Quando chegamos fiquei aliviada por poder tirar aqueles saltos e me jogar na cama enorme. Começamos a pensar em algum plano para pegar os vampiros eu já tinha um, mas Dean não gostou nada.

– Não vou deixar você ser a cobaia.

– Porque não? É um bom plano.

– Sim porém é suicídio, não vou me perdoar se alguma coisa acontecer com você de novo. Não sabemos quantos vampiros estão por ai.

– Olha Nina Dean tem razão, sim é um bom plano, mas é perigoso.

– Ótimo! – falei com cara feia. – Vocês falam como se eu fosse uma mera humana que não sei me defender.

– Para mim é isso que você é. – disse Dean. – Você pode até não precisar de proteção, mas eu vou te proteger sim porque esse é o meu dever!

Respirei fundo, embora estivesse com raiva achei lindo o que ele acabou de dizer. Aquela discussão não iria levar a lugar nenhum.

– Tudo bem então, quando tiverem um plano melhor me avisem.

Dean também respirou fundo e passou as mãos no rosto.

– Agora a morte daquela garota Alice isso está me deixando preocupado. Ela tinha alguma inimigo?

– Pelo o que eu pesquisei falando com os vizinho e a família, não. Ela era uma garota nota dez, em todos os sentidos. — falou Sammy.

– Talvez sejam os vampiros que mataram Alice, mas mudaram de tática só para nos despistar. – falei.

– Mas por quê? Isso não se encaixa, já que eles têm a velha desculpa do ataque de animal para se esconder e por que ninguém acredita que vampiros existam.

– Talvez não seja um dos nossos. – falou Sammy.

Até que lembrei de uma coisa...

– Bem, não sei se isso ajuda mas eu descobri que havia um cara que estuprava garotas e as matavam da mesma forma.

– Como eu disse não é um dos nossos.

– É mais... o cara já morreu.

Eles trocaram olhares.

– Espírito vingativo. – falaram juntos.

– Espírito vingativo?

– Sim, é um espírito que volta para continuar fazendo vitimas precisamos achar os ossos salgar e depois queimar. Se o cara foi cremado, temos que encontrar algo que foi dele como fios de cabelo, objetos essas coisas.- explicou Sammy.

– Então vamos temos trabalho a fazer. — falou Dean.

Eu estava meio apavorada queimar os ossos de uma pessoa... tudo bem que era um louco e merecia isso, mas mesmo assim abrir um caixão... ver os restos mortais de alguém. O nome do cara era Richard, pegamos a ficha dele na policia, e estava enterrado num cemitério a poucos minutos de lá. Ao chegarmos no cemitério procuramos a lapide, mas estávamos atentos ele poderia aparecer ali a qualquer momento e todos nós estávamos com uma arma carregada com cartuchos de sal.

– Aqui está. – falei. – Richard Frenski.

– Muito bem. – Dean sorriu.

Os meninos começaram a cavar a cova enquanto eu estava em alerta. Não demorou muito para eu começar a sentir uns calafrios estranhos.

– Acho que ele está aqui. – sussurrei e eles pararam. – Continuem andem logo, antes que ele apareça.

E não demorou muito para o tal Richard aparecer atrás de Dean.

– Dean, abaixa! – gritei e atirei.

Mas foi inútil ele reapareceu atrás de mim, me agarrou e me jogou, bati as costas numa arvore e aquilo era bem familiar, me fez lembrar a minha morte. Afastei o pensamento e fui ajuda-los, era muito difícil mirrar nele já que estava lutando com os meninos, mesmo assim atirei pegou do braço de Sammy.

– Desculpa.

Atirei de novo e dessa vez acertei e ele sumiu.

– Rápido vamos continuar! – gritou Sammy.

E continuaram. O cheiro que saiu de dentro do caixão o era horrível, Dean jogou sal e gasolina, acendeu um belo isqueiro prata, mas Richard apareceu e assoprou. Ele arremessou Dean para longe de seu túmulo que acabou batendo a cabeça e desmaiando. Agora éramos só eu e Sammy, enquanto os dois brigavam corri até junto de meu namorado e peguei o isqueiro jogado ao seu lado.

– Amor vai ficar tudo bem, já volto. – falei a ele que ainda estava desacordado.

– Tudo bem para mim, mas não para vocês. – falou Richard ao meu lado.

Não sabia que eles podiam falar, para falar a verdade nem sabia que eles podiam nos tocar peguei a arma, mas ele me desarmou e me empurrou tão burro que me empurrou para perto de seu túmulo. Mesmo tremula consegui acender o isqueiro e jogar dentro do caixão.

– Audi Nos otário! – falei, quanto ele desaparecia pegando fogo.

Bem pelo menos o final do exorcismo eu já sabia falar, mas não era o suficiente.

– Você está bem? – perguntei a Sammy ajudando-o a levantar e apontando para o braço cheio de sangue.

– Sim. Dean!

Fomos até ele estava quase acordando. Levamos ele para o carro, ainda estava tonto.

– Sammy acho melhor levarmos ele ao hospital.

– Eu estou bem anjo. – sussurrou.

– Você bateu a cabeça com muita força, Sammy vamos para o hospital.

– Nina realmente não precisa, temos um bando de vampiros para matar.

– Vamos mata-los depois, minha prioridade agora é você. E não durma.

E lá fomos nós a caminho do hospital mais perto. Assim que chegamos ele foi encaminhado para a emergência, fiquei do lado dele o tempo todo enquanto alguns exames eram feitos.

– Senhorita Graham. – chamou a doutora, caminhamos até sua sala. – Os exames não acusaram nada.

– Graças a Deus.

– Mas é bom ficar olho às vezes o problema só se manifesta depois de alguns dias, fique de olho nele. Aqui está uma receita com remédios para aliviar a dor no local da pancada.

– Certo, muito obrigada mesmo Doutora Greene. Qualquer coisa que ele sentir eu o levo para um hospital.

– Está vendo, eu disse que estava bem. – falou ele quando estávamos saindo da sala da doutora.

– É bom saber que esta bem Dean, a melhor coisa que fizemos foi traze-lo aqui. – falou Sammy.

– Tá mais agora que vocês já sabem que estou bem, vamos caçar alguns sugadores de sangue!

– Há, há, nem pensar! Você vai ficar no motel descansando e Sammy vai. A doutora disse para ficar de olho em você, não vou deixar que se esforce por alguns dias.

– Mas os...

– Quieto! – fiz cara de brava. – Você vai descansar sim!

Já eram onze horas quando chegamos no motel e depois de muito conversar Dean acabou aceitando e ficar no motel, eu queria muito ficar com ele, mas Sammy não daria conta sozinho. Na verdade não sei se nós dois dávamos da conta, um caçador experiente e sua cunhada inexperiente. Espero que dê tudo certo.

Esperamos até de madrugada para partimos em nossa missão.

– Tome cuidado anjo. – sussurrou Dean sonolento.

– Pode deixar amor e por favor, qualquer coisa que sentir ligue.

Ele assentiu, beijei levemente seus lábios, não queria deixa-lo mas infelizmente era preciso... Deixamos Dean medicado e com celular em mãos e partimos para nossa caçada.