Texas Hot Guys: In love with you
12 Nós?
Notas iniciais
Capítulo 11
“Nós?”
Della McKenna
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A cena de hoje à noite era algo que eu vinha escondendo por toda a minha vida, e perder o controle, da forma como eu perdi no jantar, era algo que eu nunca tinha feito desde os quinze anos, exceto por uma vez no colégio. Controlar os ataques de pânico se tornou mais fácil depois que eu percebi a reação das pessoas que se importavam comigo ao presenciar tal cena.
O olhar desolado no rosto de tia Meg é algo que eu nunca vou esquecer, por exemplo. Logo quando eu fui levada para a casa dela, os ataques de pânico eram constantes, e eu percebi rapidamente que, a cada vez que acontecia, eu via minha dor espelhada nos olhos dela.
Tia Meg é a única que talvez algum dia chegou perto de entender a enorme agonia que foi para mim a morte dos meus pais. Ela se culpava, assim como eu fazia. Minha mãe era sua irmã gêmea, e ver o rosto dela, numa base diária, consistiu em tormenta nos primeiros meses. Foi preciso que eu estabelecesse várias comparações entre ela e minha mãe, e constatasse cada diferença, para que eu fosse capaz de deixar tia Meg se aproximar de mim.
Na época eu imaginava que ela estava lá para tentar preencher o vazio deixado por minha mãe, mas eu rapidamente percebi que tia Meg era uma bagunça tão grande quanto eu era. Ela queria se aproximar porque ela apenas entendia a dor que me machucava a cada vez que eu respirava. Assim, eu deixe-lhe.
Ela me abraçou quando eu me perdi em ataques de pânico, se balançava comigo até que eu voltar a realidade, e, quando eu finalmente era capaz, encontrava tia Meg a chorar, com culpa brilhando em cada uma das gotinhas de água que tanto escorriam pelo seu rosto. Então eu olhava para cima e via seu marido a observar a cena, um olhar torturado e quase sombrio rondando sua própria face, enquanto ele abraçava Rys contra ele.
Eu demorei a entender aquele olhar no rosto do marido de tia Meg, pois até então eu conhecia um único homem, e ele nunca se importou em me ver chorar, ou minha mãe.
Alexander McKenna foi intrigante para mim.
Ele era um homem, um esposo e um pai, tudo que eu aprendi a temer numa pessoa, no entanto, suas ações eram tão completamente diferentes daquilo que eu consideraria “normal” que fiquei fascinada. Admito, das primeiras vezes eu achei que ele estivesse apenas fingindo, mas então, meu próprio pai nunca se importou em sequer mentir que sentia algo por nós.
Entender tio Alex foi parte da minha melhora. Sem ele eu nunca conheceria, ou acreditaria, em um mundo onde homens não machucassem suas mulheres e crianças. Mas a cada vez que ele me tocou suas mãos não demonstraram qualquer outra coisa, senão carinho. Seus sorrisos eram genuínos, e seus elogios um bálsamo para a criança quebrada que eu era.
Ver a forma como ele abraçava sua esposa, a forma como ele tratava seu filho, sentir a maneira como ele se importava comigo fixou partes em mim que eu não tinha ideia que estavam quebradas.
Amar tia Meg, tio Alex e Rys não foi algo fácil e rápido, mas também não foi algo controlável. Eles se infiltraram e fixaram suas raízes em meu coração, cada um a seu próprio jeito e a seu próprio tempo. Tia Meg com sua maneira fácil de me entender, tio Alex com seu dom sobrenatural de saber sempre o que eu precisava para o momento, e Rys com sua extrema proteção.
Juntos eles foram as minhas muletas, e me ajudaram a levantar do lugar para onde eu tinha sido jogada. Por isso, não era justo que eu os fizesse sofrer a cada vez que me deixava perder em memórias.
Aprendi a lidar com as ocasiões em que a escuridão ameaçou me levar com três passos quase ridículos de tão simples. Número 1- Lembrar a mim mesma de que, se fosse fraca, e sucumbisse as más lembranças, eu estaria machucando as pessoas que me amavam; 2- Rememorar a voz de tio Alex quando ele me disse as seguintes palavras: Querida, ambas, você e sua mãe, estão em um lugar melhor. Sua mãe no céu, e você aqui, onde podemos te proteger. Ninguém nunca mais será capaz de machuca-las; e, por fim, 3- Trazer outra memória no lugar da que estava tentando me assombrar. Geralmente um sorriso da minha mãe, ou algum momento bobo com a minha nova família.
Lembrar dela sempre trazia um sorriso ao meu rosto, e lágrimas aos meus olhos. Minha mãe era a minha pessoa preferida no mundo, e é a única por que eu poderia me fazer ser forte nesse momento, por isso foi a ela que eu recorri.
Eu sabia bem onde eu estava, e a presença de Josh apenas confirmou isso alguns segundos depois. Quando ele saiu do closet e me viu sentada na sua cama, uma gama de emoções cruzaram por seu rosto. Foi tão rápido, e eu sabia que havia, inevitavelmente, perdido algumas, mas consegui captar as principais: Preocupação, medo e carinho.
Ele ficou em pé na porta do closet pelo que pareceu uma pequena eternidade enquanto nossos olhares estavam perdidos dentro um do outro. Foi um longo tempo, ou assim pareceu. Eu vi o suspiro de Josh, algo entre alivio e a falta de ar; vi seus olhos mudarem até que estavam quase pretos. Eu não sabia ler a emoção que ele demonstrava agora, mas fez meu peito se apertar, e as lágrimas brilharem de volta aos meus olhos.
Josh absorveu minha reação com preocupação, um vinco se formou na sua testa e ele deu um suspiro pesaroso, antes de andar rapidamente na minha direção.
Ele colocou seus braços fortes ao meu redor, e me puxou com força contra ele. — Está tudo bem, bebê. Tudo bem agora. Fique comigo, sim?
A forma como ele me segurou aliado a suas palavras suaves só me fizeram chorar com mais força, contudo, não eram essas lágrimas de tristeza ou dor. Eu chorei por mil razões diferentes.
Chorei porque eu acreditei nele, e eu nunca havia me sentido tão segura quanto eu estava agora, em seus braços; chorei porque me pareceu certo estar ali, com ele, como se eu estivesse em casa; chorei, principalmente, porque a forma amorosa como Josh me segurava, mantendo-me protetoramente apertada contra seu corpo, me fez querer que fosse real. Me fez querer que ele me amasse.
E isso me rasgou, porque não era verdade.
Almejava ter sido capaz de lhe dizer que eu não estava prestes a ter outro ataque, e ser capaz de tirar o olhar assombrado do seu belo rosto, mas eu não pude pronunciar nem uma palavra com o bolo que parecia entalado na minha garganta. Então eu deixei ele me segurar enquanto eu quebrava em soluços feios.
Eu sabia que tinha assustado todos eles esta noite, mais que qualquer uma das vezes que eu assustei a minha família, pois ninguém em volta da mesa do jantar fazia sequer uma pequena ideia do porquê de eu ter reagido daquela maneira. Esperei as perguntas enquanto Josh estava lá me segurando, mas ele não fez nenhuma.
Quando eu fui capaz de conter o meu choro a um leve suspirar, ele acariciou o pouco do meu cabelo que tinha caído sobre o meu rosto e colocou de volta no lugar.
Josh tomou meu rosto e suas mãos grandes e me fez encontrar seus olhos.
— Fale comigo, Della, — ele exigiu, mas soou como se estivesse implorando. — Fale comigo, por favor.
Ele olhava para mim com uma intensidade tão grande que eu cheguei a estremecer. Seus próprios olhos brilhavam com lágrimas não derramadas, e eu fui capaz de ver o quão preocupado comigo ele estava, como se ele me amasse...
Não podia ser. Podia?
Eu abaixei os olhos, porque eu não conseguia suportar o peso de seu olhar sobre o meu sem ter vontade de desabar chorando novamente. Eu queria tanto que fosse verdade, Josh. Tanto.
— Della — ele chamou meu nome com emoção colorindo cada letra —, amor, por favor, fale comigo.
A cadencia de necessidade em sua voz me fez empurrar meu olhar de volta para o dele, e o que eu vi lá fez meu coração doer. Josh estava se perdendo, por mim.
— Josh — eu sussurrei. — Está bem, eu estou bem, agora. — Lhe garanti enquanto levantei meus braços para limpar a única lágrima que escorreu pelo seu rosto.
Josh pareceu soltar o folego que estava segurando e suspirou: — Graças a Deus! — enquanto me abraçou novamente, me absorvendo com cada inalar, pois seu rosto estava enterrado contra o meu pescoço, e, por um longo tempo foi assim que ele ficou.
Quando se afastou, e olhou para mim de novo, ele pode ver a enorme quantidade de questionamentos que suas ações haviam introduzido na minha mente.
Por que ele se importava? Por que ele havia se machucado tanto ao ver minhas lágrimas? Por que ele tomou minhas dores como se fossem as suas próprias? Por que? Por que? Por que?
Josh fez o inesperado e sorriu para mim, um misterioso sorriso cheio de promessas acalentadoras.
Ele beijou a ponta do meu nariz rapidamente.
— Nós vamos esclarecer isso depois, — prometeu.
(Continua...)
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FAULT OF BOYS- EPISÓDIO 3- BRAY
Eu tinha certeza que não estava bêbado, e se eu não estava, ela com um inferno de certeza não estaria. E isso é que não fazia nenhuma merda de sentido. Essa atração, esse fogo que surgia quando ela me tocava. Se eu fosse honesto comigo mesmo diria que até a maneira como ela olhou para mim, me afetou pra caralho.
Essa atração, de onde vinha? Onde ela tinha estado todos esses anos?
Porque eu não poderia ter reparado nisso antes? Ah, sim. Porque eu gastei anos desejando o que meu irmão tinha, e me esqueci de olhar ao meu redor. Teria feito da minha vida um lugar melhor do que está agora. Jess esteve lá o tempo todo, eu apenas não podia tirar minha cabeça do bunda tempo o suficiente para ver isso. E, porra, agora que eu via, certo como merda, que eu não vou deixa ir.
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