Notas iniciais
Olá, sei que fiquei séculos longe e que vocês, meus amores, estão completamente putos comigo, mas eu prometi que não abandonaria, avisei que iria demorar para continuar a história, mas que não abandonaria, então estou postando mais um capítulo, e mais do que isso, finalmente terminei de escrever a história e vou postar ela todinha para vocês, isso mesmo, então, boa leitura e divirtam-se!

Capítulo 34 — Distantes

Amanda se afasta de Carolina e encontra Mona perto da mesa de bebidas, as duas trocam um olhar silencioso e Mona sorri abraçando a amiga.

—Você já voltou bancando a conselheira amorosa? — Mona pergunta.

—Se pelo menos alguém os seguisse... — Amanda fala.

—Ei, você não pode cobrar que os outros sigam seus conselhos quando nem você está fazendo isso, quer dizer, você acaba abrindo brecha para que possam duvidar da eficiência deles. — Ela brinca.

—Fique você sabendo que eu tenho seguido meus próprios conselhos, então. — Amanda ri empurrando Mona de lado.

—Ah é? E você pensou em me contar isso exatamente quando? Quem é?

—Um carinha que conheci antes de voltar para cá. Não é nada sério, nós só ficamos presos em um elevador semana passada, ele mora no meu prédio e eu o tinha visto algumas vezes de longe, mas acho que nunca reparei direito nele. Acabamos nos conhecendo um pouco durante as três horas que ficamos presos.

—E ele é bom?

—Muito.

—Sua depravada, você deu pra ele no elevador? — Mona jogou um marshmallow que estava a vista em Amanda enquanto ria.

—Não! Quer dizer, os caras poderiam consertar o elevador a qualquer momento... Nós fomos para o apartamento dele depois que nos soltaram. — Amanda deu uma risadinha vendo a boca de Mona abrir, ela raramente conseguia isso. — Ei, eu nunca disse que era santa. — Amanda riu. — E você como está?

—Terminei com aquela garota esses dias, ela não largava do meu pé. Ia perguntar se você não estava pensando em mudar de time, mas pelo jeito pintos ainda lhe encantam... — Mona disse e virou os olhos.

Amanda riu e abraçou a amiga.

—Meu deus, como senti sua falta.

Carolina e Annabel estavam sentadas juntas perto da fogueira agora falando sobre amenidades, Daniel estava do outro lado conversando com Lucas e Marcus. Amanda e Mona ainda estavam colocando a conversa em dia, e todo o restante da turma parecia se divertir ao som de um violão. Nathália olhou para os amigos, todos pareciam bem na medida do possível e entretidos, então ela pegou uma garrafa de bebida que estava aberta na mesa e se afastou alguns bons metros sem que ninguém visse.

Quando já estava uns 200 metros distante da fogueira, de um modo que quem olhasse de lá mal veria uma silhueta escura ela se sentou na areia e tomou um gole da bebida. Acendeu então um cigarro e ficou vendo as ondas quebrarem na areia da praia. Deixou a bebida de lado e recolheu os joelhos até o peito com os pés enterrados na areia, uma brisa fria soprava fazendo com que seus braços e pernas ficassem arrepiados. Por algum tempo fechou os olhos e permaneceu daquela maneira, até ouvir passos se aproximando.

—Ninguém nunca lhe disse que faz frio na praia a noite e que se você não ficar perto de uma fogueira é melhor vestir um casaco? — Marcus chegou e colocou sua jaqueta em volta dos ombros dela.

Nathália ficou perplexa com o gesto por um instante enquanto sentia o cheiro dele no casaco.

—Ninguém nunca lhe disse que é falta de educação importunar os outros? — Ela devolveu.

—Ninguém nunca lhe disse que esse cigarro pode te dar um câncer?

Ela virou os olhos e deu outra tragada. Então Marcus tirou o cigarro dela e deu uma tragada também.

Nathália ergueu uma sobrancelha para ele.

—Vamos todos morrer mesmo, não é? — Ele deu de ombros.

Os dois ficaram em silêncio por algum tempo.

—Você está brava comigo?

—Por que estaria?

—Porque eu beijei outra garota depois de ficar com você.

—O que você faz não é da minha conta.

—Então você não se importa?

—Não. — Mentiu.

—Não sente ciúmes?

—Jamais sentiria ciúmes de você.

Nathália fingiu indiferença e levantou, ela iria voltar para a fogueira.

—Você tem razão, está meio frio aqui. Vou voltar para lá.

No mesmo instante Marcus esticou a perna passando uma rasteira nela e fazendo com que ela caísse ao seu lado na areia, então rapidamente ele passou seu corpo por cima do dela, apoiando uma mão em cada lado de sua cabeça e a prendendo ali.

—Você malditamente acabou de me passar uma rasteira? — Nathália falou indignada.

—Você queria ir embora.

—E por isso você me derrubou no chão? — Ela disse incrédula.

—Se eu pedisse você não ficaria.

Então Marcus abaixou sua cabeça até ficar com o rosto bem próximo ao rosto dela e olhou em seus olhos.

—Desculpe. Eu sou um idiota.

—Graças a deus você percebeu isso. — Ela falou acreditando que ele se referia a tê-la derrubado. — Já pode sair de cima de mim agora.

—Não.

—Mas você...

—Cala a boca, Nath. — Ele disse e sorriu se aproximando mais dos lábios dela.

—Você não me mandar calar a boca, seu... seu...

E então Marcus a beijou longa e demoradamente, de um jeito suave e ao mesmo tempo devastador.

Momentos depois Nathália abriu os olhos e o viu pairando acima dela.

—Eu sou idiota porque não percebi que você também sente o que eu sinto, achei que tinha raiva de mim por eu sempre implicar com você.

—Eu tenho raiva de você por implicar comigo! — Ela respondeu erguendo uma sobrancelha para ele e então se deu conta que ele acabara de falar que ela sentia o mesmo que ele.

Marcus sorriu quando percebeu que Nathália havia finalmente entendido o que ele acabara de dizer.

—Você...

—Sim, eu gosto de você, eu posso estar amando você, e isso me assusta pra caralho, porque na maior parte do tempo eu quero esganar você.

—Você quer me esganar na maior parte do tempo? Grande! Que declaração linda! Eu quero esganar você agora! — Ela falou dando um empurrão no peito dele.

—Não. Você não vai fugir. — Ele sorriu. — Você vai ficar exatamente aqui, nos meus braços, vestindo a minha roupa, com a minha boca na sua. E você não vai fugir. Porque você também gosta de mim. Você também sente isso.

—Você se acha um pouquinho de mais não é?

—Você vai negar? Tudo bem. Eu vou deixar você ir então. — Marcus fala olhando nos olhos dela.

—Não se atreva, seu filho da mãe. — Nathália sussurra puxando-o para baixo e colando seus lábios aos dele.

O restante da noite e das duas semanas que Daniel e Amanda passam na cidade voam, Amanda aproveita os dias revendo os amigos e se divertindo com todos, vez ou outra Daniel a vê sorrindo para o telefone e digitando rapidamente alguma mensagem.

—Com quem você tanto troca mensagens? Tem alguma coisa que eu não estou sabendo? — Daniel pergunta durante um almoço, logo após Amanda deixar o telefone na mesa com um sorriso no rosto.

Ela olha para cima e faz cara de culpada.

—Eu conheci um cara. — Diz sem entrar em detalhes.

—Quando? Por que você não me contou? — Daniel se sente excluído.

—Semana retrasada, no Canadá. Só não quis encher você com isso, não é nada de mais.

—Você não quis me contar porque eu estava feito um idiota falando de como meu coração estava partido? — Ele falou balançando a cabeça, — Você percebe que saber que você está feliz vai me deixar feliz não? — Ele dá uma garfada na comida sabendo que a irmã foi boba, o que ele mais queria era que ela encontrasse alguém. — Ele é legal?

—Muito. — Ela sorri.

—Eu realmente fico feliz por você. — Daniel sorri.

—Não é nada sério ainda, nós só... ficamos presos no elevador e nos conhecemos mais durante a semana, Ethan é um cara legal. — Naquele momento o celular de Amanda toca novamente e olha a tela percebendo que a mensagem é Ethan, um sorriso se abre em seu rosto.

Daniel ri e balança a cabeça terminado de comer.

Nathália da de ombros e mostra a língua para ele levando seu prato até a pia e em seguida se jogando no sofá enquanto responde a mensagem.

—Ele disse que está com saudades, falei de você e ele disse que quer conhecê-lo.

Daniel levanta as sobrancelhas.

—Nada sério, hein?

Amanda atira uma almofada nele que responde rindo.

—Eu com certeza quero conhecê-lo, não digo que vou adorá-lo, afinal você é minha irmãzinha, mas... Hei! — Ele reclama quando mais uma almofada voa em sua direção. — Ok, ok, vou adorar conhecê-lo então.

—Ele vai nos buscar no aeroporto quando chegarmos domingo. — Amanda fala, aparentemente apesar do conselho que deu a Carolina, ela realmente o deixaria ir embora.

Notas finais
Se não for pedir demais, comentem aí, me digam o que posso melhor e tudo mais, ainda quero revisar ela, arrumar certas coisas e quem sabe inclusive adicionar mais capítulos, deixar ela mais completa, por isso se sentirem que falta algo, se ficou muito rápido o final e coisas desse tipo, me deixem saber ;) ps: Continuo aceitando comida pelo correio, no momento minhas lombrigas pedem nutella nham, nham ♥ Beijos!