Terror Ao Anoitecer
50 Capítulo 50
Notas iniciais
–... você foi irresponsável Sam eu disse que não a ofereceria como cobaia e você vai lá e faz uma merda dessas.
– Desculpa tá legal mais eu não tinha um plano e fique sabendo que ela foi muito bem e não sei por que aconteceu isso.
– Talvez porque ela não se alimentou direito. – consigo reconhecer a voz de Castiel.
Todo este barulho está prejudicando meu sono, eles poderiam fazer isso em outro lugar.
– Castiel por acaso existe alguma possibilidade de a memoria dela estar voltando?
O que? Desde quando eu perdi a memoria?
Silencio.
– Pare de fingir que ainda está dormindo.
Droga fui pega. Nora sempre dizia que eu era boa em enrolar os professores na escola quando esquecia de entregar alguma atividade, ela sempre disse que eu seria uma boa atriz se tentasse. Usando essa lembrança repentina fico imóvel e continuo com a respiração leve.
– Nina sei que está acordada, pode abrindo os olhos.
– Castiel responda logo minha pergunta!
– Ela acordou, consigo ouvir seu coração batendo acelerado a adrenalina no sangue.
Ah mais que droga!
– Hm Castiel pare de gritar estou tentando dormir. – murmuro tentando salvar meu teatro.
– Você mente muito mal.
– Ai que saco! – viro-me para o lado, minha mão fica na direção de uma fresta de sol.
Um flash passa por minha cabeça, sou uma vampira agora. Pulo para o outro lado e me escondo atrás de Dean.
– O que foi? – pergunta assustado.
– Estou em transição não posso ficar no sol!
– O que?
– Sou uma vampira agora.
– O que? – Dean virou-se para mim de uma forma bem engraçada e arregalou os olhos. – Como assim uma vampira?
– Quando eu estava brigando com uma vampira ela acabou me mordendo, mas na hora não me dei conta. Foi quando vi todo aquele sangue e senti uma vontade louca de... provar.
– Você quis provar sangue? – perguntou Sammy.
Simplesmente assenti, Dean encarava Castiel e um silencio se pôs no quarto. O que aquela troca de olhares significava?
– Não se preocupe você não é uma vampira. – falou Castiel. – Você é imune a isso.
– Mesmo porque para se transformar você precisa beber o sangue de um vampiro. – completou Sammy.
– Ah, menos mau. – consegui dizer. – A TV mentindo mais uma vez.
– Voltem para casa, Jev esta lá treinando Petter e vai treinar vocês também. Pegamos um demônio para você começar a treinar.
Simplesmente assenti, Dean ainda encarava Castiel, seus músculos estavam contraídos.
– Amor o que foi?
– Nada. – disse olhando para mim, relaxando com meu toque. – Vamos para casa.
– Tudo bem eu só vou tomar um banho rápido.
Ele assentiu.
– Ah Nina porque esta usando essa jaqueta?
– Ah todos vocês tem roupas legais de caçador eu também queria ter uma e nada melhor do que pegar da sua primeira vitima, tipo uma recordação.
Pisquei e entrei no banho. Alguma coisa estava me atormentando, o que eu esqueci? Revi todas as minhas lembranças, desde as mais dolorosas até as mais alegres para mim estava tudo ali.
– Eu deixo vocês sozinhos por algumas horas e vocês me apunhalam.
– Dean era o único jeito de pegarmos aqueles vampiros, não tivemos tempo para pensar em algo melhor. – falou Sammy.
– E além do mais me sai bem, matei o líder e ainda zuei da cara dele! Sem falar que tivemos reforços, relaxa Dean.
– Relaxa? Você podia ter se machucado e você também Sammy.
– É mais isso não aconteceu, então relaxa.
Enquanto Dean continuava a falar que traímos ele, eu me perdia em pensamentos olhando para a janela. Eu quis provar sangue e supostamente perdi a memoria, o que eles estão escondendo de mim? Talvez eu devesse confronta-los, mas se fizesse isso com certeza eles mentiriam para mim ou talvez não... Enfim é melhor ficar na minha e ficar bem esperta para recolher mais informações, eu sempre fui rápida em pegar olhares e palavras não ditas eu teria que usar essa habilidade agora. E falando em olhares aquele olhar de Dean para Castiel foi bem estranho, um misto de confusão e raiva.
Castiel...Jev...Anjos, claro como não pensei antes? A conversa que tive com Jev a respeito de meu trabalho e as palavras dele: “se eu quisesse poderia colocar na mente dele e de quem quisesse que você nunca faltou, poderia colocar...” os anjos apagaram minha memoria, eles não querem que eu lembre de alguma coisa, mas o que seria? Algum trauma de infância? Improvável, pois lembro bem daquele maldito que me causou tantos problemas e que depois sofreu em minhas mãos. Ou... Algo que aconteceu no céu? Mais é claro! Berra meu inconsciente, eles vivem dizendo que não podem falar nada para você até que esteja forte o bastante para ninguém invadir sua mente, talvez eu saiba de alguma coisa que não sei ainda... Nossa isso ficou confuso. Mais é isso mesmo é algo muito importante e eu tenho que descobrir.
Ao chegarmos em casa só tive tempo de colocar uma roupa leve e Jev já nos recebeu com uma bateria de exercícios. Estávamos treinando em um ponto isolado da floresta onde não havia muitas arvores, todos nós fomos submetidos a treinamentos pesados principalmente Sammy e eu. Enquanto isso Bobby e John foram recrutar mais caçadores que se juntariam a nós num futuro não tão distante. Agora estávamos lutando corpo a corpo, Sammy e eu, Jev e Pet, Castiel e Dean.
Estávamos todos cansados, mas os anjos sempre queriam que déssemos ainda mais de nós, mais velocidade, mais precisão. Eles berravam ordens! Agora cada um de nós estava com uma faca e teríamos que tentar golpear o adversário o intuito era sempre desviar e aproveitar a oportunidade para contra-atacar.
– Não se preocupem em ficar machucados podemos curar vocês quando isso terminar, esse é o ultimo treino de hoje, portanto façam o melhor de vocês, porque na hora H os demônios nãos vão dar moleza. – explicou Jev.
E lá fomos nós atacando, desviando e contra-atacando, Pet conseguiu um corte na perna. Sammy e eu íamos para cima um do outro de todas as formas possíveis, ele é bem alto o que ajudava um pouco, mas ao mesmo tempo dificultava aquelas pernas enormes queriam me derrubar de todas as formas, mas mesmo assim não desisti.
– Sammy vai para cima dela! – berrou Castiel. – Não dê moleza!
Lá veio ele com seus braços gigantes tentando me golpear na barriga, nos braços e eu não facilitava esquivava, tentava atacar, mas estava tudo empatado nenhum corte até agora.
– Concentre-se Dean! – berrou Castiel.
Tudo aconteceu muito rápido Dean soltou um grito eu olhei para ele, logo em seguida Sammy golpeou minha cintura. Olhei assustada para ele, achei que fosse parar de me atacar ou esperar até que eu me concentrasse de novo, movida pela raiva dele e de Castiel por ter atingido Dean passei uma rasteira em minha dupla, assim que caiu no chão fiz um corte profundo e lento em sua barriga, sentindo prazer ao ouvir gritar e ver o sangue em sua blusa, meu lado mal atacando novamente. Minha boca se encheu d’água ao ver o sangue brotar, muito estranho. Ignorei e sai correndo na direção de Dean que estava encostado numa arvore com a mão no corte, a camiseta azul escura mostrava um circulo de sangue seus dedos um pouco vermelhos, havia alguns pingos em sua calça jeans.
– Deixa eu ver.
Levantei sua blusa, foi um corte muito profundo.
– Eu vou sobreviver. – brincou, gemendo ao mesmo tempo.
Vendo aquilo não me controlei voei para cima de Castiel, ele se esquivou e eu cai de cara no chão dando cambalhota. Ainda fiz um corte de leve no meu braço, muito bem Nina! E começamos a nos atacar sempre que tentava acertar um golpe ele esquivava e aquilo estava me deixando com mais raiva. Tentei por em pratica todas as táticas que aprendi em minha vida como artista marcial, mas era inútil, quando dei por mim estava dando piruetas no ar e batendo com força as costas na terra Castiel vitorioso colocou um pé na minha barriga e a faca em meu pescoço agachou bem perto do meu rosto. Desgraçado, nem ofegante esta já eu... meus pulmões parecem que vão explodir de tanta força que estou fazendo para que o ar passe por eles.
– Não faça nada com ela! – falou Dean ameaçadoramente atrás de Castiel, com a faca também em sua garganta.
– Muito bom Dean – falou calmamente. – me pegou de surpresa. A surpresa é a melhor tática para os desesperados, como Sammy fez com você. – uma pausa. – O problema aqui é que vocês são o ponto fraco um do outro, não aguentam ver o outro gritando e muito menos sangrando que já querem se meter, pois fiquem sabendo isso pode matar vocês.
– Somos uma família Castiel, e protegemos a família. – falou Dean.
Finalmente levantou-se não sei se aguentaria mais tempo aquele peso todo em cima de mim, sim era só um pé porém um pé de anjo.
– Você está bem? – indagou Dean levantando-me.
– Estou. – digo ofegante.
Ele gemeu e fez uma careta, levantei sua blusa novamente havia mais sangue no local.
– Não sabia que íamos estripar uns aos outros. – provoco.
Com um toque Castiel o curou depois eu e Sammy.
– Nina você lutou bem mas lembre-se, lutar com raiva não ajuda em nada você só fica preocupada em atacar e atacar, seus golpes não pegam e você só vai ficando cada vez mais cansada mais lenta e o adversário usa isso a favor dele, achei que tivesse aprendido isso nos treinos de Karate e nos filmes de luta. – disse Jev.
– Sim eu aprendi difícil é por em pratica.
– Isso serve para você também Sammy, — continuou Castiel. – na verdade para todos. Mesmo no pior momento tentem manter a calma e atacar com precisão! Você e Sammy são como uma bomba relógio prestes a explodir a qualquer momento principalmente quando estão irritados. Você viu o tamanho do corte que causou nesse garoto? A profundidade? Você reclamou que quase “estripei” seu namorado, mas você se deu conta da profundidade do de Sammy? Claro que não, aposto que até gostou disso.
– Desculpe. – sussurrei para Sammy, que assentiu.
– Vocês dois são muito impulsivos, são capazes de matar e nem perceber. Querendo ou não o sangue de Lúcifer correr em suas veias e quando algo frustra vocês, bum! Explodem e não medem consequências.
– Vamos tentar ensinar isso a vocês, a manter a calma. – continuou Jev.
– E se não conseguirem? – pergunto.
– Quem sofrerá as consequências serão vocês.
Claro que comigo seria bem mais fácil testar a teoria, a primeira coisa a me dedurar são meus olhos.
– Nina já pode se acalmar.
– Eu estou calma Jev.
Os anjos trocaram um olhar, será que o sangue do demônio dominou de vez o resto de DNA puro que ainda restava? A ultima vez em que os vi estavam topázio.
– O que está acontecendo Castiel? – perguntou Dean com firmeza.
– Não é nada. Podem ir para casa descansar, amanha logo cedo estaremos de pé.
– Se eu conseguir levantar. – choramingou Pet. – Boa noite gente.
– Boa noite. – respondemos juntos.
– Espere. – disse Jev. – Esqueceu do principal irmão? Ainda temos um demônio para exorcizar.
E lá fomos nós em nossa ultima tarefa do dia, já estava escurecendo. Fomos tele transportados para algum lugar escuro. Apertei a mão de Dean. Algum dos anjos estalou os dedos e as luzes se ascenderam. Estávamos na oficina do Pet. O demônio estava amordaçado em uma cadeira e havia um desenho no chão.
– Vocês estão loucos deixa-lo aqui? Meus pais poderiam chegar a qualquer momento.
– Não se preocupe eles não virão nada e se vissem daríamos um jeito. – respondeu Jev.
– Não ouse encostar neles! – ameaçou Petter.
– Não falei no sentido de matar e sim de... apagar a memoria.
Bingo! Era dessa confirmação que eu precisava, Castiel olhou com reprova para Jev que ficou sem graça, tentei agir naturalmente.
– O que é isso? – apontei.
– É a chave de Salomão, serve para prender os demônios o que nos dá tempo para fazermos perguntas, torturar e finalmente exorcizar. – explicou Dean.
– Certo agora se concentre e leia em voz alta e como está ai.
Castiel me passou o papel com o exorcismo.
– Espere Nina. – pediu Sammy – Quem é o demônio que ia pegar o sangue daquelas garotas?
– Como se eu fosse te contar. – retrucou o demônio.
Castiel veio em minha direção e me entregou uma garrafa cheia de agua.
– Agua benta. – disse. – Você precisa aprender.
Aproximei-me com cautela do demônio.
– Ora, ora a filha de satã. É uma honra vossa majestade.
Engulo em seco.
– Quem é o demônio?
Nada. Jogo um pouco da agua benta nele que grita e uma fumaça começa a sair de seu rosto deixando vermelho.
– Pode me torturar o quanto quiser eu não vou falar nada. Seu pai está muito triste com você. Você está fazendo tudo errado! Deveria ser nossa aliada, você e o outro Winchester deveriam ficar juntos e comandar o inferno junto com Lúcifer, mas não você é uma vergonha para ele ainda bem que ele já arrumou uma substituta.
– A chefa. – sussurra Sammy.
– Que se dane. Exorcizamus Te Omnis Immundus Spiritus. Omnis Satanica Potestas...
Enquanto eu continuava ele se contorcia, gritava e isso me deixava contente, estava conseguindo!
–... Ergo. Draco Maledicte. Ec... Ecle... Eclsi... – até começar a gaguejar e ele começar a rir de mim.
– Amadores! – berra enquanto continua rindo e isso me deixa com raiva.
– Respire Nina. – diz Castiel.
– Minha vontade é arrancar a cabeça dele. – jogo mais um pouco de agua benta.
– Sammy o que você escreveu aqui?
– Ecclesiam.
– Certo vou começar de novo.
Mais uma tentativa e dessa vez falei tudo certo, mas o demônio continuou ali.
– Você tem que falar a ultima palavra com convicção, com força. – explicou Sammy.
– Audi Nos.
E nada.
– Você é muito trouxa cara, continua com ela mesmo sabendo que ela vai ficar com seu irmão. Se você não morrer, pode deixar que no apocalipse eu ou outros vamos te matar e assim vamos deixar o caminho livre para o casal dos séculos. Pensa, se você morrer ela não vai precisar te dar um fora porque você vai estar morto então tudo fica muito fácil, podem agradecer depois ou agora tanto faz.
– Audi Nos! – Dean berrou. – Pronto vamos embora.
Empurrou a porta da oficina com força para cima, o que causou um tremendo barulho. Eu estava perplexa com aquelas palavras do demônio, o corpo, de algum pobre coitado, ainda estava ali só a fumaça preta que evaporou.
– Dean! – sai correndo atrás dele. – Espere, hei calma! Calma. – finalmente consegui alcança-lo.
– Como você quer que eu tenha calma? Você ouviu tudo aquilo?
– Sim ouvi e estou tão pasma quanto você, agora ignore não ligue para o que ele disse.
– Eu juro por Deus que eu estou tentando, mas esta difícil.
– Shh, calma respira. – O abracei e lhe dei um beijo rápido. – Vai ficar tudo bem, vamos para casa descansar.
– Descansar Nina, como você quer que eu descanse?
– Só tenta ignorar, também não é fácil para eu ouvir tudo aquilo. Mas se tudo que esses malditos disserem, sejam anjos ou demônio, a gente levar ao pé da letra e ficar pensando e pensando, a gente vai ficar louco. Dean eu tenho sangue de demônio dentro de mim! Eu sou uma bomba relógio, só queria ter uma vida normal com você, mas olha só agora tenho que enfrentar satã que é meu pai!
– Tudo bem respira. Vamos pra casa, vocês mulheres dão medo...
– Você enfrenta coisas sobrenaturais e tem medo desses surtos de mulher?
– Claro que não. – bufou e revirou os olhos, dei um soco em seu ombro. – Depois dessa vou precisar ir para o hospital, pior que a facada que levei há pouco.
Cerrei os olhos e rimos. Saímos andando até em casa, não queria mais saber de anjos e demônios nem nada disso pelo menos não pelo resto da noite, só queria ir para casa com Dean e ficar ali com ele deitada na cama sem conversa e sem sexo, bem era meio difícil ficar sem sexo com Dean do meu lado... nossa ele tem um fogo quase que incontrolável! E eu também não sou nenhuma santa. Mas quando chegamos em casa foi o que fizemos, enquanto preparava um lanche ele tomava banho fizemos uma refeição silenciosa e fomos para o quarto.
Ao sair do banho vesti minha camisola, eu teria que ir as compras urgente Dean já conhecia todos os meus conjuntos íntimos e falando em compras Nora me veio a mente e rapidamente liguei para ela.
– Nina! Meu Deus quanto tempo! – berrou.
– Nossa Nora quanto tempo mesmo, mas e aí vai fazer alguma coisa amanhã?
– Não amanhã é minha folga.
– Desde quando você trabalha?
– Há alguns meses, muita coisa aconteceu temos que por o papo em dias.
– Concordo por isso liguei para te chamar para fazer compras amanhã, o que acha?
– Ah, Nina Graham querendo fazer compras? Ah! – ela deu um gritinho, tive que afastar o celular para não ficar surda, Dean me olha com humor.
– Certo a que horas?
– Uma hora? Ai a gente aproveita e almoça.
– Fechado. Ah pode deixar que eu vou te buscar, não confio muito no Hulk.
– Ei, isso é uma ofensa para mim. Minha moto é muito segura e eu dirijo super bem.
– Tirando o fato de que você a ferrou completamente e por um milagre só teve leves arranhões. Enfim não quero por em risco esse corpinho lindo que Deus me deu. Baby, tenho que desligar estou cheia de trabalho, até amanhã.
– Até.
– Ela é bem agitada. – disse Dean.
– Sim ela é, e também patricinha e mimada, mas eu a adoro e ultimamente não tenho sido uma boa amiga. Às vezes eu acho que se eu me afastasse seria melhor, mas sei que mesmo longe ainda a coloco em risco.
– Sabe anjo é difícil falar isso, mas você tem que estar preparada para ganhar novas pessoas e também para perder as que já têm. Nós vamos proteger Nora e Petter e quem mais for e vamos vencer essa maldita guerra, mas temos que estar preparados para o pior.
– Para Dean. – sussurro abraçando-o. – Eu não vou perder ninguém, eu não quero.
– Eu sei disso, mas...
– Vamos mudar de assunto?
– Tudo bem, sobre o que quer falar?
– Na verdade eu queria te pedir desculpas, por ter sido cobaia e tudo mais acontece que não tínhamos um plano melhor no momento.
– Não vou mentir para você eu estou chateado sim, com você e com Sammy, mas hoje vocês estão aqui e estão bem, enquanto aqueles malditos estão queimando no inferno... Quando Sammy chegou com você no colo... desmaiada...
Ele balançou a cabeça negativamente.
– Eu imagino sua aflição, mas agora está tudo bem. Sabe eu usei um disfarce. – tentei mudar de assunto.
– É mesmo? E qual foi? – peguei o celular e mostrei as fotos, ele assoviou. – Nossa extremamente deliciosa.
Fico vermelha e olho para baixo.
– Ei gatinha, eu estava disposto a dormir estou moído, mas você me atiçou.
Ele respira fundo mordendo o lábio. Delicioso!
– É mesmo?
Faço-me de vitima também mordendo o lábio. Ele passa a mão em minha perna e rapidamente me coloca em cima dele, como eu disse que fogo! Rapidamente tira minha roupa e eu faço o mesmo com a dele, que não deu muito trabalho já que estava só de cueca.
– Sempre pronto para isso não é? – brinco olhando para baixo.
– Sempre.
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