Terror Ao Anoitecer
51 Capítulo 51
Notas iniciais
Acordo com o barulho do despertador, cinco e meia da manhã.
– Mais que droga! – sussurro sonolenta.
Estou deitada ao lado de Dean a cabeça em seu peito nu, por um momento fico observando aquela visão do paraíso respirando lentamente, o cabelo desgrenhado completamente nu, nossa! E o melhor disso tudo é meu, há!
Um pensamento me ocorre e me deixa constrangida, eu não coloquei o relógio para despertar e ele também não, será que Castiel ou Jev entraram aqui enquanto dormíamos... pelados? Tento afastar a ideia. Deixo uma trilha de beijos pelo seu peitoral, seu pescoço e finalmente sua boca.
– Bom dia. – sussurro.
– Bom dia, que horas são?
– Cinco e meia da manhã.
– Serio? Você colocou para despertar essa hora?
– Não e algo me diz que foram os anjos, mas prefiro ignorar a ideia já que estamos nus. – ele me olha com malícia. – Dean. – repreendo-o.
– Ah vem cá vem – ele me puxa para cima dele. – que tal começarmos nosso treinamento? Um... aquecimento?
– Aquecimento? – sorri segurando firme em meu cabelo.
– O aquecimento de vocês vai começar daqui a quinze minutos. – diz Castiel aparecendo do nada.
– Mais que merda Castiel! – fala Dean.
– Castiel sai daqui! – berro puxando a coberta até a cabeça.
– Vocês tem que se concentrar, quero os dois em cinco minutos lá embaixo.
– Tudo bem, tudo bem.
Em poucos minutos já estávamos descendo as escadas, prontos para mais um dia de treino, ou quase prontos o sono dominava a todos nós.
– Bom dia, bom dia família. – diz Pet quando entra.
– Nossa quanta alegria, me passa um pouco? – reclamo bocejando, esquentando a agua do café.
– Qual é maninha, animo vamos ser invencíveis cara, não está animada?
– Claro que estou! – digo fazendo uma dancinha.
– Assim esta melhor.
Pet coloca uns pães na mesa e Sammy as xicaras, Dean está tirando um cochilo na cadeira.
– Vai ficar com dor no pescoço desse jeito. – diz Castiel aparecendo do nada, como sempre. – Eu avisei para vocês irem dormir na hora que chegaram, mas não decidiram se banhar no mar na luxuria.
Fico vermelha e tenho que me controlar para não rir “decidiram se banhar no mar na luxuria” fala serio, Dean não escondeu o humor rindo descaradamente e limpando uma lágrima imaginaria.
– Castiel menos, da próxima vez que aparecer no meu quarto daquela forma eu... eu...
– Você? – um sorriso brota em seus lábios. – Você não vai fazer nada.
– Vem cá aquela historia de que ela é uma santidade, é verdade? – pergunta Dean.
– Sim.
Engulo em seco.
– A mentira também é um pecado irmão. – fala Jev aparecendo do nada.
– Que roupas são essas?
Ele estava vestindo uma bermuda tactel cinza, e uma regata preta.
– Ah eu as consegui numa loja de esportes, são bem confortáveis. – ele chuta o ar. – Mas não mude de assunto, Nina é uma humana ela tem necessidades, qual o problema se de vez em quando ela e Dean... – fico mais vermelha ainda. – Bem pode continuar praticando seus... atos, relaxa, ele só esta dizendo isso para assustar vocês para que se concentrem.
– Ufa ainda bem, com certeza eu teria acordado todo dolorido se não fosse um pouco do alongamento de ontem! – fala Dean mordendo o lábio e piscando para mim com aquele sorriso malicioso naqueles lábios maravilhosos.
Dou um sorriso tímido, todos os olhos estão em mim, minhas mãos estão suando, dou outro sorriso tímido e volto minha atenção para a agua no fogo. O que deu nele? Pigarreio.
– O café já esta pronto.
Tento parecer normal, mas não consigo minhas bochechas queimam e sei que estão tão vermelhas quanto tomates. Anjos discutindo minha vida sexual com meu namorado, na frente de meu cunhado que esta cortando o pão e de meu melhor amigo que não disfarça o humor em me ver naquela situação constrangedora. Legal Nina começou o dia bem! Depois do café voltamos ao nosso “centro de treinamento” a floresta e dessa vez estava equipada. Havia sacos de pancada pendurados nas arvores, alguns pesos e caneleiras.
– Onde você arranjou tudo isso? – perguntou Sammy.
– Na mesma loja que achei essa roupa.
– Como pagou?
– Eu não paguei. – todos olharam para ele.
– Um anjo ladrão. – observa Pet. – Legal!
Fico boquiaberta.
– Concordo Pet, legal. – continua Dean.
Começamos com um aquecimento, uma hora de corrida, observei que eu já não estava mais tão rápida como da vez em que fui atrás de Dean, duas horas de diversos abdominais, alguns polichinelos e flexões. No descanso, mais corrida. Enquanto os meninos treinavam fisicamente, Castiel chamou Sammy e eu para outra parte da floresta não tão longe do local onde os outros treinavam. Duas pessoas acorrentadas, pelo cheiro de enxofre dois demônios o mesmo símbolo estava desenhado no chão de terra.
– Tomem cuidado para não apagar alguma parte do símbolo. – começou Castiel. – Chamei vocês aqui para treinarem um pouco de seus poderes. Vocês não precisam falar o exorcismo basta reunir força suficiente para manda-los para a jaula junto com Lúcifer. Não é algo fácil, mas é bom começar a tentar.
Sammy e eu assentimos.
– Lúcifer nunca vai perdoar vocês por essa traição, vocês são as criaturas mais poderosas que ele já criou, era para vocês estarem com ele nessa batalha! – falou a mulher morena.
Respirei fundo e me concentrei. Suma daqui demônio vá para jaula com Lúcifer. Pensei, ela gritou.
– Falta pouco para Natasha conseguir tirar Lúcifer de lá, ai vocês e seus queridos anjos e amigos vão sofrer por não terem escolhido ficar do lado dele. – continuou e isso me distraiu.
– Quem é Natasha? – perguntou Sammy.– Por acaso ela é a “chefa”?
Ela riu. Tentei me concentrar novamente, mas já era tarde. Sammy avançou em cima dela, o que apagou uma parte do símbolo e ela simplesmente sumiu não como fumaça, mas de corpo todo.
– Droga Sam! – repreendeu Castiel. – Nina estava quase conseguindo.
– Eu sei desculpe, mas precisamos saber quem é a tal da “chefa” e agora essa Natasha.
– Conseguindo? – zombou o outro demônio. – Olhem só para ela.
Eles me olharam, foi quando percebi que estava tremendo e ofegante. Sammy me olhou espantado, uma gota de chuva caiu em meu lábio, mas na verdade era sangue. Limpei meu nariz com as cotas da mão que ficou repleta de sangue, Sammy rasgou um pedaço de sua blusa e me entregou com um sorriso sincero.
– Obrigada.
– Essa garota está fraca, só conseguiu causar cócegas em Ruby. – ah esse é o nome da vadia. – Você anjo Castiel sabe do que ela precisa.
– Do que eu preciso?
Castiel não respondeu.
– Fala Castiel!
– Nina esse não é o momento, depois conversamos sobre isso, agora Sam tente você.
– Castiel eu...
– Nina não atrapalhe!
– Certo não vou atrapalhar.
Falei saindo dali antes que me jogasse em cima de Castiel e começássemos a lutar como da ultima vez. Porém no meio do caminho voltei.
– Vamos lá Sam concentre-se. – incentiva Castiel.
Eu só quero a verdade, saber o que estão escondendo de mim! Desafiei a ordem do anjo e atrapalhei.
– Até a garota vez melhor que isso Sammy, vamos lá faça cócegas em mim. – zombou o demônio.
– EXORCIZAMUS TE, OMNIS IMMUNDUS SPIRITUS...
– Nina é Sammy que tem que fazer isso e não dessa forma.
– OMNIS SATANICA POTESTAS, OMNIS INCURSIO INFERNALIS ADVERSARII, OMNIS LEGIO, OMNIS CONGREGATION ET SECTA DIABOLICA.
– Não deixe a raiva tomar conta de você, controle-se!
– É legal vê-lo assim, se contorcendo a cada palavra que digo! ERGO, DRACO MALDICTE. ECCLESIAM TUAM SECURI TIBI FACIS LIBERTATE SERVIRE, TE ROGAMUS. AUDI NOS.
E ele evaporou. Estava ofegante e orgulhosa, muito orgulhosa.
– Agora que já deu seu show, acalme-se.
– Qual seu problema Castiel? Eu teria que ter feito isso, mas falhei da primeira vez e agora só quis compensar. Por que está tão bravo? – falei irônica.
– Porque você se deixa levar pela raiva, só porque pedi para que você não atrapalhasse. Você não suporta ser desafiada, afrontada. No momento da raiva você é capaz de matar seu namorado e nem perceber!
– Castiel calma, está tudo bem foi só um demônio a gente acha outro. – falou Sammy.
– É Castiel a gente acha outro. – falei com sarcasmo.
– Você é anjo e demônio num corpo só, no momento estou falando com o demônio. – uma pausa. – Se você quer mesmo ajudar as pessoas e honrar o pouco do sangue de sua mãe que ainda resta nas suas malditas veias, então é melhor começar a se controlar. – reviro os olhos. – É impressionante como o sangue de Lúcifer está dominando seu corpo e você nem percebe. Acha que sua mãe está orgulhosa de vê-la desse jeito?
Pisco uma vez, droga o que eu fiz?
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