The Angel Hunter
13 Capítulo 13
Bella POV:
Seis meses.
Esse foi o tempo que passou desde que eu saí definitivamente de La Push.
Não posso dizer que eu me arrependo disso. Mas ainda sinto um vazio no peito que persiste em continuar mesmo depois de tudo.
Nesse tempo fora muita coisa mudou. Eu tinha pegado o verdadeiro estilo de vida de um caçador. Era somente eu, meu carro, meus pertences e a estrada. Eu tinha mergulhado profundamente em meu trabalho e já tinha excedido meus números de mortes umas duas vezes nesse tempo. Eu tinha viajado boa parte do país caçando e matando monstros. Eu passava as noites em motéis à beira de estrada ou em meu carro, que eu tinha vendido por um clássico Eibach Dodge Challenger preto em algum ponto entre Montana e Dakota do norte. O carro estava parado, com danos que o dono não podia pagar, então eu comprei o carro e usei o resto do dinheiro que eu tinha ganhado com a venda do Audi R5 praticamente inutilizado para comprar os materiais necessários e reconstituí o carro deixando-o novo em folha. Eu tinha mudado a pintura, que antes era vermelho-abóbora e pintado de preto, tinha mudado as placas e os assentos interiores que estavam desgastados. Tinha reconstituído o motor e trocado a bateria e agora eu tinha um novo bebê que eu adorava, me sentia como Dean ao pensar no carro, eu nunca tinha me apegado tanto a um carro, sabia cuidar de um obviamente, melhor do que a maioria dos mecânicos, mas esse foi um conhecimento necessário porque eu sempre insisti em andar de carro nas caçadas com Kally antes e desde que ela achava o transporte devagar de mais, eu sempre tinha que me virar quando o carro pifava ou algo assim. Depois de muitas frustrações com carros, eu decidi pedir a Dean para me ajudar e ele me ensinou muita coisa sobre carros, eu me interessei pelo assunto e fiz alguns cursos online no tempo livre em Phoenix. Considerei o carro um presente de aniversário para mim mesma, digamos assim, afinal poucas semanas após cair na estrada eu finalmente fiz meu aniversário de 19 anos. O comemorei muito bem enchendo a cara em um bar qualquer em alguma estrada entre Wasington e Arizona. Yupe!
Em fim, eu comia em bares à beira de estrada, às vezes em lanchonetes nas cidades que eu estava a trabalho, mas eu nunca ficava muito tempo em um só lugar. Eu tinha uma sensação estranha de que se eu ficasse muito tempo alguém iria me encontrar e me arrastar de volta para o meu inferno, Aka, La Push. Era estúpido, porque além do tio Billy eu não acho que ninguém realmente se importa. A não ser que seja algum ser sobrenatural assassino que só quer me matar, mas isso era comum desde que eu era uma caçadora.
Eu estava nesse momento saindo de Columbus, Ohio onde eu tinha feito uma parada para descansar depois de sair de Canton, onde matei alguns vampiros residentes que estavam fazendo vítimas demais, quando uma viatura da policia estadual apareceu do nada sinalizando para que eu parasse. Merda. Isso não é bom.
Encostei o carro colocando uma expressão confusa e esperei.
– Senhorita? – O policial chamou parando ao lado da minha janela e me encarando.
– Sim senhor? – Eu falei colocando uma voz suave, com um leve sotaque Texano que fazia parte do meu disfarce atual.
– Você poderia me mostrar os documentos do carro e sua carteira de habilitação, por favor? – Eu assenti me inclinando e abrindo o porta luvas, peguei uma carteira de habilitação de Beaumont, Texas, com o nome Isadora Abigail Brandon. Peguei uma documentação com o mesmo nome e entreguei ao policial. Ele pegou os documentos olhando-os por alguns instantes antes de falar.
– Espere aqui, por favor. – Vi como ele foi à viatura puxando o rádio e chamou alguém. Eu não conseguia entender exatamente o que ele dizia, somente partes.
– Xerife... Não, não... nhum problema... Eu tenho aqui... Isadora Abig... Bate com... Sim... Exatamente... Custódia?... Certeza?... Ok... Levando... – Eu arregalei os olhos e peguei meu celular rapidamente e escrevi uma mensagem rápida para Bobby com minha velocidade sobrenatural.
Parece que eu estava sendo levada sob custódia por alguma coisa, eu mandei para ele as informações da identidade que eu estava usando, a cidade e o carro que eu dirigia, antes de escrever que usaria minha ligação para chamá-lo, assim ele me tiraria dessa. Guardei o celular em meu bolso antes que o policial chegasse e retirei rapidamente todas as armas facilmente acháveis em mim escondendo-as dentro de um compartimento secreto na porta do motorista, deixando apenas duas facas em minhas botas, um pequeno vidro de sal no bolso da jaqueta. Um pequeno vidro de água benta junto disso e era só. Eu tinha as armas muito bem escondidas em meu carro e duvidava que eles achariam, a única coisa que estava mais a vista eram as identidades falsas no porta luvas. Usei meu poder de telecinese abri o pequeno compartimento dentro do porta luvas enquanto fingia pegar alguma maquiagem, o policial estava quase ao meu lado, rapidamente tranquei o compartimento colocando todos os documentos falsos lá dentro e puxei um batom rosa claro fechando o porta luvas assim como o policial parou ao meu lado. Eu puxei o espelho começando a passar o batom e ele limpou a garganta chamando minha atenção.
– Oh! Oficial! Eu não tinha percebido sua volta. Então... Eu já posso ir? Tenho que continuar a viagem... Eu deveria chegar em Arkon em poucos dias... Não posso perder muito tempo, afinal a viagem é para ser curta, eu tenho que voltar para casa e me mudar para o campus antes que as aulas na faculdade começam eu vou... – Ele limpou a garganta novamente interrompendo minha tagarelice incessante, enquanto atuava como uma adolescente animada prestes a ir para a faculdade.
– Você poderia descer do carro senhorita? Eu gostaria de revistá-la. – Eu ampliei os olhos fingindo estar assustada e perguntei confusa enquanto me movia para abrir a porta.
– Mas... O que eu fiz? Porque você quer me revistar? Se foi porque eu fiquei bêbada naquela festa em Dayton eu... – Ele me interrompeu.
– Não é nada disso senhorita. Mãos no carro e pernas afastadas, por favor. – Eu obedeci e ele me revistou, muito bem devo dizer. Ainda bem que eu tinha tirado as bainhas de pulso e das costas... Ele teria achado.
Graças à Deus ele não achou minhas facas restantes, mas ele viu o frasco de sal e de água benta. Ele me olhou estranho por isso, mas eu fingi não perceber por estar ‘preocupada de mais’ com a situação. Eu não podia apagar sua memória sobre mim, primeiro por que esse era um poder muito complexo mexer com a mente das pessoas era perigoso e eu pensava nisso como uma violação de privacidade. Eu só fazia isso quando era estritamente necessário. Segundo, levava muita energia para fazer isso e terceiro, ele já tinha falado sobre mim para seu superior.
– Eu vou ter que levá-la para a delegacia Senhorita – Ele disse pegando as algemas na cintura e eu fingi pânico.
– Mas por quê? Eu não fiz nada! Se eu for presa meu pai vai brigar comigo! Ele não vai me deixar morar sozinha! O que foi que eu fiz? Eu nem fiquei tão bêbada assim em Dayton! Eu só bebi três cervejas que aquele cara pagou pra mim... Você não... – Eu já fingia lágrimas.
– Acalme-se Senhorita. – Ele ordenou me algemando. – Você saberá o motivo de estar sendo presa ao chegar lá. Meu colega vai levar seu carro. – Ele disse. Ele me levou para a viatura onde seu colega nos assistia e me colocou no banco de trás dando a chave do meu bebê para ele.
– Cuidado com meu carro, por favor, ele foi muito caro e eu não poso desperdiçar o dinheiro da faculdade com um novo... – Eu falei em uma voz chorosa. O oficial, muito gostoso por sinal, acenou para mim com uma piscadela e se dirigiu para meu carro enquanto o outro entrava no lado do motorista da viatura e começou a dirigir de volta para a cidade.
– Eu posso ligar para o meu pai? – Perguntei ainda em uma voz inocente e assustada, mantendo o sotaque.
– Quando chegarmos à delegacia você terá direito a uma ligação. – O oficial disse. Eu assenti fingindo fazer beicinho enquanto tentava pensar em alguma coisa que eu pudesse ter feito para ser presa. Muitas coisas eu diria, mas a maioria delas não era provável.
Em quarenta minutos, nós chegamos à delegacia onde o oficial que me prendeu pegou meu celular e o resto dos meus itens que eu carregava em mim, e me levou para uma sala de interrogatório. Isso não era bom...
Eu esperei por um tempo sempre mantendo o ato de típica adolescente assustada com o fato de ser presa.
Finalmente o oficial que tinha dirigido meu carro entrou na sala com uma pasta nas mãos. Ele sorriu calorosamente para mim e eu mordi os lábios fingindo hesitação e sorri timidamente de volta.
Ele sentou-se à minha frente colocando a pasta à minha frente e me olhou em silencio. Eu fingi que o silencio estava me matando, o olhando por um tempo, antes de desviar o olhar, olhei para a pasta algumas vezes em seguida voltei a olhar para ele, mantendo isso até que ele falou.
– Isabella Swan. – Eu parei surpresa por um milésimo de segundo antes de colocar uma máscara de confusão.
– Isabella... Swan? – Perguntei fingindo hesitação enquanto amaldiçoava tudo e todos em minha mente. – Quem é ela? É por isso que eu fui presa? Ela deu alguma queixa sobre mim ou algo assim? Será que ela era dona da festa em Dayton? Ela... – O oficial interrompeu minha falação.
– Você a conhece? – Eu franzi o cenho para ele e neguei lentamente com a cabeça.
– Eu... Deveria? – Perguntei.
– Talvez. – Ele deu de ombros, com um pequeno sorriso.
– Então... – Eu falei fingindo impaciência depois de um longo silencio em que ele apenas me observou.
– Então...? – Ele me copiou.
– Será que é por causa dessa mulher que você disse que eu fui presa? De onde ela me conhece? – Eu perguntei fingindo enorme curiosidade.
– Você é boa. – Ele elogiou e eu franzi o cenho novamente.
– Uh... Obrigado? – Ele sorriu novamente e abriu a pasta me mostrando uma foto minha, que eu sabia perfeitamente bem de onde era. Eu me lembrava dessa foto na sala de estar de Charlie. Droga! – Isso... Como... Mas... Ela... Eu... – Eu rapidamente voltei ao meu ato. – Como ela... Essa sou eu? Eu não me lembro de me vestir assim... Ou estar em um lugar assim... Como essa foto... – Eu divaguei.
– Essa é Isabella Swan. – O oficial disse. – Ela é procurada como testemunha sobre alguns desaparecimentos em Seattle e Port Angeles no estado de Washington. Ela desapareceu à seis meses da casa de seu pai numa pequena reserva em Forks, também em Washington. Ela não entrou em contato com ninguém da família, e nenhum de seus amigos nesse tempo todo. Seu pai é o chefe de policia da cidade e está atrás dela à exatos seis meses. – Ele anunciou. Eu não sei se entro em choque por Charlie estar atrás de mim, ou fico com raiva pela desculpa estúpida que ele deu para a policia.
– Mas ela é igual a mim! – Eu protestei em voz alta, falsamente alarmada. – Como ela pode ser igual a mim? Eu nunca fui à Washington! Sempre morei no Texas com meu pai! Como ela pode ser minha cópia perfeita? Eu nem tenho uma irmã! – Seu sorriso desapareceu para uma carranca durante meu ato, e por suas emoções eu sabia que ele estava acreditando no meu fingimento.
– Você realmente não sabe nada sobre essa garota? – Ele perguntou apontando para a foto. Eu o olhei falsamente indignada.
– Tem uma cópia de mim correndo solta por aí, uma falsa Isadora! Como diabos ela é igual à mim? Eu nem se quer sabia que tinha uma cópia até agora! – Eu coloquei uma expressão chorosa deixando algumas lágrimas caírem. Bingo! Ele acreditou. Ele fechou a pasta e se levantou.
– Eu sinto muito por isso Senhorita. Espero isso seja resolvido. Acho que você pode usar o seu telefonema agora. – Ele disse em uma voz amigável enquanto colocava a mão em meu ombro. Eu assenti ainda fazendo beicinho. – Me acompanhe, por favor, eu vou levá-la para o telefone. – Eu me levantei e o segui para fora da sala. Ele me levou para o telefone onde eu disquei o número de Bobby.
– Alô? – Ele atendeu.
– Papai! – Eu chorei falsamente.
– Bella? – Ele perguntou.
– Papai, você tem que vir me buscar! – Eu chorei falsamente outra vez.
– O que aconteceu? Eu recebi sua mensagem porque você foi presa?
– Eu estou em Columbus, Ohio, eu estava saindo da cidade, para continuar a jornada antes da faculdade, mas o policial me prendeu!
– Por que diabos você foi presa? Alguém viu você no trabalho?
– Papai! Eu não sei por que eles me levaram! Eles acham que eu sou uma tal de Isabella Swan, eles me mostraram a foto dela! Ela é igual a mim! – Eu quase gritei.
– Ah. Porque Isabella Swan é procurada? – Perguntou ele curioso. – Eu achava que você não usava esse nome no trabalho...
– E eu não! Eles disseram que ela está sendo procurada como testemunha sobre alguns desaparecimentos em Washington, eu nunca fui em Washington! Como isso é possível? Como ela é igual à mim? Me explique papai! – Eu fingi exigir.
– Ih, que merda você se meteu em Bella... Você quer que eu vá te buscar?
– Sim! – Eu disse em uma falsa voz exigente.
– Uh, eu estou um pouco longe, mas eu sei que Dean e Sammy estão em Michigan, então eu vou ligar para eles e mandá-lo aí fingindo que são seus irmãos mais velhos ok?
– Sim... – Disse em uma voz falsamente hesitante, então eu gritei. – COMO ASSIM ADOTADA? — O oficial abriu a porta rapidamente me olhando confuso, mas eu o ignorei fingindo chorar. – Como você pode mentir pra mim papai? Quando você planejava me dizer? Você ia esconder o fato de que eu sou adotada para o resto da minha vida? – Eu chorei e Bobby riu.
– Você é boa! – Ele elogiou.
– Mas... Papai... – Eu chorei novamente. – Eu sei... Eu sei... Mas... Tudo bem... Eu sinto muito... Eu também amo você... Não importa se você não é meu pai de sangue, você ainda é o homem que me criou como sua filha e eu amo você ok? Eu vou esperar os meninos aqui... Espera... Eu vou pedir ao oficial o endereço certo. – Eu me virei para o oficial que ainda me observava em uma mistura de pena e entendimento, antes que eu perguntasse o endereço ele me disse e eu repeti para Bobby.
– Ok. Eu vou mandar os meninos para você, eles estarão aí provavelmente em algumas horas. – Bobby garantiu. – Se cuida garota. – Ele disse antes de desligar. Eu desliguei também e me virei para o policial que me levou para onde os outros policiais estavam sentados atrás de várias mesas parecendo entediados como o inferno. O oficial me levou para perto do que mesmo oficial que tinha levado meu carro e me interrogado. Eles me mandaram sentar em uma cadeira ao lado da mesa onde o Sr interrogador estava, e eu obedeci calmamente fingindo pensar muito duro, afinal, todos eles devem ter ouvido meu grito lá de dentro.
Alguns minutos em silencio se passaram, eu podia escutar a musiquinha chata e baixa de alguém jogando galaxy em um computador, mas fora isso, e as respirações dos oficiais tudo estava parado.
– É um belo carro que você tem. – O oficial quebrou o silencio e eu o olhei fingindo saltar como se tivesse esquecido que ele estava ali. Ele riu um pouco e eu dei um riso ‘sem graça’. – Eu sou Santiago. – Ele disse me estendendo a mão. Eu apertei sua mão de volta, fingindo me atrapalhar com as algemas para o qual ele me deu um sorriso de desculpas.
– Isadora. – Eu sorri. – Mas você pode me chamar de Isa. É assim que meus amigos me chamam. – Ele sorriu de volta e eu não pude deixar de me agradar com a vista. Quer dizer, eu não sou santa nem nada, eu sou uma adolescente de frente a um homem bonito de uniforme. Ele é sexy e eu não sou cega. Além do mais, faz um tempo desde que eu saí com algum cara. A ultima vez foi antes de ir para La Push, ou seja, mais de seis meses... Eu devo estar vivendo debaixo de uma pedra ultimamente... Credo... Em fim, o oficial, Santiago, tinha os olhos cor de avelã, cabelos castanhos claros bagunçados, quase como ‘cabelo do sexo’ por baixo do uniforme eu podia perceber os músculos em seus braços e estômago, nada exagerado, mas ainda lá. Seu rosto tinha uma construção firme, e masculina, sua pele um tom levemente bronzeado, combinando perfeitamente com o resto de sua aparência. Ele parecia ter uns vinte e três anos, talvez vinte e quatro, tinha um sorriso fácil, e parecia muito interessado em minha aparência.
– Então... Você parecia muito preocupada com seu carro, você sabe o modelo? – Ele perguntou.
– Sim, é um Eibach Dodge Challenger. Eu simplesmente amei quando o vi. – Eu sorri calorosamente para isso. Injetando orgulho em minha voz.
– É um clássico. E parecia perfeitamente bem. O seu mecânico deve ser realmente bom. – Eu fingi corar.
– Uh, eu realmente não levo a um mecânico... – Comentei.
– Como não? – Ele perguntou franzindo o cenho.
– Meu irmão me ensinou algumas coisas sobre carros alguns anos atrás, e eu gostei, então eu fiz alguns cursos online sobre isso para que eu pudesse cuidar eu mesma do meu carro, além disso meu pai e meus irmãos me deixavam mexer no carro deles... – Eu mordi o lábio me fingindo de tímida e ele riu, claramente impressionado.
– Parabéns então! Ele roda incrivelmente bem! Onde você o comprou? Não é muito disponível ultimamente... – Ele perguntou.
– Eu comprei de um cara alguns meses antes de começar essa viagem. Ele estava com alguns problemas no motor, a bateria tinha morrido e a pintura estava acabada... Ele não tinha esperanças de concertar, então eu comprei e restaurei tudo o que precisava. – Eu dei um sorriso brilhante e orgulhoso desse fato.
– Isso é demais! Você não se parece muito com uma garota que gosta de carros... – Ele disse me analisando. Eu usava shorts jeans azul claro, botas marrom de cawgirl, uma camiseta xadrez em um tom de vinho, e tinha duas tranças em meu cabelo, sem falar na maquiagem no rosto e as unhas cor de vinho.
Eu sorri para ele enquanto respondia.
– Não há nem um ponto em não cuidar da aparência só porque gosto de carros... Eu gosto das duas coisas. – Ele riu para isso, claramente flertando.
– Isso é bom... – Ele disse em seguida ficou em silencio por alguns instantes como se em duvida sobre algo. – Eu realmente sinto muito sobre isso tudo... – Eu o olhei fingindo confusão, ele realmente corou. – Nós todos ouvimos seu grito enquanto você estava falando com seu pai... É uma pena que você teve que descobrir algo assim pelo telefone, ainda mais depois de ser presa... – Eu sorri fingindo pesar para ele.
– Tudo bem... Eu acho... Bem... Acho que isso foi bom... Se eu não tivesse sido presa eu não saberia disso agora... Provavelmente nunca saberia... E eu me sinto... Bem... Sobre isso. Quer dizer, meu pai não é menos meu pai só porque me adotou. Pelo contrário. Eu o amo mais ainda agora que sei que ele me criou sem ter nenhuma obrigação para isso. – Eu dei um sorriso ‘feliz’ para ele que retribuiu calorosamente.
– Então... Você vai fazer faculdade para quê? – Ele perguntou.
– Eu vou fazer Engenharia Mecânica. Eu Realmente gosto desse assunto. E eu tenho a vantagem de já ter algum conhecimento dos cursos que fiz online... Não posso pensar em alguma outra coisa para fazer... – Eu dei de ombros. – Eu até tentaria ser policial, mas eu não gosto muito de armas... E para isso eu teria que trabalhar diretamente com elas então... – Ele me olhou curioso.
– Porque você não gosta de armas? Quer dize... Há uma razão específica? – Ele perguntou.
– Mais ou menos, na verdade, quando eu era pequena, houve uma comoção na fazenda da minha casa no meio da noite, e meu pai pegou a espingarda para ver o que era... Nós ouvimos um tiro, e todos corremos para ver o que era... Quando eu cheguei lá eu encontrei meu pai com a arma nas mãos e meu gato de estimação com um buraco de bala na cabeça... Eu tinha esse gato desde que podia me lembrar... Perdê-lo assim me deu uma aversão infantil a armas... – Eu fingi rir sem graça. – Eu não falei com meu pai por um mês depois disso. – Ele riu um pouco também, para a ‘história’ e disse.
– Eu sinto muito pelo seu gato. – Eu sorri para ele.
– Não importa. Isso já faz tempo... Em fim... Será que você podia me levar para algum banheiro? – Eu perguntei fingindo corar levemente.
Ele sorriu, suas emoções eram ‘boas’ ele não planejava me atacar ou algo assim, apesar de sentir luxúria. Eu apreciei isso, mas isso não quer dizer que eu não quero que ele me ‘ataque’. Eu só precisava mostrar que estava interessada e ele terminaria o serviço.
Ele me levou ao banheiro e me deixou entrar esperando educadamente do lado de fora e eu sorri maliciosamente para meu reflexo no espelho do banheiro antes de me sentar em cima da pia esperando-o.
Alguns minutos se passaram antes que ele bateu na porta me chamando. Eu não respondi. Ele chamou, mas algumas vezes antes que decidiu entrar.
Eu sorri ao vê-lo ali e ele me olhou confuso.
– Você já terminou? – Perguntou educadamente.
– Na verdade... Eu não queria realmente usar o banheiro... – Eu disse mordendo o lábio com um pequeno sorriso. – Você demorou. – Eu sorri novamente. Ele me olhou nervosamente e perguntou.
– Do que você está falando?
– Eu posso não parecer oficial, mas eu sei o que eu quero, e eu sei quando estou interessada em um cara. É claro a situação atual não é muito boa, mas eu seria estúpida em não notá-lo. – Ele pareceu entre envergonhado e presunçoso, me fazendo rir baixinho. Eu desci da pia e caminhei para ele com um sorriso antecipatório no rosto e ele me observou entre a hesitação e a luxúria.
Assim que eu estava quase colada à ele eu sussurrei.
– Além disso... Eu tenho um fraco por homens de uniforme... Principalmente policiais tão bonitos quanto você... – Eu ri em seguida. – Confuso não? Eu não gosto de armas, mas gosto dos policiais... – Ele sorriu para isso e eu dei um ultimo passo fechando o espaço entre nós e perguntei enquanto nossos lábios estavam bem próximos. – Você está interessado em mim oficial? – Minha voz era apenas um sussurro, e eu podia senti-lo se arrepiar. Ele me olhou em duvida e eu sorri o incentivando.
Um segundo depois ele bateu seus lábios nos meus e eu retribuí com a mesma urgência. Ele me empurrou contra a porta do banheiro usando a mão livre para fechá-la e em seguida me puxou fazendo-me colocar as pernas ao redor de seus quadris. Eu ri me divertindo entre seus beijos e ergui os braços, ainda com as algemas, passando-os ao redor de seu pescoço enquanto ele me levava de volta para a pia de mármore...
É... Talvez ser presa não foi algo realmente ruim...
Fim do Capitulo.
Carro Da Bella:
Notas finais
E aí o que acharam do carro? Estilo Velozes e Furiosos!
Outra coisa, o Shipper BellaXPaul não é fixo! Pode mudar sim! Vocês devem estar se perguntando "Mas e o Imprinting?" Paul Vai morrer? Ou será que é a Bella? Sinceramente eu não sei, ainda não cheguei ao fim da fic, portanto tudo é possível (inclusive ressurreissão, afinal, se Dean que é humano [Sério Mesmo? Tem Certeza?] pode porque não a nossa Nefilin?) Em fim, tudo isso é especulação desde que eu ainda não escrevi, mas é certeza de que o shipper pode mudar, dependendo do que vier no decorrer da fic.
Sobre o Imprinting, bem com todo o mundo sobrenatural, Anjos, Demônios, Djins, deuses pagãos, Vampiros, Lobisomens, Bruxas, Amazonas, Leviatãs e muito mais, deve haver um modo de quebrar um imprinting! ainda mais para um anjo, ou meio, como Bella.
Afinal nem tudo é definitivo, tudo tem um à Favor e um Contra. E outra, será que existe mesmo um deus que transforma os meninos de La Push? Quer dizer, no cannon eles mencionam que o primeiro transformo de lá (Taha Aki, Emphraim Black... Não lembro agora, se alguém aí lembra me digam nos reviews please) rezava aos espíritos, e eles responderam, então... E se não fossem espíritos? Se foi um deus pagão? Ele é quem escolhe os imprintings certo? Em fim, não garanto nada sobre os casais, e sobre o imprinting, como eu disse é especulação, mas é possivel.
Na verdade eu realmente estou favorável que ela fique com algum outro além de Paul depois dos últimos capitulos... então, aqui são as opções:
BellaXCastiel
BellaXSamW
BellaXDeanW
BellaXLúcifer
BellaXPaul
Ainda não tá escrito então... *CarinhaDeMaléfica* Tudo é possível! (Quantas vezes já disse isso? lol o/ õ õ/ *o* *-* ¬¬' )
Vlw aí, e até a próxima Hunters e Twiligters, espero que tenham gostado desse capítulo, e comentem! Se quiserem recomendar não reclamo! (Hehehe 66') Spoiler! Spoiler! Próximo capítulo: POV Charlie eeeeeeeee.... Adivinha? Adivinha? Muhaahahahaha! Contagem regressiva (Só pra fazer suspense)
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TÃDÃDÃDÃ! Sammy e Dean Winchester! AHHHHHHHHHHHHHHHHH! Uhu! #JogaAMãozinhaProAlto&Rebola# Quem aí além de mim tá ansiosa?
kkk' comentem muuuuuito pra eu postar logo ok? Ou eu faço birra e demoro um bucaaadooo! Muhahahahahaha! #SouMaléfica! #&Chantagista!
Beijos aí pessoal & Até mais!
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