Tempestade

6 Bella - Resgate


Notas iniciais
Oie pessoal! Eu sei, tô muiiiito em falta com vocês. Quem acompanha Bonequinha de Luxo, já sabe por tudo o que eu estou passando estes dias. Fiquei ausente por uma semana do Nyah e estou voltando aos poucos com minha rotina de postagens, pois estou resolvendo as coisas da matrícula do meu filho na escola e comprando tudo o que é necessário. Com quase 8 meses, eu já começo a ficar cansada muito rápido e aí tudo leva mais tempo. Mas prometo me organizar melhor para voltar ao ritmo ;) Obrigada por compreenderem e continuarem comigo! Boa leitura!

AVISO: neste capítulo contém uma cena de violência sexual (tentativa de estupro)

Eu entro em casa ainda carregando um sorriso bobo nos lábios. Conversar com Edward esta noite foi muito relaxante. Além dele ser um homem agradável e gentil, tem um papo tranquilo e é muito bonito. Bella, o que é isso?! Ah vai, eu sou casada, mas não sou cega. Que sorte tem essa tal de Lauren! Eu suspiro e vou andando para o meu quarto. Tudo está bem silencioso, o que me faz crer que Riley ainda nem chegou em casa. É correto eu ficar feliz com isso?

Tomo um banho relaxante e vou para a cozinha preparar um chá. Quando ele fica pronto eu vou para o escritório para organizar a aula de amanhã. Depois de um tempo, ouço Riley chegar fazendo barulho. Continuo onde estou até que ele adentra o escritório.

— Boa noite! — Ele diz seco e rude. Minha testa enruga.

— Boa, Ril. Está tudo bem? — Eu pergunto de forma leve quando ele se joga na sua cadeira. Ele abre um sorriso irônico para mim.

— Ah Bella, não me encha a paciência! — Ele responde alto, me assustando. — Vai começar com esse papinho de filho de novo? — Ele aumenta mais a voz – Talvez eu enfie um filho em você mesmo para você me deixar em paz! Que saco! — Ele exclama, levanta e sai bufando da sala.

Eu olho atônita para porta, tentando entender que porra aconteceu ali. Tudo bem que Riley sempre foi meio explosivo e que volta e meia chega muito irritado do trabalho. Mas o que eu tenho a ver com isso? Eu só perguntei com ele estava. Lágrimas ardem meus olhos e quando percebo elas já estão caindo pelo meu rosto. Fecho meus olhos tentando me acalmar e do nada me vem a voz aveludada de Edward e o seu modo gentil de falar comigo a poucas horas. Nossa, que diferença!

Eu respiro fundo e pego o meu celular. Abro o contato de Edward e fico em dúvida se envio uma mensagem. Ele deve estar cansado. Fecho a conversa e enxugo as lágrimas. Termino minhas coisas e vou para o quarto já torcendo para Riley estar dormindo. Ao entrar no quarto devagar, eu o vejo mexendo no celular já na cama. Eu vou direto para o banheiro e resolvo tomar outro banho só para dar um tempo para Riley dormir. Eu simplesmente não queria um repeteco da cena de mais cedo.

Quando saio do banheiro o quarto já está escuro. Ótimo! Solto o ar aliviada e vou me deitar. Quando eu estou aconchegada em meu espaço sinto Riley se mexer. Ele vem e cola seu corpo nas minhas costas. Sinto sua ereção roça em minha bunda, porém isso não me desperta desejo. Aliás, como ele pode está com tesão depois da cena ridícula que ele fez comigo? Eu tento me desvencilhar e afastar meu corpo do dele, mas ele encosta mais e mais.

— Ah gatinha... faz assim não. Olha como eu tô! Desculpa ter gritado com você, mas você sabe que eu te amo né... — Ele vai dizendo ao meu ouvido e cheirando meu pescoço. — Ah que cheiro gostoso meu amor, fico louco com seu cheiro sabe... — Ele diz e infiltra a mão pela minha camisola e toca meus seios.

Porém, ao contrário de que sempre acontece, eu não sinto um arrepio ou calor. Ao contrário, sinto incomodo. Eu estou confusa e chateada, porém ele insiste e eu acabo cedendo. Afinal, ele é meu marido... e me pediu desculpas. Eu me viro para ele e ele me beija. Logo ele está sobre mim e dentro de mim. Eu até fiquei empolgada pois ele está sem camisinha. Porém ele chega ao ápice rápido demais e na hora H ele sai de mim e goza em minha virilha. Eu engulo seco antes de me levantar para tomar o meu terceiro banho enquanto Riley já está em seu canto dormindo.

A semana passa sem novidades. Hoje é quinta feira e enfim os pais de Alice vieram conversar comigo hoje. Neste exato momento Rosalie e Emmett estão diante de mim enquanto Alice brinca com alguns amiguinhos no pátio.

— Olá Sr e Sra Cullen! — Eu os cumprimento.

— Srta Hale, por favor! — Rosalie diz e eu assinto. — Você nos chamou para falar de Alice? Aconteceu algo?

— Bom, faz um tempo que venho observando o comportamento da Alice e estou preocupada. — Eu começo. Ambos se concentram em mim – Semana passada tivemos os exames mensais e a Alice não correspondeu de acordo ao aprendizado. Ela é uma das melhores da turma – Ambos sorriem com o elogio — Porém em todos os exames ela demonstrou desatenção em respostas simples. Isso costuma acontecer quando a criança está com excesso de informações na cabeça. — Eles me olham confusos.

— Como assim? — Emmett pergunta

— Quando a criança faz atividades demais, faz uso inadequado de redes sociais e internet, ou quando está com algum tipo de preocupação ou estresse. — Eu respondo – Para a mente de uma criança, qualquer coisa que a frustre ou que a confunda pode gerar um estresse muito grande e ocupar a sua mente sem que ela perceba.

Eles se entreolham por um tempo e eu hesito um pouco antes de falar.

— O padrinho de Alice esteve aqui na segunda e conversou um pouco sobre a situação do casamento de vocês. Eu já havia conversado por alto com Alice na semana passada. Porém, esta semana Alice tem demonstrado um comportamento arredio com os colegas. Ela está se envolvendo em discussões desnecessárias, coisa que ela nunca fez.

— Ah meu Deus! — Rosalie exclama.

— Eu não os chamei aqui para que achem que tudo isso é culpa de vocês. — Eu digo rapidamente ao ver o desespero em ambos os rostos. — O que acontece é que vocês estão negligenciando a Alice nessa história. Uma separação é ruim para todo mundo, porém para uma criança é frustrante demais. Algumas interpretam como um fracasso da família e isso é difícil de assimilar, acaba ocupando a mente da criança a todo momento. — Eu digo — Tenho percebido uma Alice sonolenta, pouco participativa e arredia. São reflexos de que ela não está sabendo lidar com esta situação. E não há ninguém melhor que vocês, seus pais, para ajudá-la a entender o que está acontecendo. Entendem?

Ambos assentem pensativos.

— Claro que uma orientação profissional pode ser utilizada para auxiliá-los, mas é importante que vocês sejam os responsáveis neste caminho com ela. — Eu digo e os olho com ternura. — Ela precisa de vocês dois. E por mais que a individualidade de cada um esteja aflorada e cada um tenha os seus motivos para terem chegado neste ponto, ela é a única que não tem culpa de nada e está tendo que arcar com algo que não escolheu. — Eu sorrio pacífica — Eu estou aqui para ajudar no que for preciso, podem contar comigo.

— Nossa, eu estou sendo uma mãe tão egoísta. — Rosalie diz com os olhos marejando — Não tinha parado para pensar nisso, de tão focada que eu estou no meu sofrimento. Obrigada Bella! — Ela me diz e eu vou abraçá-la.

— Não se culpe. Basta ter uma postura diferente agora. — Eu volto a olhar para os dois – Se não há mais como voltarem a viver juntos, ensinem para Alice que este será o novo modo de vida de vocês e que ela poderá ser feliz assim também. — Ambos assentem.

Nesta hora, Alice chega e eles a levam. Em seguida, Alec entra em minha sala.

— Por que o novo namorado da minha mãe estava na sua sala com aquela mulher e a Alice? — Ele pergunta e eu o olho com reprovação.

— Oi Alec, boa tarde, como vai? — Eu digo cortando-o e ele me olha arrogante. — Eu acho que não lhe devo satisfações sobre os pais dos meus alunos.

— Mas aquele é o namorado da minha mãe e se ele tem uma filha, minha mãe tem que saber! — Ele diz petulante e eu ligo os pontos. Será que a Jessica que é o pivô da separação dos Cullens?

— Você tem certeza de que é aquele homem mesmo Alec? — Eu pergunto

— Claro, o nome dele e Emmett alguma coisa com C... esqueci agora. Ele é legal, a gente joga videogame as vezes. — O garoto diz e eu assimilo tudo. Não tem como Alec inventar uma mentira dessas gratuitamente.

— Bom, eu acho melhor você deixar este assunto para os adultos resolverem. — Eu digo e ele se vira e sai bufando.

Eu balanço a cabeça. É, não adianta.

Eu arrumo minhas coisas e vou direto para casa. Me deparo com Riley andando de um lado a outro entre o escritório e o nosso quarto. Nestes últimos dias não temos conversado muito. Na verdade, eu ainda estou chateada com o que aconteceu segunda, apesar de Riley parecer já ter esquecido completamente.

— Boa noite Riley! — Eu digo deixando minha pasta na minha mesa o escritório. Ele parecia estar procurando algo.

— Boa noite Bella! — Ele diz seco — Eu vou precisar fazer uma merda de uma viagem amanhã cedo. É urgente. Só voltarei na terça. — Ele diz nervoso. — Merda, onde está este maldito arquivo?

— Ah certo. — Eu respondo baixo – Vou tomar um banho e preparar o jantar. — Eu digo e saio da sala.

Eu vou para o quarto e depois para o chuveiro. Tento relaxar um pouco debaixo da água e consigo um pouco disso por alguns minutos. Eu me enrolo num roupão e tiro o excesso de água do cabelo com uma toalha. Passo um hidratante corporal e visto uma roupa simples: jeans e sueter verde escuro. Calço um par de meias e me viro para ir para a cozinha quando me deparo com Riley.

— Já vou preparar o jantar. Frango, salada e fritas? — Eu digo, mas ele vem se aproximando e me agarra pela cintura com força.

— Vou ter que sair para jantar com os diretores. Devo chegar tarde. — Ele diz com um olhar de desejo puro – Estou com saudade... — Ele infiltra a mão por baixo do meu sueter e aperta meu seio esquerdo por cima do sutiã — Eu acho que vou garantir agora pois mais tarde você vai falar que está cansada demais... de novo!

— Riley, para! — Eu digo tentando me desvencilhar dele. Ele agarra meu braço esquerdo com força. A dor faz meu corpo contrair – Agora não, eu não quero!

— Ei, para com isso Bella! Você é minha mulher! — Ele diz chupando o meu pescoço com fúria. Numa distração eu consigo me soltar dele e corro para a porta do quarto, mas ele me alcança no corredor e prensa meu corpo contra a parede. Eu sinto uma dor forte no cóccix quando minha bunda bate na parede.

— Riley, para! Tá me machucando! — Eu exclamo alto e ele segura meu rosto pela mandíbula para me impedir de falar.

— Cala a boca! É só você ficar quieta que não se machuca. — Ele diz e cola o seu quadril no meu para eu perceber seu desejo. — Eu só quero aproveitar a minha mulher já que vou passar dias fora de casa! — Ele diz e força sua língua em minha boca.

Meu Deus! O que está acontecendo? Riley já teve seus momentos rudes, mas nunca foi tão agressivo comigo. Eu começo a tremer de medo. Será que ele vai ter coragem de transar comigo contra a minha vontade? Isso seria como um... estupro! Eu me arrepio de pavor e com uma coragem estranha eu lhe dou uma cotovelada na costela. Quando ele se afasta pela dor, eu disparo para fora de casa. Desço as escadas correndo para garagem e agradeço por ter deixado a chave na maçaneta da porta quando cheguei. Eu entro no meu carro e dirijo sem rumo.

Após algumas voltas e um pouco mais calma eu paro ao lado de um parque. E então eu desabo a chorar. Toda a adrenalina e estresse fazem meu corpo tremer muito e eu fico com medo de passar mal. Neste momento, meu celular toca. Eu o pego para desligar pensando ser Riley, porém é outro nome que aparece na tela. Edward Cullen!

— Alô ! — Eu digo tremendo e com voz chorosa.

— Bella! — Ele exclama do outro lado – O que houve? O que você tem? — Ele pergunta aflito.

— Eu... eu... eu acho que estou passando mal! — Eu digo ofegante sem conseguir conter as lágrimas.

— Onde você está? — Ele pergunta aflito – Consegue mandar a localização do seu GPS?

— A... acho que sim – Eu digo trêmula e levo um pouco de tempo para conseguir enviar o local.

— Já recebi e estou a caminho. Não estou muito longe. Tente respirar pelo nariz e soltar pela boca. — Ele diz e eu tento obedecer a sua orientação com dificuldade. — Tente contar 3 segundos antes de soltar o ar – Ele continuar do outro lado. Eu coloco no viva voz e recosto no banco.

Em poucos minutos Edward estaciona atrás do meu carro e vem até mim. Ele abre a porta do carro e nossos olhares se encontram. Minha respiração está mais calma, mas eu ainda estou chorando.

— Bella! — Ele diz, se inclina e me abraça.

E este abraço era tudo o que eu precisava. Ali eu me sinto em paz e segura.

Notas finais
E aí, pesado né?! Antes que comecem a chuva de julgamentos contra Bella, lembrem que isso acontece com uma frequência absurda. Inclusive, pode está acontecendo aí do seu lado, com a sua vizinha e vc nem tá vendo ;) Lembrem do nosso grupo de zap, ta muito legal lá! Se quiser entrar, me mande um zap : 71 99198 6213 ;) Beijos e até quarta feira!