Texas Hot Guys: In love with you
17 Tempestade
Notas iniciais
Capítulo 17
“Tempestade”
Della McKenna
A coisa sobre viver sua vida inteira baseada em conflitos, é que você não percebe o quão forte você pode ser, até que o próximo conflito aparece e você é obrigada a se reerguer e tentar fazer o melhor com o que tem; aquele velho ditado: se a vida te der limões, faça uma limonada.
Eu posso afirmar, com toda certeza, que é mais fácil falar que fazer.
Até esse ponto, eu já tinha visto de tudo na minha vida, e isso não tinha exatamente colaborado em nada para o quão forte eu poderia ser. O psicólogo da faculdade onde eu estudei, Sr. Appleburn, disse que eu tenho sérios problemas de autoestima, e provavelmente ele está certo; o fato é que, enquanto crescia, no caso, antes da coisa toda com os meus pais explodir seriamente, eu não era encorajada a pensar em mim mesma, de forma que, eu realmente não me importava muito com as coisas que aconteciam comigo. Para esse tipo de estimulo, eu era anestesiada, doía, mas não era capaz de obter uma reação aguda da minha parte. Digamos que, se fosse por meu próprio bem, eu nunca teria saído do buraco que era a minha vida.
Mas acontece que cada pessoa tem um tipo de fraqueza diferente, e, também, um ponto forte diferente, ou algo que te faz mover montanhas, que te faz mais decidido, independente da circunstância. O meu apenas não era focar os meus esforços em mim mesma.
Todas as vezes que eu espremi um limão na jarra de limonada chamada vida, não foi em benefício próprio, foi por alguém que eu amava. Foi assim durante muito tempo com os maus tratos do meu pai, suportei-os por minha mãe; foi assim com os frequentes ataques de pânico, eu não aguentava a reação de Tia Meg, Tio Alex e Rys; da mesma forma que eu passei pela faculdade para deixá-los orgulhosos. E foi assim agora.
Eu odiava saber que Oliver estava sofrendo com essa cena, odiava que ele estava lá dentro com seu pai interpondo o meu caminho para ele. Gostaria de abraça-lo e garantir que tudo ia ficar bem, mas a verdade é que, enquanto este bastardo com quem ele compartilha seu DNA não estiver atrás das grades, essa seria sua vida, e eu sabia melhor do que faze-lo acreditar em coisas irreais. Contos de fadas não são para pessoas como Oliver e eu, infelizmente.
O pai de Oliver era simplesmente meu pior pesadelo reencarnado.
Ele era altivo, descontrolado, violento. Exalava o cheiro de bebida a facilmente um quilometro de distância. Eu deveria estar com medo, me encolhendo num canto para parecer o menos ameaçadora possível, ao invés disso, para o desespero do Josh, eu estava com raiva.
Lívida.
Nenhuma criança merecia uma vida como essa.
Eu não percebi o que eu estava fazendo até que um braço forte me impediu de ir mais longe. Desviei meu olhar do homem vil espancando a porta da casa a minha frente para focar na mão bronzeada ao redor do meu braço, e depois no homem a quem ela pertencia.
Josh me deu um olhar assombrado, entre a pura raiva e o medo.
— Não — afirmou duramente quando me puxou de volta, me impedindo de sair do carro.
Eu olhei para ele, meus olhos marejados tanto de ódio quanto de profunda tristeza, meu raciocínio tentando entender o que ele estava me dizendo, mas meu coração partido gritando que eu deveria impedir o pai de Oliver.
— Josh — eu falei em uma voz entalada, quase inaudível —, preciso ajudar ele...
Ele sacudiu a cabeça, entendendo. Esperei ele dizer que eu era louca se eu achava que podia impedir o homem insano espancando a porta da casa onde Oliver vivia, mas Josh se limitou a concordar.
— Eu sei — ele disse quando alcançou meu rosto, forçando-me gentilmente a manter meu olhar nele, sem desviar a cada dois segundos como eu vinha fazendo. — Eu sei, amor. Eu vou lá, lidar com ele, mas você fica aqui.
— Não, Josh — protestei, soando um pouco irracional, mais agoniada por saber que ele pretendia ir lá. — Não, por favor...
— Shh, querida, ouça — ele falou, ainda no mesmo tom calmo e complacente, mesmo que as rugas marcadas na sua testa deixassem transparecer o quanto de seu controle estava levando para ele não explodir. Eu acho que eu estava em choque, no fim das contas, porque eu sentia como se Josh estivesse sendo extra cauteloso quando falava comigo, mas eu não conseguia parar de implorar a ele, assustada com toda a situação, para que ele ficasse também. — Della, baby, ouça — ele pediu mais uma vez, um pouco mais forte, exigindo minha atenção —, preciso que você fique aqui e ligue para a polícia.
Eu acenei, deixando-o saber que eu entendi, mas não consegui soltar seu braço, que, até o momento, não percebi que segurava apertado.
Josh se aproximou um pouco mais, baixou a testa na minha e me olhou firme e seriamente. Sussurrou: — Eu vou ficar bem, eu prometo. — E eu acreditei nele.
Então ele deu um beijo na minha bochecha, tão perigosa e reconfortantemente perto da minha boca... e, tanto quanto eu queria fazer nada mais que virar a cabeça e encontrar sua boca com a minha, eu não tive oportunidade, porque a porta da casa se abriu, e Genevieve veio para fora.
Josh amaldiçoou, se afastando de mim repentinamente. Ele tirou minha mão do braço dele, me olhando angustiado.
— Ligue para a polícia, amor. Eu vou estar de volta.
E então ele saiu em direção a casa.
Uma bagunça infernal não chegava a sequer definir as cenas depois disso. E eu assisti Josh deixar seu controle ir pelos ares com o pai do Oliver. O cara não viu o que estava vindo para ele. Quando ele ainda focava sua atenção em Genevieve, Josh chegou por suas costas e arrancou o pedaço de madeira que ele segurava e que usou para bater na porta. E, quando o pai do Oliver se virou para ver quem era, Josh apenas acertou um murro na sua cara, não dando sequer uma chance para ele revidar. Antes que ele pudesse se perguntar o que diabos tinha o atingido, sua bunda estava no chão e seu rosto sangrando quando um furioso Josh gritava na sua cara.
Quando a polícia chegou, o pai de Oliver foi algemado e levado ainda sangrando. E, apesar de eu não me considerar uma pessoa nem um pouco violenta, eu apreciei saber que ele sentiu um pouco da dor que ele gostava de infligir em sua esposa e filho. Ele merecia pior.
Josh estava parado no meio do gramado, assistindo a polícia levar o pai de Oliver longe dele, um pouco do olhar assassino ainda brilhando no seu rosto, o corpo tenso e os punhos apertados. Eu podia ver o quanto tinha sido difícil para ele parar, mas ele fez.
Eu fui até ele, precisando aliviar um pouco da dor emocional que eu sabia que era a causadora da sua raiva avassaladora. Ele não sabia o que vinha acontecendo na vida de Oliver até este momento. Ele pensava que o comportamento de Oliver era por causa do divórcio. Ele não tinha descoberto até que ele teve que interferir fisicamente para ajudar, e essa não era nem sequer a decima quinta melhor forma dele descobrir. E ele se culpou por isso, por não saber antes das coisas chegarem a este ponto. E ele ficou furioso que Gen não havia lhe contado, para que ele pudesse lidar com isso da forma correta.
Antes que eu pudesse alcança-lo, ele virou e encarou Genevieve.
— Você expôs meu sobrinho a essa merda, porra, Genevieve! — Ele gritou para ela. — Você deveria ter nos contado no momento em que isso começou!
Eu assisti ela se encolher, olhando para seus pés em vergonha. A Genevieve que se levantou para ele apenas um dia atrás, hoje se encolheu ao ouvir suas duras palavras. E, tanto quanto eu entendia as palavras de dor do Josh, eu sabia melhor. Eu sabia que não era fácil se livrar de uma situação como essa, e, principalmente, que nenhuma mãe que amava seu filho, voluntariamente, o submeteria a uma situação como essa.
— Josh — eu chamei, quando me coloquei entre ele e Gen.
Ele parou de gritar, mas não desviou o olhar dela. Eu coloquei minhas mãos em seu peito, e o chamei novamente. Relutantemente, ele desviou o olhar para mim, e eu sussurrei: — Pare.
Eu não precisei gritar, ele havia me ouvido noite passada. Ele ouviu o pesadelo que foi a minha infância, e eu sei que ele percebeu o erro em sua atitude no momento em que ele olhou para mim. De raiva assassina, seu olhar passou a ser perdido. Ele respirou profundamente, suas mãos deixaram de estar em punhos, e ele me puxou para ele, um pouco mais perto.
Sem me soltar, ele voltou seu olhar para ela, falando com um pouco mais de calma: — Nós estamos indo para a delegacia, prestar queixa. Agora.
Gen se limitou a acenar, confirmando.
Eu, no entanto, discordava.
— Não.
Josh olhou para baixo e para mim, um pouco assustado com a minha voz dura.
— Della, ela precisar manter esse otário o inferno longe daqui...
Eu acenei. — Sim, eu sei. Mas antes ela vai lidar com seu filho, porque ele precisa mais dela do que de qualquer outra pessoa no mundo agora — disse, antes de me virar e olhar para Gen. — Ele precisa da mãe dele, sempre.
Ela olhou nos meus olhos, com arrependimento e lágrimas fazendo o azul lá parecer um oceano. Um tempestuoso e atormentado oceano.
♥ ♥ ♥
NOVO CAPÍTULO:
NOVA HISTÓRIA:

The Diamonds Dash.
Três palavras que podem parecer sem sentido se você não mora em São Francisco, Califórnia, ou em qualquer lugar ao redor. Para a sociedade, um grupo perigoso de páreas; para as autoridades, um calo no dedão do pé; para os inimigos, perigo mortal. Para Mackenzie Jones, uma corrente de presidiário.
Aquela desagradável liga de metal que te mantem preso; grande o suficiente apenas para que você possa se movimentar, para que tenha a falsa ilusão de liberdade, mas que no fim das contas não te deixará ir a lugar nenhum. Que quanto mais liberdade você pensa ter conseguido, quanto mais longe você for, maior será o inevitável puxão de volta.
Mack estava vivendo o momento do puxão, e por mais que tentasse resistir bravamente, a força da corrente era maior que ela. Nesse caso, não metaforicamente.
O homem parado a sua frente tinha mais de trinta centímetros de altura do que os seus um e sessenta e dois. Ele também tinha um pacote inteiro de músculos que não vieram incluídos no designe de Mack, sem falar em um humor particularmente desagradável.
Jason Asher queria que Mack fosse com ele.
Mack não gostava de onde ele queria leva-la.
Desde que seu pai morreu, seis meses atrás, vinha aproveitando o tamanho da sua corrente de prisioneira, o que gostava de chamar de liberdade. Mesmo sem nenhuma perspectiva de futuro para além do agora, Mack saiu da casa onde cresceu sem olhar para trás. Não tinha nada mais que a prendesse aquele lugar. Não tinha ninguém que ia sentir sua falta. Não tinha ninguém que fosse querer leva-la de volta, não seus meios-irmãos, não os membros do clube.
Ninguém, exceto ele.
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