Na manhã seguinte, perdemos a noção da hora e acordamos na hora do almoço, logo após Dean levou o Impala até a oficina de Pet, enquanto Sam e eu fomos comprar alguns mantimentos e produtos de higiene no mercado, ele era um desastre com uma lista de compras na mão, pegava tudo do mais caro e não olha a qualidade, homens.

Depois de voltarmos para casa Sam e eu começamos a conversar:

— É... Nina.

— Sim?

— Eu queria te agradecer.

— Pelo o que?

— Por você ter sossegado o meu irmão. – nós rimos – Era ruim o ver pegar todas, sem saber o que era gostar mesmo de uma só pessoa, por isso obrigado.

— Eu é que tenho que agradecer por tudo o que vocês dois estão fazendo por mim, vocês são a minha família agora e fazia muito tempo que eu não sabia o que era isso. Sempre vivi sozinha naquele apartamento enorme sem poder contar a ninguém sobre as coisas que aconteciam vocês são um presente de Deus.

— É eu sei como é viver sozinho, quando fazia faculdade fiquei um tempo sozinho, até que conheci a Jessica, mas... enfim.

— Você sente muita falta dela, não é?

— Muita Dean já me falou para eu esquece-la só que não consigo.

— O que realmente aconteceu?

— Dean chegou em casa falando que papai havia sumido, começamos a procura-lo, mas nada, só demônios e espíritos. Quando voltei contei toda a verdade sobre nossa família, o que fazíamos e o que caçávamos. Ela me chamou de louco e foi embora.

— Sam tente entender que provavelmente não foi fácil para ela aceitar tudo isso de primeira, essa reação dela foi normal, talvez ela esteja precisando de um tempo pra pensar.

— Mais? Já se passaram meses e ela não me dar noticias. De quanto tempo ela precisa?

— Eu não sei Sam, mas para ela não está sendo fácil aceitar tudo isso, veja o lado dela também não só o seu. Já se perguntou que ela também pode estar sentindo sua falta, tentando falar com você, mas não sabe como fazer isso?

Ele balançou a cabeça negativamente.

— Pense nisso Sam.

Um pouco mais tarde Dean chegou o carro ainda estava no concerto e só seria entregue à noite.

— Como foi com Pet? – perguntei.

— Até que ele é legalzinho.

— Eu te disse.

Algumas horas depois de comermos, Dean e Sam foram ao um lugar chamado Mercado das Armas ver as “novidades” em armamento e munição. Fiquei completamente sozinha, estava morrendo de tédio até que o telefone tocou, era Pet:

— Oi Pet.

— Oi Nina, diga ao Dean que o carro já está pronto e que ele já pode vim buscar.

— Ela não está aqui agora, mas se você quiser eu posso ir pegar?

— Pode, porém você deveria pedir permissão ao seu namorado, ele morre de ciúmes desse carro.

— Primeiro, ele não é meu namorado, não oficialmente e segundo eu tenho credito com ele.

Nós dois rimos e ele disse:

— Tudo bem, então venha, vou estar te esperando.