Tempestade

5 Edward - Encontro


Notas iniciais
Oie!!! Um dia de atraso, me perdoem! Ontem eu não estava me sentindo muito bem, entrei no sétimo mês e as dores incômodas vieram junto. Obrigada pelos reviews lidos que vcs deixaram para mim. Leitoras novas sejam bem vindas! É bom saber que vcs estão curtindo e dando uma chance ao nosso casal polêmico. Ei, temos um grupo no zap. Quer entrar? Copie o link e cole no navegador. https://chat.whatsapp.com/Cn4zrimy5KE7HzNUx9ap1O Quem não usa zap no pc, manda o numero com o ddd que eu adiciono ;) Boa leitura ;)

Eu ajeito os últimos prontuários para a minha secretária arquivar. O dia passou rápido e eu alongo meus braços ainda sentado. São 18h de segunda feira e eu já me sinto cansado. Eu rio sem humor, eu sei muito bem que este cansaço não tem nada a ver com meu trabalho. Ao contrário, trabalhar tem sido o melhor para mim nos últimos tempos. O meu cansaço se deve a minha vida pessoal. Minha família está um caos com meu irmão se divorciado e minha sobrinha sofrendo. Fora a minha esposa que parece que tá em outra sintonia.

Eu sei que o irmão é meu e que é um problema do ‘meu lado da família’, mas desde que ela se tornou minha esposa, ela também faz parte da família Cullen. Lauren simplesmente me acusou de estar dando mais atenção a Alice do que a ela na minha folga e disse que tinha todo o direito de ir fazer compras no shopping na tarde de domingo com sua amiga que vai casar. Nem preciso dizer o quanto eu fiquei furioso, mas por respeito a minha sobrinha que já está assistindo brigas o suficiente nos últimos tempos, eu deixei para depois.

À noite, antes de dormimos, nós conversamos. Bom, eu conversei, porque ela só fez revirar os olhos e depois dizer que ela não tem nada a ver com isso, que é um problema de família e que eu não posso cobrar isso dela. Quer dizer, eu não posso cobrar apoio e ajuda de minha própria esposa. Eu suspiro enquanto me encaminho para o estacionamento. Estou sem a menor vontade de ir para casa. De novo. Este sentimento tem se tornado muito frequente.

Eu dirijo calmamente ao meu novo refúgio. A algumas quadras do hospital tem uma Starbucks muito tranquila e aconchegante, que encontrei por acaso num dia em que resolvi dar umas voltar para espairecer. Eu estacionei e entrei assoviando uma canção qualquer. Até que eu a avistei. Bella!

A professora de minha sobrinha está sentada numa mesa mais reservada debruçada em um livro. De repente, um lindo sorriso brota de seus lábios pelo que está lendo e me inclino um pouco para ler o título. As Crônicas de Nárnia. Ela está tão leve e natural ali que eu levo alguns instantes a admirando. Sempre gostei de gente assim, que sabe ser o que é de maneira comum.

Me recordei de quando a encontrei pela manhã deste mesmo dia. Fiquei encantado com sua beleza, devo admitir. Sim, sou um homem casado, mas não posso deixar de constatar um fato. Bella é uma mulher muito bonita. Daquele tipo de beleza mais natural e comum, que só se afirma ainda mais em cada detalhe, como a cor de seus olhos castanhos, que poderiam passar como comuns, não fosse o fato de terem um tom de chocolate derretido perfeito e encantador.

Não sei como e nem porquê, mas acabo parando na frente de sua mesa e a chamo. Ela me dá um olhar encantador de surpresa e depois de contentamento.

— Edward! — Ela diz com sua voz doce e angelical. — que bom te ver por aqui!

— Digo o mesmo. — Eu respondo contente e aponto para o lugar a sua frente. — Está acompanhada? — Eu pergunto me lembrando que ela também é casada.

— Oh, não. Pode se sentar, se quiser! — Ela diz e fecha seu livro depois de marcar a página.

— Obrigado! — Eu digo e me sento, colocando meu casaco de lado na mesa. Eu olho sua xícara. — Posso lhe oferecer outro? — Eu digo cortês e ela assente levemente corada.

Eu chamo a garçonete e peço dois cappuccinos com creme com um docinho para Bella e uma cheesecake para mim.

— Você vem sempre aqui? Eu nunca havia te visto, eu acho. — Eu digo iniciando a conversa. Ela cora levemente. Nossa, como ela fica adorável assim!

— Bom... na verdade, hoje é a primeira vez que entro aqui. Estava procurando um refúgio e achei aqui um bom lugar. — Ela diz divagando. Ela me parece cansada.

— Ah! — Eu digo e não seguro um riso baixo. Ela me olha intrigada. — Eu também descobri este lugar assim, mas já tem algumas semanas. Sempre venho quando preciso...

— De um tempo longe de tudo...? — Ele completa pensativa. Nossos olhares se conectam e ficamos em silêncio quando eu assinto levemente.

A garçonete chega e nos serve. Nós ajeitamos nossos pedidos em silêncio.

— Conversei com Alice no intervalo. — Bella fala depois de tomar um gole de sua bebida. — ela me pareceu bem triste. Ela me disse que sabe que os pais vão morar em casas diferentes agora. — Eu suspiro.

— Ontem eu conversei com meu irmão e ele me deu certeza de que vão se separar. — Eu digo mexendo em minha torta — Então eu conversei com Alice logo cedo. Expliquei um pouco para ela que seus pais não conseguem mais viver na mesma casa juntos e por isso vão morar em casas diferentes. E que agora ela vai passar um pouco de tempo com cada um. — Eu digo e ela me dá um sorriso de conforto.

— Foi bom você ter conversado com ela assim. — Bella diz – Queria que tivessem me explicado desta forma na minha época. — Ela divaga novamente.

— Oh, seus pais são divorciados? — Eu pergunto e ela assente.

— Desde os meus 10 anos. — Ela ri sem humor – eles simplesmente tiveram uma briga horrenda, minha mãe arrumou tudo e me arrastou para o Arizona na mesma noite. — Ela suspira – Foi traumatizante. Mas depois que fui para o ensino médio melhorou, pois comecei a focar mais no meu futuro e decidi esquecer o problema de meus pais.

— Ah... E você morava onde antes? — Eu pergunto

— Numa cidade minúscula do interior, Forks. — Ela diz – Eu voltei a morar lá no ensino médio e depois eu me mudei para Seattle para fazer faculdade e cá estou. — Ela diz concluindo e eu assinto.

— Eu conheço Forks, meus avós são de lá. Meus pais moram em Port Angeles, no caminho para cá. Mas nós moramos minha vida quase toda em Chicago, pois meus pais se conheceram e se casaram por lá. Faz uns 10 anos que voltamos para o estado de Washington.

— Ah, que interessante! — Ela diz empolgada – E seus pais estão juntos até hoje? — Ela pergunta interessada.

— Sim, Esme e Carlisle são difícil de separar! — Ela diz e ela ri da minha tentativa de graça. E ela é muito graciosa sorrindo desta maneira.

— Que bom! — Ela diz e um novo silêncio recai sobre a mesa.

— Não quero parecer indiscreto Bella, mas você me parece tão jovem para tanta responsabilidade. — eu digo — Não que eu te ache incapacitada para ser professora, nem nada...

— Tudo bem Edward! — Ela diz rindo de mim – Muitos pais também ficam preocupados com isso desde que eu assumi minha primeira turma. — Ela responde – Eu tenho 27 anos, sou formada há 4 anos. Esta é a minha terceira turma.

— Ah... eu achei que você era ainda mais nova. — Eu digo e ela cora. E eu sorrio, essa façanha dela me deixa encantado. — Você só trabalhou nesta escola?

— Sim, fui estagiária e depois fui efetivada. — Ela diz sorrindo

— Você sempre quis ser professora? — Eu pergunto depois de tomar um gole do cappuccino.

— Ah não... eu mudei de ideia várias vezes. Já quis ser de tudo: médica, advogada e cantora. Mas eu fui monitora no ensino médio e isso inspirou uma vocação de ensinar em mim.

— Que legal! — eu digo – Eu sempre quis ser médico, me espelhando em meu pai. Já meu irmão foi para a engenharia por influência de minha mãe, que é arquiteta.

— Hum... interessante. — ela diz – Ah eu não seguiria os passos dos meus pais... Meu pai é chefe de polícia e minha mãe nunca trabalhou muito... ela diz que nasceu para ser esposa. — ela ri e eu acompanho.

— Você seria uma policial muito doce e gentil, os bandidos iam adorar! — Eu digo e gargalhamos juntos. Depois trocamos mais um olhar intenso. — E seu esposo, faz o quê?

— Ah – ela diz desconcertada – Riley é advogado. — Ela abaixa o olhar para o doce — E sua esposa?

— Publicitária, numa revista. — Eu respondo seco.

— Legal! — Ela diz gentil. Seu olhar passeia no ambiente e ela consulta seu relógio.

— Você precisa ir? — Eu pergunto sem conseguir me conter. Ela me olha e parece analisar minha pergunta e suspira.

— Ainda tenho um tempinho... — Ela diz

— Está evitando uma conversa? — eu pergunto e ela me olha abismada – Estou no mesmo barco. Porque você acha que eu estou aqui depois de um dia inteiro de atendimento hospitalar? — Eu pergunto e ela assente.

— Eu só tô cansada de discutir sabe... sempre o mesmo assunto, mesmas coisas.

— Parece que você descreveu minha vida agora – Eu digo e nós nos olhamos mais uma vez. Eu consigo observar uma tristeza em seu olhar. Que diabos este tal de Riley anda fazendo que não está fazendo esta mulher feliz?

— Problemas no casamento também? — Ela pergunta solidária. Eu assinto categórico.

— Lauren é uma mulher temperamental, mas nos últimos tempos a gente simplesmente não consegue se entender... parece que estamos...

— Em sintonias diferentes! — Bella completa comigo e eu a encaro. Ela sorri sem humor. — Sei bem como é! — Ela conclui – Riley parece que esqueceu algumas coisas que fazem parte do 'ser casado'.

— Sinto muito, Bella! — Eu digo solidário.

— Sinto muito, Edward! — Ela responde.

Silêncio. Terminamos de tomar nossas bebidas assim, trocando olhares.

— Foi muito bom te encontrar aqui... — Eu digo depois de um tempo.

— É realmente foi muito bom mesmo. — Ela diz sorrindo.

— Espero repetir outra vez. — Eu digo – Eu sempre acabo meus plantões por aqui, é só aparecer...

— Ah eu adoraria mesmo repetir. Podemos combinar então — ela diz balançando seu celular.

Eu pago nosso café e Bella aceita sob a condição de pagar na próxima. Nós arrumamos nossas coisas e vamos para o estacionamento. Eu a levo até o seu carro.

— Foi um prazer conversar contigo Bella. — Eu digo — Até breve então?

— Idem! — Ela sorri lindamente – Até breve sim! — Ela conclui e destrava a porta de seu carro. Nós hesitamos um pouco, mas então nos abraçamos.

Bella tem um corpo pequeno, macio e quente. E muito perfumado. Um perfume próprio, nada que pareça com algum produto de perfumaria. É um cheiro doce de mulher.

Nós sorrimos um para o outro e acenamos. Ela entra o carro e da partida, enquanto eu ainda estou saboreando o seu cheiro que ficou ao meu redor. Merda! O que é que eu tô fazendo?

Eu dirijo para casa com uma estranha sensação de leveza depois do momento descontraído que tive com a Bella. Em casa, Lauren está de cara fechada comigo. Mas, ao invés de ir atrás e tentar conciliar as coisas acabando em discussão, eu prefiro tomar um belo banho de banheira relaxando, ainda com o sentimento de alegria que me acompanha desde a Starbucks. É, eu também posso ser um pouco egoísta, às vezes. Eu deito para dormir sem nem ao menos me preocupar com Lauren e seu temperamento. E pela primeira vez em muito tempo eu durmo maravilhosamente bem.

Notas finais
Curtiram? Tudo está bem levinho... mas ta dando para vcs se acostumarem com a dinâmica de fic e com o enredo, né? Comentem, favoritem, acompanhem e recomendem! Me façam feliz! Até quarta ;)