Texas Hot Guys: In love with you
16 A calma antes da...
Notas iniciais
Capítulo 16
“A calma antes da...”
Josh Bradshaw
♥
Eu não fui capaz de deixa-la ir depois do inferno em que a noite de ontem tinha se transformado e Della não tinha mais força emocional para discutir comigo. Ela ficou e dormiu na minha casa, A princípio, foi um ato inconsciente, eu apenas não podia suportar a ideia de deixar ela ir, principalmente porque ela estaria sozinha então e eu não podia lidar com isso, nunca mais. Porém, durante a noite, deitado na minha cama, com Della dormindo no meu quarto de hóspedes, um sentimento de satisfação crescia no meu peito, e, não importa o quanto eu tentava reprimi-lo, buscando pensar racionalmente em todos os reais porquês de ela estar aqui, eu não conseguia. A única coisa na minha mente era o quão completo sua presença me fazia, o quão feliz. Mesmo que ela não estivesse na minha cama comigo. Eu não apressaria isso. Eu não tinha um plano, mas eu sabia o que queria, e vinha querendo por um longo tempo.
Antes, a minha fascinação e o meu desejo por Della consistiam em apenas ter passado grande parte da minha vida observando-a. Agora que eu realmente conhecia o seu caráter, seu jeito, sua integridade mais de perto, de ter deixado de somente observa-la para conviver com ela. Agora que eu conhecia sua história, seus pensamentos, seu toque, todo o sentimento irracional que eu nutri por ela durante anos, pareceu, cada vez mais justificado. Para mim, parecia que ela tinha sido feita para ser minha, para ser amada por mim, cuidada por mim. A ligação de Oliver mais cedo somente serviu para atenuar o sentimento. Ele tinha fé em mim para cuidar de Della, e eu não tinha intenção de decepcioná-lo. Adormeci com essa certeza no meu coração.
. ♥ .
Tive o início de manhã mais esquisito de toda a minha vida. Porque, se eu dissesse para você que eu não sabia como agir, eu estaria, no mínimo, sendo suave. Eu não fazia um caralho de ideia. Nunca pensei que ficaria nervoso com uma mulher na minha casa para o café da manhã, mas era Della. Eu queria que fosse perfeito para ela, que ela aproveitasse e, principalmente, queria que ela votasse outras vezes. E, porque eu estava tão nervoso e preocupado, deu tudo, absolutamente, errado. A comida queimou, o suco ficou muito doce e eu quebrei um prato.
Porra, quando foi que eu fiquei tão desajeitado?
Della se limitou a rir da minha careta frustrada quando pegou a espátula da minha mão e derramou um pouco mais de massa na frigideira que eu recentemente tinha limpado, jogando no lixo minha última tentativa de panqueca.
Eu suspirei.
Della parecia melhor essa manhã.
Depois de passar o inferno que foi a noite de ontem, ela parecia quase normal. Seu rosto estava mais corado, e nenhuma lágrima brilhava nele, o que já era uma vantagem por si só.
Eu estava uma bagunça completa, no entanto.
Podia afirmar, com toda a certeza, que a noite de ontem tornou essa manhã a manhã mais esquisita que eu já vivi. Se teve uma vez na minha vida em que eu não soube como agir, isso foi hoje.
Por fim, do meu lugar encostado no balcão olhando (um pouco possessivamente, admito) ela fazer panquecas na minha cozinha, me limitei a dizer: — Sinto muito.
Della virou a panqueca no prato antes de me olhar por cima do ombro.
— Josh, — ela disse num tom de “pelo amor de Deus” — uma panqueca queimada não é motivo para desculpas.
Se possível, eu franzi ainda mais a testa.
— Eu queria que você tivesse um café da manhã agradável depois da noite de ontem.
Della sorriu largamente quando colocou mais uma panqueca sobra a pilha e desligou o fogo. Então ela veio até mim, colocou os braços ao meu redor e se aconchegou o meu peito antes de dizer: — Obrigada.
Eu a abracei de volta, amando a forma fácil e confortável que seu gesto pareceu, a liberdade que ela usou para me tocar. Amando saber que ela entendia que podia fazer isso comigo. Após a noite de ontem, muitas coisas tinham mudado entre nós, a liberdade de tocar foi uma delas, e eu suspirei profundamente, apreciando cada segundo disso.
Depositei um beijo em sua cabeça, incapaz de me parar.
— Della, um café da manhã não é motivo para um agradecimento — repliquei, levemente divertido e provocando-a.
Ela riu docemente, alargando o sorriso de satisfação no meu rosto.
— Sim, é!
Eu ri de volta, antes de beijar sua cabeça mais uma vez e me obrigar a solta-la para que, finalmente, pudéssemos comer.
. ♥ .
Tudo tinha sido o mais absoluto reflexo da perfeição depois do meu momento de embaraço e foi incrível ver como Della e eu nos dávamos bem juntos, como a nossa conversa foi fluida e como agimos em sintonia para fazer coisas simples, como limpar os pratos do café. Me fez desejar que momentos como esse fizessem parte da rotina, que ela acordasse na minha casa todas as manhãs. Eu queria uma vida com ela, em todos s aspectos.
E, porra, era tão bom e ao mesmo tão complicado tê-la assim, tão perto de mim.
Eu amava sua presença, mas a cada minuto que ela passou do meu lado eu sofri por não puder toca-la da maneira que eu desejava, como se ela fosse minha. Ter ela dormindo e acordando na minha casa me tornou quase um homem das cavernas e eu estive a ponto de pedir que ela ficasse a cada cinco minutos, aproximadamente.
Mas Della estava passando um período delicado de sua vida, e, embora ela precisasse do meu apoio, ela não estava pronta para a força dos meus sentimentos por ela, não ainda. E eu só tinha que agradecer ao meu irmão por isso. Seu relacionamento com John tinha tornado as coisas duas vezes mais complicadas entre nós. Agora, não era só com os pensamentos de Della que eu tinha que me preocupar.
Complicado ou não, eu gostando ou não, o relacionamento entre John e Della aconteceu e eu teria que lidar com as consequências dela. Knoxville não era um grande lugar, e eu já podia praticamente ouvir as pessoas comentando meu envolvimento com Della, logo após ela ter terminado com o meu irmão. Eles não saberiam todos os sombrios fatos detrás das fofocas, mas eles falariam, e eu não gostaria de jogar Della no meio dessa bagunça.
Eu tinha que me preocupar, também, com o meu irmão, por que, apesar de ele ter sido um estupido filho da puta nisso tudo, ele era meu irmão. Não é como se eu pudesse simplesmente ignora-lo. Eu o amava e sabia que ele também era uma parte afetada na história.
Quebrando nossa pequena bolha de felicidade, eu me obriguei a pegar o meu carro e levar Della para casa. Não foi fácil, admito. Desde o momento em que levantei, eu sabia que teria de deixar ela ir. Della se acomodou meu carro e eu me ocupei em leve-la para casa.
No momento em que tínhamos chegado a cidade, meu celular tocou e a foto de uma sorridente Amanda aparecendo no visor. Eu sorri.
— Você pode atender, Della? Por favor? — Pedi, porque eu estava dirigindo. — Ela provavelmente quer saber de você, de qualquer forma.
Della sorriu antes de alcançar o meu telefone, e assim como seu sorriso surgiu, desapareceu rapidamente. Eu assisti seu rosto ficar pálido enquanto ouvia.
— Della? — Questionei, já preocupado.
— É Oliver — ela respondeu com alarme colorindo sua voz. — Ele está chorando.
Porra! Genevieve e eu teríamos uma conversa.
Eu fiquei ouvindo Della falar com Oliver em um tom macio e reconfortante, tentando arrancar dele porque ele estava chorando, sem saber o que fazer, além de continuar dirigindo. Até que, de repente, ela soltou um suspiro engasgado.
— Ah, meu Deus.
— Della? — Eu praticamente gritei.
Ela olhou para mim com olhos arregalados e preocupação alarmante.
— Precisamos ir lá ajuda-los, Josh. Precisamos ir lá! Oliver diz que seu pai está na porta de casa e que Amanda e sua mãe estão tentando lidar com ele, mas que ele está ouvindo muitos barulhos e está com medo.
[Continua.]
Fale com o autor