Notas iniciais
Sinto muito mesmo pela demora! Eu não queria demorar tanto, mas eu perdi os capitulos originais que eu tinha feito pra essa e outras fics, e eu fiquei desanimada para escrever mais, então vieram as provas finais e eu fiquei atolada! Para compensar eu fiz um capítulo enoooorme, o maior da fic, e postei todinho sem divisão nem nada, para vocês apreciarem!
E aí estou perdoada?
Espero que gostem!

Charlie Swan POV:

- Eles encontraram ela! – Eu gritei entrando em casa. Todos os rapazes imediatamente se animaram se levantando e correndo para mim. Eles começaram a falar todos ao mesmo tempo fazendo perguntas, mas eu não podia entender nenhum deles portanto gritei. – SILENCIO! – Todos eles se calaram. – Um de cada vez. – Completei.

- Onde ela está? – Paul foi o mais rápido a falar, parecendo frenético. Com toda razão.

- Eles a pararam saindo de Columbus, Ohio, algumas horas atrás. Ela estava dirigindo um Eibach Dodge Challenger preto, por isso foi tão difícil encontrá-la desde que achávamos que ela ainda estava com o Audi. O Policial a levou em custódia com a desculpa que eu dei, e ela ainda está lá. Eles me mandaram as imagens das câmeras de segurança vejam. – Eu falei erguendo as fotos. A primeira era de uma chorosa Bella vestida como uma vaqueira sendo escoltada por dois policiais para dentro da delegacia. A segunda era dela sentada na sala de interrogatório. A terceira era dela num telefone, parecendo furiosa. A quarta era dela sentada na sala de escritório ao lado de um dos policiais que a escoltou, ele sorria calorosamente para ela que retribuía um pouco tímida. E a ultima era dos dois caminhando por um corredor juntos.

- É ela! – Jake exclamou feliz. Eu sorri assentindo. Faziam seis meses que minha menina tinha ido embora. Eu não tinha percebido até que Jacob me ligou em desespero contando sobre a tal carta que ela deixou para Billy. Quando não encontrei suas coisas em seu quarto eu entrei em pânico. Quebrou meu coração ler a carta que ela deixou, percebendo a dor que tínhamos causado à ela. Billy recusava-se a falar comigo ou com qualquer um dos lobos, somente o necessário. Ele era agora para nós, o chefe do conselho, o chefe da tribo, não um amigo, apenas um conhecido. Ele tinha razão em nos odiar. Eu me odiava. Eu nem mesmo tinha percebido o que estávamos fazendo com ela. Eu me sentia confuso, descobrir que minha filha era metade anjo, que matava pessoas, mesmo que monstros, junto com o choque de vê-la agir matando o demônio preso no corpo daquela garotinha... Eu estava tentando conciliar a imagem que eu tinha dela na minha mente e a que eu tinha acabado de conhecer. Os outros pensavam da mesma forma.

Nós todos admitimos termos ficado assustados com ela no inicio, então veio o medo pelo que sua revelação queria dizer. Se ela dizia a verdade, quer dizer que haviam muito mais monstros a solta por aí, muito mais perigo. Todos nós tentávamos conciliar isso quando ela saiu. Billy gritou inúmeras vezes conosco sobre isso no começo, descobrir que ela podia sentir o que nós sentíamos foi um golpe terrível. Eu só podia imaginar como ela se sentia. Nós todos agimos errado. Principalmente eu. Ela era minha filha! Eu deveria amá-la incondicionalmente! Por minha culpa eu a tinha perdido! Ler na carta que ela considerava Billy seu pai... Foi terrível. Eu me senti como se estivesse morrendo. A cada palavra lida eu me sentia morrendo um pouco mais. Perceber a dor e sofrimento que causamos a ela com nossa estupidez... Nós deveríamos ter chamado-a. Conversado com ela. Tirado as dúvidas sobre nossos medos. Perguntado mais sobre ela... Mas nós agimos impulsivamente. Nenhum de nós pensou que ela podia embora. Todos achamos que com o imprinting de Paul nela, ela estaria aqui para sempre. Que ela não seria capaz de nos deixar. E era isso o que nos fazia doer mais. Porque mesmo com o imprinting ela foi embora e não voltou Pensávamos que ela era algo garantido. Ninguém pensou que ela estava sofrendo com o nosso comportamento. Ninguém mesmo percebeu que estávamos tratando-a diferente, estávamos preocupados de mais com nossos próprios medos, nossas próprias dúvidas, egoístas de mais para ver a merda que tínhamos cometido.

Toda a realidade nos bateu ao ler a carta. Ao descobrir que nós a fizemos chamar o lugar que deveria ser sua casa de inferno, ao perceber que ela se sentia um monstro por nosso comportamento. Quer dizer, os lobos matavam vampiros! Eu já tinha mesmo atirado em um bandido e o matado! Ela fazia isso para proteger as pessoas e todos nós a julgamos! Assustados e idiotas de mais para qualquer coisa.

Paul entrou em uma terrível depressão depois que ela saiu. Ele tentou seguí-la, mas seu aroma desapareceu muito rapidamente com uma tempestade na noite em que ela saiu. Eu ainda desconfiava que ela tivesse feito a tempestade cair de propósito, para não termos uma trilha para seguir. Foi aí que Sue veio com a idéia de procurarmos ela com meus recursos de ser um policial. Muitas vezes ela foi avistada em alguma cidade, mas sempre escapava. Os policiais mostravam sua foto em lugares onde ela foi avistada e todos nós estávamos indignados ao perceber que ela tinha estadia em motéis baratos a beira de estrada, bares acabados para caminhoneiros... Nas cidades que ela parava, ela sempre ficava nos motéis de baixa qualidade e comia em lanchonetes pequenas... Mas isso era tudo que tínhamos. Pessoas que diziam tê-la visto nesses lugares decadentes. Nunca tínhamos encontrado-a em pessoa antes. Eu gostaria de beijar os pés do policial que a parou em Ohio. Agora nós poderíamos encontrá-la e pedir perdão pelo que fizemos com ela.

Fui tirado dos meus pensamentos quando meu telefone tocou.

- Chefe Swan. – Eu respondi em uma voz profissional.

- Olá chefe, aqui é o oficial Rodges Bordon, eu liguei para avisar que infelizmente a garota que pegamos não é a sua menina. Nós a interrogamos e aparentemente ela nunca esteve em Washington. Seu nome é Isadora Abigail Brandon, ela viveu toda a sua vida no Texas e está em uma viagem antes da faculdade. Temos mesmo a sua carta de aceitação em Yale como prova. Ela tem carteira de motorista com esse nome. Nós falamos com seu pai também, ele é um fazendeiro no Texas, e descobrimos que ela foi adotada quando era bebê. Parece que sua ex-mulher tem muito a que responder chefe. Mas em fim, se você quiser o vídeo do interrogatório eu mandei para você a partir do computador da estação. – Eu estava paralisado no lugar. Como assim?

- Espera o que? Isadora? Adotada? Texas? Minha filha não tem uma irmã gêmea! – Eu gritei.

- Calma lá chefe. Sei que é difícil acreditar, mas ela parece ser uma boa moça. Se deu muito bem com um dos nossos deputados, ouvimos ela conversando com seu pai quando ele a contou sobre adoção e deixe-me te dizer eu queria que minha filha fosse como ela. Ela ficou chocada no inicio, mas aceitou e disse ao velho que não importava o sangue, que ela o considerava um pai da mesma forma. Ela nem mesmo se irritou quando a deixamos com o deputado que a prendeu e interrogou. Na verdade eles pareceram bem amigáveis quando seus irmãos vieram buscá-la. – Eu estava ainda mais em choque. Puta merda! Irmãos? Isso não podia ser verdade não é? Eu não podia ter uma filha perdida por aí ou algo assim? Se for verdade Renné tem muito o que explicar!

- Como assim irmãos? Você a deixou sair assim? – Eu perguntei irritado.

- Seus irmãos adotivos, Alex e Hector Brandon, eles a pegaram aqui tem quase meia hora. Eu não iria deixar a garota presa aqui visto que ela obviamente não fez nada de errado. Agora se não se importa chefe, eu tenho que trabalhar. Tenha um bom dia. – O infeliz desligou o telefone na minha cara. Eu estava fumegando. Que porra foi essa?

- O que... O que diabos foi isso? Bella tem uma irmã gêmea? Que mora no Texas e tem dois irmãos? Vai pra Yale e tudo mais? – Jared perguntou confuso.

- Eu não sei filho, mas eu vou descobrir! Ah se vou! – Eu rosnei. – Vamos ver olhar o vídeo do interrogatório. Eu tenho acesso ao programa da delegacia daqui mesmo. – Falei caminhando para o computador e ligando. Eu não podia acreditar nessa merda. Como tudo isso era possível? Será mesmo que essa tal de Isadora é irmã de Bella? Será que Renné mentiu para mim todo esse tempo? Será que eu tive duas filhas esse tempo todo e nunca estive ciente? E se isso fosse verdade, onde estava Isabella? Porque se essa história for real há uma chance que Isadora foi quem as pessoas avistaram nos bares e motéis, e Isabella estava desaparecida... Merda! Isso era tão confuso!

Eu abri o programa da delegacia e digitei a senha procurando o vídeo que o xerife de Ohio mandou e rapidamente o abri, com todos ao meu redor olhos fixos na tela.

O vídeo se iniciou mostrando uma imagem da minha filha Isabella ou Isadora, as duas eram idênticas. Exceto que Isabella se vestia sempre de preto e roupas longas enquanto essa garota parecia uma típica vaqueira do Texas... Seria possível?

- É ela! – Paul falou. – Tem que ser ela! – Sua voz tinha uma borda para o pânico com essas palavras.

Ela estava sentada no centro da sala de interrogatório, com as mãos em cima da mesa algemas brilhando em seus pulsos. Ela parecia assustada, tinha os olhos vermelhos indicando que tinha chorado, olhando ao redor da sala como se esperasse que algo a atacasse.

Depois de quase trinta minutos assim, um policial, que parecia ter 23, ou 24 anos entrou na sala com um sorriso caloroso e uma pasta nas mãos. Era o mesmo policial que tinha escoltado-a, o mesmo que aparecia nas fotos. Ela o olhou hesitante mordendo os lábios antes de sorrir timidamente para ele.

O Policial se sentou em frente à ela, colocando a pasta em cima da mesa e ficou em silêncio. Ela parecia desconfortável com o silencio. Olhando para todo lugar, então para ele, a pasta, em seguida repetindo o padrão. Como se não conseguisse ficar parada por muito tempo. Isso durou alguns minutos antes que o policial falou.

- Isabella Swan. – Ela o olhou por um segundo antes de franzir a testa em confusão.

- Você viu isso? – Leah sussurrou para algum dos outros.

- Sim. – Seth respondeu, mas eu os ignorei escutando o vídeo, perguntaria depois.

- Isabella... Swan? – Ela perguntou hesitando, dizendo o nome lentamente como se não quisesse errar. Sua voz tinha uma borda de sotaque Texano para ele. Será possível? – Quem é ela? É por isso que eu fui presa? Ela deu alguma queixa sobre mim ou algo assim? Será que ela era dona da festa em Dayton? Ela... – Ela começou a divagar, parecendo nem respirar entre as frases. O oficial a interrompeu.

- Você a conhece? – Ela franziu o cenho e negou lentamente com a cabeça como se não entendesse onde a conversa estava indo.

- Eu... Deveria? – Ela perguntou confusa, inclinando a cabeça ligeiramente para o lado e o encarando com uma ruga na testa.

- Talvez. – O oficial deu de ombros com um pequeno sorriso para ela, em seguida os dois ficaram em silencio por um tempo até que ela falou.

- Então... – Impaciência cobria seu tom de voz.

- Então...? – O Oficial a repetiu analisando sua reação.

- Será que é por causa dessa mulher que você disse que eu fui presa? De onde ela me conhece? – Ela perguntou o olhando com seus olhos marrons amplos com curiosidade.

- Você é boa. – O Oficial disse e ela franziu o cenho assim como eu e alguns dos meninos. Paul apenas rosnou para isso.

- Uh... Obrigado? – Ela disse parecendo incerta do que mais dizer. O oficial sorriu e abriu a pasta em frente a ela onde era possível ver uma cópia da foto que eu tinha dado aos policiais como base para procurá-la. Ela encarou a foto por um segundo, franziu o cenho e arregalou os olhos antes de gaguejar. – Isso... Como... Mas... Ela... Eu...

- Você viu novamente? – Leah perguntou.

- Sim. – Dessa vez Seth, Quil, Embry e Sam responderam. O que diabos?

– Como ela... Essa sou eu? Eu não me lembro de me vestir assim... Ou estar em um lugar assim... Como essa foto... – Voltei minha atenção ao vídeo quando ela recomeçou a falar.

- Essa é Isabella Swan. – O oficial disse a ela observando de perto sua reação. – Ela é procurada como testemunha sobre alguns desaparecimentos em Seattle e Port Angeles no estado de Washington. Ela desapareceu à seis meses da casa de seu pai numa pequena reserva em Forks, também em Washington. Ela não entrou em contato com ninguém da família, e nenhum de seus amigos nesse tempo todo. Seu pai é o chefe de policia da cidade e está atrás dela à exatos seis meses. – Todos nós nos inclinamos para a tela um pouco esperando sua reação. Ela o olhou como se questionasse a sanidade do oficial por um segundo antes de protestar em voz alta e alarmada.

- Mas ela é igual a mim! Como ela pode ser igual a mim? Eu nunca fui à Washington! Sempre morei no Texas com meu pai! Como ela pode ser minha cópia perfeita? Eu nem tenho uma irmã! – O sorriso do oficial desapareceu dando lugar a uma carranca duvidosa.

- Você realmente não sabe nada sobre essa garota? – Ele perguntou olhando par a foto.

-Ele está acreditando! Que idiota! Ele não pode acreditar! – Leah gritou, nos fazendo saltar e a olhar confusos, mas ela estava olhando fixamente para a tela.

- Tem uma cópia de mim correndo solta por aí, uma falsa Isadora! Como diabos ela é igual à mim? Eu nem se quer sabia que tinha uma cópia até agora! –Ela quase gritou indignada antes de recomeçar a chorar. O Oficial a olhou por alguns segundos antes de suspirar se levantando e fechando a pasta.

- Eu sinto muito por isso Senhorita. Espero isso seja resolvido. Acho que você pode usar o seu telefonema agora. – Sua voz era amigável com uma borda de culpa e pena para ela. Ele segurou seu ombro por um instante enquanto ela assentia fungando ao tentar parar o choro com um bico quase infantil no rosto. – Me acompanhe, por favor, eu vou levá-la para o telefone. – Ela se levantou o seguindo ainda fungando. Eu pensei tela visto olhar para a câmera por um segundo, mas eu pisquei e ela estava fora da sala com o oficial.

- AHÁ! Vocês viram! Viram isso! Ela está fingindo! Essa história é falsa! Isadora Pff! – Leah gritou apontando para a tela. Todos os lobos tinham expressões pensativas e confusas. Sue parecia aflita, Kim parecia irritada e Emily parecia esperançosa.

- Do que você está falando Leah? – Eu perguntei quando ninguém mais o fez.

- Quando o policial disse o nome Isabella Swan, ela o olhou surpresa por um milésimo de segundo, parecia reconhecer o nome, antes que ela pareceu confusa. Somente alguém com visão sobrenatural teria percebido. Quando ele mostrou a foto ela pareceu com raiva antes que colocasse uma mascara novamente, um humano também não teria visto isso. E agora, no final da gravação ela olhou para a câmera. Por um tempo muito curto, sem a máscara. Mas é impossível não reconhecer o olhar frio o vazio que ela deu. É Isabella Swan! Não tem duvidas! Essa história de irmã gêmea perdida ou qualquer merda assim é só para se livrar da polícia. – Leah disse confiante. Eu a olhei em dúvida, não sabia em que acreditar.

- Se isso for verdade, ela merece um Oscar por atuação. – Sue falou. – Eu não vi nenhuma falha em seu ato. – Ela franziu o cenho. Eu suspirei frustrado.

- Se o que Leah viu é verdade então a perdemos novamente. E agora ela sabe que estamos atrás dela, é possível que mude de carro, de aparência... Ela vai ficar mais alerta, e é capaz de realmente nunca a encontrarmos novamente. – Eu disse. Todos eles pareciam desanimados com essa perspectiva.

Me virei de volta para a tela e abri o próximo vídeo.

Era da sala do escritório. Iniciou com um oficial a levando para a mesa do policial que a interrogou. Eu não podia entender o que eles diziam, porque a câmera estava longe de mais. Suas vozes eram meros sussurros.

- Vocês entendem a conversa? – Perguntei aos lobos. Eles assentiram. – Do que eles estão falando? – Perguntei. Vi o oficial dizer algo para ela a fazendo saltar em seu assento e olhar ao redor confusa antes de olhar para o oficial em reconhecimento. O oficial pareceu rir e ela o acompanhou parecendo sem graça.

- Ele elogiou o carro dela. – Jake respondeu com uma carranca. O oficial estendeu a mão para ela e ela aceitou atrapalhando-se um pouco com as algemas. Ele percebeu isso e lhe deu um sorriso de desculpas.

– E Se apresentou. Seu nome é Santiago. – Quil disse. Vi ela sorrir falando alguma coisa de volta. Paul soltou um baixo rosnado ganhando um olhar de advertência de Sam que falou.

- Ela se apresentou como Isadora, disse que ele pode a chamar de Isa, que é assim que seus amigos a chamam. – Leah riu com isso e eu a olhei franzindo a testa.

- Eles estão flertando. – Paul e eu fizemos uma careta em uníssono e nos voltamos emburrados para o vídeo. O oficial sorria para ela enquanto ela parecia analisá-lo da cabeça aos pés. — E agora está secando-o... Não a culpo... Eu também faria... – Leah assobiou olhando para a tela com um sorriso malicioso e eu fiz outra careta.

- O que eles disseram? – Eu perguntei ao ver o oficial dizer algo, e ela o responder com um sorriso enorme e caloroso.

- Ele disse que ela parecia muito preocupada com o carro dela e perguntou o modelo. Ela respondeu e disse que amou o carro assim que o viu. – Jake disse emburrado.

- E agora? – Perguntei com um grunhido ao vê-lo dizer algo a ela a fazendo corar.

- Ele disse que o carro é um clássico, elogiou o carro e disse que o mecânico deve ser realmente bom. – Paul cuspiu por entre os dentes olhos fixos na tela. – E ela acaba de responder que não leva o carro para o mecânico. – Ele rosnou. Vi o oficial franzir o cenho confuso, obviamente perguntando o que ela queria dizer.

Embry de repente soltou um assobio.

- Quente! – Ele falou com um sorriso perverso recebendo um tapa de Sam. – Ai cara! Foi só um comentário!

- Ele perguntou o que ela queria dizer com ‘não levar o carro para o mecânico’ e ela respondeu que o irmão dela a ensinou sobre carros, e que fez cursos online para cuidar do próprio carro. – Sam respondeu minha pergunta antes que eu a fizesse. Paul parecia querer entrar no vídeo e estrangular o oficial, Leah e Embry sorriam maliciosos, Jake parecia emburrado, Quil e Seth estavam concentrados na tela, assim como Kim e Emily.

A menina na tela olhou par ao oficial timidamente e ele riu para ela parecendo impressionado. E era obvio de longe que eles estavam interessados um no outro. Maldição!

- O que ele disse? – Kim perguntou ansiosamente. Eu quase tinha esquecido que não era o único que não podia escutar.

- Ele a parabenizou, disse que o carro roda incrivelmente bem, perguntou onde ela o comprou e disse que não é um carro muito disponível ultimamente. – Jared respondeu prontamente enquanto Paul parecia um cão raivoso arreganhando os dentes para a tela com uma expressão de fúria.

- O que ela respondeu? Pode ser uma informação importante! Uma pista para achá-la! – Eu disse ansioso.

- Ela disse que comprou alguns meses antes da viagem, que estava praticamente invalido e que o dono vendeu sem esperanças para o carro e que ela mesmo restaurou o carro. – Jake disse enquanto olhávamos com saudade ela dar um sorriso brilhante e orgulhoso para o oficial.

Paul rosnou outra vez, e eu nem precisava ouvir o que eles diziam para ver o motivo. O oficial estava olhando-a como se ela fosse um pedaço de carne! Ugh! Se ele não estivesse tão longe...!

Ela sorriu para ele na tela.

- Agora sim! Eles estão flertando bonito heim? Aposto como aquela foto deles andando num corredor é eles indo para um lugar mais reservado... – Leah comentou, Paul rosnou para ela que riu diabolicamente.

- Leah! – Sue repreendeu enquanto Leah apenas deu de ombros em resposta.

- Eles estão flertando! – Paul rosnou olhando com raiva para a tela. O rapaz riu de algo que ela disse antes de ficar sério parecendo hesitante, antes de voltar a falar.

- O que eles estão dizendo? – Emily perguntou.

- Ele está pedindo desculpas a ela sobre descobrir que é ‘adotada’ do jeito que descobriu. –Sam respondeu. – E ela disse que não há problemas, que ama o ‘pai’ ainda mais porque ele cuidou dela sem ter obrigação. — Disse Sam franzindo a testa para a tela onde minha filha sorria para o oficial que retribuía calorosamente. – Ela realmente é uma ótima atriz. – Comentou um segundo depois, fazendo os outros lobos assentirem. – Eu quase não percebi.

- O que eles estão falando? – Kim perguntou impaciente.

- Ele perguntou qual curso ela quer fazer na faculdade e ela respondeu que vai fazer Engenharia mecânica. – Jared falou. Leah começou a rir do nada junto com Embry fazendo os humanos na sala a olharem confusos, e os lobos com expressões de repreensão.

- O que foi? – Perguntei.

- Ela disse que poderia tentar ser policial, mas não gosta muito de armas. Até inventou uma história maluca para a sua suposta fobia. – Leah riu irônicamente.

- Ela é de mais. Tava tudo na ponta da língua, ela nem parou muito tempo para pensar no que responder. Quando ela voltar ela vai ter que me ensinar isso! – Embry riu animado.

Paul e Jake bufaram irritados e nos voltamos para a tela onde o oficial e Bella se levantavam e caminhavam para um corredor, o mesmo que a foto foi tirada, Leah e Embry riram novamente enquanto Paul e Jake fuzilavam os dois.

- O que eu perdi? – Emily perguntou.

- Ela deu a desculpa do banheiro para ficar sozinha com o cara. Vocês não viram o sorriso safado na cara dela quando ele virou as costas? Ela tava olhando para a bunda dele! – Emby disse.

- Eu não a culpo, ele é realmente um gato... – Leah falou assobiando. Paul bufou tremendo ligeiramente e saiu de casa pisando duro.

- Eu vou atrás dele. – Sam e Jared disseram ao mesmo tempo e saíram seguindo o companheiro lobo.

- Acho melhor nós irmos. Nos avise se tiver mais notícias ok Charlie? – Emily disse gentilmente para mim que balancei a cabeça desanimado. Ela tinha escapado novamente! E eu tinha certeza que dessa vez seria quase impossível acha-la.

- Nós também vamos, Charlie. – Jake falou. – Temos que fazer patrulha caso a ruiva tente ultrapassar a fronteira outra vez. – Assenti desejando boa sorte a eles e franzindo a testa ao ouvir sobre a sanguessuga ruiva. Ninguém sabia o que ela queria, ela insistia em entrar na reserva, mas os meninos só conseguiam espantá-la, nunca captura-la. Balancei a cabeça outra vez, espero que ela não cause muitos problemas. Olhei para a imagem de Bella no computador e suspirei. Já temos o bastante.

Bella POV:

­- Então Isa, como você se meteu nessa roubada? – Sammy perguntou levemente preocupado assim que estávamos a uma distância segura da delegacia. Meu carro estava anexado ao Impala na parte de trás desde que eu não queria dirigir separada deles.

- É como é que a pequena e boazinha Isabella Swan é procurada pela polícia? – Dean ironizou para mim que rolei os olhos. – Eu nem sabia que você estava na estrada. Pensei que você ainda tivesse naquele lugarzinho sem sal. – comentou.

- Saí de lá há alguns meses. Caí na estrada fazendo caçadas independentes. – Respondi. – E parece que Charlie emitiu uma procura para a filhinha querida assim que eu sumi. Segundo a policia de Ohio, Isabella Swan é procurada sobre vários desaparecimentos em Seattle e Port Angeles, não sei se é sobre suspeita ou testemunha, mas acho que testemunha, pelo modo que me interrogaram. – Dei de ombros pegando uma garrafa de soda de dentro da minha mochila e abrindo. Estava com uma sede dos diabos. – Será que vocês podem parar aqui um pouco? Acho que já está longe o suficiente. – Pedi para Dean antes que eles pudessem perguntar algo sobre mim. Tomando um longo gole da soda antes de encaixar a lata no banco do carro e sorrir aos dois.

- Claro, Gata. – Dean sorriu maliciosamente e eu rolei os olhos xingando-o.

- Pervertido.

- Irritadinha... Eu gosto disso, essas sempre tem mais fogo! – Ele falou me olhando pelo espelho retrovisor e piscando com malicia. Rolei os olhos novamente. Dean sempre seria Dean. Ele estacionou o Impala à beira da estrada e eu desci caminhando para meu carro.

- Não são as quietinhas que sempre tem mais fogo? – Zombei olhando Dean sair do impala por cima do ombro.

Ele dá de ombros.

- Elas também. Ainda bem que você é os dois huh? – Balançou as sobrancelhas maliciosamente para mim checando minha bunda e eu rolei os olhos.

- Você não tem cura!

- Graças a Deus! – Ele exclamou e Sammy balançou a cabeça exasperado para nós, fazendo-nos lançar-lhe idênticos sorrisos irônicos, que só o fez rolar os olhos.

- O que você vai fazer? – Sammy perguntou pra mim com as sobrancelhas arqueadas.

- Você já vai ver. – Falei sorrindo. Me abaixei ao lado da roda traseira do carro e procurei com a ponta das unhas uma ponta sobre a pintura. Rapidamente a achei e puxei com força fazendo a tinta, que na verdade era um tipo de tinta adesiva muito realista que eu usava e comecei o processo de retirar todas os adesivos pretos, exceto para as duas listras no teto que passava no meio do carro.

Dean assobiou me vendo fazer isso.

- Isso é legal! – Exclamou. – Mas eu não faria isso com o meu bebê! – Disse olhando com amor para o Impala. Rolei os olhos enquanto Sammy o ignorava e seu amor pelo carro.

- Porque você está tirando isso? – Perguntou Sammy franzindo a testa.

- Porque Charlie provavelmente já teve acesso aos vídeos e qualquer outra informação sobre Isadora Abigail Brandon, incluindo carro e aparência, ele também não vai cair na história que eu criei por muito tempo, ou seja, Isadora Brandon não pode estar ao seu alcance, da mesma forma que Isabella Swan não está.

- Você sabe, falar de si mesma na terceira pessoa é um pouco estranho... – Sammy comentou com um breve sorriso tímido que fez meu estômago enrolar de um jeito quente e estranho, balancei a cabeça resolvendo ignorar isso, provavelmente tinha comido algo que não me fez bem... Essas comidas de estrada eram terríveis!

- Porque você está fugindo do seu pai? – Dean estreitou os olhos.

- Digamos que ele não levou bem saber que sua filhinha não era tão inocente quanto ele pensava. – Respondi abrindo o porta-malas do Challenger e retirando algumas ferramentas antes de voltar para as rodas do carro trocando os discos prateados por alguns pretos.

- Você contou pra ele? – Sammy perguntou chocado.

- Não é como se eu tive escolha, tinha um vampiro irritante no meu pé que me seguiu até Forks e eu tive que mata-lo, infelizmente alguns Transformos da área me viram e por acaso eles conheciam Charlie, que conhecia seu segredo, e de repente não havia mais segredo porque os idiotas contaram para ele e mais alguns outros e eu tive que abrir o jogo sobre tudo. Ou quase tudo... – Dei de ombros.

-Transformos? No plural? De quantos estamos falando? – Dean perguntou desconfiado.

- Hum... Há Sam, Jared, Paul, Jake, Quil, Embry, Leah e Seth... Acho que é só isso... – Dei de ombros terminando a ultima roda e guardando as ferramentas. Retirei duas placas de carros falsas do Kansas, assim como o Impala, e troquei as atuais com as falsas terminando a transformação do carro.

- Só isso? São oito Transformos! – Dean quase gritou.

- Quantas pessoas sabem o que eles são? Você disse para eles o que você é? – Sammy perguntou curioso e preocupado, quase fazendo-me sorrir para isso.

- Bem, além de si mesmos tem o conselho da reserva, que é Billy, Sue e Quil Sr, então tem os Imprintings dos meninos, Kim, Emily e Claire, se não me engano. E Charlie. Esses são os únicos que eu sei. E eles sabem que eu não sou humana, mas eu não contei minha história, tudo que eles sabem é que eu sou uma caçadora e que eu sou parte pássaro. – Falei zombando, abrindo a porta do carro e puxando uma outra mochila abrindo-a eu me afastei desabotoando a camiseta xadrez e retirando-a, não sei o que me fazia ficar tão confortável em torno dos dois. Talvez porque Dean já tenha me visto nua várias vezes, e Sammy, bem, eu já tinha trocado de roupa em sua frente algumas vezes numa caçada conjunta ou algo assim, talvez fosse ousadia, ou comodismo, não é como se os dois nunca tivessem visto mulheres nuas antes, não havia nada de novo. Além disso eu precisava mudar minha aparência em um lugar onde ninguém pudesse me ver, ou seria apenas deixar mais rastros para Charlie. No meio dessa estrada deserta parecia o local perfeito, melhor do que ir em algum posto ou lanchonete onde eu poderia ser reconhecida, caso perguntassem. Foda-se Charlie! Porque diabos ele tinha que me colocar no banco de dados de procurados da polícia? Ele é estúpido? Não... Talvez ele tivesse tentando me enquadrar, me jogar atrás das grades. Tenho certeza de que pegaria pelo menos 50 anos de cadeia se os tiras encontrassem todos os armamentos e material ‘satânico’ no carro. Foda-se! Eu devia tê-lo matado quando tive a chance!

Joguei a camisa dentro da mochila ficando apenas de sutiã preto simples e puxei uma camiseta preta confortável e a vesti antes de puxar um corpete preto que tinha tiras que sibiam ao lado dos meus seios passando ao redor do meu pescoço deixando correias para coldres de armas.

Dean assobiou ligeiramente antes de falar.

- O que aconteceu de verdade para você sair? – Dean perguntou não acreditando nem um segundo na minha voz sem emoção. Às vezes eu realmente odiava que eles podiam me ler tão facilmente. Um dos pontos ruins de ser tão amigável com os dois. Dean apesar de ser uma dor na bunda e um safado dos grandes a maior parte do tempo, era um bom amigo e me conhecia muito bem. Sammy, bem, ele sempre fora muito quieto e observador, inteligente e prático, embora sentimental de mais, o que o dava a vantagem de ler as pessoas melhor, inclusive a mim. Às vezes não sei se agradeço ou amaldiçoo Kally por me levar a conhecê-los... Por um lado é bom ter dois amigos que me entendam tão bem, por outro, é realmente irritante saber que eles me conheciam a ponto de me deixar vulneráveis a suas presenças, minhas máscaras, a maioria delas, não funcionavam com eles.

- Eles não levaram a coisa bem Dean. Estavam com medo. Mesmo depois que eu mostrei um demônio para eles para provar que era real, eles ficaram com medo de mim. Eu não iria ficar lá com um bando de Transformos com medo de mim correndo o risco de ser atacada a qualquer momento, eu poderia mata-los, mas além de ser suspeito de mais, desde que todos tem fachadas de garotos exemplares no lugar, eles realmente não machucam pessoas inocentes, apenas vampiros que tentam atacar seu lar. Então eu saí. Não havia motivos para ficar. – Disse sem olhá-los, enquanto retirava as botas de cawgirl e logo em seguida desabotoava a calça jeans de vaqueira realmente ridícula.

- Eles são uns babacas. – Dean declarou e Sammy assentiu parecendo desconcertado.

- Você vai realmente ficar nua aqui? – Sammy perguntou após um silencio desconfortável se formar. O olhei. Seu rosto tinha uma tonalidade avermelhada e ele me olhava por apenas 3 segundos antes de desviar o olhar e 5 segundos depois seu olhar retornava a mim antes de desviar novamente repetindo o padrão. Senti algo em meu estômago outra vez e franzi a testa, que merda? Eu estava doente? Nunca tinha ficado doente antes... Meu lado Pássaro me garantia imunidade, pelo menos até agora.

- Só estou trocando de roupa Sammy, Não há ninguém além de nós aqui. E eu preciso dar um fim à Trilha de Isadora Brandon, ter testemunhas desconhecidas que poderiam me dedurar caso alguém perguntasse não ajudaria em nada. – Falei arquivando mentalmente minha possível doença na parte de trás do meu cérebro para pensar mais tarde.

- Eu não estou reclamando. Fique a vontade se quiser tirar tudo. – Dean disse em seu modo sempre safado me fazendo rir outra vez balançando a cabeça. Puxei uma calça de couro leagging justa e elástica suficiente para me dar bons movimentos e a vesti, colocando um marrom com correias para armas que passavam ao redor das minhas coxas.

— Então você está na estrada agora? – Sammy voltou à conversa. Parecia um pouco... Casual de mais. Acenei em concordância, tentando ver onde ele queria chegar.

- É onde eu me sinto melhor. Adoro caçar. E realmente não me sinto em casa com Charlie ou Renné. Todo meu apego à Phoenix e La Push já não existe, então eu estou onde eu sempre deveria ter estado. É chato ficar sozinha o tempo todo, mas a parte divertida da luta e a liberdade que vem com tudo isso é boa. – Falei dando de ombros. Puxei botas conturn de combate pretas com fivelas e coldres, que iam até os meus joelhos então continuavam com um tecido de lã cinza, adicionando vários punhais e armas ali de modo disfarçado.

- Você poderia vir conosco... – Sammy disse rapidamente fazendo-me parar e encará-lo juntamente com Dean, ambos arqueando as sobrancelhas, Dean tinha uma expressão estranha entre ‘Ah, safadinho!’ é ‘Não é óbvio?’, enquanto eu simplesmente o olhava confusa, tentando entende-lo, já tendo desistido de tentar entender Dean. Uma das coisas que me frustravam em Sammy é que ele era fechado para mim. Eu não podia ler sua mente ou suas emoções, e por alguma razão isso me irritava o suficiente para me causar uma grande frustração. Talvez fosse assim que Edward se sentia ao meu redor. E é isso que me irritava. Muito.

- Uh, — Comecei a falar tendo pena de Sammy que já corava o suficiente para me fazer preocupada com todo o sangue em seu rosto. – Eu adoraria Sammy, se Dean concordar...

- É claro gata, vamos nos divertir muito juntos... – Dean me cortou com um sorriso malicioso balançando as sobrancelhas de modo pervertido, enquanto olhava para minha roupa cheia de couro e tiras, me fazendo rolar os olhos enquanto Sammy suspirava aliviado por ter a atenção vergonhosa de cima de si mesmo e balançava a cabeça exasperado com as atitudes de seu irmão.

Quando terminei de me vestir puxei um frasco de creme removedor de maquiagem e um lenço já retirando a maquiagem fraca e rosa do meu rosto antes de refazê-la em tons escuros de preto nos olhos, em um modo quase natural, um batom cereja avermelhando levemente meus lábios. Não passei Blush ou base, deixando meu rosto pálido da mesma forma. Meus cílios eram longos e volumosos graças ao rímel e delineador escuro marcavam os contornos dos meus olhos agora em um tom azul claro que eu mudei utilizando a aura ou poder angelical em meus olhos, seria um pouco intimidador para alguns que me encarassem, mas eu não me importava. Terminando a maquiagem puxei uma tesoura juntando meus fios e começando a cortá-los. Cortei até que eles estavam na altura do queixo e joguei a tesoura de volta no carro passando os dedos em meus fios agora curtos. Era uma pena cortar meu longo cabelo, mas era necessário, e eu realmente precisava de uma mudança. Puxei um Spray de cabelo em tom preto, passei-o por meu cabelo até que o tom era completamente negro. Isso serviria até que eu pudesse chegar a um motel e comprar tinta de cabelo. Por ultimo puxei luvas do mesmo tecido que minha camisa com tiras de couro ao redor que deixavam meus dedos a mostra mas cobria a base da mão, pulso e se estendia até os cotovelos. Peguei algumas pistolas em coldres de coxa e adicionei ao meu visual e por ultimo vesti um longo casaco preto que se estendia até meus tornozelos e escondia as minhas armas a mostra.

Depois de terminar todos esses detalhes, me olhei no espelho e sorri, ninguém me confundiria com Isabella Swan ou Isadora Brandon, agora.

Me virei para Sammy e Dean ainda sorrindo e perguntei.

- Como estou meninos?

- Você está...Uau... – Sammy engoliu em seco antes de sorrir levemente para mim. — Ninguém vai te reconhecer assim. Você parece uma garota gótica para alguns ou uma assassina perigosa para outros. – Sammy disse com um sorriso e eu sorri calorosamente de volta perdendo-me em seus olhos esverdeados por um segundo antes que Dean quebrasse o momento.

- Está muito gostosa. – Falou me secando. – E o Sammy tem razão. Qual nome você vai assumir? – Perguntou. O que há de errado comigo? “Me perdendo em seus olhos esverdeados?” Isso é ridículo!

- Me chamo Alice Isabella Janus por agora. — Falei. – É fácil de lembrar, e se algum de vocês me chamar de Bella, Bells ou Isa, não vai ter problemas. Embora eu realmente não goste dos dois primeiros, então é Isa, ou alguma outra variação do meu nome atual. – Falei fazendo uma careta me lembrando que Paul, Charlie e Jacob me chamavam de Bells, ou Bella.

- Gata, serve? – Dean sorriu olhando para meus seios através da camiseta e eu rolei os olhos.

- Então... Para onde vocês estão indo agora? – Perguntei arqueando uma sobrancelha.

- Descobrimos uns acontecimentos estranhos numa loja de quadrinhos duas cidades daqui. Estamos indo investigar. – Sammy respondeu prestativo. – Luzes piscando, acidentes estranhos...

- Hum... Parece interessante. Demônio ou Assombração? – Sorri marota para os dois.

- Assombração. – Dean falou. – O que eu ganho se tiver certo? – Perguntou sorrindo malicioso.

Sorri de canto para ele e respondi passando a mão em seu peito de brincadeira.

- Isso nós vamos discutir depois querido... – Eu ri quando ele lambeu os lábios sorrindo e Sammy rolava os olhos para nós dois e voltamos em direção ao Impala. Dean e eu quando não estávamos flertando estávamos discutindo, era quase sempre assim. Não era mesmo algo romântico. É claro, Dean e eu tínhamos uma história juntos anos atrás, quando eu era mais jovem e menos experiente, mas foi mais uma ‘tentativa’ do que algo sério. Dean não se prenderia a alguém e eu o via muito como um amigo para ter algo mais sério, além do que ele foi aquela primeira paixão que cada menina tem, nós ficamos foi divertido e prazeroso, e confesso que as coisas ficaram um pouco estranhas depois, então nós decidimos que éramos amigos e nada mais, bem talvez amigos com benefícios. O flerte era o modo de Dean de agir perto de garotas, não algo especial ou alguma paixão secreta ou algo ridículo assim. Ele era aquele melhor amigo brincalhão que vivia te passando cantada, um amigo que poderia ter intimidade com, sem estragar a amizade. Já entre mim e Sammy... Era diferente. Confesso que quando conheci os irmãos pela primeira vez a primeira coisa que passou na minha mente foi “Nossa! Que Gatos!”, e instantaneamente eu tive uma queda pelos dois. Nós nos unimos em uma caçada e eu estava furiosa depois que fui sequestrada e Dean acabou me salvando enquanto Sammy, John e Kally destruíam os monstros, depois disso eu fui para o primeiro bar que achei e entrei na mente do barman para me vender um bom número de garrafas das bebidas mais fortes que ele tinha, e Dean se juntou a mim logo que eu comecei a beber, nós conversamos, rimos e quando eu percebi estávamos no banco de trás do Impala sem qualquer roupa entre nós. Foi divertido, exceto é claro a parte da ressaca no dia seguinte e o desconforto entre nós por não saber o que dizer ao outro, depois de algum tempo estranho assim nós conversamos e decidimos que éramos amigos, não importa o que aconteça conosco, sabíamos que com nossas rotinas de caçadores, não poderíamos ter algo mais sério então, decidimos pelo caminho mais fácil. A esse ponto eu tinha esquecido totalmente minha paixão por Sammy, ele era um homem incrível, amoroso e simpático, e eu o admirava, e respeitava que ele ainda amava sua ex-namorada, Jessica. Kally vivia me dizendo que ele era a melhor aposta entre os irmãos e me incentivando a me aproximar dele, mas eu nunca poderia fazer nada, ele precisava superar Jéssica em seu próprio caminho e eu não seria seu objeto de superação, então eu apenas me tornei uma espécie de melhor amiga a ele, enquanto ele se tornou meu melhor amigo, mais próximo do que Jake nunca seria. Eu também era muito jovem, e ele com certeza teria mais escrúpulos que Dean ao se envolver comigo, afinal eu ainda era menor de idade, apesar da minha aparência mais desenvolvida graças aos genes sobrenaturais. Logo nós seguimos caminhos diferentes, mantendo contato por telefone, nos encontramos uma ou duas vezes numa caçada, e essa era a primeira vez que eu os via em anos! Era óbvio que nós três havíamos mudado, amadurecido, mas nossas amizades ainda existiam, e eu sabia que nenhum de nós desistiria disso. Amigos, amigos de verdade, não é algo fácil a se ter em nossa carreira. Dean era pra mim aquele melhor amigo palhaço que te faz rir a qualquer momento, que está ao seu lado para te animar nas horas ruins e vai te salvar se você precisar, isso era algo que eu valorizava bastante. Sammy era aquele melhor amigo doce, muito fácil de se apaixonar, aquele que é compreensivo e calmo, que te ajuda com seus problemas e ouve o que você tem a dizer, ele podia me acalmar tão facilmente que era quase assustador, mesmo que eu poderia mudar as emoções das pessoas. Eu confiava neles com minha vida. E eu não queria, não podia, e não iria, estragar isso. Não agora. Não depois do que houve em La Push. Tudo em tudo, eu amava aqueles dois caras mais do que eu amava qualquer outra pessoa. Mesmo Kally. Ela era minha mentora, minha confidente, alguém que me ensinava as coisas e me ajudava com o que eu precisava. Ela tinha ajudado a criar quem eu era hoje, mas Dean e Sammy? Eles eram minha família. Eles, Bobby e Tio Billy eram as pessoas que eu considerava irrevogavelmente como família e faria tudo para protegê-los. Eu não queria perder isso somente por sexo ou paixão. Isso era mais valioso.

- Então... Já que você vai ficar com a gente, temos que dar um jeito nos carros. Não podemos andar por aí com um anexado ao outro sempre... – A voz de Sammy me tirou das minhas reflexões e eu lhe sorri.

- Eu já pensei nisso. Vamos fazer uma parada em Arkon, tenho uma casa lá que Renné comprou quando eu tinha 8 anos, nunca moramos lá, acho que ela só comprou porque achava que estava ‘na moda’ ter duas casas em locais diferentes ou algo assim. Posso deixar meu carro lá. – Disse dando de ombros. – Não há riscos dela ou Charlie descobrirem. Renné provavelmente nem lembra dessa casa, e Charlie não sabe sobre ela. – Dean e Sammy assentiram e eu sorri para os dois.

- Eu não sei vocês, mas eu tô a fim de fazer uma parada para comer... Tô Cheio de fome! – Dean falou passado a mão pelo estômago tonificado. Já estávamos dirigindo pela estrada.

- Por mim tudo bem. – Sammy falou. Eu apenas assenti.

Dean nos sorriu e ligou o rádio em uma musica do AC/DC o que me fez sorrir para a familiaridade das coisas. Me recostei no bando de trás do Impala, sentindo o couro contra mim, seu cheiro familiar, misturado ao aroma da colônia dos meninos, e uma sensação quente encheu meu peito.

Franzi o cenho olhando para algo que me indicasse o que aquilo significava e meus olhos pararam nos meninos. Dean batucava no volante ao ritmo da musica cantando com ela, e Sammy rolava os olhos repetidas vezes, embora sorrisse ocasionalmente para o irmão e eu podia vê-lo impedindo-se de mover-se ao ritmo da musica e cantá-la também. Por vários minutos os observei nesse padrão. Dean zombava de Sammy cantando a musica em sua direção, tentando fazê-lo se soltar, e minutos depois Sammy quebrou começando a cantar com todos os seus pulmões ambos riam parecendo felizes e a sensação de calor em meu peito aumentou com isso.

A familiaridade dessa cena... Era reconfortante, amigável, alegre... Não tinha percebido o quanto sentia falta dos meninos até agora. E De repente percebi o motivo desse sentimento de quentura.

Casa.

Era isso que eu sentia. Não Em Phoenix, não Em La Push, Não em Arkon ou na Flórida, mas aqui, no banco traseiro de um carro antigo, ouvindo rock clássico, com esses dois rapazes incríveis que eu amava incondicionalmente, não importa se Dean era um babaca, ou se eu tinha um fraquinho não resolvido por Sammy, este era meu lar, com ambos, em direção à uma caçada. Aqui era minha casa. Aqui era meu lugar.

Um sorriso enorme enfeitou meu rosto com isso e eu me inclinei começando a cantar com os meninos, nenhum de nós dando a mínima para afinação ou acerto da letra... Estávamos apenas nos divertindo. E pela primeira vez em muito tempo, eu realmente me sentia feliz.

Fim do capitulo.

Notas finais
E aêêêêê!!! O que acharam do POV Charlie? E da reação de Charlie com a ligação do Oficial de Ohio? E da reação de todos ao ver os vídeos? Paul com ciúmes huh? Leah e Embry parecem mais amigáveis à Bella agora... Finalmente esse povo entendeu que estavam sendo babacas não é? Mas será que a Bella vai perdoar? Ou será que ela vai odiá-los? Ela vai voltar para La Push? E Victória? O que será que a ruiva vadia está aprontando? Será que ela está agindo sozinha? Ou será que tem mais alguém nessa jogada que quer acabar com a nossa Bellinha? O que vocês acharam dessa interação Dean/Bella/Sammy? E da reação de Bella agora que está com eles? O que vocês acham da relação de Bella com Sammy? E Com Dean? Como isso afeta o imprinting de Paul por ela? Como será que ela consegue ainda ter um fraquinho por Sammy e cobiçar Dean mesmo sendo uma marca? Como isso é possível? Será que ela não sente a marca? Ou será que o amor dela pelos meninos é maior que alguma porcaria mística? Com quem ela vai ficar? Sammy? Dean? Paul? Outra pessoa? Uhuuu! Bellinha agora vai viajar com os Winsherster! E aí o que acharam desse capítulo? Bom? Ruim? Ótimo? Péssimo? Regular? Maravilhástico? Pudim? Mereço recomendações?

P.S.: A roupa de Bella é baseada na de Alice de Resident Evil, eu realmente amo RE, sério é incrível, alguém aí conhece uma fanfic legal deles? Em fim o link da roupa está aqui: http://api.ning.com/files/aOc4nhrNh8y*3p8kt5dT6leazr-zNpYgr0oZ5oCEbKHmcfEiCgNKjb97ou97GfUkJ-R0MllrerWDc0ErolfPUiKBvKNFWuSQ/Resident_Evil_4_20.jpg?width=682

P.S.²:Lembrem-se ela tem um casaco cobrindo tudo isso, tipo o que Sherlock usa na série! Só que feminino é claro!

P.S.³: Ahh, e alguém aí gosta de Jogos Vorazes? Cara eu adorei o filme! E eu ainda nem li o livro... Mas vou ler em breve! MUHAHAAHAH!

Em fim, eu não sei quando posto novamente porque os próximos capítulos serão baseados nos episódios 4X18 (Monstro no final do Livro), 4X19 (O Irmão), 4X20 (A Forma de um Anjo), 4X21 (Quando rompe a Represa) e 4X22 (A Ascensão de Lúcifer) E eu ainda não tenho os resumos desses episódios desde que eles estavam no meu note que quebrou mais uma vez graças a assistência técnica incompetente que eu levei...

Até a próxima,

P. E.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.