アンソロジー時計

10日間のカウントダウン

08/12 – Dhenypher, a detetive

Sexta-Feira, 21 de Março de 1998

Terceiro Dia

O que era aquilo para mim?

Um pesadelo, talvez. A sensação de saber que está prestes a morrer é brutalmente perturbadora.

Todavia não sabia como eu contraí este vírus. Necessitava saber quem era aquele menino e o que ele queria.

Não era fácil quando havia poucas pistas. Precisava de mais informações. Nossos dias estavam, definitivamente, contados. O que o destino nos reservara?

Continuando, estava eu em minha casa às 7h. Era muito cedo, eu sei, não conseguia me desgrudar do diário.

A cada dia eu lia um pedaço. É como se eu estivesse tendo contato com Mariah.

Ficava ali, revirando as páginas, sendo uma vítima do que me aguardava em sete dias depois.

Naquela noite, eu havia tido um sonho horrível. Estava no pátio de um colégio e havia um círculo me rodeando. Um espiral branco. Conseguia ouvir vozes que nunca tinha ouvido. Conseguia ver também, um lago parecido com o da minha visão do dia anterior. Sempre dizia que este menino queria algo. Mas, com os contatos que ele tinha, porque não me dizia?

Ainda folheando seu diário rosa e enfeitado, achei um artigo muito interessante. Mariah sempre foi muito peculiar. A mesma sabia descrever exatamente como estava se sentindo. Seus sentimentos eram maravilhosos. Eu ria de emoção a cada palavra... A cada entusiasmo.

- Por que você se foi e me deixou sozinho neste mundo? – Perguntava com um olhar melancólico. Apoiava minha cabeça com as mãos.

Passei o dia preso entre quatro paredes. Ficava apenas pensando e pensando.

Às vezes, eu ia à cozinha comer algo. Biscoitos Trakinas junto com Nescau. Não era uma boa mescla, eu sei.

Sábado, 22 de Março de 1998

Quarto Dia

Faltei à aula da Sexta.

Não estava com bom humor. Mas, apesar de isto ter me prejudicado, achei a informação necessária.

Gabriel estava comigo na sala, até meio fragilizado, mas estava bem.

Entreguei-lhe o diário na página onde contia o relato.

- Cinco dias, antes de começar as aulas, ela estava angustiada. Ficava vendo coisas em sua mente. Coisas obscuras, perturbadoras que podiam desestruturar a mentalidade de qualquer indivíduo. A mesma está falando de um artigo que leu. Queixava-se de altas dores pulmonar, mas os médicos não conseguiam descobrir o que era. Gabriel, como ela não me contava nada? Eu podia tentar ajudá-la. – Enquanto estava explicando, meu amigo ficava cogitando aquilo na sua memória. Suavemente, o mesmo balançava a cabeça em forma positiva sobre tudo o que eu ia dizendo.

- Eu também sinto algumas dores pulmonares, mas são muito leves. O que acha que devemos fazer?

- Ir à casa de Regina e procurar aquele artigo. Mas vamos amanhã? Tenho que terminar de ler.

Domingo, 23 de Março de 1998

Quinto Dia

Nos auge das 15h, batíamos na porta de Regina. Marquei com Gabriel de nos encontrarmos neste horário. Não viemos juntos. Ele estava com uma bermuda preta sem estampa, camisa branca e com um tênis da cor da camisa; enquanto eu trajava uma camisa verde com estampa de um surfista andando com sua prancha na areia da praia, a bermuda era da cor da camisa, mas sem estampa e o tênis também era da mesma cor. Sempre foi minha cor predileta. Queríamos saber de algo com ela. Mas será que ia querer nos atender? Ela ficou depressiva com minha última visita. Quando de repente escuto o barulho da maçaneta. E do lado da porta havia uma mulher de cabelos longos e lisos com um rabo de cavalo, estava camuflada pelo tipo da roupa. Tudo de preto.

- Quem é você? – Perguntou Gabriel.

- Olá, Dhenypher Chase, detetive #12, muito prazer. – Esta mostrava um cartão preto com seus dados.

- Prazer. – Dissemos meio que sem jeito.

- Onde está a Regina? – Perguntei.

- Acabei de fazer umas perguntas para ela. Está na cama. Já vou indo, aqui está o meu cartão. – Ela nos deu um cartão com seu E-Mail e número de telefone. — Tenham um bom dia rapazes. – A mesma acenou e foi embora.

Olhamos um para o outro rindo, fechamos a porta e subimos às escadas vagarosamente em direção ao quarto de Regina. A encontramos chorando debruçada em sua cama com um lenço de papel.

- O que foi? – Perguntei preocupado.

- Ah Declan, eu não acredito. Aquela moça veio aqui perguntar como minha filha morreu. Eu não queria lembrar. – A mesma batia os pés contra a parede.

- Compreendo. Este é Gabriel. – Apresentei abraçando-o. – Meu melhor amigo.

- Muito prazer senhora. – Ele sorriu.

- Querido, desculpa, não te notei. Quer alguma coisa? Um lanche? – Esta disse enxugando as lágrimas.

- Muito obrigado, mas não precisa. – Continuou sorridente.

- Venham comigo na sala.

Quinze minutos depois...

Sentados a uma mesa marrom...

- Nós viemos aqui para saber se a senhora sabe de algum livro, um caderno que Mariah leu cinco dias antes de seu falecimento? – Gabriel perguntou diretamente.

- Ah, era um caderno com anotações. Estava junto ao relógio.

- Podemos ler-lo? – Eu perguntei.

Ela chegou com o caderno e quando me entregou, disse:

- Estou assustada!

- Com o quê? – Perguntei com as mãos sobre a capa.

- A Dhenypher, enquanto esteve aqui, me falou sobre um relógio. – Já não me impressionava. Mas, o curioso era: como a detetive sabia do relógio?

- Qual? – Gabriel perguntou.

- O relógio que lança uma praga mortal para quem o obtém por mais de um minuto. — Disse desconfiada.

Percebe-se que isso não começou há alguns anos.

Não tínhamos o que dizer...

Isso estava circulando por toda a cidade.

Nosso tempo estava esgotando-se ...

Continua...

Notas finais
Reviewss pleeeaseee