Terror Ao Anoitecer
11 Capítulo 11
Coloquei um casaco mais quente e sai pelas ruas em direção à oficina de Pet, deixei um bilhete para quando os meninos chegassem, avisando que estava tudo bem e que só iria buscar o carro e logo voltaria. Chegando perto da oficina tive a impressão de estar sendo seguida, mas logo a ignorei.
Pet estava parado a frente da oficina quando me aproximei.
— Lenta como sempre. – disse ele.
— O que?
— Dois anos pra chegar até aqui.
— É bom te ver também. – nós rimos.
— Aqui está Impala 67, novinho. Fiz um preço camarada, só porque ele é seu namorado.
— Ele não é meu namorado, eu acho.
— Eu acho?
— Tipo, rola um sentimento, um amasso, mas nenhum eu te amo, ou quero ficar pra sem com você.
— Um amasso? Quero ficar pra sempre com você? Que historia é essa? – ele riu. – Cara, um amasso, só um?
— É Pet só um. Por quê? E pare de rir.
— Você se entrega de mais, esse é seu problema. Com você ou é oito ou oitenta e não é assim q funciona, essa historia de felizes para sempre e blá, blá, blá, esquece, se diverte só curte o momento. E tipo, um amasso, fala serio. – e riu de novo.
— O que você quer que eu faça? Só aconteceu esse amasso porque eu falei com ele que estava gostando dele, você sabe como eu sou não quero que ele pense que sou qualquer uma que ele passa a mão e sai fora.
— Nesse ponto você tem razão, porem hoje eu conversei com ele e pode ter certeza de que ele não pensa que você é qualquer uma. Agora é serio Nina, ele também está gostando de você, mas deu pra perceber que ele não está sabendo administrar isso.
— Como assim?
— Pelo o que sei, ele nunca foi de ficar preso a uma só, mas tudo tem sua exceção e você é a exceção, provavelmente ele está com medo de se entregar e se decepcionar, assim como você.
— Você tem razão, como sempre.
— Eu sei disso, agora tenho que fechar a oficina, vou estacionar o carro lá fora, vocês mulheres não são muito boas nisso.
Olhei incrédula para ele, rapidamente peguei as chaves de sua mão e entrei no Impala torcendo para que ele fosse fácil e macio de se dirigir. Estava nervosa com o olhar critico de Petter em mim, mas consegui estacionar corretamente sem nenhuma falha.
— Então bonitão o que me diz? – disse saindo do carro, vitoriosa, observando minha obra prima.
— É nada mal. – disse ele, quando o telefone de sua casa, que ficava em cima da oficina, tocou. – Ei cabeçuda, vou atender e já volto.
Eu assenti e lá se foi ele. A rua estava deserta e calafrios tomavam conta de meu corpo, eu estava mais atenta do que nunca, toquei na cintura só para ter certeza de que a arma estava ali e estava, decidi entrar no carro e aguarda Pet, liguei o rádio havia um disco do Metallica dentro dele, abri o porta-luvas e vários cds de rock caíram no chão do carro, me abaixei para pega-los quando uma batida no vidro fez meu coração saltar, era um policial.
— Pois não? – perguntei abaixando o vidro.
— Documentos, por favor. – disse ele em um tom serio, e os passei. – Sai do carro.
Sai.
— Algum problema? – perguntei.
— Infelizmente vou ter de multa-la.
— Por quê?
— Está parada em frente à guia rebaixada.
— Mas é rápido só estou esperando um amigo. – tentei argumentar.
— Esperasse do outro lado.
Ele se voltou para a viatura pegando um bloquinho de multas, quando as luzes dos postes começaram a piscar, os arrepios ficaram mais frequentes, aquilo era um sinal, fiquei ainda mais em alerta, o rádio estava com interferência, era ele eu tinha certeza, o sonho de Sam, as luzes, o rádio que há dois minutos estava ótimo e agora chiava. O policial se aproximou de mim.
— Algum problema senhorita? – perguntou interrompendo meus pensamentos. Decidi tentar algo.
— Meu Deus! – disse fitando-o.
Rapidamente os olhos de Lerry, como estava escrito em seu crachá, ficaram completamente negros sem nem deixar o branco do olho, um rosnado saiu de sua boca, sem pensar duas vezes saquei a arma e atirei duas vezes em seu peito, ele caiu no chão.
— Você pode até me matar, mas eu ainda vou estar vivo dentro de você! – disse ele.
— O que quer disser com isso? – disse eu com a arma ainda apontada para ele.
— Você tem meu sangue Nina Graham. Você não sabe o poder que tem!
— Nina! – gritou Pet desesperado. – O que aconteceu? Meu Deus você matou um policial? Abaixa isso Nina, abaixa!
— Sou filha de Victoria e Harry Graham, é dele o sangue que corre em minhas veias.
E com essas palavras atirei em sua cabeça diversas vezes, matando-o por completo. Petter estava perplexo atrás de mim, minhas pernas e mãos tremiam, deixei a arma cair no chão e logo em seguida cai de joelhos, as lágrimas rolando em meu rosto.
— Consegui Pet, consegui!
— Do que está falando?
— Era ele, o demônio que sempre me atormentava, eu o matei! – senti os braços de Pet me abraçando por trás, ele tremia muito, olhei para seu rosto e estava pálido.
— Você está bem? – perguntei.
— Acho que sim, só preciso de um tempo para processar tudo isso, vamos subir.
— Não podemos deixar o corpo aqui.
Enquanto Pet abria o portão da oficina, eu tentava arrastar o corpo do policial para dentro.
— Você não é tão forte assim Nina.
— Fique quieto e me ajude.
Após colocarmos o corpo para dentro, liguei para Dean explicando tudo o que havia acontecido e pedindo para que ele viesse me buscar rapidamente. O silêncio tomava conta da oficina enquanto nós dois olhávamos o corpo, meu olhar se voltou para Petter após um gemido, aproximei-me dele.
— O que foi? – perguntei.
— Acho que estou um pouco enjoado.
— Você está suando frio, acalme-se.
— Não da para ficar calmo com um morto na minha frente.
— É só não olhar.
— Você é boa nisso porque sempre teve sangue frio.
Uma forte batida no portão de alumínio soou.
— Nina somos nós. – gritou Dean.
Fui abrir o portão para eles, enquanto Pet se trancou no banheiro.
— Como está? – perguntou Dean me abraçando.
— Estou bem só um pouco assustada e tremula.
— É normal quando se atira, ou mata pela primeira vez. – disse Sam. – Onde está o corpo.
— Ali. – disse apontando para trás, sem tirar os olhos dos olhos de Dean.
— Fique calma, acabou tudo acabou. – disse ele, segurando minhas mãos.
— Depois de tanto tempo nem acredito que estou livre de tudo isso.
— Pois pode acreditar.
Sam e Dean se livraram do corpo, talvez tenham jogado em algum barranco ou enterrado em algum lugar, enquanto eu fiquei cuidando de Petter que depois de quase ter vomitado o estômago, estava ardendo em febre. Tentei ligar para os pais dele, mas era inútil, tinham saído para comemorar o aniversario de casamento e obviamente não queriam ser interrompidos.
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