Texas Hot Guys: In love with you

8 Memórias, desabafos e... Mario Kart?


Notas iniciais
Olá! Primeiramente: Dedico este cap a Miss J., que é minha irmã de livros ♥ Em segundo lugar: Tenho algumas novidades para vocês!!! 1- Eu agora tenho uma conta no Wattpad :) @CrossAdely Siga-me e acompanhe minhas histórias por lá também. 2- Eu tenho uma nova história para compartilhar com vocês. O link está aí em baixo, no fim do cap. Eu ficaria muito feliz em ter você como leitor dessa também. 3- E por ultimo, mas não menos importante... tam tam tam: ESSE CAPÍTULO CONTÉM POV DO JOSH, FAVOR NÃO ENFARTAR. Boa leitura!

Capítulo 7

“Memórias, desabafos e... Mario Kart?”

Della McKenna

— Oliver. — Eu olhei para ele com a cara mais séria que pude reunir. — Eu vou te propor um acordo aqui.

Ele apenas me olhou desconfiado. Continuei então:

— Cada vez que você tirar uma nota acima de oito nos meus testes, faremos algo divertido. É verão garoto! Não pense que é o único que não está fazendo coisas divertidas.

Certo, como se você fosse fazer algo, que não ler, em seu tempo livre, pensei. Mas, não importa o que eu faria normalmente, só tenho que arrumar um jeito de fazer isso aqui funcionar com ele.

Senhorita Mckenna, — Oliver realmente faz uma careta quando diz meu nome. — Não tente ser legal. Eu tenho oito anos e eu sei que os adultos não podem ser legais. — Ele parecia obstinado a me contrapor.

— E porque você acha isso? — Perguntei com genuína curiosidade.

Ele apenas baixou a cabeça e deu de ombros. Okay...

— Você acha que vai ser uma criança para sempre? — Questionei novamente.

Oliver parecia intrigado com a minha pergunta. Eu segurei duramente o riso que queria borbulhar para fora de mim.

Ele pensou por um bom momento antes de responder: — Eu gostaria.

— Todos nós, eu te garanto. — Então, como ele parecia estar prestando atenção em algo que eu dizia pela primeira vez, resolvi continuar. — E, por acaso, todos os adultos parecem iguais para você?

— Sim. — Respondeu emburrado.

— Todas as crianças na escola são legais para você?

— Urgh! Não! Toad é muito chato e sem noção!

Temos um ponto.

— Certo. Agora, pense bem em um adulto que seja o pior adulto que você possa pensar... pensou? — Ele afirmou com um movimento de cabeça. — Agora, diga-me, eu me pareço com está pessoa?

Sua cara era compenetrada enquanto ele comparava em sua pequena cabecinha. — Eu.. Não, eu acho que não.

— Exatamente. — Olhei para ele enfaticamente. — Você gostaria que eu dissesse que você e Toad Stanford são iguais?

Ele fez uma careta ofendida. — Não!

— Você entende o que eu quero dizer com isso?

Ele pensou por um momento, antes de me olhar com real arrependimento. — Que não devemos comparar as pessoas?

— Que não devemos julgar as pessoas a partir de um único modelo, entende?

— Eu acho que sim. — Sua testa franziu em compenetração. — Então, quer dizer que nem todos os adultos são como meu pai e minha mãe?

Oh, merda!

— O que isso quer dizer? — Perguntei calmamente, mas minha mente já tinha ido a mil lugares diferentes.

— Eles.. eu.. — Respirou fundo, antes de começas novamente. — Eu os ouvia brigar o tempo todo. — Seus olhos baixaram para o chão, e ele já não mais olhava para mim. — Meu pai, ele fazia minha mãe chorar. El... — Sua voz falha mais uma vez, antes dele continuar. — Ele batia nela. — Sussurrou.

E então o silencio.

Eu não sabia quem estava mais perdido em lembranças, eu ou Oliver, mas no momento em que eu levantei seu rostinho para me encarar, nós dois tínhamos lágrimas nos olhos.

— E-ele batia em você? — Foi minha vez de falhar a voz.

Oliver deu de ombros, como se não fosse nada. — Ás vezes.

Deus, eu queria matar o bastardo. Ele era um monstro.

Oliver me lembrou minha própria infância. Meu pai ainda assombrava meus pesadelos. Eu entendia a revolta dele. Eu entendia, por que eu vivi isso.

Assim como ele, eu estava olhando para o chão quando falei: — Meu pai também batia na minha mãe.

Eu nunca havia dito isso em voz alta a ninguém, mas senti vontade de dizer a um menino de oito anos de idade. Ele não podia crescer acreditando que todas as pessoas são monstros, ou ele se tornaria um.

— Sério? — Eu afirmei com a cabeça. — E onde ele está agora?

— Bem longe. — No inferno, provavelmente. — Mas Oliver, nem todos os adultos são dessa forma. Nem todo homem bate em mulheres, nem em seus filhos. Essas são exceções.

— Mas eles ainda gostam de gritar e brigar. Como meus tios fazem comigo quando ficam bravos.

Bem, merda.

— Eles não fazem por mal, Oliver. — Aqui estava eu tendo um papo cabeça com uma criança. — Eles fazem por que não entendem que isso significa coisas ruins para pessoas com você e eu. Eles gritam para o nosso bem.

— Como isso é possível? — Pelo olha no seu rosto era como se eu tivesse dizendo-lhe a maior mentira do universo.

— Seus tios brigaram com você sem motivo alguma vez?

Ele franziu a testa compenetrado, antes de responder. — Não, apenas quando eu desobedeço, ou grito com a vovó B.

— Exatamente. Sabe, eles tentam corrigir suas más atitudes para que você não fique como o seu pai, ou meu pai, que tratam mal e gritam com as pessoas sem motivo.

Seus olhos se arregalam e se enchem mais de lágrimas — É por isso, Della? Eu... eu estou sendo como ele?

— Você estava. Mas você pode mudar, basta você querer.

— Eu não quero ser como ele. — Disse com firmeza.

— Isso já faz de você diferente. — Garanti.

Então ele fez a única coisa que eu não esperava: Ele me abraçou.

— Desculpe, Della. Eu não queria ser ruim com você. Eu apenas não entendia. — Chorou no meu pescoço, e eu o abracei com força contra mim.

— Eu sei. Está tudo bem.

— Eu vou pedir desculpas a vovó também.

— Ela vai ficar feliz com isso, Oliver.

Ele se afastou e nós dois enxugamos as lágrimas.

Oliver respirou fundo. — Você não vai contar a ninguém, não é?

— Eu não conto se você não contar. — Prometi. — Agora, as ciências nos esperam amigo. — Oliver gemeu com o pensamento. — Acredite garoto, não é legal para mim também.

— ♥ -

Josh Bradshaw

Como era possivelmente suposto que eu fizesse isso? A garota, com quem eu vim sonhando desde a primeira vez que coloquei os olhos sobre, era a mesma que eu tinha que encarar todos os dias. A mesma que havia sido reivindicada pelo meu irmão. Eu me peguei pensando mais de uma vez, como tudo teria acontecido se eu tivesse tomado uma atitude antes do John.

Minha conclusão é sempre a mesma. Eu vi Della. Realmente vi. Eu vi como ela escondeu todo o seu potencial, apenas para que as pessoas a notassem menos. Eu vi todos os tipos de sorriso que ela tem, e posso lista-los desde o sorriso tímido de quando ela está envergonhada; ao riso verdadeiro que ela não é capaz de conter; a risada sínica, que ela normalmente reprime; ao sorriso que ela dá as pessoas quando pensa que ninguém está olhando; ao falso sorriso que não atinge seus olhos, e todos os outros.

Eu observei cada momento em que ela deixou seu controle cair e foi ela mesma. Mas eu vi também a garota quebrada. Que parecia fora do lugar, quando estava rodeada por muitas pessoas. Eu prestei atenção em alguns momentos em que ela não pode controlar qualquer memória que veio à tona. Vi momentos em que ela se perdeu.

Lembro-me de um dia na escola, eu estava no meu último ano, quando, por algum acaso do destino, saí no meio de aula da Sra. Black com a intenção de ir ao banheiro. Eu vi Della naquele dia, e seu cabelo vermelho macio e rosto de boneca me atingiram como toda vez que eu olhava para ela. Ela não me viu, no entanto. Eu me perdi por um momento apenas olhando para ela de longe, até que eu percebi que algo estava errado. Della estava lá apenas parada, não se movia; seus olhos estavam fechados, e seu peito subia e descia arfando.

Eu me lembro de querer correr para ela, mas de ter ficado aterrorizado, porque eu sabia que algo estava errado. Foi a primeira vez que eu me lembro de sentir medo. E foi por ela.

Naquele dia, eu não tive a oportunidade de descobrir o que havia de errado, nem de ajuda-la, pois, meus próprios pés estavam cravados no chão e solidificados com pavor. O que de tão ruim aconteceu com ela? Por Deus, como eu quis saber, não por curiosidade, mas porque eu queria concertar.

Finalmente me movi quando vi que suas pernas não aguentariam seu peso por mais tempo. Ela estava desbando, com as pernas tremulas, e ainda assim, era a única parte dela que se movia. No entanto seu primo, Rys, foi o único que impediu que ela caísse, afinal ele chegou três passos antes de mim. Ele se sentou no chão e puxou Della em seus braços, sussurrando palavras em seu ouvido. Ele nem sequer me notou.

Mas eu notei tudo. E eu nunca seria capaz de esquecer essa cena.

Por um mês eu praticamente a segui pelos corredores para garantir que Della estava bem, para que, se ela precisasse novamente, eu fosse o único que a seguraria nos braços. Qualquer que tenha sido o gatilho para seu ataque de pânico, não aconteceu de novo.

Eu terminei o ensino médio naquele ano, e eu não conseguia pensar em mais nada além de que Della estaria sozinha. Que eu não poderia estar lá para ela. Eu vivi por notícias de Amanda, e queria canonizar minha prima a cada dia que ela cuidou de Della.

Eu entendia por que minha atração inexplicável por ela? Não. Mas eu a reconhecia.

Havia algo de fascinante naquela bela menina quebrada. Ela tentava passar desapercebida, mas qualquer pessoa a notava por sua beleza exterior. O problema das pessoas era a falta de real interesse em passar da superfície, assim, eles viam a menina linda, mas que era muito tímida, e isso era o suficiente para eles.

Eu apenas não pude aceitar o que sua superfície refletia, por que, a cada vez que eu olhei, eu quis ver mais dela. Della se tornou meu próprio mistério para desvendar, eu descobri algumas peças e eu queria mais, como um maldito viciado.

Della tem esse tom apelativo natural que te puxa para ela, mas ela se tornou uma profissional em repelir e se esconder. Acima de todos os seus medos, inseguranças e por detrás de todas as suas paredes, vivia alguém especial. Você apenas tinha que olhar atentamente como eu fiz, como Amanda fez, para ver a magnitude por trás da atitude tímida; para ver o peso no olhar que não deveria estar lá; para ver a força que ela tentava aplacar.

Então, dentro das minhas próprias lembranças, compreendi. Eu não tinha arrependimentos por não ter dado o primeiro passo, por que no fundo eu sabia que Della não estava pronta para mim, para minhas perguntas, para o meu cuidado, que parece ser de uma segunda natureza com ela. Ela não estava pronta para ser realmente vista.

Eu, sim, me arrependia de ter permitido John chegar a ela. Por que meu irmão, por melhor pessoa que seja, deixou sua atração o levar para um caminho desconhecido. Ele percebeu Della, o reflexo da superfície, não os cacos do interior. E isso dava ele um enorme poder de destruição.

E é por este motivo que eu me via contente de meu irmão gêmeo, meu melhor amigo, não estar aqui. De longe ele poderia fazer menos estragos.

— ♥ -

Eu entrei em casa, como entro todos os dias a essa hora, antes de John levá-la para longe, apenas para ver seu rosto bonito. Exceto que hoje, eu serei o único a levar Della. Esse pensamento por si só faz coisas estranhas para o meu coração.

Eu não queria ser a exceção nos dias de Della, eu queria ser a rotina.

Queria ser o único a toca-la; o único a segurar sua mão quando ela precisasse; queria ser o único detentor de seus sorrisos e o único responsável por sua felicidade.

Eu queria Della Mckenna como eu nunca quis nada na vida. E eu estava cansado de apenas querer. E por isso, tinha que me lembrar do infeliz motivo pelo qual eu deveria me manter longe dela: Della estava com o meu irmão.

Porra! Me dava vontade de socar a cara de John todas as vezes em que eu fui obrigado a me afastar. Mas eu queria bater em meu irmão, acima de tudo, por que ele sabia.

John era possivelmente o único que sempre soube que eu era totalmente apaixonado por Della.

Eu fechei as mãos em punhos, querendo desesperadamente bater em algo. Duro. Então eu ouvi algo que fez meu coração pular uma ou duas batidas: Risadas. De Della, e de Oliver.

Eu apenas não sabia qual dos dois sons me encheu mais de alegria. Corri na direção deles tão rápido quanto possível, antes que eu pudesse me parar.

Eles estavam largados no meu sofá, jogando... Mario Kart?

— O que você dois estão fazendo? — Perguntei com um grande sorriso involuntário no rosto.

Oliver se virou para mim com um sorriso de garoto em seu rosto bonito, que rivalizava apenas com o tamanho do meu. Eu não tinha visto esse pequeno sorrir em algum tempo, e saber que Della era a responsável por isso fez meu coração doer de amor por essa mulher.

Oh, tio Josh! — Ele respondeu. — Ela está chutando minha bunda no Mario Kart!

Della virou e sorriu para mim também, e eu fiz a única coisa que eu poderia pensar em fazer no momento:

Eu me juntei a eles.

— Bem, vamos ver como ela se saí com um adversário à altura.



♥ ♥ ♥


Sargento Asher Henley volta para casa depois de dois anos em missão, e vai direto para a casa de sua namorada de longa data, Nox Nial. Só que ao contrário da recepção calorosa, que ele esperava encontrar nos braços de sua mulher, Nox corre dele como o diabo corre da cruz. E corre direto para os braços do seu melhor amigo, seu irmão, Bray.
Há um ano e meio Nox acredita que o amor da sua vida está morto, e a exatos três meses ela vem dando uma chance ao cara que foi seu pilar de sustentação quando Asher se foi. O que ela não esperava é que Asher retornaria. Vivo, inteiro, e ainda mais bonito do que podia se lembrar, justo quando ela já tinha começado a aceitar sua partida.

FAULT BOYS- EPISÓDIO 1- ASHER

Notas finais
Então, por favor, me diga o que está achando! Please, leia minha nova fic, e me deixe opiniões pq eu preciso delas :) Beijões :* Até o próximo!