Tequila Com Limão

17 Florescendo


Notas iniciais
Olá galeera, tudo bem com vocês? Espero que sim *-* Deixa eu contar, novamente, que estou aqui me deliciando com um torone, conhecem torone? Devem chamar de outro nome nos outros estados que não o RS, porém, é um negócio muito bom e eu amo, afinal de contas é comida e eu amo comida, maaas, voltando ao que interessa, vim deixar MAIS UM CAPÍTULO para vocês! Esse é o momento em que todo mundo fica tipo O_O whaaaat? dois capítulos em duas semanas, isso nunca acontece! SAJDHSAUDSAHDUYA Pois é, agradeçam a minha linda e querida amiga Camila, que começou a ler a Tequila e agora fica no meu ouvido todo dia pedindo mais um capítulo u.u UISAHDUDHASUSAH Então, Camila, dedicado a você, por estar sempre comigo e compartilhar suas bolachas Nesfit ou a comida que você tiver

Capítulo 16 — Florescendo

No dia seguinte acordou com uma grande dor de cabeça, culpa da bebida da noite anterior, só ela sabia da noite horrível que passou tentando pegar no sono enquanto o estômago revirava protestando contra o álcool. Levantou e foi tomar um banho, depois desceu para tomar café.

—Bom dia. — Sua tia disse. — Você não parece muito bem, querida.

—Bom dia. Só estou cansada. — Ela respondeu.

—Ah. Martin e eu estamos planejando sair no próximo final de semana, ir ver como as coisas estão no sítio, no interior. Você quer vir conosco?

—Preciso ir?

—Só se você quiser, querida.

—Vou ficar então.

Carolina já estava acostumada a conviver com sua tia, porém o relacionamento delas era muito diferente daquela que ela tinha com seus pais. Eles conversavam animadamente sempre, riam de coisas bobas o tempo todo e eram felizes. Exatamente isso. Ela era feliz. De repente, quis poder voltar no tempo e rir como antes.

Foi para a escola e ficou junto com Nathália durante todo o tempo, elas estavam criando uma amizade a sua maneira. Nathália era bastante maluca na maioria das vezes, apesar de ser quieta, vivia fazendo piada com atitudes de pessoas mesquinhas e ignorando pessoas idiotas. Carolina quase podia sentir o modo como Nathália parecia ser livre, no sentido de não se importar com nada. E aquilo era exatamente o que ela estava buscando.

—O que você vai fazer no final de semana? — Nathália perguntou no final da aula.

—Não faço ideia. Meus tios vão para o interior, estarei sozinha. — Ela deu de ombros. — Por quê?

—Legal! Ah, conversei com a galera ontem, depois que você e Tom foram embora, estamos pensando em fazer um luau na praia, no sábado.

—Sério? — Carolina abriu um sorriso.

—Sim. Vamos organizar tudo essa semana e pronto, nos reuniremos lá e faremos nossa festa. — Ela piscou. — Você está convidada. — Riu.

—Estarei lá, com certeza. — Carolina disse.

Nathália ficou alguns segundos em silêncio e então voltou a falar, dessa vez sobre Tom.

—E aí, Tom te levou direto para casa ontem?

—Sim.

—E ele não tentou nada? Tom pode ser um pouco grosso depois de ter bebido e costuma achar que pode agarrar quem quiser sem pedir permissão. — Nathália disse e Carolina ergueu as sobrancelhas.

—Sério? Ele me pareceu legal.

—Ele é legal, só consegue ser um idiota quando quer. — Ela deu de ombros.

Carolina ficou pensando por alguns instantes no modo como Tom colocou o braço sobre os ombros dela quando encontraram Daniel.

O restante da semana passou no modo lento, as coisas estavam relativamente melhores agora que ela havia decidido se espelhar um pouco em Nathália rindo de coisas idiotas e pessoas fúteis. Era mais fácil viver daquela forma, sem se importar. Em casa ela procurava não ser rude com os tios, mas também não procurava conversa, preferia ficar na sua.

Quando chegou a sexta-feira ela e Nathália decidiram sair juntas e encontrar o restante dos amigos em um bar, e foram justamente para aquele em que ela sabia que Daniel estaria tocando. Quando chegaram foram direto para a mesa onde o grupo já estava reunido. Todos trocaram olás e depois se ajeitaram.

—Nath, você nem sabe quem voltou! — Annabel falou com um sorriso enorme no rosto. — Daniel! Vimos ele agora pouco com os amigos.

—Como assim o Daniel voltou? — Nathália fez um O com a boca enquanto Carolina erguia as duas sobrancelhas.

—Sim, ele voltou há uns dois meses e não falou nada para ninguém. Falamos com ele antes. Ah, ele sempre foi meio assim. — Annabel deu de ombros.

—Onde ele está? — Nathália perguntou.

—Lá perto do palco, ah, olha, ele está vindo para cá! — Annabel sorriu.

Carolina acompanhava a reação dos presentes a mesa, Tom, Mona e Marcus não estavam ali ainda. Assim que Annabel disse que ele estava vindo para a mesa deles Carolina ergueu os olhos e sentiu aquele arrepio que sempre sentia quando percebia que ele estava olhando diretamente para ela. Daniel abriu um sorriso chegando a mesa.

—Ei, e aí gente.

—Daniel, seu idiota! Como assim você voltou e não disse nada para ninguém?! — Nathália falou ficando em pé e o abraçou.

Ele riu.

—Desculpe por isso, mas sabe como é. — Ele disse fazendo uma careta e Nathália entendeu o que ele quis dizer. Ele não gostava de ficar perto de Tom. Então ele olhou para Carolina.

—Olá, Carolina. — Sorriu.

—Oi. — Ela disse apertando os lábios.

—Vocês se conhecem? — Nathália pareceu confusa.

—Já nos vimos por aí. — Carolina respondeu.

—Ah, legal! Você vai sentar com a gente?

Naquele momento Mona apareceu do nada pulando praticamente em cima de Daniel e lhe dando um beijo no rosto muito perto dos lábios, constatou Carolina.

—Dani! Não acredito! Você voltou!

—Olá pra você também. — Daniel disse rindo e abraçando Mona para logo em seguida ficar rígido ao ver que Tom estava atrás dela.

—Ei cara, quanto tempo! — Marcus falou dando um abraço nele em seguida.

—Pois é.

—Daniel... — Tom disse fazendo uma leve careta que Carolina percebeu muito bem. De repente todos ficaram em silêncio ali.

—Tom. — Ele disse encarando o outro.

—Você vai tocar hoje? — Mona perguntou desviando o clima tenso.

—Hoje não. — Ele respondeu e Carolina achou aquilo realmente estranho.

—Ah, mas eu queria ver você tocar. E no luau amanhã, você vai? Todos nós vamos.

Daniel olhou para Carolina que estava olhando para ele.

—Vou ver, talvez. — Deu de ombros. — Tenho umas coisas para fazer.

Eles conversaram por mais alguns instantes, Tom fez questão de sentar perto de Carolina, Daniel logo saiu dali se despedindo do pessoal. Ficou perto do palco durante a hora seguinte, junto com três outros caras, vez ou outra o olhar dele cruzava com o de Carolina e quando ele sorriu, ela sorriu de volta. Era meio impossível não sorrir, ela percebeu. Então Tom chegou mais perto dela dizendo em seu ouvido que ela estava linda e ela viu quando Daniel fechou a cara, mesmo estando do outro lado do bar.

Alguns minutos depois, ela o viu sair do lugar e ir para fora. Era aquilo que ela queria, não era? Afastá-lo. Ela sabia que não podia se aproximar dele porque o que sentia quando estavam perto era um indicativo forte de como ela poderia se machucar se o perdesse. Por isso, era melhor não tê-lo em sua vida. Ela não conhecia praticamente nada sobre ele e mesmo assim sentia que tinham muito em comum. Quando ele olhava em seus olhos era como se conseguisse ver dentro dela.

Carolina se levantou e avisou Nathália que iria dar uma volta sozinha. Foi para fora do bar e olhou para os dois lados para ver se encontrava Daniel, ele estava ao lado de uma parede sentado num muro de tijolos fumando um cigarro.

—Isso faz mal para a saúde, você sabe... — Ela disse se aproximando dele. Daniel ficou olhando para ela por alguns instantes.

—Se eu me lembro bem você não teve problemas com isso quando experimentou pela primeira vez. — Ele disse sorrindo.

—De um jeito ou de outro todo mundo morre um dia né? — Ela falou sentando ao lado dele e olhando para as estrelas. — Então acho que não faz muita diferença no final das contas.

—Sim. — Ele disse olhando para o chão. — Acho que é isso. — Carolina olhou para ele.

—Por que você e Tom não se dão bem? — Ele ergueu uma sobrancelha.

—História antiga. Ele namorou minha irmã, tiveram uns problemas e ela está morando no Canadá agora.

—Falando desse jeito nem parece que vocês estavam se encarando como se fossem começar uma briga lá dentro antes.

Carolina franziu as sobrancelhas, era tão fácil conversar com ele.

—Por que você veio aqui fora? — Ok, talvez não tão fácil quando ele puxava a conversa para o lado dela.

Ela deu de ombros, não sabia ao certo.

—Ia dar uma volta na praia, mas não tenho bebida. — Ele riu.

—Achei que não fosse mais beber depois do estado em que vi você no domingo passado, pensei que fosse vomitar antes de chegar em casa.

—Nem me fale, passei a noite me revirando na cama.

—Se você quiser posso comprar bebida. — Ele deu de ombros e tragou o cigarro.

Carolina riu, devagar, quase sem emitir som e ele levantou o olhar.

—Acho que vou deixar passar, pelo que sei estão querendo fazer um luau amanhã e é melhor não começar a ressaca hoje já.

Eles ficaram se encarando durante alguns segundos, Daniel tinha aquele sorriso no rosto que parecia ter o poder de fazê-la esquecer o resto ao redor. Ela desviou o olhar e depois olhou para o céu, uma brisa soprou e fez com que ela cruzasse os braços sob o peito.

—Aqui. — Daniel ficou em pé, tirou a jaqueta e deu a ela. — Coloque isso.

—Não precisa, você vai ficar com frio.

Ele virou os olhos e ficou com o braço estendido até que ela pegou a jaqueta e passou por sobre os ombros. Ela inspirou o cheiro do perfume dele e fechou os olhos. Voltou a abri-los quando sentiu a mão dele encostar em seu rosto.

Notas finais
Fantasmas, não sejam tímidos, please u.u façam assim não :/ Apareçam e me deixem feliz AUEHAUEHAUE sério, não mordo, só se pedir u.ú KKKKKK brincadeira :3 Espero pelas suas reações nos comentários, o que acontece agora? Gente, queria tanto uma Coca agora D: Beeeijos, boa semana!