Notas iniciais
Olá! AVISO: me julgue apenas depois de ler. Boa Leitura!

Capítulo 3

“This is war.”

Jonathan Bradshaw

♥

Zero.

Esta foi a quantidade de coisas que eu disputei com meu irmão gêmeo durante toda a vida.

Exatamente zero.

Ele sempre preferiu o nosso pai, eu a mamãe. Ele sempre preferiu torta de maça, e eu de pêssego. Ele sempre gostou de sorvete de limão, e eu de chocolate.

Sempre tivemos gostos diferentes. Agora, desde a hora em que ele pisou o pé dentro de casa e me viu com Della, eu me pergunto, de tudo no mundo que eu poderia pensar em disputar com meu irmão, tinha que ser uma mulher? Especialmente essa mulher?

Deus do céu, eu já vi o jeito que Josh olha para ela, mas eu juro, não pude evitar. Conheço Della desde a sexta série, seu rosto não é uma novidade para mim, mas, por tudo que é mais sagrado, ontem eu entrei na biblioteca e olhei para uma mulher, não para a menininha de cabelos vermelhos que eu estava acostumado.

Josh notou isso antes de mim, e eu busquei forças dentro de mim toda a manhã para me manter de fazer uma besteira, mas foi inevitável. Querendo, ou não, eu estou dentro de uma guerra com meu irmão, o qual eu estava acostumado a dividir tudo desde a barriga da nossa mãe. Mas eu não quero dividir Della com ele menos do que ele quer, e se é para começar a guerra eu vou ter a maldita certeza de ganhar a primeira batalha.

Eu olho para Della, que está em silencio no banco do passageiro do meu carro.

— Então, Della, você vem a festa sábado? — Pergunto casualmente.

Minha família é famosa por estas festas ao ar livre, que realizamos pelo menos uma vez a cada verão, onde toda a vizinhança está convidada.

Ela olha para mim parecendo ligeiramente surpresa por eu estar falando com ela, e franze um pouco a testa antes de responder: — Eu não tenho certeza.

— Porque?

Della encolhe os ombros. —Eu realmente não sou muito o tipo que vai a festas. — Explica como se fosse óbvio, então puxa o lábio inferior entre os dentes de uma forma completamente bonitinha.

— Está é realmente uma festa para todos os tipos. — Garanto ao sorrir para ela. — Mesmo para aqueles difíceis tipos que não vão a festas.

Ela ri, e eu amo o som disso. — Você fala como Amanda. — Aponta.

Amanda! Exclamo mentalmente. Como pude esquecer que minha prima é amiga da incrível mulher ao meu lado? Bem, melhor para mim. Talvez Manda resolva que quer me ajudar, quem sabe encorajar sua amiga a sair comigo...

— Isso é porque Amanda está completamente certa. — Digo, e então lhe dou meu melhor sorriso. — Vamos, Della... — Insisto. — Venha a festa sábado?

— Oh, eu não sei... — Ela responde hesitante, e, logo depois, morde o lábio novamente, fazendo disso um movimento sexy pra caralho.

— Por favor, venha a festa sábado Della? — Eu digo novamente, deixando um pouco de implorar transparecer em minha voz, e faço beicinho como uma criança faria.

Ela ri suavemente com a minha performance. — Okay.

Meu sorriso se aprofunda, quase satisfeito. — Comigo. — Acrescento em um movimento tardio.

Ela olha para mim com confusão nublando seus olhos. — O que? — Questiona calmamente.

— Venha a festa sábado, comigo. — Junto tudo e repito como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Ela olha para mim, seus olhos de um azul-acinzentado marcados com espanto. — Você quer que eu vá a festa. Com você. — Della franze a testa e sua voz falha quando ela completa: — Co-como um encontro?

— Sim. — Respondo naturalmente, e pela minha visão periférica vejo seu pequeno corpo se contorcer nervosamente.

Depois de algum tempo, eu realmente estou preparado para receber uma desculpa quando ela diz “Okay”, e isso é tão baixo que eu quase não ouço, mas é um enorme avanço.

Eu esperava que ela corresse para as montanhas pela forma como estava agindo. Sorrio orgulhoso comigo mesmo, porque eu não consigo evitar. A doce Della McKenna resolveu sair em um encontro. Comigo!

Eu dirijo o resto do caminho para a casa principal em um silêncio confortável. Paro meu carro ao lado do seu e ela pula para fora antes que eu diga qualquer coisa. Desço e caminho com ela até o lado do motorista da sua velha caminhonete.

Della sorri para mim quando chegamos lá.

— Obrigada pela carona!

— Meu prazer. — Digo-lhe com sinceridade.

Eu pisco para ela, que abaixa a cabeça timidamente, sem encontrar meu olhar. E, quando penso em me aproximar para uma despedida, ouço um barulho na varanda. Olho para cima a tempo de ver Amanda descendo os degraus de madeira e vindo diretamente para onde estamos.

Della sobe em seu assento, do lado de motorista de seu veículo desgastado pelos anos, mas antes que ela possa fechar a porta eu me coloco no caminho e me aproximo do seu rosto.

— Até amanhã, Della. — Despeço-me com a boca perto do seu ouvido.

— Até amanhã, John. — Ela responde hesitante.

Eu beijo sua bochecha e saio do seu caminho, me virando em direção a casa, mas não sem antes notar o tom rosado que se espalha pelo seu rosto; ou o olhar duro que Amanda me joga em seu caminho para Della.

Parece que eu não estou recebendo ajuda.

Notas finais
Não foi o Josh, eu sei. Desculpe! Breve você terá o ponto de vista dele também, mas não ainda. Pergunta de hoje: ama ou odeia o John?