Texas Hot Guys: In love with you

10 Jantando com os inimigos


Notas iniciais
Isso não foi exatamente o que eu planejei para esse capítulo. Mas eu comecei a escrever e foi o que saiu. Ele seguiu rumo próprio... O.o Enfim, boa leitura!

Capítulo 9

“Jantando com os inimigos”

Josh Bradshaw

♥

Duas semanas.

John chegou há duas semana, e eu já estou a ponto de explodir. Não que eu não gostasse da companhia do meu irmão, mas eu fodidamente odiava quando ele resolvia fazer companhia a Della. Irracional da minha parte? Talvez.

Ela era sua namorada, afinal.

No entanto, não importa quanto tempo do meu dia eu gastava tentado me catequizar disso, não adiantava. Eu me acostumei a tê-la apenas para mim, a ser o único homem a sua volta, e queria isso de volta. Nossas manhãs foram arruinadas, assim que ele pôs os pés em Knoxville, nossos passeios de sexta deixaram de existir. Eu quase não conseguia mais vê-la, e eu sentia falta.

Era como se John tivesse tentado garantir que Della não estaria a minha volta. Ele nem sequer a deixava mais na minha casa, estavam usando a casa principal para dar aulas, e eu apenas via uma esgotada Della sair de lá aos finais das manhãs. Eu não a trouxe para dar aulas na minha casa porque eu sou uma besta possessiva, talvez por isso também, mas é a casa principal era muito movimentada durante a manhã.

Meu pai contratava mais ajudantes durante os verões. Tanto para trabalhar com o gado e a terra, quanto para ajudar minha mãe a manter todos os peões. Tínhamos um barracão para eles a leste da propriedade, mas toda a comida era preparada na casa principal, e a roupa lavada. Era muito movimento para que qualquer pessoa pudesse se concentrar. E Oliver já era difícil o suficiente para ela ainda ter esta baderna em volta.

Então o idiota, que eu costumava chamar de melhor amigo, ainda não tinha percebido isso. Maldito. Essa foi a única coisa que ele não percebeu.

Por que, com toda a certeza, ele sabia que eu não estava feliz com isso; ou que eu sentia algo por sua namorada; ou que eu havia criado uma conexão com ela, que nem mesmo ele tinha, e, como todo bom homem com sangue nas veias, ele estava com ciúmes. Ah, sim, ele também notou que eu não estava nem um pouco feliz com sua volta inesperada, e eu não era o único.

Oliver estava sem falar com ele. Fez uma careta de desgosto a cada vez que Jonathan passou por ele. John estava tomando toda a atenção de Della para ele, e Oliver, como eu, não gostou nada disso.

Terça feira eu cheguei na casa principal, para falar com minha mãe e ver se conseguia um vislumbre de Della, e encontrei John e Oliver em uma situação.

O garoto encarou John com uma careta. — Será que você não pode ficar longe dela, nem durante as minhas aulas?

John não teve tempo de responder, pois Della voltou de onde quer que ela estivesse.

Amanda também tinha brigado com ele, porque ela também não concordava que Della deveria trabalhar lá, pois via que a amiga estava se cansando com isso. E porque ela tinha trabalhado o dobro dos turnos na biblioteca desde que John chegou, apenas para que ele pudesse passar um tempo com Della, e Deus sabe que Amanda odeia aquele lugar.

Jonathan estava sendo egoísta, e isso estava sobrecarregando a todos nós.

— ♥ -

A porta de casa bateu atrás de mim, e eu vi o meu irmão mais velho entrar. Nate tinha chegado hoje de manhã de Fort Worth, onde morava atualmente.

— Não tem tanto tempo assim que eu não apareço em casa. — Ele resmungou com uma carranca no rosto, e eu apenas sorri, pois sabia do que se tratava. — Mamãe vai fazer um maldito jantar, apenas porque eu apareci.

Agora eu gargalhei, e ele me lançou um olhar gélido. Eu apenas dei de ombros.

— Nate. — Digo tentando soar apologético. — Tem quase quatro meses que você não aparece em casa, e mora a apenas duas horas daqui. — Apontei. — Mamãe estava a ponto de colocar um detetive particular atrás de você.

— Foda-se! Eu expliquei a ela que estou em missão.

Eu levantei uma sobrancelha. — Falando nisso, você nunca sai da cidade quando está em missão, então... — Olhei para ele com acusação nos olhos. — Como é o nome dela?

Nathan empalideceu um tom, o que me fez pensar que era sério. Ele é um maldito bom agente do FBI, ele está acostumado a blefar, e ele estava fazendo um trabalho horrível em tentar dessa vez.

— Nome de quem?

Eu sempre fui muito observador, e algumas pessoas se sentiam incomodados por isso. Mas Nate já estava acostumado. Um gesto errado com a mão, e eu sabia que ele estava mentindo. Então, eu não disse nada, apenas o encarei, até que ele suspirou em derrota.

— Dallas. — Cuspiu. — E eu não sei porque ainda não te recrutei para o FBI.

Eu sorri. — Por que eu seria melhor que você. Mas não mude de assunto... Dallas? Uma garota te fez voltar correndo para casa como um garotinho assustado? — Zombei.

— Porra, gostaria que ela fosse apenas uma garota. — Ele coçou a cabeça com uma expressão cansada. — Ela é uma fodida delegada, e minha missão.

— E qual o problema com isso?

— O problema é que eu não consigo, porra, ter o suficiente dela. E isso me assusta. — Admitiu. — Mas, enfim, não vim aqui derramar minhas tripas para você. Mamãe disse para você estar na casa principal as sete.

— Quem vem para esse jantar?

— Além de você e eu? Amanda, John, e Della, eu acho. — Claro que sim. — Ah, e Gen. Killian está em Fort Worth, treinando para a temporada de futebol, e mamãe não conseguiu fazer com que Cass aparecesse. Ela está preocupada, me fez jurar que, assim que voltasse para casa, eu iria fazer uma visita a Cass.

— Bem, você deveria. É a sua irmã, e ela não está bem depois que que se separou daquele bastardo. — Apenas em tocar nesse assunto minhas mãos se enrolam em punhos em reação a minha raiva. O ex-marido da minha irmã é um cara fodido.

— Eu sei. — Disse em um tom culpado. — Mas não é como se eu não visse Cass, ela apenas me visita mais vezes do que eu a visito...

— ♥ -

Faltava um pouco mais de quinze minutos para as sete quando eu entrei na casa principal. Resolvi ir um pouco mais cedo para ajudar, mamãe sempre se empolga com esse tipo de coisa, e eu sabia que ela ia fazer uma grande produção.

O que me pegou de surpresa foi o fato de que Della já estava lá, e que não havia nenhum sinal de John por perto. Eu olhei para Amanda com confusão em meus olhos enquanto assistia Della ajudar minha mãe na cozinha.

Amanda se aproximou de mim, onde eu estava, na porta da cozinha.

— Ele foi ajudar o seu pai. — Me informou sem que eu precisasse perguntar. — Aproveite.

Oh sim, eu iria.

Parecia que era a primeira vez que a via em mil anos. Cortando legumes e ela ainda era a garota mais bonita que eu já vi. Não estudei por muito tempo o movimento que ela estava fazendo, passei muito tempo longe dela por estes dias.

Caminhei para perto dela, que estava no canto do balcão da cozinha com a tábua de corte cheia de coisas para salada. Ela precisava de uma tigela, foi a primeira coisa que estupidamente constatei. Della ainda não havia me notado, e parecia bem concentrada no que estava fazendo quando me aproximei, com o intuito de lhe conseguir uma tigela de salada. Alcancei o armário que estava acima da cabeça dela, e para isso tive que ficar realmente muito próximo de seu corpo. Sentia as costas de Della pressionarem contra meu peito quando enfim conseguir alcançar a vasilha.

Della não se espantou pelo meu movimento impensado. Baixei a vasilha e coloquei ao seu lado, ela levantou a cabeça e sorriu.

— Obrigada, Josh.

Eu fique hipnotizado, estupidamente olhando para ela, com seus olhos presos aos meus, até que Amanda suavemente limpou a garganta atrás de nós.

Em um impulso incontrolável dei um beijo na cabeça de Della antes de responder: — Não há de que.

Eu queria, na verdade, por meus braços em volta dela e dizer o quanto eu senti falta da sua companhia todo esse tempo. Dizer que eu estava pensando seriamente numa forma de enviar o meu irmão de volta para o lugar de onde ele veio. Mas eu não fiz nada disso. Apenas me afastei e fui falar com a minha mãe.

Dei-lhe um beijo na bochecha antes de perguntar o que eu deveria fazer para ajudar, minha mãe disse que iria temperar a salada, e que eu poderia ajudar Della a pôr a mesa.

E foi nesse momento que o desastre começou.

— ♥ -

Amanda Lewis

Jonathan era um idiota. Mas Josh era um maior ainda.

Na minha cabeça não cabia o fato de ele não ter tomado uma providencia em relação a Della. Duas semanas fodidas de assistir os dois se arrastando pelos cantos tinha me cansando.

Josh veio reclamar para mim sobre como John estava fazendo Della ficar na casa principal, e de como a rotina daqui estava cansando ela. E, porra, para alguém tão observador, ele estava sendo uma besta.

A razão de Della andar por aí com aquela cara abatida, era a mesma pela qual ele também estava: Saudades.

Sim, exatamente isso. Della foi sufocada pelo John, e Josh se sentia sufocado sem poder estar com ela.

Outra coisa, eu não sabia qual era o intuito do Josh, mas ele deveria ser menos impulsivo pelo tempo em que John estava por aqui, ou eles iam acabar entrando numa briga, muito, muito séria, pelas coisas que ele fazia instintivamente por Della.

Começou quando John chegou, e Della e Josh estava pondo a mesa. Eu vi na cara do John o quanto ele “adorou” chegar ao som das risadas de Della. Bem, na verdade, isso o fez sorrir, até que o som da voz de Josh se juntou a mistura. Eu nunca vi uma pessoa fazer o trajeto da sala até a cozinha tão rápido.

Então ele chegou e, da entrada, observou o interagir dos dois. Eles eram uma equipe fantástica, se moviam com facilidade ao redor um do outro. Della pegava uma coisa mais pesada, e Josh iria ajuda-la. Josh foi pegar os copos, e Della o ajudou com um que ameaçou cair quando ele pegou vários de uma vez. Josh e Della se comunicavam apenas de olhar um para o outro, e isso contrariou John pra caralho.

Ele não aguentou muito tempo parado na porta apenas observando. Tudo estava indo muito bem, até que John resolveu interromper e oferecer ajuda/intervir. No momento em que ele tentou ajudar Della, ela quebrou um prato.

Desastre.

Josh e Della se conheciam. John era apenas um forasteiro.

Em seguida era hora do jantar, e adivinha só quem foi o único que se lembrou de puxar uma cadeira para Della? Isso mesmo, o Josh.

Depois disso ele acomodou Oliver no lugar ao lado dela, e se sentou na cadeira ao lado de Oliver. E, se você pensa que o único com ciúmes era o John, você está miseravelmente errado.

Gen estava quase verde de inveja.

Bem, havia uma horda de babacas aqui essa noite, porque, a minha irmã, também era uma idiota.

Oliver só tinha olhos para uma pessoa nessa mesa, e não era a mãe dele. Ele pediu a Della para pôr o seu prato; para ajudá-lo a cortar a carne assada; foi para ela que Oliver contou suas novidades; e Gen não levou isso na esportiva.

Ela lançou olhares mortais e comentário rudes em Della durante toda a noite. Até que alguém perdeu a paciência. E não, não foi o John.

As bochechas de Della estavam da cor de duas beterrabas, e ela parecia que queria sumir dali. Já fazia uns bons cinco minutos que ela havia abaixado a cabeça e olhava fixamente o prato a sua frente.

Tia D. estava mortificada.

Oliver gritou: — Mamãe! — Em tom de repreensão e lágrimas nos olhos.

Josh afastou o prato de comida e ficou de pé.

— Já chega, Genevieve. — Urrou com raiva. Bem maninha, você mereceu! — Tudo isso é apenas ridículo. Sebe, você deveria tratar Della melhor, porque ela é quem está criando o seu filho. Dando a ele atenção, quando você não faz. Educando, como você não estava fazendo. Ela tem estado mais com o seu filho do que você!

Foi um bonito discurso, no entanto, ele gritou, e com a pessoa errada, porque a minha irmã podia estar errada como fosse, ela iria gritar de volta.

— E você se aproveitando disso, não é Josh? — Gen questionou com um ar de superioridade. — Ou pensa que eu não sei que você anda brincando de casinha com a namorada do seu irmão as custas do meu filho?!

Oh, merda!

Assim, isso passou de uma briga Josh-Gen para uma briga geral.

Tio Robert gritou com Gen, John levantou da mesa com um impulso e foi para cima de Josh com a intenção de um soco. Tia Diana correu parra eles, e se pós a frente de Josh; Nate segurou John em uma gravata, o impedindo de iniciar uma boa briga de socos. Eu estava chocada com a atitude de Gen, e caminhei em direção a ela. Todo mundo estava gritando, e foi um pouco assustador.

— COMO VOCÊ PÔDE?! — John gritou, ainda tentando se livrar do aperto de Nate.

Josh tirou tia D. da frente dele com um movimento suave, e chegou bem perto de John. Levantando o braço, Josh pousou um dedo acusador no peito do irmão. — Como você pode?

O questionamento de John foi em tom de exigência, mas o de Josh foi uma pergunta real. A essa altura, até Gen já tinha parado de cuspir fogo, e se calou para assistir.

Foi nesse momento em que ouvimos o grito assustador vindo de Della. Como se fossemos um só, olhamos em sua direção. De alguma forma, no meio de toda a confusão, ela foi parar no canto da sala de jantar, encolhida, com o queixo apoiado nas pernas, as mãos nos ouvidos, e os olhos fechados. Ela se balançava para a frente e para trás, quieta agora, mas, com certeza, o grito de horror que fez todos os meus pelinhos se arrepiarem tinha vindo dela. Parecia estar tentando se livrar de um sonho ruim.

Eu sabia que alguma parte de Della era quebrada, mas vê-la desse jeito partiu meu coração. As lágrimas começaram a cair sem que eu ao menos percebesse.

Oliver estava de joelhos ao seu lado, e, com o rostinho vermelho, chorava a ponto de soluçar. Ao ver que a sala estava quieta, lançou um olhar enraivado e ao mesmo tempo exasperado para todos nós.

— Vocês não percebem que estão machucando ela?

Notas finais
Olá! Não se esqueça de me deixar um comentário! Eu amo muito todos eles S2 ->A Mattfriboi, que eu prometi explicar algumas coisinhas: Como eu disse lá em cima, esse cap teve vontade própria, mas no próximo eu tiro algumas dúvida. Eu não esqueci ;) -> A Lorena: Fogo o suficiente miga? kkk -> A todas as outras maravilhosas que acompanham o Josh e a Della: Muito obrigada, vocês são incríveis, de verdade!!! Beijinhos.