Templo das Bacantes Vol. 3

2 Trio Ternura em: Sob Nova Direção


Notas iniciais
Mais um cap e agora mostrando um pouco da nova rotina do bordel. capa lindaaa feita pela rosenrot

O Templo das Bacantes.

Há cinco anos o ambicioso e audacioso empreendimento erguido por Saga de Gêmeos para livrar Geisty da morte e pagar as dívidas oriundas do roubo aos cassinos da Vory v Zakone, legado gentilmente deixado por seu irmão gêmeo, Kanon, reabria suas portas, agora sob nova direção.

Embora Camus de Aquário tivesse acendido como chefe absoluto da organização e consequentemente perdoado a dívida financeira e moral da Grécia para com a Rússia, que na verdade já havia sido paga há muito graças a desonestidade do antigo Vor, Dimitri Yurievich Volkov, o Santuário tinha fortes motivos para reabrir aquela que era uma de suas maiores fontes de lucro, uma vez que Atena ainda estava desaparecida. E sendo justamente a presença da deusa suas garantias de prosperidade e temperança, na ausência dela não lhes restava muitas escolhas.

O Patriarca, que nunca abandonara as buscas por Atena, desde que sucumbiu a seu lado mal as tornara ainda mais intensas. Gêmeos queria encontrar a jovem deusa a todo custo. Acreditava que ela ainda estava viva, já que nunca um corpo fora achado, pois ela representava uma ameaça direta à sua ascensão absoluta ao poder.

Por isso que, agora muito mais focado em descobrir o paradeiro de Atena, aumentar seu poder e influência dentro e fora do Santuário, e tornar esse a potência bélica que sempre deveria ter sido, Gêmeos abrira mão da administração do Templo das Bacantes, mas não do negócio em si. Este o Patriarca fazia questão que perdurasse e continuasse dando os lucros necessários para bancar sua dispendiosa regência.

E ninguém melhor que três dos seus mais influentes e capazes funcionários para dar conta do recado. Embora sua relação pessoal com cada um deles não fosse das melhores — nem das piores, e sim completamente péssima — Gêmeos não podia negar que eram de uma competência inigualável. Se o Templo das Bacantes tivesse que voltar a ser o que era antes da retaliação russa, ninguém melhor que Geisty, Mu e Afrodite para dar conta do recado.

À frente do novo Templo das Bacantes os três fizeram com que em cinco anos a casa deixasse de ser apenas um bordel de luxo para entrar para o roteiro das casas noturnas alternativas mais badaladas e frequentadas da Grécia, que oferecia desde o turismo sexual para ambos os sexos até shows particulares de celebridades. Figuras influentes de dentro e fora da Grécia alugaram por vezes as dependências da casa para eventos sociais, festas e reuniões de negócios.

Assim como Áries, Peixes e Serpente, outros cavaleiros e amazonas também se mantiveram ligados ao negócio. Aldebaran de Touro agora supervisionava uma equipe inteira de bartenders e assinava os drinks mais criativos do refinado menu da casa, os quais tinham uma forte influência brasileira e por isso mesmo faziam grande sucesso. Máscara da Morte de Câncer e Shura de Capricórnio ainda seguiam à frente da segurança, porém agora regiam uma equipe treinada pela máfia grega. Aiolia de Leão continuava responsável pela agiotagem da máfia grega e agora também pela gerência dos cassinos espalhados por toda a Grécia, incluso a menina dos olhos desse ramo que era o que funcionava dentro do Templo de Baco. Ele e Marin agora havia firmado compromisso e já até falavam em casamento, mas muito era exigido dos cavaleiros e também das amazonas na nova gestão do Patriarca, e tiveram que adiar os planos por diversas vezes. Águia, juntamente com Misty de Lagarto e Shina de Ofiúco agora prestavam pequenos serviços ao Templo das Bacantes quanto à gerencia e segurança das garotas e garotos que trabalhavam para a casa. A italiana e o francês desde a reabertura do bordel não mais trabalhavam como garotos de programa e agora estavam totalmente voltados para as missões do Santuário. Shina, mesmo com uma rotina intensa de treinamentos com os aspirantes a cavaleiros vez ou outra, fazia alguns shows burlescos regados a erotismo e sensualidade, mas apenas porque gostava tanto da vida noturna e subversiva quando dos olhos masculinos a cobiçar suas carnes. Já Misty gostava mesmo era do dinheiro, por isso manteve-se ligado ao negócio para complementar o soldo como cavaleiro.

E era justamente o francês quem conduzia os funcionários recém chegados pelas dependências da luxuosa casa noturna.

Munidos ainda de suas poucas bagagens os belos rapazes e moças olhavam atônitos para o Templo de estrutura colossal todo erguido em mármore e granito. Diante da imensa porta de entrada ornada por duas estatuas do período clássico grego, no alto das escadas a figura esbelta de constituição física impecável, vestida dos pés à cabeça em grifes muito aquém do alcance te todos que estavam ali, corria os olhos azuis escuros por cada rosto curioso. Os fios brilhantes dourados emolduravam o rosto de feições angelicais, cútis perfeita e desciam sinuosos pelos ombros se misturando aos fios rosa algodão doce do casaco de pelos que trajava por cima de uma baby look prateada curtíssima e colada ao corpo e uma calça jeans clara em corte saint-tropez.

Os buchichos entre os jovens eram inevitáveis, pois que desde que chegaram ali toda a fama que ouviram acerca do Templo das Bacantes procedia. Um lugar esplendoroso que abrigava as maiores beldades da Europa, haja visto por quem os recepcionava logo na chegada.

Foi com um movimento beirando o plástico que a figura no alto da escada retirou os óculos escuros balançando a cabeleira loira, enquanto se anunciava aos presentes com voz forçadamente melodiosa e leve sotaque francês. Vaidoso como era não abria mão deste por julga-lo charmoso.

— Bom dia queridos novatos. Me chamo Misty, também conhecido como o Cavaleiro de Prata mais poderoso e belo dessa Era. — piscou os olhos dando um sorrisinho cretino — Com o tempo vocês vão se familiarizar com o que somos, digo, com a nossa ordem, mas por enquanto tudo que precisam saber é que nunca, jamais, devem falar de nós, cavaleiros, para qualquer cliente ou pessoa que seja, dentro ou fora deste Templo, ou serão punidos severamente. Como gerente e principal responsável por vocês, vou lhes apresentar a casa. — disse colocando os óculos no topo da cabeça e acenando com a mão esquerda para que adentrassem o salão.

— Sejam muito bem vindos ao Templo das Bacantes. A casa mais bem qualificada e frequentada de toda a Europa.

Os rapazes e moças não disfarçavam a admiração diante daquele lugar colossal que mais parecia o recanto dos deuses gregos na Terra, e Misty sentia seu ego inflado diante daqueles olhares estupefatos como se fossem direcionados a si próprio.

Com os lábios delineados em gloss rosado que marcavam um meio sorriso espalhou com ambas as mãos os cabelos sedosos pelo ar e continuou em sua apresentação.

— Mas antes de prosseguirmos, vamos pontuar algumas questões bem pertinentes. — todos voltaram suas atenções ao loiro que gesticulava as mãos no ar por vezes mexendo nos cabelos que eram jogados de um lado para o outro enquanto articulava cada palavra fazendo biquinhos, em uma clara tentativa de postura sedutora que se saía mais por esnobe — Como eu disse, essa é a casa noturna de entretenimento mais conceituada da Europa. Aqui nós só temos clientes vips, somente a nata da sociedade europeia. Somos considerados como um pedaço dos Elísios, o Paraíso, na Terra, e por conta disso um dos destinos turísticos mais disputados na Grécia com reservas agendadas com meses de antecedência. — os rostos ansiosos dos jovens pareciam vivenciar uma realidade surreal — Presamos pelo melhor atendimento porque temos uma reputação de peso a zelar, e para isso contamos com vocês. Sintam-se lisonjeados que dentre tantos candidatos a uma vaga aqui, diria até milhares, vocês foram os selecionados... Alguns matariam ou venderiam a própria alma ao Hades por uma chance como esta, então, não a desperdicem, pois como eu disse, vocês foram selecionados dentre vários, mas ninguém aqui de vocês é insubstituível.

— Quem é Hades? — cochichou um dos rapazes a outro, que simplesmente deu de ombros.

Diante dos rostos que agora demostravam certo receio o francês revirou os olhos meneando a cabeça negativamente, depois abriu um sorriso triunfante e encarou o rapaz que havia cochichado.

— Recomendo que estudem mitologia grega ou passarão vergonha aqui. Tudo neste lugar respira à ela, e tudo aqui é dedicado aos deuses que habitam o monte Olimpo, inclusive esse Templo. Essa casa, esse solo que estão pisando, meus amores, não é qualquer solo. Essa é uma construção milenar erguida nos tempos mitológicos em honra ao deus Baco. Um lugar de adoração à divindade dos excessos, em especial os sexuais. — deu uma piscadinha charmosa para o rapaz — Bem, não vamos perder mais tempo, pois tempo é dinheiro e o meu é muito precioso para ser perdido. Vamos seguir.

Dando meia volta no melhor estilo de uma top model na passarela e rebolando os quadris dentro da calça clara que no bolso traseiro trazia bordado Fendi em pedrarias, Misty seguiu pelo Templo de Baco explicando minuciosamente cada rotina de organização e horários, desde a recepção, passando pelos camarins, saídas de emergência, estacionamento e disposição dos quartos.

— No segundo andar ficam os quartos reservados a vocês. Estes já foram previamente separados por alas. Caso seja de comum acordo vocês podem trocar, mas antes precisam passar pelo meu crivo... Não se esqueçam de que tudo aqui passa pelo meu crivo. — dizia com o dedo em riste no ar.

Pousando a mão sobre o balcão amplo do bar Lagarto prosseguiu:

— O responsável pelo bar é Aldebaran. Vão saber de quem se trata assim que o virem, já que não é todo dia que se vê um brasileiro com 2,10m de puro músculo e sorriso fácil circulando por aí. O bar só ficará aberto em horário de expediente. E por que paramos aqui? Certamente que não foi para vocês brindarem seus novos empregos, mas para deixarmos claro mais uma norma importantíssima da casa: Vocês podem pedir quantas bebidas quiserem, mas estas serão pagas por vocês. Descontadas no seu pagamento semanal. Em hipótese alguma devem exceder o consumo de álcool, ficar bêbados. Caso isso ocorra será descontada uma taxa pelo dia não trabalhado e levarão uma advertência formal. Com três advertências é rua. E sem choro. Porém, devem incentivar seus clientes a consumir. Esses sim podem entrar em coma se quiserem. Vocês ganharão uma comissão por isso, nada mais justo, certo?... — com uma expressão maquiavélica no rosto angelical Lagarto gesticulava empregando suavidade em suas palavras — Aqui não irão vender somente seus corpos, mas seu tempo e sua companhia agradável, então usem da lábia para cativar os clientes e os fazerem gastar. Peçam que lhes paguem bebidas e escolham sempre, prestem atenção, os drinks mais caros do menu.

Nessa hora um dos novos bacantes ergueu a mão e pediu atenção sendo atendido por Misty.

— Mas senhor Misty...

— Senhor não, querido, porque senhor está no alto do Olimpo e eu sou muito jovem. Misty apenas!

— Desculpe, Misty... Se pedirmos bebidas não esbarramos na regra de não ficarmos embriagados? Eu sou muito fraco para bebidas, sabe. — disse o rapazinho que parecia ser belga arrancando risadas de alguns dos colegas de trabalho.

— Mas essa é a segunda parte da nossa política de atendimentos, meu caro... Devem seguir a norma, ou seja, peçam os drinks, façam os seus clientes gastarem o dinheiro deles, o resto deixa com a gente. Após a segunda dose pedida mandaremos os coquetéis sem álcool ou algo bem mais leve. Aldebaran e sua equipe darão um jeito para que vocês não fiquem embriagados e sim com o contracheque cheio de comissões. — disse dando um sorriso enquanto estendia os cardápios em capas de couro para os novatos — Tomem, se familiarizem com o nosso menu. Os estudem bem e depois os devolvam aqui. No quarto de cada um de vocês há um menu, digamos, especial. Nele há uma lista de entorpecentes oferecidos pela casa. Devem oferece-lo aos clientes apenas se solicitado. Agora vamos continuar que ainda temos muito o que conhecer, descendo aqui temos...

— Misty! — disse uma das jovens com forte sotaque búlgaro.

— Pois não? — deteve seus passos no início de uma escadaria em madeira talhada que dava acesso ao subsolo da construção.

— Esse... menu especial, são drogas? Eu acho que não entendi direito o idioma.

— Sim, querida, são drogas. A regra das bebidas vale também para as drogas. Sem excessos. Também não devem se drogar no horário de expediente, a menos que o seu cliente insista para que o acompanhem na onda. Caso não queiram se drogar então basta fingir, mas nunca neguem. Não queremos receber nenhuma reclamação de vocês. — disse dando as costas para descer quando se deteve para completar — Ah, e claro!... Vocês também serão comissionados por isso.

Depois de descerem as escadas de poucos degraus Lagarto parou em frente à uma grande porta em dupla face. Antes de abri-la chamou a atenção deles mais uma vez.

— Aqui fica o Cassino do Templo das Bacantes. Um dos setores mais rentáveis desta casa. É terminantemente proibido entrar aqui sem que estejam acompanhados por um cliente, e nunca, jamais, podem fazer apostas. O cassino é exclusivo para uso dos clientes. Fui claro? — perguntou enfático.

A resposta veio em uníssono

— Sim!

— Ótimo! — disse fazendo um bico que se transformou em um sorriso debochado — Mas podem, e devem, incentivar suas companhias a conhecerem as nossas roletas e mesas de aposta, é claro!

Ao dizer isso empurrou ambas as portas com um único tranco e adentrou às dependências de forma dramática. Era um salão amplo e luxuoso, embora fosse um espaço bem reservado, com diversas opções de jogos cuidadosamente organizados. A aquisição de mais essa atração ao bordel foi de grande valia, já que alavancou os lucros consideravelmente.

Batendo palmas Misty chamou a atenção dos jovens já os conduzindo de volta ao salão principal.

— Vamos andando que ainda temos alguns pormenores a tratar e meu tempo está acabando. Como eu já disse e foram informados, alguns dos nossos colaboradores são integrantes da Ordem do Exército da deusa Atena. Servimos a ela e também ao Santuário, o qual é regido por Saga, o Patriarca e o dono de tudo isso aqui. Como já os alertei também jamais devem falar de nós para quem quer que seja. Cada cavaleiro e amazona aqui está designado a uma função e irão auxiliar vocês no que for preciso. Marin, por exemplo, a encarregada de lhes tornar falantes fluentes em grego, é uma amazona de Prata e em dias ímpares treina seus aprendizes no Santuário. Não se enganem pelo olhar meigo e voz doce dela... Aquela ali sabe ser bem exigente, e caso perceba que vocês não têm classe e postura adequada para o nosso nível irá se reportar a mim para que eu resolva junto à administração. — disse pousando as duas mãos sobre o peito.

— Temos que falar em grego? — perguntou uma jovem de origem latina com um inglês sofrível.

— Mas, minha querida, é claro sim! — disse abanando afetado a mão no ar com um olhar indignado — Onde pensa que nós estamos? Na Grécia, não é mesmo? — a moça confirmou extremamente constrangida — Achou que fosse falar em que língua? Javanês? Dieu! Putain muette! — meneou a cabeça negativamente soltando uma lufada de ar.

Seguiram a passos ligeiros chegando por fim à cozinha, e sem muita paciência Misty tentava dar por encerrada aquela apresentação.

— Aqui fica a cozinha. Podem fazer as suas refeições aqui, e mais adiante... depois desse corredor... — seguiu alguns passos por um corredor até parar bruscamente no meio do caminho e apontar para uma porta fechada ao fundo antes de se virar de frente para eles e encara-los com uma fisionomia séria e olhar incisivo — Ali é a sala da diretoria. Prestem muita atenção no que vou dizer. Eu sou o gerente responsável por vocês. Qualquer dúvida ou contratempo devem recorrer a mim, pois eu é quem decido se devo acionar a administração e um de seus diretores.

— E quem são os diretores? — perguntou uma das moças em um grego quase perfeito — Ali na placa está escrito Trio Ternura.

Misty de repente arregalou os olhos, espalmou ambas as mãos no peito e sorriu.

— Vão conhece-los agora. Eles acabaram de chegar. — disse animado já tomando a frente, passando pelo bolo de rostos curiosos e corpos perfeitos — Andem, venham comigo.

Quando retornaram ao salão encontraram Peixes, Áries e Serpente cruzando a grande porta de entrada aos risos descontraídos. Geisty terminava de comer a banana enviada por Shaka fazendo uma careta estranha na tentativa de não borrar o batom carmim que usava, Afrodite contava um causo enquanto parecia imitar uma galinha, na verdade imitava a própria amiga amazona, e Mu, mais afastado, e com parte do rosto ainda coberto pelo lenço vermelho para fugir do cheiro da banana, ria do pisciano.

— Ah cazzo já chegaram! Eu sabia que a gente estava atrasado. — resmungou Geisty enquanto mastigava e olhava para a pequena multidão que vinha a seu encontro — Sinto muito, Misty. Tive alguns contratempos essa manhã. — disse apressada tentando engolir enquanto ia até o bar jogar a casca da fruta na lixeira.

— Um contratempo com cara de exú raivoso e coração peludo. — Afrodite completou lançando um olhar de desdém a Lagarto.

Nesses quase seis anos Peixes fizera de tudo para evitar conflitos com o Cavaleiro de Prata. Algumas vezes foi bem sucedido, outras não. Ainda não se bicavam, e embora sentisse que finalmente Misty se conformara com seu relacionamento com Camus, o pisciano se mantinha em alerta, pois só ele sabia que Lagarto era uma verdadeira bomba relógio.

— Eu também tive um contratempo hoje de manhã... no banho. — disse Mu finalmente descendo o lenço do rosto e puxando o ar profundamente — Mas agora estamos aqui. Sejam bem vindos ao Templo das Bacantes. — sorriu esbanjando todo seu carisma e simpatia.

Admirados, e também curiosos, os jovens olhavam para os três com os olhos esgazeados e os lábios entreabertos, afinal eram três figuras muito exóticas, em especial Mu, além de extremamente belas.

— Queridos, esses sãos os diretores do Templo das Bacantes. — disse Misty colocando uma das mãos na cintura enquanto apontava com a outra para cada um — Geisty, nossa diretora administrativa. Mu, nosso diretor financeiro e Escamo... — revirou os olhos enfastiado — Digo, Afrodite... nosso diretor artístico. Eles são o Trio Ternura.

Casa de Virgem, 12:05pm

A manhã correu tranquila na Sexta Casa zodiacal. Diferente do que fazia todas as sextas-feiras, naquela Shaka decidiu ficar em casa e abrir mão da feira, já que sempre levava Kiki consigo e devido à febre julgou melhor não tira-lo de casa. Ainda havia bastantes frutas e legumes frescos em casa e preparou o almoço com o que tinha, adiando a feira para domingo.

O Santo de Virgem, como havia sentenciado desde o início, nunca colocou os pés no Templo de Baco, também fazia questão de manter-se alheio a tudo que a ele dizia respeito, salvo aquilo que, por acaso, pudesse envolver Mu, e a boa alimentação do ariano era um ponto em particular, afinal não iria permitir que seu marido se empanturrasse de bobagens no trabalho se podia mantê-lo bem alimentado. “Um homem bem nutrido é um marido sempre disposto!”, era a linha de pensamento que ele seguia como um mantra.

Enquanto cantarolava uma canção indiana, munido de grossas luvas de cozinha, avental e lenço na cabeça para manter os longuíssimos cabelos loiros longe da comida, Virgem retirava do forno uma suculenta torta de legumes, grão de bico e frango ao curry que em segundos perfumou toda a casa.

— Humm... está sentindo o cheiro, Kiki? É a preferida do seu pai. — disse enquanto colocava a assadeira fumegante sobre a grande mesa, onde na ponta, em meio à dezenas de lápis de cor, giz de cera, canetinhas esferográficas dinossauros e cadernos de desenho Kiki terminava seu almoço ao mesmo tempo que finalizava uma de suas obras de arte.

— É a preferida do Kiki também, Baba! — disse o pequeno lemuriano, a voz denotando uma empolgação ímpar enquanto os enormes olhos lilases erguiam-se para a torta sobre a mesa.

— Eu sei! Vou tirar uma parte para você, para comer mais tarde. Está muito quente. Agora termine seus bolinhos de espinafre e o Thali** para a gente ir levar para ele. — disse desfazendo-se das luvas e do avental. Mu havia lhe avisado por telepatia que não viria almoçar em casa, pois havia muito trabalho acumulado, e com a chegada dos novos funcionários estava tudo uma bagunça.

— Baba, o Kiki pode levar o desenho pro papai? — perguntou o garotinho enquanto mastigava avidamente um punhado de arroz com especiarias — Ele já terminou, olha! — ofereceu o papel para Shaka, que tinha algumas manchas de gordura em meio às cores que o compunham.

Virgem apanhou o desenho, e nele se podia ver um homem palito com longos cabelos num tom de roxo clarinho ao lado de outro homem palito vestido com um vestido de triangulo pintado de laranja vibrante, mas os cabelos deste eram amarelos vivos e tão longos que arrastavam pelo chão pintado de verde. Entre eles, segurando em suas mãos, havia um palitinho menor com uma cabeça imensa e uma fogueira em cima dela. Em volta da família palito, sobre o chão verde, alguns dinossauros, ou algo parecido com isso, levitavam como balões; ou simplesmente pareciam balões por serem demasiadamente redondos. Mais ao fundo, sobre uma tentativa frustrada de uma flor de lótus amarela havia uma grande televisão. Se adivinhava que era uma pelas antenas e pela tentativa de um título rabiscado na tela, “Azevinhas do destino”. Era o título da novela que assistiam todas as noites.

— Accha! Buda! — Shaka abriu os olhos e colocou no rosto um sorriso iluminado junto das sobrancelhas loiras que se ergueram em dois arcos — Mas que coisa mais linda, filho! Somos nós! — nunca mantinha os olhos fechados quando era para apreciar algo feito por Kiki e incentivar sua criatividade.

— Sim! — disse um Kiki animadíssimo erguendo os braços rabiscados de canetinha para o alto — E estamos vendo a novela!

— Eu reparei! Está incrível!... Hoje a Samira vai comer a azevinha. No que será que ela vai se transformar? — disse o indiano visivelmente preocupado com o capítulo da novela de logo mais à noite.

— O Kiki acha que é em uma cobra! Pôque a Samira, ela é uma sirigaita muito da traiçoeira, não é Baba?

— Exatamente. Muito da mal intencionada. — disse Shaka devolvendo o desenho à mesa para recolher os lápis esparramados.

— E se quem come a azevinha vira um animal, Samira bem que merece virá uma cobra. — alertou Kiki jogando outro bolinho de espinafre na boca.

— Mas nem todas as cobras são ruins ou traiçoeiras. Sua tia é uma boa pessoa.

— Mas a tia Geisty não é cobra, Baba. Tia Geisty é Serpente!

Shaka riu do raciocínio do filho, depois olhou para ele e balançou a cabeça ao modo indiano que indicava concordância.

— Tem toda razão. Que menino inteligente esse meu filho! Não à toa que puxou ao Baba! — disse beijando os cabelos ruivos do garotinho — Anda, vamos fazer a marmita do seu pai e levar para ele antes que se empanturre daquelas porcarias que eles comem lá naquele antro de prevaricação, fique cheio de colesterol e sem disposição para as tarefas domésticas.

— O que é prevaricação, Baba?

Pego de surpresa, Shaka pensou por alguns minutos enquanto partia a torta.

— Prevaricação é o que a Samira fez com o Pandu no quarto da Adhira. Ficaram namorando às escondidas.

Kiki arregalou os olhos e desceu da cadeira chocado.

— Mas o Pandu ele é marido da Adhira, Baba! Não pode não!

— Exato. Por isso mesmo que são dois prevaricadores que estão enganando a pobre da Adhira.

— Mas então, se prevaricação é namorar escondido, e o papai trabalha em um antro de prevaricação, então o papai está namorando às escondidas no quarto com alguém sem o senhor saber, Baba?

Shaka olhou para o filho, incrédulo.

— NÃO! — refutou alarmado — De onde você tirou isso, Kirian? Por Buda!

— Ué, o senhor que disse, Baba. — respondeu enquanto recolhia seu pratinho e o levava até a pia.

— Shaka não disse isso. E chega de perguntas e conclusões descabidas. — disse Virgem soltando os cabelos, os quais penteou rapidamente com os dedos mesmo num gesto nervoso, depois juntou a marmita em um braço e o filho no outro — Venha. Vamos descer.

— O desenho! — disse Kiki esticando-se todo, indicando com o dedinho o papel sobre a mesa.

Shaka foi até lá para que o menininho pegasse a preciosa folha, e enquanto caminhava para a saída do Templo falava com seus aprendizes por telepatia, que ainda meditavam em seu altar.

“Vocês dois. Eu posso ouvir daqui o ronco dos estômagos de vocês pedindo por alimento. Que vergonha! Estão arrastando a cara de Shaka nas escadarias do Santuário! Se não são capazes de controlar os próprios estômagos, como acham que serão capazes de controlar os vícios do corpo, os desejos da carne, os anseios do espírito e elevar seus Cosmos ao Sétimo Sentido? Nunca serão! Vocês me desonram! Concentrem-se!”

Só quando sentiu os Cosmos dos aprendizes elevarem-se ainda mais no interior da Sexta Casa foi que o Santo de Virgem deixou esta para descer até o Templo das Bacantes com a marmita para Mu.

Templo de Baco

Enquanto isso, na cozinha do Templo das Bacantes uma figura de longos e exageradamente volumosos cabelos dourados, usando uma echarpe rosa a lhe cobrir os ombros e com os lábios besuntados de gloss labial, de pé em cima do sofá proclamava em alto e bom tom:

— Meu deus todo poderoso. Como sou bonito!... Como sou forte! — Mu imitava Misty fazendo troça de seu jeito esnobe, remendando a voz forçada, enquanto passava os dedos pelos caracóis loiros da peruca que Geisty havia colocado em sua cabeça. — Sim! Mais belo do que qualquer outra coisa na Terra! A Lua, as estrelas e o Sol brilhante são insignificantes diante de mim!

Ao lado da mesa, encostada ao fogão Geisty mexia uma enorme panela de macarrão com uma das mãos enquanto com a outra segurava meia salsicha mordida. Gargalhava bem ao modo italiano, sem pudores e escandalosamente, fazendo o som da sua risada se espalhar pelo primeiro andar do Templo. Ao passo que, na mesa, enquanto separava outros produtos da mesma caixa de onde Serpente havia tirado a peruca loira e a echarpe, Afrodite tinha os olhos úmidos de tanto rir.

— Riam! Pois que vocês riem de inveja! — dizia o lemuriano enquanto balançava a echarpe e os cachos de um lado para o outro — Nada é mais bonito do que eu! Digo, belo!

— Eu tenho uma objetificação... — disse Peixes logo em seguida fazendo uma pausa — Digo, uma objeção!... Essa travessa de massa com salsicha é anos luz mais bonita que você, meu bem. — curvou-se para frente para ver de mais perto a travessa que Geisty acabava de servir à mesa. — Pelos bofes de Dadá, desse jeito não vou caber no figurino da apresentação de hoje à noite.

Nessa hora, enquanto Mu também crescia os olhos para a macarronada para lá de convidativa da amazona, eis que ouviu um chamado telepático em sua mente. Era de Kiki, que já estava começando a desenvolver seus dons lemurianos com a orientação do pai, e lhe avisava que junto de Shaka ambos o aguardavam na entrada do Templo de Baco, do lado de fora.

— O meu almoço também chegou! — disse animado e apressado em retirar a peruca e a echarpe. — Mas olha aqui, guarda um pouco desse espaguete aí para mim antes de vocês comerem tudo.

— Eu heim, santa. — disse Afrodite servindo-se de uma pequena quantia — Quem tem uma escola pública cheia de merendeiros dentro da barriga é você, gata. A gente come só para saciar a fome, né Mos...

Afrodite engoliu as palavras antes de engolir qualquer massa ou salsicha quando olhou para o lado e viu Geisty com as bochechas estufadas a mastigar ferozmente um bocado volumoso do montante que colocou no prato e que daria para alimentar pelo menos três soldados do Santuário após doze horas de serviço ininterrupto.

— Hum... Que foi? — Serpente perguntou com a boca ainda cheia percebendo o olhar incrédulo do amigo — Hum... Só você que faz dieta aqui, bicha. Eu já passo muita raiva na minha vida, não preciso ter que passar fome também.

Afrodite revirou os olhos, depois a encarou desdenhoso enquanto colocava um pequeno pedaço de salsicha na boca. Há anos invejava os amigos que podiam comer à vontade, pois manter o peso bem abaixo de seu ideal era exigência primordial para uma silhueta mais feminina, caso contrário seu disfarce de Maman Di podia cair por terra.

Já essa preocupação com o peso estava completamente fora da realidade de Mu, que já havia corrido ao encontro do esposo e do filho.

— Hummmmm... humm... nossa, Luz da minha vida. Está delicioso! — dizia o ariano que degustava a torta feita pelo marido. Ambos estavam sentados em um amplo banco de madeira abaixo do loureiro. O próprio Mu o fizera ali justamente para receber as visitas de Shaka na hora do almoço. Havia feito também uma pequena mesa de madeira. Com a relutância do virginiano em entrar no Templo de Baco era preciso adaptar-se. — E Kiki, quando for falar com o pai por telepatia você não precisa gritar, filhote. Eu te ouço com a voz da sua mente, então não precisa falar: Papaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaai, a gente já chegooooooooooooou. Vem aqui foooooooooooooooooooora. — riu olhando para o menininho que corria em volta deles chacoalhando sua capa de super herói e fazendo voar um Tiranossauro Rex perneta.

— Tá bom, papai. O Kiki só queria garantir. — disse pousando o dinossauro alado na coxa do pai lemuriano.

— Toma, abre a boca. — disse Mu dividindo com ele outro pedaço de torta.

Nessa hora, chegavam ali algumas das bacantes antigas da casa que voltavam de Rodório. Haviam ido até a feira para comprar alguns mimos e inevitavelmente pararam junto ao casal debaixo do loureiro assim que viram ali o pequeno lemuriano, xodó de todas elas.

— Kiki! Vem cá coisa fofa! — disse Karina já de braços abertos para receber o abraço, que logo veio todo animado.

— Oi Kalina! — falou o menininho aos risos enquanto ganhava beijos da loira.

— Ah, eu também quero beijo e abraço! — disse Rebeca colocando as sacolas com as compras no chão para pegar o ruivinho do colo de Karina.

— E o meu, cadê? — pediu Fúlvia dando saltinhos, e quando Kiki passou para seu colo o abraçou com força o girando no ar, depois encheu seu rosto de beijos — Você está cada dia mais parecido com seu pai. Está ficando a cara do Seu Mu! Bonito igual.

Do banco Shaka suspirou incomodado. Os anos se passavam e aquela mulher continuava uma oferecida.

— É porque o Kiki tem pintas na testa também, Fúvia. — disse o ruivinho apontando para as pintinhas — O que você tá comendo? — perguntou sem nenhuma cerimônia quando percebeu que a bacante mastigava algo.

— É bala de caramelo. Quer uma? Tem de morango e de coco também.

— Siiim, o Kiki quer de todas! — disse levantando os bracinhos.

— A lá. Perguntou para o macaco se ele quer banana. — Mu riu cutucando com o cotovelo o braço de Shaka, embora a simples menção do fruto ao qual tinha verdadeira ojeriza o fizesse contrair os ombros.

— Eu também trouxe algo aqui que você vai adorar, Kiki. Bombons de nozes e doce de abóbora. — disse Karina apanhando os doces da sacola.

— Ah, e eu comprei uns chicletes! — falou Rebeca metendo a mão no bolso dos shorts.

— Ebaaaa! Obigado tias, o Kiki quer! O Kiki quer tudo! — disse eufórico enquanto Fúlvia o colocava no chão para apanhar as balas. Kiki então correu até o pai indiano lhe entregando o dinossauro e voltou às garotas já esticando a barra da blusa para fazer uma trouxinha — Coloca aqui pro Kiki, pô favor! — lembrando-se sempre de ser educado.

— Ei! Kirian! Olha os modos! — Virgem chamou a atenção — Pegue apenas um doce e já é o suficiente. Não vá se encher de açúcar.

— Não tem problema, senhor monge. A gente compra mesmo é para dar para ele. Para quando ele vem aqui. — disse Fúlvia enchendo a trouxinha do pequeno com balas.

— O Kiki não vai pegar um só porque o Baba come tudo os doces do Kiki e deixa ele sem. — disse todo cheio de razão — Principalmente as balas de coco. Pode por mais, Fúvia. O Baba adora comer as de coco.

— KIRIAN! POR BUDA! — disse Shaka levantando-se do banco, chocado. Não podia desmentir o filho, pois seu próprio rosto, vermelho como um pimentão, o denunciava. De fato Virgem adorava os doces, principalmente as balas de coco.

— Vish, Luz da minha vida. Realmente ele puxou a você! — Mu praticamente gargalhava.

— Obigado, Kalina. Obigado Fúvia. Obigado Rebeca. — agradeceu novamente, e com a trouxinha cheia rente à barriga deu um beijinho na bochecha de cada uma antes de ir até a mesa e despejar os doces sobre ela, ficando apenas com duas balas de caramelo em cada mão — Baba guarda pro Kiki. Mas não vai comê tudo! O Kiki vai lá dentro levar essas pro Dindo e pá tia Geisty.

— Vai nada! Eu já disse que não quero você dentro desse antro de corrupção. — disse Shaka juntando os doces para coloca-los na bolsa térmica onde trouxera a marmita.

— Não era de prevaricação, Baba? — contestou o ruivinho, curioso.

— Ora, ora! Tô vendo que aprendeu uma palavra nova! — disse Mu que jogava um bolinho de espinafre na boca enquanto ria, já imaginando a saia justa que Shaka passara aquela manhã.

— O Kiki aprendeu! O Baba disse que aqui é onde as pessoas vêm namorar às escondidas com outras sem as esposas saber. Igual a Samira faz com o Pandu... Papai, o senhor também namora as escondidas aqui com alguém sem o Baba saber? — perguntou muito sério.

Mu parou de rir no mesmo instante engasgado com o bolinho de espinafre. Olhava com os olhos esbugalhados para o filho.

— C-Claro que... — tossiu finalmente conseguindo engolir o bolinho — Não... Pelos deuses! A única pessoa que seu pai namora nesse mundo é o seu Baba! Nem pense um absurdo desses, menino!

— Kirian vá logo levar essas benditas balas para sua tia e seu padrinho. E volte logo, que temos que voltar para casa. Buda! — o indiano esfregou a testa nervoso.

— Vem Kiki. — disse Karina abafando o riso enquanto pegava na mão do garotinho — Vem com a gente.

Enquanto eles seguiam para dentro do Templo, Shaka voltou a se sentar soltando um longo suspiro.

— Que diabo você falou para essa criança para ele me fazer uma pergunta dessas, Shaka?

— Nada demais. Até parece que não conhece o seu filho, Mu.

— Hum... até parece que eu não conheço você, né Luz da minha vida?.... Mas, e aí? Você me mandou um sms dizendo que ele teve febre de novo. Não estou gostando nada dessas febres insistentes que ele anda tendo.

— Nem eu... Mas acho que é devido à friagem. Ele não sai daquele maldito terrário no jardim atrás de formigas.

— Pode ser. Vamos ficar de olho. Se elas persistirem acho que vou marcar uma consulta com Dr. Adônis. — aproximou-se mais e puxando o loiro pela cintura roçou o nariz em seu pescoço — Hum... a comida está ótima, mas o seu cheiro está ainda melhor, hmmm!

— Se aquiete, Mu de Áries. Estamos em público. — Shaka sorriu um tanto acanhado, mas retribuiu o carinho dando um beijo discreto e ligeiro nos lábios do lemuriano — Conserve esse seu fogo para logo mais à noite. Vou colocar Kiki na cama mais cedo, aí então a gente se entende.

— Ótimo! Vou cobrar, heim? Porque o que fez comigo hoje de manhã foi desumano!

— E quem disse que precisa cobrar? — Virgem provocou correndo a mão pelas costas do marido, e já que ali ninguém os via deu um apertão em suas nádegas.

Mu abriu um sorriso safado.

— Mesmo assim, me deixe aproveitar um pouco mais o meu maridinho enquanto o Dido e a Geisty distraem o nosso pestinha. — sussurrou Mu acariciando os longos fios loiros que tanto amava enquanto recebia mais uns beijinhos discretos do virginiano.

Momentos a sós eram tão raros que não podiam se dar ao luxo de desperdiça-los, nem que fosse apenas para trocarem alguns beijinhos debaixo do loureiro.

** O thali é uma das principais comidas típicas da Índia e consiste em vários pratos com porções pequenas de arroz, dal, iogurte, vegetais, molhos variados e pão.

***

Nosso grupo no face "Fics trio ternura"

Tumblr da Rosenrot com várias fanarts da fic

Notas finais
E então o que estão achando dessa nova fase? Sabemos que agora na terceira temporada o numero de leitores que bravamente chegaram até aqui ao longo dos anos caiu.. mas poxa, estávamos tão empolgadas e a recepção foi tao morninha T.T... Enfim... sem lamúrias... até o próximo cap onde teremos a rotina noturna da casa ;)