disse:
- É isso? É isso o poder de sua ilusão Glazziele?! Êim!? — Gritava Tadeu enquanto perguntava.
- Não, essa é minha verdadeira ilusão! — Respondeu Glazziele aos berros, elevando seus dedos em sua cabeça emitindo ondas ilusórias no fundo do consciente de Tadeu.
Tadeu começou a gritar de dores, como se estivesse queimando, ele caiu contra o chão e começou a rolar no gramado. Gritando com uma gigantesca agonia, Tadeu se rolava de um lado para o outro. Todos não entendiam bem o que estava acontecendo, já que só sabiam que as ilusões afetava apenas a visão. Todos se surpreenderam vendo a força de Glazziele.
Mikael saltou para um galho mais próximo, assim deu para notá-lo, seu cabelo era médio, em um tom castanho escuro com a mesma cor de pele que o Jefferson tinha, suas vestes eram mais abertas e haviam muitos arames enrolados nele. Mikael então disse:
- Agora entendo, as Ilusões dessa mulher estão chegando ao seu auge, ela conseguiu atingir três dos cinco sentidos. Audição, visão e tato. — Disse Mikael claramente impressionado com o feito de Glazziele, um tanto abismado.
- Agora levem esse lixo daqui, ou vou fazer pior com vocês dois! — Exclamou Glazziele se referindo á Tadeu, visivelmente furiosa dizendo aos outros dois homens.
- A-arg.. lixo? Você me chamou de lixo! — Perguntou Tadeu com fortes dores, sua pele estava intacta, mas seu cérebro havia aceitado as ilusões de tal modo, que o fez sentir as dores como se fossem totalmente reais.
- Bem, moça não fique se achando tanto só porque derrotou o Tadeu. — Disse Mikael cruzando seus braços, remexendo seus arames, derramando sangue no galho em que estava.
- Não ouviu ela!? Vão embora logo! Não queremos problemas! — Afirmou Diego já furioso, seus punhos ganhavam o tom azulado nas chamas e seu semblante estava totalmente perturbado.
- Mikael, cuida deles, eu vou cuidar desse menininho de fogo aí. Cansei de ouvir ele gritando. — Disse Jefferson enquanto seu corpo se transformava em uma revoada de corvos, cujo separavam-se por toda área.
- M-mas o que é isso? Essas habilidades são raras! Eu nunca vi isso antes!- Perguntou aos berros Samanta assustada ao ver outra habilidade rara.
- É, eu também cansei disso! Filho da puta, morre! — Exclamou Marcel exaltando seus braços, erguendo abaixo da árvore aonde estava Mikael um gigantesco pilar de terra, que avançou em grande velocidade contra ele, quebrando os galhos alheios ate chegar nele.
Tadeu ainda estava no chão, ferido mentalmente pelas ilusões de Glazziele, ele rastejou ate perto da serpente que havia engolido Eduardo. Uma fissura surgiu na lateral da serpente em que Tadeu havia encostado. Eduardo saltou de dentro da serpente, abrindo sua pele internamente, de dentro para fora levando consigo vários órgãos da mesma. Tadeu olhou para o verme da terra, que rapidamente adentrou o solo e emergiu abaixo de Tadeu, levando-o para fora do local pelo subsolo.
Mikael era drasticamente atingido pelo grande pilar de terra feito pelo Marcel. Marcel observava bem a superfície do pilar, vendo apenas sangue, muito sangue caindo lá do alto. Matheus, Diego e Samanta ficaram próximos um do outro, esperando o ataque de Jefferson. Diego apontou as mãos contra alguns corvos e emitiu uma grande e rápida rajada de chamas azuladas, que avançavam continuamente adentrando a floresta e causando uma queimada. Matheus ergueu seus palmos e criou um campo psíquico a frente deles, para protegerem-nos do calor das chamas.
-Arg, isso é muito intenso. Diego tenta ser rápido! — Disse Matheus suando, incomodado com o calor.
Jefferson então fez uma acrobacia com a revoada de corvos, trafegando ate a lateral de Matheus, atingindo-o em cheio com inúmeros golpes com os bicos das aves, furando-o em diversos pontos. O campo psíquico de Matheus rompeu e ele caiu no gramado, Samanta agarrou seus braços e tentou ergue-lo gritando para Diego:
- Para com essas chamas agora! Ele pegou o Matheus, me ajuda aqui! — Samanta assustada ao ver tanto sangue se formando nas costas de Matheus gritava.
Matheus estava gravemente ferido, o sangue emergia das feridas muito intensamente, criando uma poça no local aonde ele estava com Samanta. Diego cessou as chamas e caminhou ate ele para o ajudar. Diego criou uma temperatura alta em sua mão, e queimou os ferimentos de Matheus, tentando estocar o sangramento.
O sangue que Matheus derrubou começou a flutuar, trafegando ate o pilar aonde Mikael estava, rodeando a superfície do pilar e se chocando contra o corpo de Mikael. Mikael se levantou completamente sujo de sangue, e disse:
- Hô, finalmente eim Jefferson. Você sabe que preciso disso e demora para fazer. — Mikael dizia enquanto o sangue que estava em seu corpo começava a planar ao seu redor. — agora vou acabar com vocês todos de uma única vez.
Mikael apontou as mãos para Marcel, criando inúmeras agulhas feitas de sangue de forma sólida, elas avançavam extremamente rápido contra Marcel. Marcel percebeu o ato e então se cobriu com uma camada revestida de rochas fortes, as rochas emergiam a todo momento em volta de Marcel, enquanto as agulhas quebravam algumas, outras nasciam novamente.
- Hm? Então você tem uma boa defesa, mas e o resto do grupo? — Mikael perguntou ironicamente á Marcel, enquanto apontava as mãos na direção de Samanta. — ops! Acho que ela não tem defesa, não tem ninguém para controlar perto dela! HAHAHAHAHAHÁ!
Mikael conduziu as agulhas em uma nova direção, todas na direção de Samanta, avançando extremamente rápido em seu sentido, as agulhas formavam uma grande rota nos ares. Samanta não fazia ideia do ataque iminente, já que estava cuidando de Matheus. Diego percebeu, mas era tarde de mais para ele tentar alguma reação, então ele se jogou acima de Samanta e Matheus, para protege-los.
Uma sombra saltou na direção das agulhas, era Eduardo, inutilizando totalmente aquela lufada de agulhas que trafegavam rumo a Samanta.
- Tsc! Atacando inocentes é? -Perguntou Eduardo.
- Ninguém é inocente aqui, vou atacar com você. — Respondeu Mikael, apontando sua mão para Eduardo.
- Não, ele é meu. — A voz de Jefferson ecoo nos ares.
Então a revoada de corvos avançou na direção de Eduardo, rodeando ele, os corvos se unificaram em volta ele, se tornando uma grande serpente branca, com resistência extrema em sua pele, imobilizando Eduardo.
- Me solta filho da puta! Me solta! — Gritava Eduardo.
- Ainda.. não consigo usar.. — Glazziele dizia para si mesma, exausta após usar três dos cinco sentidos contidos em suas ilusões, sua precisão com a habilidade não era tão boa, causando cansaço extremo na mulher.
Eduardo estava imobilizado por Jefferson que se transformou em uma serpente branca resistente a golpes externos, Samanta e Diego guardavam a defesa de Matheus, que estava gravemente ferido nas costas e Marcel aproveitou a deixa, a distração deles criando uma grande onda de terra, que avançando apenas na direção de Mikael, engolindo-o por completo e levando o sangue consigo para as extremidades da floresta, acabou por fim apagando o incêndio causado por Diego.
Miakel foi totalmente arrastado, tendo seu sangue inutilizado, mas criou um globo ao seu torno com seu próprio sangue, para defende-lo da pressão da onda. Tadeu já estando distante, apenas entrou na boca do verme da terra, que se manteve no subsolo para protege-los. Restou apenas Jefferson, eu tinha uma grande força interior dizendo que eles venceriam.
Jefferson soltou Eduardo e se afastou consideravelmente deles, tomando sua forma original e então disse:
- Hmm, por hoje vamos embora de cabeça baixa, mas apenas por um erro. Não fiquem se achando, eu sozinho teria chances de acabar com vocês, agora.. cuidem do verme que está dentro de seu amigo. — Informou Jefferson.
Todos não aviam entendido o porque dele ter dito que havia um verme dentro do Matheus, foi quando Samanta começou a analisar o corpo de Jefferson e notou uma falha.
- Espere! E-ele está sem o dedo indicador da mão esquerda! — Afirmou Samanta assustada.
- É apenas um dedo Samanta, acalme-se. — Disse Diego fitando Jefferson.
- Ela está certa, falta meu dedo, venha! — Afirmou Jefferson chamando seu dedo.
Um verme emergiu da costa de Matheus, rumando da direção do coração dele. Jefferson havia ejetado um de seus membros transmutados dentro de Matheus na hora que o atacou, e devorou seu coração usando apenas um dedo, que se transformou em um verme carnívoro.
- Não!!! — Exclamou Glazziele, correndo na direção de Jefferson.
- Sai daqui menina estúpida. — O dedo de Jefferson regressou para sua mão novamente, e quando Glazziele se aproximou o bastante ele desferiu um soco em sua face, derrubando-a no chão.
Eduardo correu ate ela, dando apoio para a mulher. Jefferson se transformou em uma revoada de borboletas negras, que se dissiparam para todas as direções saindo do local.
O grupo estava arrasado, pois mais um membro havia sido perdido naquele mundo cruel. Eles fizeram o mesmo funeral que haviam feito comigo para Matheus, que morreu instantaneamente ao perder seu coração. Uma rocha vitrificada com seu corpo no interior resplandecia aos brilhos das estrelas. Ainda sim, todos passaram a noite ali, eu pousei acima do grande vidro, lágrimas de sangue respingavam de meus olhos azulados, enquanto via o sofrimento do meu grupo.
Os três homens fugiram do local, dando assistência um ao outro. Tadeu por alguma razão perdeu a cor negra de seus cabelos, se tornando branca como a neve. Eles decidiram se afastar desse grupo por algum tempo, foram caçar outros sobreviventes pelo vasto mundo, mas deixaram bem claro que voltariam hora ou outra.
Muito distante dali, dois homens caminhavam descalços, com vestes bem surradas, com extrema dificuldade. Eles andavam em uma grande ruína de uma antiga cidade, um local totalmente perigoso para qualquer sobrevivente viver, já que reúne outros sobreviventes.
- Tss, tss, falta muito Yago? — Ele tossia muito enquanto falava. Pergunto para seu parceiro, segurando um grande graveto para se apoiar em pé.
- Arg, tss, tss, acho que não, Deivid. — Respondeu Yago tossindo ainda mais grave, caminhando com um graveto negro, que o apoiava ao andar.
Ao passar em um dos prédios, três homens saltaram, com as mãos em chamas fitando os dos.
- Hey! Passem as roupas e suprimentos, se não vamos nos alimentar de vocês mesmo! Yé! — Gritou um dos homens com as mãos ardendo em chamas avermelhadas.
- Tss, tss, eu não quero machucá-lo. — Afirmou Yago tossindo gravemente, enquanto fitava os homens com sua longa franja na face.
- Ora seu! Vou te matar agora!! — Avançou um dos homens na direção de Yago, apontando suas mãos rente á ele.
Havia uma névoa ao torno de Yago e Deivid, ela se tornou mais escura, ficando negra. O homem ao adentrar a área parou de correr, caindo morto contra o solo, com suas orbitas viradas para trás e sua boca despejando baba no resto de concreto.
- Eu deixo vocês dois irem, se não... — Deivid afirmou aos homens, sem tossir tanto como da última vez.
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