Terror Ao Anoitecer
48 Capítulo 48
Quando chegamos fiquei aliviada por poder tirar aqueles saltos e me jogar na cama enorme. Começamos a pensar em algum plano para pegar os vampiros eu já tinha um, mas Dean não gostou nada.
– Não vou deixar você ser a cobaia.
– Porque não? É um bom plano.
– Sim porém é suicídio, não vou me perdoar se alguma coisa acontecer com você de novo. Não sabemos quantos vampiros estão por ai.
– Olha Nina Dean tem razão, sim é um bom plano, mas é perigoso.
– Ótimo! – falei com cara feia. – Vocês falam como se eu fosse uma mera humana que não sei me defender.
– Para mim é isso que você é. – disse Dean. – Você pode até não precisar de proteção, mas eu vou te proteger sim porque esse é o meu dever!
Respirei fundo, embora estivesse com raiva achei lindo o que ele acabou de dizer. Aquela discussão não iria levar a lugar nenhum.
– Tudo bem então, quando tiverem um plano melhor me avisem.
Dean também respirou fundo e passou as mãos no rosto.
– Agora a morte daquela garota Alice isso está me deixando preocupado. Ela tinha alguma inimigo?
– Pelo o que eu pesquisei falando com os vizinho e a família, não. Ela era uma garota nota dez, em todos os sentidos. — falou Sammy.
– Talvez sejam os vampiros que mataram Alice, mas mudaram de tática só para nos despistar. – falei.
– Mas por quê? Isso não se encaixa, já que eles têm a velha desculpa do ataque de animal para se esconder e por que ninguém acredita que vampiros existam.
– Talvez não seja um dos nossos. – falou Sammy.
Até que lembrei de uma coisa...
– Bem, não sei se isso ajuda mas eu descobri que havia um cara que estuprava garotas e as matavam da mesma forma.
– Como eu disse não é um dos nossos.
– É mais... o cara já morreu.
Eles trocaram olhares.
– Espírito vingativo. – falaram juntos.
– Espírito vingativo?
– Sim, é um espírito que volta para continuar fazendo vitimas precisamos achar os ossos salgar e depois queimar. Se o cara foi cremado, temos que encontrar algo que foi dele como fios de cabelo, objetos essas coisas.- explicou Sammy.
– Então vamos temos trabalho a fazer. — falou Dean.
Eu estava meio apavorada queimar os ossos de uma pessoa... tudo bem que era um louco e merecia isso, mas mesmo assim abrir um caixão... ver os restos mortais de alguém. O nome do cara era Richard, pegamos a ficha dele na policia, e estava enterrado num cemitério a poucos minutos de lá. Ao chegarmos no cemitério procuramos a lapide, mas estávamos atentos ele poderia aparecer ali a qualquer momento e todos nós estávamos com uma arma carregada com cartuchos de sal.
– Aqui está. – falei. – Richard Frenski.
– Muito bem. – Dean sorriu.
Os meninos começaram a cavar a cova enquanto eu estava em alerta. Não demorou muito para eu começar a sentir uns calafrios estranhos.
– Acho que ele está aqui. – sussurrei e eles pararam. – Continuem andem logo, antes que ele apareça.
E não demorou muito para o tal Richard aparecer atrás de Dean.
– Dean, abaixa! – gritei e atirei.
Mas foi inútil ele reapareceu atrás de mim, me agarrou e me jogou, bati as costas numa arvore e aquilo era bem familiar, me fez lembrar a minha morte. Afastei o pensamento e fui ajuda-los, era muito difícil mirrar nele já que estava lutando com os meninos, mesmo assim atirei pegou do braço de Sammy.
– Desculpa.
Atirei de novo e dessa vez acertei e ele sumiu.
– Rápido vamos continuar! – gritou Sammy.
E continuaram. O cheiro que saiu de dentro do caixão o era horrível, Dean jogou sal e gasolina, acendeu um belo isqueiro prata, mas Richard apareceu e assoprou. Ele arremessou Dean para longe de seu túmulo que acabou batendo a cabeça e desmaiando. Agora éramos só eu e Sammy, enquanto os dois brigavam corri até junto de meu namorado e peguei o isqueiro jogado ao seu lado.
– Amor vai ficar tudo bem, já volto. – falei a ele que ainda estava desacordado.
– Tudo bem para mim, mas não para vocês. – falou Richard ao meu lado.
Não sabia que eles podiam falar, para falar a verdade nem sabia que eles podiam nos tocar peguei a arma, mas ele me desarmou e me empurrou tão burro que me empurrou para perto de seu túmulo. Mesmo tremula consegui acender o isqueiro e jogar dentro do caixão.
– Audi Nos otário! – falei, quanto ele desaparecia pegando fogo.
Bem pelo menos o final do exorcismo eu já sabia falar, mas não era o suficiente.
– Você está bem? – perguntei a Sammy ajudando-o a levantar e apontando para o braço cheio de sangue.
– Sim. Dean!
Fomos até ele estava quase acordando. Levamos ele para o carro, ainda estava tonto.
– Sammy acho melhor levarmos ele ao hospital.
– Eu estou bem anjo. – sussurrou.
– Você bateu a cabeça com muita força, Sammy vamos para o hospital.
– Nina realmente não precisa, temos um bando de vampiros para matar.
– Vamos mata-los depois, minha prioridade agora é você. E não durma.
E lá fomos nós a caminho do hospital mais perto. Assim que chegamos ele foi encaminhado para a emergência, fiquei do lado dele o tempo todo enquanto alguns exames eram feitos.
– Senhorita Graham. – chamou a doutora, caminhamos até sua sala. – Os exames não acusaram nada.
– Graças a Deus.
– Mas é bom ficar olho às vezes o problema só se manifesta depois de alguns dias, fique de olho nele. Aqui está uma receita com remédios para aliviar a dor no local da pancada.
– Certo, muito obrigada mesmo Doutora Greene. Qualquer coisa que ele sentir eu o levo para um hospital.
– Está vendo, eu disse que estava bem. – falou ele quando estávamos saindo da sala da doutora.
– É bom saber que esta bem Dean, a melhor coisa que fizemos foi traze-lo aqui. – falou Sammy.
– Tá mais agora que vocês já sabem que estou bem, vamos caçar alguns sugadores de sangue!
– Há, há, nem pensar! Você vai ficar no motel descansando e Sammy vai. A doutora disse para ficar de olho em você, não vou deixar que se esforce por alguns dias.
– Mas os...
– Quieto! – fiz cara de brava. – Você vai descansar sim!
Já eram onze horas quando chegamos no motel e depois de muito conversar Dean acabou aceitando e ficar no motel, eu queria muito ficar com ele, mas Sammy não daria conta sozinho. Na verdade não sei se nós dois dávamos da conta, um caçador experiente e sua cunhada inexperiente. Espero que dê tudo certo.
Esperamos até de madrugada para partimos em nossa missão.
– Tome cuidado anjo. – sussurrou Dean sonolento.
– Pode deixar amor e por favor, qualquer coisa que sentir ligue.
Ele assentiu, beijei levemente seus lábios, não queria deixa-lo mas infelizmente era preciso... Deixamos Dean medicado e com celular em mãos e partimos para nossa caçada.
Fale com o autor