Texas Hot Guys: In love with you
9 Isso estava se tornando um hábito...
Notas iniciais
Capítulo 8
“Isso estava se tornando um hábito”
Della McKenna
♥
— Oh, não. Trégua tio Josh! — Oliver grita com um enorme sorriso. — Pare! — Clama quando se sacode nos braços de Josh. — Tio Josh! Nunca ouviu falar que cosquinha mata?!
Josh tem um enorme sorriso dividindo seu rosto quando libera Oliver de seu agarre. — E você não me ouviu dizer para correr, garoto?
Oliver lhe dá um olhar que diz ‘sim, como se eu pudesse escapar de você.’ quando caí pesadamente na toalha de piquenique em que estou sentada.
O lugar onde Josh nos levou para o almoço é lindo, eu nunca tinha vindo para essa direção dentro do rancho Bradshaw. Estávamos sentados debaixo de uma enorme árvore centenária, que ficava à beira de um rio.
Aparentemente este é o local preferido de Oliver, e começou a se tornar um dos meus também.
Isso de compartilhar o almoço estava se tornando um hábito. Começou depois do dia em que eu tive uma conversa com o menino. Oliver e eu chegamos a um consenso de trabalho então. Seu relacionamento comigo melhorou, e assim fez com a sua família. Nos tornamos tão próximos... eu entendia o que ele passou, e entendia seu mal comportamento com as pessoas. Crescer com um pai abusivo não é uma boa experiência para ninguém, eu sabia bem disso.
Meu laço de ligação com o Oliver se tornou tão forte que eu sentia falta dele como louca nos finais de semana. E toda a segunda feira, como um ritual, ele me abraçava apertado e dizia que passou o fim de semana inteiro contando o tempo para chegar a segunda. Estava ficando difícil dizer tchau para ele, principalmente porque eu sabia que o relacionamento dele com sua mãe não andava dos melhores.
Não tinha certeza sobre o que pensar de Genevieve.
Sei que Gen sofreu o inferno nas mãos do marido, mas é como se ela tivesse se empenhando em focar apenas no trabalho para distrair a mente das coisas ruins pelas quais passou, o que seria perfeitamente aceitável para qualquer outra pessoa, desde que essa não tivesse um filho que dependia dela.
Oliver estava passando muito tempo longe da mãe, e, quando ela aparecia na sexta-feira, não era o melhor momento para ele. Da primeira vez que eu a vi vir busca-lo, ele implorou para que ela o deixasse aqui, e se virou para mim com olhos suplicante dizendo que assim eu poderia vir vê-lo nestes dias também.
Partiu meu coração deixar Gen levar Oliver, mas ela era a mãe dele e não havia nada que eu pudesse fazer. Eu vi no rosto dela o quando se desgostou com a situação. Ela estava perdendo o filho, pelo simples motivo de que ele tinha atenção, cuidado e carinho onde estava. E ela própria se encontrava muito perdida em sua dor para ver a que estava causando nele.
Eu sentia um pouco de raiva de toda a situação, mas principalmente porque isso, na minha opinião, era considerado abandono. Afinal, presença física, apenas, nunca fez nada por ninguém. Oliver precisava de sua mãe, e ela não estava disponível.
Por isso, eu não poderia simplesmente dizer não para ele quando me pedia para ficar e almoçar com eles. Descobri, então, que Josh tinha alguém para entregar a comida, feita na sede, na casa dele todos os dias. Segundo Josh, com a quantidade de pessoas trabalhando aqui, as refeições podiam ser tumultuadas na casa principal, e eu fui obrigada a concordar quando cheguei lá mais cedo um dia, na hora do café da manhã, e tinha cerca de vinte e cinco pessoas ao redor da mesa. Senhora B. quase não me notou com a zoada.
Então eu almoçava na casa de Josh todos os dias antes de ir para o período da tarde na biblioteca. Exceto nas sextas, nessas decidimos, eu e Oliver, que seria o dia de fazer algo diferente. Andar a cavalo, nadar no lago, jogar vídeo game, pescar...
E Josh estava sempre conosco.
Eu adorava passar um tempo com eles, pois se tornou tão natural. Riamos e nos divertíamos com as coisas mais idiotas, tínhamos piadas internas, conhecíamos uns aos outros com a convivência. Era convenientemente fácil esquecer que eu e John estávamos em um relacionamento, pois Josh estava se tornando meu habito.
John e eu apenas não tivemos muito espaço para convivência, pois ele teve que ir embora. Nossa interação se limitou a horas de conversas no telefone, horas essas que se tonaram em minutos muito rapidamente. Eu tinha um compromisso com o John, mas era ao Josh que eu conhecia. Sabia de seus defeitos, das coisas que ele não gostava, sabia de todas as suas qualidades redentoras, e o tipo de pessoa que ele era. Podia prever suas rotinas, pois estávamos sintonizados, e convivíamos todos os dias. Dedicamos tempo a companhia um do outro.
Tornou-se muito duro para mim lembrar que eu não deveria me apaixonar por Josh. Muito mesmo. Especialmente quando ele olhava para mim e sorria. Algo em seus olhares me disseram que ele conhecia mais de mim do que eu contei. Derrubei sem querer várias das paredes que eu tinha a minha volta quando ele olhou para mim. E assim fez ele.
E eu estava adorando, mais que devia, o que eu vi dentro.
— Você deveria estar do meu lado. — Oliver me diz em tom de acusação quando pega mais um biscoito de dentro da cesta que sua avó preparo.
— De jeito nenhum eu estava me metendo nisso. Sinto muito garoto, você estava por conta própria. — Brinco.
Oliver faz um biquinho com a minha resposta e eu rio.
Passamos a tarde inteira assim, desde que Amanda pega meus turnos a sextas. Só saímos de lá quando estava escurecendo. Oliver tinha comido tantos biscoitos que sua barriga doía, e tinha brincado tanto que adormeceu com a cabeça no meu colo. Josh teve que carrega-lo para a caminhonete.
Ele deixou Oliver na casa de Gen, antes de me levar para casa. Eu poderia ter ido em meu próprio carro a partir da fazenda, mas Josh disse que estava tarde, e eu não deveria dirigir sozinha a noite. O que era suposto que eu fizesse então? Dissesse não? Eu não pude.
Eu observei seu perfil enquanto ele dirigia. Sua pele ainda era muito bronzeada e tentadora, e os músculos do braço contraiam a cada movimento que ele fazia no volante. Seus olhos profundamente castanhos estavam fixos na estrada. O vento soprava por toda a cabine da caminhonete, e uma mecha do seu cabelo caiu na testa. Eu tive que me controlar para não levantar a mão e coloca-la no lugar.
Era oficial. Eu estava incontestavelmente atraída pelo Josh. O que eu ia fazer?
— Della? — Ele fala divertido, me tirando dos meus devaneios.
Droga! Eu amo o tom de sua voz.
“Oh, não garota.” Ordeno a mim mesma. “Desça.”
— Sim? — Pergunto a Josh, me sentindo um pouco atordoada.
— Chegamos.
— Oh! — Arquejo, quando olho para frente apenas para ver a fachada do meu prédio. Por quanto tempo será que eu estou sentada aqui apenas olhando para ele? — Desculpe, eu estava distraída.
Josh sorri um largo e belo sorriso arrogante, e uma de suas covinhas pisca para mim. — Eu não me importo, contanto que você sempre faça isso olhando para mim. — Oh, meu...
Nem preciso dizer que seu tom insinuante me tem corando da cabeça aos pés, não é?
O sorriso de Josh fica maior com a minha resposta física a seu comentário, mas ele não fala mais nada, apenas desce do carro e abre a porta para mim. Ele praticamente me tira do carro com suas mãos em minha cintura, quando vai me ajuda. Secretamente me contorço por dentro.
Amo quando ele faz isso, porque é um toque de cuidado, eu teria que pular se ele não me ajudasse. Mas também porque meu corpo inteiro vibra com o calor de suas mãos, e essa é uma sensação poderosa que eu nunca experimentei antes.
Josh me acompanha até a porta do prédio, e me dá um beijo na bochecha.
— Boa noite, Della. — Sussurra.
Eu soei quase sem folego quando respondi: — Boa noite, Josh.
— ♥ -
Fazia três dias que eu não recebia uma de suas ligações, por isso fiquei surpresa quando meu celular tocou. Eu já estava dormindo há uma hora, segundo o visor do meu celular.
— Hei. — Cumprimento.
— Hei linda. — A voz de John ecoa. — Você já estava dormindo? Desculpe.
— Está tudo bem. Aconteceu alguma coisa? — Pergunto ao me sentar na cama.
— Foi uma longa semana, tudo que tinha de dar errado, apenas deu. Mas eu estou farto, e preciso de uma pausa. — Ele suspira. — Estou indo para casa.
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