Notas iniciais
Olá! Eu tenho que admitir por um momento que eu não planeja passar tanto tempo sem postar, mas eu me me apaixonei perdidamente por uma série de livros... Droga, Jeaniene Frost e seus malditos vampiros tentadores!. Enfim, perdoe-me! Boa leitura!

Capítulo 4

“Previsão do tempo”

Della McKenna

Quinta e sexta feira passaram como um borrão confuso por mim. Se alguém me dissesse três dias atrás que minha atual pacata vida ia sofrer um abalo sísmico eu chamaria de louco. Mas então, eu vejo o terremoto vindo a quilômetros de distância. Entre me encontrar completamente desgastada pela má atitude não justificada de Oliver, eu ainda tenho que me preocupar com outra coisa, um alta e sexy coisa chamada Jonathan Bradshaw. Tão ingênua como eu posso ser, eu juro que vi uma centelha de interesse no olhar de John no dia que ele me levou até o carro, e todos os dias depois deste.

E por mais que eu force minha mente a acreditar que John é um bom homem, eu não posso simplesmente crer que ele não vai mudar completamente a minha vida. Acontece que sempre que as mudanças em minha vida estão relacionadas a um homem, tudo da desastrosamente errado. A coisa completamente estranha dessa vez é que eu não consigo – e acredite, eu tentei – esquece-lo.

Minha mãe costumava dizer que algumas coisas valem a pena o risco. E este foi o único motivo pelo qual eu aceitei ir à festa com ele. Eu tenho em mim algum estranho alerta de pessoas que parece gritar ‘perigo, perigo! ’ com a aproximação eminente.

Faz muito tempo que eu não deixo pessoas se aproximarem de mim, e nos últimos três dias eu quis fazer isso com duas pessoas diferentes. Jonathan e Josh. De duas uma, ou meu sensor está em pane, ou, pela primeira vez desde que a família de Rys me levou, alguém é seguro para mim.

Não posso dizer quanto ao Josh, porque ele não me mostrou nada além de educação desde aquele dia em sua casa, o que, por algum motivo, me deixou... triste(?). Mas com John eu testei meu sensor de aproximação algumas vezes nos últimos dias, e em todas as vezes ele parece emitir um ‘seja cuidadosa’ alerta, por motivos muito diferentes do que eu imaginava.

O medo desesperador que me traz lembranças ruins e ataques de pânico não sugiram com ele, contudo eu não vou ser descuidada por isso. Mas eu também não vou tentar me afastar, pelo contrário, se John está interessado como eu penso, darei a ele uma chance, porque este sentimento confusamente bom não tem acontecido comigo com frequência. Para ser sincera, a única outra pessoa que despertou isso não parece estar interessado em mais nada de mim, além de aulas para seu sobrinho.

— ♥ –

— Amanda. — Eu suspiro. — Não posso usar isso.

Às exatas quatro e trinta e cinco da tarde, Amanda apareceu no meu pequeno apartamento em uma missão para me preparar para o encontro com seu primo, ela disse. Agora eu estava usando um extremamente curto e colado vestido preto.

— Você está ótima, Della!

Eu revirei os olhos. — Onde exatamente você acha que estamos indo, Manda? — Perguntei, ao rir um pouco de sua cara realmente empolgada.

— Eu sei, eu sei... — Ela suspirou dramaticamente. — Vocês estão indo à festa da maravilhosa família Bradshaw. — Disse com um pouco de exagero na voz. — Mas você tem que parecer arrasadora no seu primeiro encontro em anos.

Amanda, Deus abençoe sua ignorância! Eu realmente gostaria que esse fosse meu primeiro encontro... Respirando fundo, me lembrei que Manda não sabia sobre o evento com Kevin Gilbert durante o tempo em que eu estive na faculdade em Fort Worth.

— Posso parecer bem para o meu encontro sem parecer o clone ruivo de Megan Smith? — Questiono cinicamente.

Megan Smith é aquele tipo de mulher provocante ao qual ninguém, aparentemente, pode deixar de notar, para mal ou bem. Quer dizer, os caras realmente a notam pelo corpo, decote assassino e sorriso provocador; as garotas notam quase pelo mesmo motivo, exceto que de um para outro as reações variam de desejo sexual para desejo de matar. Enfim, eu não quero chegar nem perto de ser Megan, de forma alguma. Já tenho problemas demais na vida.

Amanda fez uma careta de desgosto, antes de gargalhar. — Okay, podemos fazer isso.

Duas horas depois e muita discursão, Amanda e eu chagamos a um acordo com um bonito vestido amarelo, que era justo na parte de cima e tinha um caimento rodado envolta das coxas. Não muito decotado, nem muito curto. Minhas botas de cowboy marrons completam o look. Amanda fez minha maquiagem e penteou meu cabelo em marias-chiquinhas, o que eu achei um exagero do estereótipo, mas ela insistiu que John iria gostar.

Ouvimos o som e a buzina do carro de John assim que termino de colocar o brilho labial.

— Bem na hora! — Amanda exclama e resmunga algo que soa como ‘ponto para ele’ antes de ir me empurrando para a porta. Ela empurra uma bolsinha na minha mão, antes de colocar um beijo na minha bochecha. — Aproveite, divirta-se. Se precisar de mim sabe onde me encontrar.

— Hum.. Obrigada. — Digo a ela sinceramente. — Você não vai com a gente?

— De jeito nenhum— Ela desconsidera prontamente a ideia. — Estacionei meu carro a duas quadras daqui. Ele não sabe que eu vim para cá te ajudar. — Manda novamente me dá um empurrão em direção à porta. — Agora vai! Eu fecho quando sair.

— Okay. Obrigada! — Por ser minha única amiga, acrescento mentalmente.

Ela dispensa meu agradecimento com um aceno de mão. — Não foi nada.

Dou-lhe um abraço antes de sair, porque o se ‘não foi nada’ significou muito para mim.

— ♥ -

Eu desço as escadas do segundo andar pensando no que eu vou dizer para John quando eu o ver daqui a eminentes segundos. Posso tê-lo visto toda a vida, mas eu não conheço nada a respeito dele que faça com que ter uma conversa seja fácil, o que sei sobre ele é o que todas as outras pessoas sabem.

Respiro fundo na porta do prédio, ainda sem saber o que dizer, mas sem tempo para protelar.

Encontro John encostado em seu carro no estacionamento a frente do meu prédio. Ele anda até mim quando me vê indo em direção a ele. Antes que eu possa pensar em abrir a boca para dizer qualquer coisa, ele diz: — Hei, você está linda! — E sorri um largo e belo sorriso.

Eu olho para ele, notando sua camisa preta e jeans escuros, nada realmente especial, mas ele parece bom o suficiente para comer. Eu coro, não pelo seu elogio, mas pelos pensamentos rondando minha mente. — Obrigada. Você também está muito bonito.

Seu sorriso parece aumentar, e ele beija minha bochecha. — Obrigada, Della. Você está pronta para ir?

— Claro.

John anda de mãos dadas comigo até o lado do passageiro do seu carro, então educadamente abre a porta e espera eu entrar antes de fechar e voltar para o seu lado.

Algo a me acostumar esse cavalheirismo, seu irmão mostrou a mesma boa educação. Fleches do dia em que Josh me levou a sua casa e da forma como suas mãos me tocaram ao me ajudar atenciosamente a subir e descer do carro, vem a minha mente. Eu toco de forma reflexiva minha mão direita, me lembrando do arrepio quente que passou por ela assim que Josh a tocou. Foi a primeira vez que o toque de alguém me fez sentir quente e confortável, algo que nem mesmo os sorrisos mais deslumbrantes de John passaram.

Então eu sacudo levemente minha cabeça. Ele só estava sendo educado, Della! Me repreendo mentalmente, e então foco minha atenção no cara que está sentado ao meu lado. Josh não demonstrou interesses em mim, e eu seria apenas tola de ficar pensando na forma que um toque inocente dele pareceu bom quando estou em um encontro com seu irmão.



Eu posso sentir sua respiração quente na pele das minhas coxas, e eu grito de medo e pavor. Nem sequer sei o que estou gritando.

Mas não há utilidade em gritar, não com essa música e o volume de pessoas bêbadas e/ou drogadas aqui. Não há ninguém para me salvar, eles estão muito perdidos em seus próprios vícios.

Ethan ri e é carregado da mais pura maldade, o som arrepia minha pele e faz meu coração murchar— Isso, grite gatinha! Eu gosto das vocais..

Eu sinto seus lábios encostarem na pele da minha bunda e eu não lhe daria a ousadia, muito menos queria me humilhar mais, porém não posso conter o grito de desespero que deixa meus lábios — NÃO! POR FAVOR, NÃO FAÇAM ISSO!

Touch-me only like you do

Notas finais
E então, o que acha? Eu preciso de uma pequena opinião aqui, você quer ter as cenas da festa descritas pelo olhar de quem? John, Josh ou Della? ... Viram este trecho que eu coloquei ai no final? Estou escrevendo uma fic com minha irmã. O nome dela é Ava, e eu estou adorando compartilhar esta experiencia com ela. Sério, passo horas tentando dissuadi-la a escrever uma coisa que eu quero (porque ela está escrevendo o ponto de vista da mulher e eu do cara) mas ela é teimosa. Não que eu não seja... Enfim, caso tenha se interessado, passa lá, lê e nos diga o que acha! Bjos!