Notas iniciais
Hey pessoas lindas! O título já diz muita coisa né? "Os colares". Sorry pela música tema. Foi a única com a palavra "necklace" (colar) que eu achei :( era essa ou uma música chamada "R.I.P" do 3OH!3. Eu acho que "Rest In Peace" (Descanse em Paz) não dá certo com o capítulo. Tipo assim, só acho. Sem mais enrolações, ao capítulo. Have fun! *Atualizado: 09/08/2016*

Look for me, young B, cruising down the west side highway

Doing what we like to do our way

Eyes behind shades this necklace the reason all of my dates been blind dates

But today I've got my thoroughest girl with me, I'm mashing' the gas

She's grabbing the wheel, it's true to the heart

She rides with me the new Bobby and Whitney

Only time we don't speak is during "Sex and the City" — Beyonce feat. Jay Z, Bonnie e Clyde

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— Esteja pronta às sete – disse ele saindo do apartamento.

— Ok – respondi. Ele me deu um sorriso e saiu, entrando no próprio apartamento.

Fechei a porta com um sorriso enorme. Pelo menos eu consegui um garoto gato. E bem mais rápido do que eu imaginara. E com muito bom gosto.

Não consegui arrancar aquele sorriso idiota da minha cara enquanto abria o guarda-roupa para escolher uma roupa. Optei por ir com um vestido tubinho do SOAD, salto alto preto com spikes no salto, pulseiras de couro com tachas e anéis, luvas que deixavam os dedos de fora e um cinto de tachas. Procurei dentre as muitas jaquetas de couro que eu tinha, a perfeita. Ela era preta, com espinhos nos ombros, cheia de spikes e zíperes e atrás estava escrito "Thalia" com tachas. Coloquei tudo em cima da cama, peguei uma toalha preta e me dirigi para o banheiro.

Tomei um banho quente e vesti minha roupa. Sentei-me na penteadeira do meu quarto e penteei meu cabelo. Olhei para o espelho. Meu cabelo era bonito, pelo menos era isso que todos diziam. Preto, descendo em ondas até o meio das costas, totalmente repicado, com mechas azul-escuras. Com minha visão periférica, notei pelo espelho algo do outro lado do quarto. Me levantei e peguei minha bandana de caveiras. Era a minha preferida. Me sentei na frente do espelho novamente e a coloquei. Peguei meu kit de maquiagem e passei uma maquiagem pesada, como sempre. Rímel, lápis, delineador e sombra, todos pretos. Então coloquei um batom vermelho. Ficou ótimo.

Sentei na beirada da cama, liguei a televisão e fiquei mexendo distraidamente no colar que Hera me dera quando eu era pequena. Por alguma razão, eu me afeiçoara a ele. Nunca entendera o porquê daquilo. Era só um colar, pelos deuses! Por causa desse "afeto", eu mandara gravar minhas iniciais — T.G. – na parte de trás do colar. Abri o colar e olhei pela milésima vez a foto que ele continha. Quatro crianças, sorrindo para a foto. Uma de olhos verdes, outra de olhos cinza-tempestade, uma de olhos super negros e a última de olhos azuis elétricos. Passei o dedo pela imagem do garotinho de olhos negros. Não me lembrava mais seu nome, mas havia algo de familiar naqueles olhos negros que...

Nesse exato momento, ouvi batidas na minha porta.

— Quem é? – gritei fechando o colar subtamente e o colocando dentro do decote.

— Corey Taylor – ouvi a voz de Nico dizer sarcástica.

— Pode entrar – eu ri.

Ouvi a porta sendo aberta.

— Cadê você? – ele perguntou.

— Aqui no quarto – respondi desligando a TV.

Ele apareceu na porta e ficou de boca aberta por um tempo. Devo admitir que eu também estava babando. Ele estava com uma camiseta do SOAD, jeans escuros com correntes, coturnos militares, jaqueta de couro e luvas de motoqueiro. Seu cabelo parecia ter saido de uma página de revista, de tao bonito que estava, descendo em ondas pelos seus ombros. Sim, eu babei. E tenho certeza que qualquer garota que o vir vai fazer o mesmo.

— Vamos? – perguntei olhando para ele. Não, eu não estava olhando ele. Eu o estava secando descaradamente. E ele fazia o mesmo comigo.

— Vamos – respondeu ele.

Saímos do meu apartamento e fomos para o estacionamento. Nico foi andando por entre os carros estacionados até que paramos ao lado de um Jaguar XJ 220 1994 preto conversível. Ele, num gesto que eu julguei ser muito cavalheirismo ou muito ridículo, abriu a porta para que eu entrasse. Ri e entrei no carro. Ele fechou a porta e foi para o banco do motorista.

— O que foi? – perguntou ele enquanto eu continuava rindo.

— Nada – respondi abafando a risada.

Ele balançou a cabeça e ligou o som, colocando um CD do SOAD. Rapidamente reconheci o riffle da guitarra e comecei a cantar junto.

Bounce (Salte) — System Of A Down (https://www.youtube.com/watch?v=lITuHDdhdkw)

— Jump (Pule!)

Bounce (Salte!)

Down (Pra baixo!)

Up (Pra cima!)

Nico me olhou surpreso.

— Você conhece essa música? – perguntou.

— Não, imagina, eu sei cantar e não conheço – respondi num tom de brincadeira. Ele riu e começou a cantar comigo junto.

— Jump, pogo pogo pogo pogo pogo pogo pogo

(Pule! Pula-pula, pula-pula, pula-pula, pula)

Bounce, pogo pogo pogo pogo pogo pogo pogo

(Salte! Pula-pula, pula-pula, pula-pula, pula)

Down, pogo pogo pogo

(Pra baixo! Pula-pula, pula)

Up, pogo pogo pogo

(Pra cima! Pula-pula, pula)

Jump, pogo

(Pule! Pula)

Bounce, pogo

(Salte! Pula)

Up, pogo

(Pra cima! Pula)

Down, pogo

(Pra baixo! Pula)

Parei para pegar fôlego, mas o Nico continuou cantando.

— I went out on a date with a girl, a bit late

(Eu saí num encontro com uma garota, um pouco atrasado)

She had so many friends, gliding through many hands

(Ela tinha tantos amigos, planando por muitas mãos)

I brought my pogo stick, just to show her a trick

(Eu trouxe meu pula-pula, só pra mostrar uns truques a ela)

She had so many friends, gliding through many hands

(Ela tinha tantos amigos, planando por muitas mãos)

Voltei a cantar.

— Jump, pogo pogo pogo pogo pogo pogo pogo

(Pule! Pula-pula, pula-pula, pula-pula, pula)

Bounce, pogo pogo pogo pogo pogo pogo pogo

(Salte! Pula-pula, pula-pula, pula-pula, pula)

Down, pogo pogo pogo

(Pra baixo! Pula-pula, pula)

Up, pogo pogo pogo

(Pra cima! Pula-pula, pula)

Jump, pogo

(Pule! Pula)

Bounce, pogo

(Salte! Pula)

Up, pogo

(Pra cima! Pula)

Down, pogo

(Pra baixo! Pula)

Agora foi a vez de Nico ter que pegar fôlego enquanto eu cantava.

— Unannounced twister games, all players with no names

(Jogos não anunciados, todos os jogadores sem nome)

They lined up double quick, but just one pogo stick

(Juntaram-se em duplas, mas era só um pula-pula)

Everyone gets to play, runaway, expose'

(Todos se puseram a jogar, fugindo, se expondo)

It was so exotic, but just one pogo stick

(Tão exótico, mas era só um pula-pula)

Nico voltou a cantar.

— Jump, pogo pogo pogo pogo pogo pogo pogo

(Pule! Pula-pula, pula-pula, pula-pula, pula)

Bounce, pogo pogo pogo pogo pogo pogo pogo

(Salte! Pula-pula, pula-pula, pula-pula, pula)

Down, pogo pogo pogo

(Pra baixo! Pula-pula, pula)

Up, pogo pogo pogo

Jump, bounce, up, down

(Pule, salte, pra cima, pra baixo)

Oh, I like to spread you out, touching whoever's behind

(Ah, eu gosto de te estender, tocando em todos que estiverem atrás)

Jump, pogo pogo pogo pogo pogo pogo pogo

(Pule! Pula-pula, pula-pula, pula-pula, pula)

Bounce, pogo pogo pogo pogo pogo pogo pogo

(Salte! Pula-pula, pula-pula, pula-pula, pula)

Down, pogo pogo pogo

(Pra baixo! Pula-pula, pula)

Up, pogo pogo pogo

(Pra cima! Pula-pula, pula)

Jump, pogo

(Pule! Pula)

Bounce, pogo

(Salte! Pula)

Up, pogo

(Pra cima! Pula)

Down, pogo

(Pra baixo! Pula)

Paramos de cantar rindo.

— Cara, eu não sabia que você era fã do SOAD – ele disse.

— Porque eu estaria indo num show deles se não fosse fã? – respondi com uma cara de "WTF?".

Ele parou o carro em frente ao Cassino Lótus.

— Não sei. Muita gente vai em shows sem nem saber que banda é – disse ele.

— Devo me sentir insultada por você ter admitido que achou que eu era poser? – perguntei enquanto saíamos do carro.

— Não, de jeito nenhum – disse ele nervoso. – Eu só quis dizer...

O interrompi com um abraço.

— Não estou insultada. Pelo menos não desta vez – eu disse e me soltei dele. Ou tentei. Ao abraçá-lo, meu colar se enrolou com o colar dele, que eu não notara pelo fato de estar em baixo da camisa.

— Ahn... – começou ele.

— Seu colar está me segurando – eu ri e ele me acompanhou. – Perai.

Soltei o colar do meu pescoço e Nico fez o mesmo. Peguei os dois colares e comecei a desembaraçá-los. Finalmente consegui soltá-los. Entreguei o colar de Nico sem nem olhar, afinal conhecia o formato do meu colar. O coloquei no meu pescoço enquanto Nico colocava o dele e o escondia por baixo da camisa enquanto caminhávamos lado a lado em direção ao show.

Notas finais
Vocês viram que eles ainda não perceberam o négocio dos colares serem iguais? kkkkkkk ~lerdisse àla Percy Jackson contaminando kkkkkkkk E aí, o que acharam do capítulo? Mereço rewiews? Recomendações? Tiros na testa? Declarações de amor? Planos para dominar o mundo? Talvez planos terroristas? Bombas nuclares? ~beijos com gostinho de Andy "Sixx" Biersack *OMFGs*