Terror Ao Anoitecer
49 Capítulo 49
Nosso plano era invadir uma loja para roubar uma peruca loura, já que nenhuma loja estava aberta em plena duas da madrugada.
– Você é bom nisso. – falei quando Sammy abriu a porta com uma faca sem nenhuma dificuldade.
– Anos de experiência, a gente pega o jeito.
Fiquei do lado de fora observando, ele logo voltou com uma peruca bem cumprida, voltamos ao Impala e logo paramos em um posto de gasolina. No banheiro coloquei a peruca, era completamente lisa sem nenhum corte e batia no meio das costas, aproveitei para forçar um pouco mais na maquiagem, ainda estava com a roupa de agente do F.B.I. contudo estava sem o blazer, e infelizmente com o salto, e com os dois primeiros e os dois últimos botões da camisa abertos, nossa! Impressionante como mudei de repente se Dean estivesse aqui para me ver, com certeza soltaria alguma piada maliciosa. Ah Dean, como será que está meu motorista sexy de Impala reluzente? Decidi mandar uma mensagem rápida.
“Esta tudo bem, meu amor?”
Segundos depois...
“Sim, mas estou com saudade :(.”
“Ain que lindo, eu também estou. Agora tenho que ir, depois nos falamos, Te Amooo.”
“Boa sorte anjo e para o Sammy também, embora que quisesse muito estar ai vou dormir é só o que resta. Espero acordar com um beijo seu. Te Amo.”
Ai meu Deus, tem como ser mais fofo? Os olhos brilhando e um sorriso bobo no rosto é assim que estou. Sei que o momento não era apropriado, mas tirei alguns fotos só para ficar de lembrança e quem sabe algum dia mostrar a Dean.
– Uau! – disse Sammy quando sai do banheiro. – Você está linda!
– Obrigada, Dean está bem e nos desejou sorte, troquei uns torpedos com ele.
– Contou do plano?
– Não, não quero preocupa-lo e você viu como ele ficou quando sugeri meu plano. É melhor não falar nada por enquanto.
Eu estava andando pelas ruas enquanto ele me observava de longe, tinha uma faca cheia de sangue do morto, para torturar e também para cortar cabeças e algumas seringas cheias de sangue escondidos em meu blazer que carregava na mão. Eu podia sentir muitos olhos em mim, até que finalmente um deles fez contato.
– Olá gracinha! – falou o cara moreno.
– Nossa você me assustou.
– Desculpe, mas o que uma gracinha como você está fazendo aqui há essa hora?
– Voltando de uma festa. – sorri.
– Bom então que tal darmos uma voltinha?
– Ah eu não sei... — me fiz de difícil.
– Ah vamos linda, é rapidinho.
– Tudo bem então...
Lá fomos nós em direção à floresta, chegamos a um ponto em que não havia mais arvores, só um campo com uma casa no meio e uma musica dançante saia de dentro.
– Nossa festa animada. – falei.
– Você não sabe o quanto. – me olhou de cima a baixo e molhou os lábios com a língua.
Aquilo me causou arrepios. Ao entramos fomos saldados por algumas pessoas, pela cor da pele pude distinguir que alguns eram vampiros e a maioria humanos... louros e louras por toda parte. Olha só uma ruiva! Não haviam moveis no local, só uma mesa gigante com bebidas de todos os tipos e alguns salgadinhos. Na parte de cima um cara comandava as musicas que tocavam e o tempo das luzes.
– Olá! – falou um vampiro, aparecendo em minha frente do nada... típico.
– Olá. – respondi mordendo o lábio. – Então você é o anfitrião?
– Ah sou sim, e você docinho sinta-se a vontade.
– Legal, obrigada. – falei manhosa.
Com certeza ele era o líder, tinha cara de líder e era muito bonito típico daqueles vampiros que te seduzem e depois de um sexo selvagem te matam, ou até antes. Ele estava impecável com uma camiseta preta de botões, jaqueta de couro da mesma cor, calça jeans preta e coturno, os olhos cinzentos queimavam nos meus algum plano sórdido estava se formando naquela cabecinha vampiresca, o cabelo castanho claro desgrenhado contrastava no visual de vampiro sedutor.
– Venha comigo pegar uma bebida. – falou.
– É claro.
– Não eu vi primeiro.
– Cale a boca! – ordenou ao moreno. – Ela agora vai ficar na minha companhia.
E saímos, pude ouvi-lo resmungar por um bom tempo.
– Mas e aí como se chama? – perguntei.
– Charles e você linda?
Droga preciso de um nome! Tomei um gole de minha bebida.
– Victoria, mas... pode me chamar de Vicky.
– Hm, gostei. Você é muito linda Vicky.
– Obrigada, você também Charles.
Foi então que ele me pegou de surpresa e me beijou, não essa não! Dean meu Deus! Tentei recuar, mas estava encostada na mesa em que pegamos as bebidas, coloquei as mãos em seu peito forte e duro como gelo.
– O que foi? – perguntou ofegante.
– É que... tem muita gente aqui.
– Tudo bem vamos subir. – pegou minha mão e me levou para a enorme escada no canto esquerdo da casa.
– Só um momento. – me deu um selinho e parou. – Atenção! – berrou, a musica parou imediatamente todos os olhos se voltaram para ele. – O jantar está servido.
As pessoas abaixo de nós o saudaram. A musica recomeçou e todos estavam ainda mais animados e logo continuamos e subir. Mesmo com as luzes piscantes, pelo canto do olho percebi um vampiro sugando o sangue de uma garota. Aquela era minha hora estávamos sozinhos no quarto, nada de caixões e ou decorações antigas tudo bem moderno havia até um notebook em uma mesinha de canto. Eu teria que aproveitar o melhor momento para mata-lo. Deixei meu blazer perto da cama, quando me virei ele estava bem perto de mim, tirou o cabelo de meu pescoço e começou a beija-lo suavemente e mordeu de leve minha orelha. Ah minha nossa! Ele sabe seduzir uma mulher, séculos de experiência. Mas o que eu estou pensando? Eu tenho que matar esse cara e Dean, pobre Dean dormindo enquanto um vampiro esta fazendo isso comigo e arrepios correm por todo meu corpo.
Com uma velocidade incrível, ele me jogou na cama, tirou a jaqueta e a blusa e deitou em cima de mim rasgando minha blusa e jogando-a no chão.
– Nossa, vai com calma! – falei.
– Relaxa gatinha hoje você é minha. – e repetiu o mesmo processo causando arrepios pelo meu corpo e agora forçando seu quadril para baixo. – Consigo ouvir seu coração bater... Está tão acelerado, ouço o sangue pulsar aqui. – ele mordeu levemente e beijou um local especifico de meu pescoço, respirei fundo. Chega!
– Eu gostava daquela blusa.
– Você vai poder ter quantas blusas quiser... se ficar comigo.
O que?
– Você é bom em seduzir, mas eu tenho que ir ao banheiro é coisa rápida, prometo. – ele hesitou. – Não quero perder nenhum minuto longe de você e desse seu corpo maravilhoso. – tentei soar convincente, deslizei o indicador de seu pescoço até a barriga bem definida.
– Tudo bem, vou esperar ansioso. – falou encostando suavemente os lábios nos meus.
Entrei no banheiro e tranquei a porta, estava ofegante isso não é certo enquanto eu estou me agarrando com um vampiro super sexy, mesmo não querendo, Dean está no motel dormindo uma terrível sensação de culpa tomou meu coração. Liguei o chuveiro para disfarçar, peguei o celular que estava no bolso de minha calça tirei o som e mandei um torpedo para Sammy.
“Sammy este lugar esta cheio de vampiros, acho que não vamos dar conta sozinhos!”
“Suspeitei que estivesse e pedi reforço, chamei meu pai e outro caçador, estamos aqui na floresta. O que está acontecendo ai?”
“Neste momento estou na suíte de um vampiro e ele está no quarto me esperando, Charles o nome dele, tenho certeza de que é o líder. A primeira oportunidade que tiver vou injetar sangue do morte nele e mata-lo.!"
“Certo mais tome cuidado, em dois minutos nós vamos entrar.”
“Ok, cuidado.”
Desliguei o chuveiro, tudo bem aquela era minha hora, recoloquei o celular no bolso e sai do banheiro ele estava deitado na cama a minha espera.
– Achei que iria sair nua.
– Achei que você gostaria de fazer isso.
Engulo em seco. Sento em cima dele, enquanto ele desliza os dedos pelos meus braços seu toque gelado me causa mais arrepios. Engulo em seco mais uma vez e beijo-o imaginando Dean, ele desliza as mãos para meu bumbum e ao sentir o celular dá duas batidinhas de leve.
– Isso está me atrapalhando.
– Desculpe.
Continuo beijando-o, tiro o celular do bolso e viro seu rosto para a esquerda deixando seu pescoço exposto para que eu possa distrai-lo mais. Enquanto ponho meu celular em cima do blazer, aproveito e pego uma das duas seringas cheia de sangue do morto.
– Ah, isso está bom! – sussurra enquanto eu mordo e beijo seu pescoço.
Quando ele fecha os olhos eu enfio a seringa em seu pescoço e injeto todo o sangue. Ele abre os olhos e me empurra, bato na parede e caio no chão.
– O que você fez?
– Só vou te deixar um fraco para você responder minhas perguntas. – levanto.
E lá embaixo escuto uma agitação, tiros estão sendo disparados e ouço a voz de Sammy.
– Quem é você? – ele tentar levantar, mas se segura na parede para não cair.
– Sou uma caçadora. Olha se você ficar quietinho eu prometo que não te mato. – minto.
– Vocês caçadores são um bando de mentirosos nunca cumprem o que prometem. Como pude ser tão idiota?
– É mais eu sou nova nisso, é a primeira vez que caço vampiros.
– Parabéns, conseguiu chegar ao líder aposto que vai ganhar uma medalha.
Finalmente ele cai na cama está ofegante, vou até o banheiro e pego algumas toalhas, rasgo-as e amarro seus braços e pernas na cama. Ele ri ironicamente.
– Acha que isso vai me segurar por muito tempo? Amadores.
– Jaqueta legal. – digo vestindo-a. – Ficou ótima em mim. – ele se debate. – Fique quieto se não vou injetar mais sangue do morto em você. E sim eu sei que isso não vai te segurar por muito tempo, mas o reforço já esta subindo.
– Reforço? O que fez com meu bando? – grita.
– Estão todos mortos. – diz Sammy arrombando a porta do quarto. – E você será o próximo. Hm jaqueta legal.
– Obrigada.
– Bem agora vamos ao que interessa, Nina é melhor você não ver isso.
– Esta tudo bem Sammy.
– Nina? Nem o seu nome é verdadeiro, como fui estúpido, você não sabe os planos que eu fiz pra nós dois...
– Como é que é?
– Eu colocaria o mundo aos seus pés.
– Quer dizer que você se apaixonou por ela?
Putz! Por essa eu não esperava.
– No começo foi um lance físico, mas quando se é vampiro tudo é aumentado... Ela lembra uma pessoa que eu amei há muito tempo...
– E... eu sinto muito. – sussurrei.
Como se já não bastasse me sentir culpada por Dean, agora isso.
– Mas vamos me matem! Não tenho mais nada nessa vida maldita até meu bando foi tirado de mim.
– Porque matou tantas pessoas? – perguntei, como se a resposta não fosse óbvia.
– Porque eu recebi ordens.
Esperava tudo menos isso.
– Do pai de vocês? De quem o criou? – perguntou Sammy.
– Não, de baixo...
Pensei um pouco...
– Do... inferno? – gaguejei.
– Sim.
– Por quê? – indagou Sammy.
– Eu não sei.
– Tem certeza?
– É claro que sim, eles queriam sangue de moças virgens. Nós nos alimentávamos um pouco o resto nós entregávamos a um demônio e ele levava. Depois para não deixar os familiares sem noticias nós jogávamos os corpos em um local perigoso da mata e estraçalhávamos para parecer ataque de animal.
– Porque se preocupa com os familiares? – perguntei.
– Porque eu já fiquei durante um bom tempo sem saber o que aconteceu com alguém e estava desesperado por noticias.
Engulo em seco e de repente me arrependo de todo esse jogo de sedução que fiz. Mas ele é um assassino, merece morrer. Sammy e eu trocamos um olhar, ele viu a pena em meus olhos.
– Como é esse demônio? – perguntou ele.
– Eu não sei, ele sempre vem coberto com um manto preto... Uma vez demos muito sangue a ele que disse “a chefa vai ficar muito contente”.
– Hm. Porque louras e louros?
– Gostamos mais desse tipo são mais... apetitosas. Como ela, algumas eram virgens outras não e os louros chamam mais atenção das moças do bando embora só um era virgem.
Tá agora foi de mais, chegar de sentir pena. Tirei a peruca e soltei meu cabelo.
– Fala serio, alguma coisa em você é verdadeiro?
– Meus lindos olhos castanhos.
– Nina seu cabelo está meio...
– Estranho, eu sei Sammy, isso que dar ter cabelo rebelde.
– Hei o que está fazendo? – perguntou Sammy quando viu que eu estava soltando o vampiro.
– Temos todas as respostas que precisamos, agora temos que saber quem é esse demônio e o que estão tramando no inferno. E você Charles vai nos ajudar.
– Vou?
– É isso ou você morre, mas antes de morrer eu te torturo de uma forma que você vai desejar morrer.
– Ah, tudo bem.
Mas fui muito ingênua, quando terminei de solta-lo ele voou para cima de Sammy e mordeu seu pescoço, pensei em arranca-lo de cima dele, mas isso dilaceraria seu pescoço. Peguei a faca e a outra seringa de sangue do morto e injetei em suas costas ele parou de se alimentar puxei ele e o joguei pela janela, Sammy estava inconsciente.
Saltei para fora no quarto caindo na grama, pude ver Charles cambaleando no meio da floresta e sai atrás dele. Nossa como eu estava rápida e forte. Uma vampira se chocou contra mim, mas era fraquinha rapidamente levantei pegando a faca e cortando seu pescoço e voltei a correr atrás de Charles. Avistei-o sentado no topo de uma arvore e rapidamente subi até lá.
– O que você é? – sussurrou ele.
– Como eu disse. – apertei a faca. – Sou uma caçadora. – e cortei sua cabeça que saiu batendo nos galhos a baixo. – Que desperdício. – zombei.
Chutei seu corpo, mas acabou ficando preso em um dos galhos. Ah deixa ai para os urubus! Cheguei ao chão, peguei a cabeça e corri de volta a casa me senti o Jason.
– Como está Sammy? – perguntei.
Ele e outros dois caras estavam sentados na escada.
– Estou bem, você pegou ele? – mostrei a cabeça ele sorriu. – Bom trabalho, estes são Bobby Singer e meu pai John Winchester.
– É um prazer conhece-los. – larguei a cabeça e apertei a mão dos dois.
– Boa caçada para uma primeira vez. — disse meu sogro.
– Obrigada.
– Então você é a filha de satã?
– Bobby o que é isso? – falou John.
– Ora só quero saber se é ela mesma.
– Bem infelizmente sou sim, mas esqueceu de acrescentar que minha mãe é um anjo. E bem... eu preferiria que você tivesse perguntado se eu era a namorada de Dean.
Rimos.
– Vamos para casa. – disse John.
Foi quando me dei conta de que estava coberta de sangue de vampiro, e o tanto de sangue que estava por todo o cômodo aquilo ardeu minha garganta e me fez... salivar. Salivar? Comecei a ficar tonta.
– Está tudo bem? – indagou Sammy.
– Sim, é só todo esse sangue eu vou lá em cima lavar o rosto.
– Tudo bem estamos te esperando aqui.
– Como ela pode ser tão poderosa e derrotar satã se está passando mal só porque está coberta de sangue?
– Bobby é a primeira caçada dela e além do mais ela se saiu super bem...
Até que chegou um ponto em que eu não conseguia ouvir mais, olhei-me no espelho, sangue desde a calça até os fios de cabelo, meu rosto estava com inúmeras gostas de sangue e minha garganta continuava ardendo e eu continuava a salivar. Lavei o rosto e as mãos o sangue escorria pelo ralo e meu desejo de toma-lo aumentava, só posso estar pirando ou então... virando uma vampira. Ao lavar o pescoço percebi uma mordida, droga! Já não bastam todos os meus problemas e agora isso. Meus ouvidos piavam, minha respiração estava acelerada assim como meu coração, só enxergava pontos em minha frente.
– Nina? – ecoou em minha mente, virei para olhar era John.
– Está tudo bem?
– Não. — sussurrei desmaiando.
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