Texas Hot Guys: In love with you

6 The feast with the regret


Notas iniciais
Eu tentei. Juro, eu tentei, mas eu simplesmente não consigo ser previsível. Aproveite a leitura :) P.S.: Me diz se você se surpreendeu tanto com esse capítulo, quanto eu me surpreendi quando estava escrevendo.

Capítulo 5

“The feast with the regret”

Amanda Lewis

O quintal da frente dos Bradshaw estava irreconhecível, assim como fica todo o ano em cada festa que damos. Tia Diana é certamente uma mulher que gosta de detalhes, assim como Cassie, sua filha. Tornou-se uma tradição de família organizar essas festas, mas titia sente falta de ter Cassie por perto todo o tempo, a única menina no meio de quatro garotos.

É completamente compreensível que uma mãe sinta falta da única filha, com quem pode compartilhar suas ideias de decoração, ainda mais se suas outras opções são quatro grandes e fortes homens bonitos, que são talentosos para muitas coisas, mas não podem dobrar um guardanapo sem fazer bagunça.

Mesmo que eu tenha que admitir, a ajuda dos meus primos foi essencial para conseguir este lugar pronto.

Tia D. e eu concordamos que temos que dar crédito aos meninos. Eu nunca poderia ter colocado as luzes que atravessam o quintal, tornando tudo aconchegante e com uma cor amarelada bonita, mas Killian passou boa parte do dia pendurado em uma escada sendo orientado por seu pai.

Foi hilário, para dizer no mínimo.

Tio Robert tinha um senso de perfeição quando se tratava de agradar sua esposa, o que deixou Killian facilmente frustrado a cada vez que tinha de tirar e colocar a corda de luzes no lugar, porque, segundo seu pai: “Está torto, meu filho! ”.

Você também poderia escolher ver o grande agente especial do FBI, Nathan Bradshaw, carregando feno para a decoração. Ou Josh forrando as mesas com toalhas em xadrez vermelho. E, não posso esquecer, John distribuindo os arranjos simples pelas mesas.

Tia Diana e eu passamos grandes noites planejando e preparando cada detalhe, mas Cassie parecia um general a partir do momento em que chegou hoje de manhã. Ela tinha até uma prancheta e itens marcados. Sempre é absolutamente fascinante ver como Cassandra Bradshaw toma conta de um lugar. Sério. Eu tenho quase certeza que vi John se encolher quando ela brigou com ele.

Estar no meio dessa família é certamente maravilhoso, mas, em dias como esse, eu sinto mais falta dos meus pais. Mamãe adorava discutir com tia Diana sobre qual cor de guardanapo elas deveriam usar, ou qual sobremesa seria servida; e meu pai estaria sentado junto com tio Robert em companhia de cervejas geladas enquanto riam pra caramba delas.

Eu já aceitei que eles se foram, mesmo que ainda tenha aquele sentimento ruim de vazio em meu peito, mas, uma coisa que eu não consegui aceitar ainda foi a perda da minha irmã.

É difícil perder alguém para a morte, mas é ainda mais difícil perder alguém para a vida.

Depois do acidente, Gen foi a única pessoa que me sobrou, no entanto, ao invés de se aproximar de mim, ela se afastou cada dia mais, e mais... a ponto de eu não reconhecer minha própria irmã.

E, eu noto com mais pesar no meu coração, eu não fui a única que ela deixou para trás. Ela fez isso com todo mundo que a ama, e ela está, querendo ou não, fazendo isso com seu pequeno filho de oito anos de idade.

O que não é justo. Nem com Oliver, nem com ela mesma.

Genevieve pensa que ninguém percebe, mas nós sabemos o quão difícil foi e tem sido seu casamento. Ela pensa que se colocar um sorriso no rosto vai estar tudo bem, mas nós podemos ver a dor em seus olhos quando ela sorri. O que quer que Kylie Morgan Kane tenha feito com Gen, foi ruim o suficiente para que não queira compartilhar. Mas será que ela não pode ver que isso está afetando ao seu filho também?

Gen não é uma pessoa ruim, mas ela foi vítima das consequências.

E eu só posso lamentar por ela.

Mas não agora. Neste momento eu tenho uma festa para ir, uma que promete ser muito interessante visto o repentino interesse dos meus primos em minha melhor amiga.

E sim, eu disse primos no plural. Não é óbvio para todo mundo que está rolando uma competição entre John e Josh? Bem, se eu conheço minha amiga, definitivamente não é óbvio para ela. Isso só torna as coisas ainda mais divertidas!

Falando em Della, ela é a primeira coisa que eu procuro quando ponho meus pés na fazenda. Ela está indo dançar com o John, e eu vejo seu desconforto de onde eu estou.

Meus olhos permanecem na cena, quando a música muda para algo mais lento e John puxa Della para o local no meio do gramado cercado por mesas, onde as pessoas estão dançando; eu vejo quando ele levanta os braços dela até seu pescoço, deixando seus próprios braços caírem para a cintura de Della, puxando-a mais perto dele.

E, oh Deus! Eu não sou a única pessoa que tem os olhos treinados sobre eles... Cada maldito par de olhos dessa cidade, onde os moradores são, essencialmente, curiosos, está sobre eles.

E ao invés de me preocupar com o possível ataque que Della vai ter assim que perceber que ela e o John são mais novo assunto da cidade, eu me preocupo com o único par de olhos que não assiste a cena com interesse.

Antes que eu possa pensar qualquer coisa, minhas pernas fazem o caminho mais curto até Josh.

Eu passo por algumas mesas, subo os degraus da varanda, e paro ao lado do batente de madeira onde ele está escorado. Seus olhos podem estar treinados sobre a cena na pista de dança, mas eu sei que ele reconhece minha presença porque antes que eu possa dizer qualquer coisa, ele diz: — Bonita noite, não é Manda?

Eu bufo, porque não posso evitar. Josh mais do que ninguém sabe que esse papinho de distração não funciona comigo: Eu sou uma conversadora reta. E nós dois sabemos que eu não estou aqui para falar do tempo.

— Bonita menina também. — Eu digo. — Porque diabos você está assistindo a isso de longe?

Josh ainda não olha para mim, mas eu estou observando seu rosto quando ele se forma em uma carranca.

— O que exatamente você quer que eu faça, ande até lá e exija que eles se afastem?

Seu tom é duro, e afogado em amarguras. Eu suspiro.

— Josh... — Começo, mas não vou muito longe. Ele se vira para mim interrompendo o que eu ia dizer.

— Não Manda. Sério. O que você esperava que eu fizesse? Eu não tenho uma porra de argumento. Ele deu o primeiro passo, ele tem o direito.

Bem agora eu é que estou furiosa.

— O que eu esperava, Joshua? — Esbravejo em um tom cortante. — Eu esperava que você tirasse sua cabeça da bunda e admitisse para ela que você gosta dela desde que a viu de marias-chiquinhas no jardim de infância. Eu esperava que você deixasse claro para o John suas intenções e sentimentos a respeito dela. Eu esperava que você mostrasse o que sente, porra! — Rugi. — Eu esperava qualquer. Outra. Coisa. Menos que você fosse desistir! — Gritei com ele. — Ou pior Josh, eu não esperava que você fosse se conformar. — Finalizei deixando meu desapontamento transparecer em minha voz.

Depois disso eu virei as costas e saí, indo para dentro de casa, cada passo que eu dava estava marcado com a raiva que eu sentia de Josh agora.

Eu apenas me cansei de ser a espectadora disso!

Josh caiu por Della no segundo em que ele olhou para ela, é assim até hoje. E, eu não consigo, porra, entender o porquê de ele nunca ter feito nada a respeito disso. Para mim, ninguém seria mais perfeito para Della do que o Josh, nem mesmo John com toda sua boa intenção.

Eu não sei os horrores que marcam o passado de Della, mas eu pude perceber uma bagagem em seu olhar que meninas doces como ela não deveriam ter, embora ela não vá me dizer o que é. Eu sei também que é algo relacionado a seus pais, seu pai em especifico. Ela nunca fala sobre ele. Algumas vezes ela me contou sobre o seu passado, mas ela sempre falava de sua mãe, nunca de seu pai, mesmo que eu sei que ela tinha um.

Também sei que ela mora com os tios desde pequena. Eu vi em seus olhos que ela tem dificuldades em se abrir para as pessoas, e Deus sabe que eu levei um bom tempo para obter a verdadeira Della para fora em minha presença, porque ela tem receio de ser quem ela é. Eu sei que seu primo Ryan é o único homem em que ela confia plenamente, e que ela quase foi esmagada quando ele teve que ir para a faculdade e ela ainda estava no ensino médio.

Eu poso não saber muitas coisas porque ela me disse, mas com o passar dos anos ela me mostrou em ações mais do que suas palavras seriam capazes de dizer. E por tudo que eu vi, sei que Josh seria a pessoa perfeita para mostrar a Della o caminho da felicidade plena, porque ele a amaria do único jeito que ela merece: completamente. Sem se importar com qualquer outra coisa.

Esse é o Josh. O que nem todo mundo consegue enxergar.

Eu me perdi tanto neste sentimento de tristeza e raiva que eu sentia por Josh está arruinando não só a sua vida, mas a de Della também, que eu nem percebi que eu ainda estava andando, até que eu bati de frente com algo alto, duro e quente.

— Oh, doçura... — Uma voz escorregadia como mel quente e sexy como o pecado diz antes que eu possa saber o que está acontecendo. Uma voz que eu reconheceria em qualquer lugar. — Se você queria sentir o meu corpo contra o seu, bastava pedir. Esse seu método tem que doer. — Ele riu, sua risada rouca e melódica.

Hunt.

Seus braços seguravam meus ombros quando eu afastei meu rosto do seu peito largo e forte. — Você está bem? — Ele perguntou quando eu não disse nada.

Eu estava atordoada.

— Hum.. — Levantei meu olhar para encontrar o seu. Seus belos olhos castanhos queimavam quando ele olhou para mim esperando por uma resposta — Sim, eu estou bem. — Respondi, ganhando um largo sorriso da bela espécime de homem na minha frente. — Não sabia que você estava por aqui. — Afirmei com uma pequena careta.

— E não parece estar feliz com isso também. — Seu tom era divertido, mas seu olhar queimou todo o caminho até mim quando ele disse.

Eu ignorei isso, fugindo da situação com uma piada.

Esfreguei meu nariz dramaticamente. — Minha cara que o diga!

Ele riu, e algo em mim se apertou.

Droga!

Eu não gosto da forma como ele me olha; não gosto de como ele sempre parece bom; não gosto de como sua voz é sempre um deleite, ou a forma que seus músculos se apertam quando ele ainda tem suas mãos em mim. Eu não gosto da forma que meu corpo responde a ele.

Mas eu certamente odeio a forma como Hunter Bradshaw me afeta.

— ♥ -

Della McKenna

Isso foi um erro.

Vir até aqui com o John pareceu bom, até que todo mundo se mostrou interessado na dança que ele insistiu que eu dançasse com ele.

Até que os olhares me fizeram desconfortável e autoconsciente.

Dez minutos atrás eu disse ao John que eu ia ao banheiro, pois precisava me controlar. Não podia me deixa entrar em pânico aqui, na frente de tantas pessoas. Ia parecer que eu sou louca.

Eu tentei achar Amanda, para que ela desse um jeito de me tirar daqui, sem ferir os sentimentos de seu primo. Mas eu não podia encontrar Manda em qualquer lugar. Então, ao invés disso, eu me tranquei no banheiro, tentando pensar em um modo de passar por isso. Eu precisava me acalmar.

Dez minutos, e depois quinze, se passaram, e nada. Porém, eu não podia mais ficar no banheiro, então eu relutantemente sequei o meu rosto, estragando todo trabalho de Amanda, abri a porta e saí, não inteiramente preparada para voltar a festa.

Eu decidi pela varanda, longe o suficiente para que as pessoas não me notassem. Mas eu não era a única pessoa aqui.

— Oh, desculpe. — Ofeguei quando eu vi Josh escorado na grade de madeira que cerca a varanda. — Eu não sabia que já estava ocupado.

Não tinha visto ele a noite toda, nem sequer um vislumbre, o que me faz pensar que Josh estava aqui há um bom tempo. Estava vestido semelhante ao seu irmão, com jeans e camiseta escura, embora a do Josh fosse azul marinho, e ele tenha suas botas, que o tornam ainda mais bonito, se possível.

Jonathan Bradshaw é um homem bonito, não posso negar, mas há algo sobre o Josh que me puxa para ele, mesmo que eu tente evitar. Eu não posso deixar de reparar em cada movimento dele, de cada gesto, ou expressão.

— Melhor vista. — Ele diz simplesmente e encolhe os ombros para logo em seguida sorrir largamente para mim. — Você é bem-vinda.

Eu tento mentalmente me lembrar que eu estou aqui com o John, e que ele deve estar me procurando, mas eu não consigo simplesmente me virar e sair. Eu não consigo desprender meus olhos do seu belo rosto. Eu não consigo rejeitar sua oferta, porque assim que ele sorriu para mim eu esqueci o motivo do meu desconforto, eu esqueci o que me trouxe aqui e tudo que eu pude ver foi ele.

Josh Bradshaw.

Notas finais
Eu preciso dizer que eu tentei seguir os comentário e tentei fazer com que algum dos personagens principais narrasse este capítulo. Mas, quanto mais eu escrevia as versões deles, menos parecia certo. Então eu fui com o que meu instinto disse que daria certo. Espero que eu tenha acertado. Sinceramente, como foi ter isso narrado pela Amanda? O que achou da opinião dela sobre as coisas? E, mais importante, o que achou do final? Me responde lá nos coments, please! Beijos :*