Notas iniciais
Hey pessoas lindas! Estou muito feliz com vocês que comentaram! Fico REALMENTE feliz que tenham gostado. Have fun! *Atualizada 09/08/2016*

I've seen you in a magazine, a picture at a party

Where you shouldn't have been hanging on the arm of someone else

I'm still in love with you; won't you come back to your little boy blue?

I've come to feel inside, this precious love was never mine

— Bee Gees, For Whom the Bell Tolls

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Aeroporto de São Francisco, Califórnia. 18 de Outubro de 2013, 14:42 PM.

Pov Annabeth

Finalmente meus pais me deixaram mudar para New York. Aqui estou eu, no aeroporto de São Francisco, esperando o meu voo. Depois de dois anos pedindo e implorando (e estudando até estourar o meu cérebro pra conseguir as melhores notas da sala para convencer minha mãe de que eu merecia) meus pais finalmente haviam concordado. Compraram para mim um apartamento no centro. E eu podia me mudar.

Vi a chamada para o meu vôo e subi à bordo do avião.

Depois de alguns minutos, o piloto anunciou que o voo para New York iria partir, anunciando primeiro em inglês, depois em francês e depois em espanhol.

Senhoras e senhores passageiros, por favor, apertem os cintos, o avião decolará em poucos minutos.

Aeroporto de New York. 18 de Outubro de 2013, 16h:38min PM.

Pov Thalia

Finalmente, depois de longos dez anos, estou de volta aos EUA.

Deixe-me me apresentar. Sou Thalia Grace. Tenho 16 anos. As pessoas dizem que o meu estilo é punk, rockeiro, gótico ou como queira falar. Não ligo. E estou de volta aos EUA à cerca de 5 minutos, retornando depois de dez anos. Eu morava aqui antes da empresa do meu pai em Tókio quase falir. Ele se mudou para o Japão e me levou junto quando eu tinha 6 anos. Agora ele me deixou voltar. Acho que ele não aguentava mais eu reclamando que falar mandarim é muito difícil, mesmo depois de anos de prática.

Enfim, aqui estou eu, esperando um táxi para o meu mais novo apartamento.

Depois de alguns minutos, consigo o maldito táxi. Dou o endereço e o motorista se surpreende.

— Tem certeza, senhorita? — disse ele espantado. — Esse é um dos apartamentos mais caros de Manhattan, e...

— Sim, tenho certeza — o cortei. Eu odiava quando as pessoas ficavam me julgando apenas por olharem minhas roupas.

O motorista se virou para frente e dirigiu até o endereço.

— São 45 dólares — disse ele.

Entreguei-lhe o dinheiro e entrei no apartamento. A atendente ruiva me olhou de cima à baixo com uma expressão de repulsa.

— Posso ajudar? — disse ela com uma voz rude.

— Sim — eu disse com uma voz cortante. — Quero a chave do meu quarto.

— Tem reserva? — perguntou com um sorriso de escárnio.

— Você realmente acha que eu estaria aqui se não tivesse? — respondi no mesmo tom.

— Seu nome? — perguntou.

— Thalia GRACE — enfatizei o último nome. A atendente arregalou os olhos, assim como eu esperava. Meu pai era o cara mais influente e rico do mundo.

— A-ah, claro — ela gaguejou. — Aqui está.

Ela me entregou a chave e eu fui para o elevador. Na fila para subir, havia apenas mais um garoto que parecia ter a minha idade. As palavras gostoso e gato o definiam. Ele era alto e pálido, com cabelos negros e olhos da mesma cor. Usava uma camiseta preta do Metallica, que marcava perfeitamente seus músculos bem trabalhados. Eu poderia dizer que ele malha, mas não é daqueles bombadões. Seus músculos eram bonitos na medida certa, sem exagero. Ele era simplesmente muito gato.

— Vai subir? — perguntou.

— Sim — respondi tentando não desviar os olhos de seu rosto para aqueles músculos. — Andar 597 — completei. Talvez você pudesse aparecer por lá, e... Cale a boca. Essa primeira parte foi da minha consciência totalmente ninfomaníaca. Ignorem-na.

— Mora aqui? — perguntou ele enquanto as portas do elevador abriam e uma mulher passava empurrando um carrinho de bebê.

— Acabei de me mudar — respondi sorrindo enquanto entravamos no elevador.

Ele retribuiu o sorriso.

— Eu também. Mudei-me ontem — respondeu. — Apartamento 596. O de frente ao seu.

— Parece que somos vizinhos — respondi. (N/A: Jura?)

— É — ele riu.

Pov Autora

O elevador parou e eles saíram.

— Tchau — disse Thalia abrindo a porta.

— Tchau — respondeu ele abrindo a porta do próprio apartamento.

Quando Thalia já ia entrar, ele perguntou:

— Ei, hum — ela parou e olhou para ele. — Nós já nos conhecemos?

Que pergunta estranha, pensou ela. Mas, pela primeira vez desde que pusera os olhos nele, percebeu que ele realmente parecia familiar, mas era alguma lembrança nebulosa. Deve ser coincidência, ela concluiu.

— Acho que não — ela disse.

— Qual é o seu nome? — insistiu ele.

— Sou Thalia — ela respondeu.

— Prazer, sou Nico di Angelo — disse ele e entrou no apartamento.

Thalia sorriu e entrou no próprio apartamento. Entrou no quarto branco e deu uma olhada. Teria que pintá-lo mais tarde. O quarto tinha uma cama de casal, uma cômoda, um espelho de corpo inteiro, um som e uma escrivaninha. Remexeu em sua mala e pegou um CD do System Of A Down. Vicinity Of Obscenity começou a tocar no som. O título basicamente descrevia o lugar, principalmente aquela atendente lá de baixo: Vizinhança da Obscenidade.

Desfez sua mala e trocou as roupas de cama brancas por colchas e lençóis pretos personalizados, escrito Green Day em verde com letras pichadas. Foi até a cozinha preparar algo para comer. Abriu a geladeira e ela estava vazia.

— Merda — disse ela pegando a bolsa para ir ao supermercado, resignada a ir à pé e se perguntando como traria as compras. Talvez mandasse entregar...

No mesmo instante, alguém bateu na porta. Thalia foi até a porta, olhou pelo olho mágico e viu o síndico do apartamento.

— Srta. Grace? — perguntou quando Thalia abriu a porta.

— Sim — respondeu.

— Deixaram isso aqui para a senhorita na portaria — ele lhe entregou um envelope.

— Obrigada — disse e ele assentiu, saindo do corredor logo em seguida.

O que será?, Thalia se perguntou abrindo o envelope. Dentro dele havia uma chave, uma carta e documentos de um carro. Ela abriu a carta e ela dizia:

"Querida Thalia,

Aqui estão as chaves e os documentos do seu carro. Ele está no estacionamento do apartamento. Espero que goste do modelo.

Com carinho,

Zeus."

Thalia praticamente pulou de alegria ao ver aquilo. Pegou a bolsa e saiu correndo. Enquanto virava a esquina do corredor, trombou com alguém, fazendo os dois caírem no chão com tudo.

— Ouch — ela disse. — Desculpe.

— Ai, tudo bem, não foi nada — disse o garoto se levantando e oferecendo a mão à Thalia. Ela pegou sua mão e se levantou. — Sou o Perseu. Pode me chamar de Percy – ele se apresentou.

— Sou Thalia — disse ela. — Muito prazer.

— Você é nova aqui não é? — disse ele. — Eu nunca te vi por aqui.

— Sim, me mudei há poucos minutos. Por falar nisso, pode me indicar onde tem um supermercado por aqui? Esses quartos não vem com comida.

Ele riu.

— Claro, quer que eu te leve?

— Não, eu vou no meu carro, mas se tivesse um guia seria bom — ela disse já indo para a fila do elevador.

— Claro — disse ele a seguindo.

Enquanto isso, no apartamento 596...

Nico comia um sanduíche enquanto via The Voice na televisão. Sempre sonhara em cantar ou tocar numa banda. Quando era pequeno, tinha alguns amiguinhos que faziam parte de uma bandinha de brincadeira. Uma loira no baixo, um moreno na bateria e uma garota morena que tocava guitarra e ficava de vocalista, assim como ele. Embora não se lembrasse mais de seus nomes, ele se lembrava (mais ou menos) de seus rostos. E que tivera uma queda pela garota morena.

Enquanto pensava nisso, seus pensamentos vagaram até a nova vizinha. Tinha alguma coisa de familiar nela, embora ele não soubesse o que. Começou a mexer distraidamente no colar que ele ganhara quando era pequeno de uma de suas tias. Ele se apegara ao colar, nunca o tirava, e sempre ficava mexendo nele quando estava nervoso.

A garota era bonita, sem sombra de dúvida. Ele passara tanto tempo na França... lá tinha tantas garotas bonitas... ele podia facilmente confundi-la com uma delas. É. Devia ser isso.

Nico tentou se convencer de que ela devia ser parecida com uma francesa, mas algo mais o incomodava. Não conseguia tirar a sensação de que a conhecia de outro lugar. Mas de onde?

Pov Nico

Enquanto pensava nisso, o programa entrou em intervalo comercial.

"– Why have you forsaken me?"

Ao escutar essa frase, parei. Só prestei atenção ao escutar mais um pedaço da música "Chop Suey!" do System Of A Down. Olhei para ver do que se tratava, elogiando mentalmente quem fizera o comercial.

— In your eyes, forsaken me

In your thoughts, forsaken me

In your heart, forsaken me

Trust in myself righteous suicide

I cry when angels deserve to die

Yeah

In myself righteous suicide

I cry when angels deserve to die

Olhei confuso para a TV. O que é isso?, pensei. Não mostrava carros, móveis nem nada. Só a porta de um hotel.

— Se você está em New York e é fã do SOAD – disse o jornalista. – corra do mais rápido possível para o Lotus Hotel e Cassino! A banda fará uma pequena apresentação, com as participações especiais das bandas Red Hot Chili Peppers, Pearl Jam e uma participação surpresa! Tudo que sabemos é que eles querem recriar o show beneficente que fizeram em 2003 em Los Angeles, na California. Então, CORRA! Os ingressos estão à venda em várias lojas de CD's da cidade!

Com isso eu me levantei com um pulo. Peguei a minha carteira e as chaves do meu carro. Iria direto para a loja de CD's que tinha à duas quadras daqui e que eu ia sempre. Vai nessa que eu perco esse show.

Notas finais
Tradução da Chop Suey: " Por que você me abandonou?" Em seus olhos me abandonou Em seus pensamentos me abandonou Em seu coração, me abandonou, oh Confie em meu próprio suicídio justo Eu choro quando anjos merecem morrer! Yeah Em meu próprio suicídio justo Eu choro quando anjos merecem morrer! E aí, o que acharam do capítulo? Mereço rewiews? Recomendações? Tiros na testa? Declarações de amor? Planos para dominar o mundo? Talvez planos terroristas? Bombas nuclares? ~beijos com gostinho de Andy "Sixx" Biersack *OMFGs*