Tempestade
14 Bella - Furacão
Notas iniciais
Denunciar Riley foi estranho.
Foi agressivo e libertador ao mesmo tempo.
Agressivo porque eu nunca pensei em expor a minha vida desta forma a completos estranhos. Muitos com olhares julgadores e desconfiados sobre mim. O fato de ter quatro homens na sala fazia eu me sentir ainda mais agredida. Até que fui mandada para o setor de referência em violência doméstica. A delegada Jane Preston me olhou nos olhos e me transmitiu toda a coragem que eu precisava. E ali eu me libertei. Contei toda a história do nosso relacionamento. Ela não queria os fatos da agressão, ela queria me ouvir, fazer eu me sentir segura e confortável, confiante o suficiente para não hesitar. Eu contei tudo e isso foi muito libertador.
Edward me esperou no carro, eu achei melhor que fosse assim, não queria envolvê-lo no processo e dar motivos para Riley usar isso ao seu favor. Edward não concordou em me deixar sozinha, mas aceitou o meu pedido. Depois de depor, eu fiz corpo delito e preenchi umas fichas. Ao me liberar, Jane me indicou uma amiga advogada especializada em casos como o meu e pediu para eu tomar cuidado com o Riley.
Edward me levou para o apartamento e agora está me dando um banho. Eu sorrio para ele e ele me devolve o sorriso. Como eu pude demorar tanto para encontrá-lo? Ele me beija e eu retribuo suavemente. A água é desligada e meu corpo encontra a parede. Beijos, carícias e sussurros. Edward, seu corpo e o seu amor. Tudo que eu preciso e mais quero agora.
— Eu prometo, Bella que ele nunca mais vai encostar em você! — Ele diz sério. — Eu sou capaz de matá-lo se ele o fizer! — Ele conclui e eu o encaro.
— Edward...!
— Você é a minha vida agora, Bella. Eu não vou deixar nada mais te acontecer!
— Eu sei, meu amor, eu sei! — Eu digo e nos beijamos novamente.
Edward, usando a parede como apoio, me desliza para cima e se encaixa entre as minhas pernas, que circundam a sua cintura automaticamente. Suspiramos juntos quando ele me invade lentamente, fazendo tudo sumir ao nosso redor. Nossos gemidos e sussurros preenchem o banheiro, fazendo ecoar a melodia de nosso amor. Nos desfazemos juntos, um no outro, ao mesmo tempo.
— Eu te amo! — Sussurramos juntos, como se nossa vida dependesse disso.
A claridade me desperta junto com um caminho de beijos em meu ombro. Eu estou nua e sinto que Edward também está. Eu sorrio com seu carinho e me encosto mais nele, que está às minhas costas. Minha bunda se aquece ao tocar seu membro duro, quente e latejante. Ele abafa um gemido e eu coro, empinando para ele. Sua mão desce de minha cintura para a minha coxa a ergue um pouco, fazendo o lençol escorregar e nos expor. Ele toca minha intimidade com a ponta de dois dedos e eu empino mais. Ele ri baixo e se mexe um pouco.
— Bom dia! — Ele sussurra ao meu ouvido ao mesmo tempo que mete em minha boceta. Eu me arrepio inteira e solto um gemido alto. Isso sim é jeito de ser acordada!
— Oh, bom dia! — Eu exclamo lentamente enquanto ele investe ainda devagar e profundamente – Oh, nossa!
— Ah Bella, rebola para mim vai! — Ele pede e eu obedeço. Gememos e sua mão aperta a carne da minha coxa. — Isso, linda!
Sua outra mão, que está embaixo do meu corpo, se mexe até encontrar o meu clitóris.
Estou perdida!
— Edward! Assim eu... Eu não vou aguentar... Oh!
— Isso, Bella! — Ele diz erguendo a minha perna um pouco mais e metendo mais fundo. A cada investida, eu sou jogada para mais perto da borda.
E então, eu caio no abismo.
— Edward! Isso! Não para! Oh!.... Edward!
Ele não para seus movimentos em mim e enquanto eu vou sentindo os efeitos do meu prazer máximo ele alcança o dele, e derramando inteiro dentro de mim. É o significado de perfeição.
Ele desliza devagar para fora de mim e nos deitamos de barriga para cima. Nos encaramos quando recuperamos o fôlego.
— Você é perfeita! — Ele diz e eu sorrio – Dormir ao seu lado foi a melhor coisa que já me aconteceu!
— Saiba que a reciproca é verdadeira. — Eu digo e suspiro – Como levamos tanto tempo para nos encontrar? Tenho a sensação de que esperei a vida inteira por você.
— Eu sinto o mesmo. E também não entendo como pude não esperar por você! — Ele diz e encara o teto. — Eu falei com a Lauren ontem. Foi mais uma discussão. Ela arremessou um porta-jóias em mim. — Ele diz e eu me sento num rompante. Eu o encaro procurando algum machucado que eu não percebi. — Sorte que a mira dela é horrível, bateu na parede.
— Graças a Deus! — Eu digo e ele se senta também, passando o braço ao meu redor.
— Queria que a mira dele fosse ruim também. — Ele diz sério e magoado, alisando o meu rosto com doçura. — Pelo menos as marcas físicas já estão sumindo. E eu juro que vou apagar as outras. — Ele diz e beija a minha testa me abraçando mais.
— Eu sei que vai Edward! — Eu digo – Eu estou feliz de ter você aqui comigo. Me sinto segura.
— Prometo que vou sempre te manter segura, meu amor.
Nós nos beijamos por um tempo até que um celular toca. Edward suspira e se levanta para atender. Eu aproveito para ir ao banheiro e visto a minha camisola que está jogada no chão. Quando eu saio, Edward está vestido com sua calça de pijama e se despedindo de sua mãe pelo que me parece.
— Era minha mãe. — Ele diz enquanto vamos para a cozinha. — Queria saber como eu estava, como você estava e se tínhamos ido denunciar seu marido.
— Ex-marido. — Eu digo com orgulho e ele sorri. — Muito gentil da parte dela se preocupar comigo quando eu o tirei de um evento tão importante para ela. — Eu digo chateada.
— Ei, fui eu quem decidi vir. Eu sabia que você estava segura aqui, mas eu queria estar a seu lado e cuidar de você. — Ele diz sério e carinhoso. — Minha mãe, inclusive, entendeu e me apoiou. — Ele diz e sorri torto. — Ela disse que está ansiosa para te conhecer. — Eu congelo e o encaro – Nos chamou para almoçar lá hoje.
— Edward... — Eu começo sem saber como dizer. Nós ainda somos pessoas casadas com outras pessoas, eu ainda estou meio confusa com tudo e não sei como a família de Edward vai reagir a mim. E tem a Alice.
— Eu disse a ela que não, Bella, calma! — Ele diz suavizando uma ruga de preocupação de minha testa. — Eu disse que tudo ainda está muito recente e que você ainda está abalada com tudo o que aconteceu ontem. — Ele diz e eu relaxo um pouco – Mas tire as caraminholas da cabeça. Ninguém está te julgando ou coisa assim. Fora que metade da família sabe quem você é. Alice te adora e eu te amo como nunca amei nada nem ninguém na minha vida. — Ele afaga o meu rosto. — Você escapou hoje, mas o seu encontro com a minha família vai chegar. Assim como o meu encontro com a sua. E o meu caso é pior, pois vou ter que encarar um policial veterano, né isso?
Ambos rimos e ele me dá um selinho.
— Você quer mesmo ficar comigo hein?! Vai até encarar o chefe Swan. — Eu digo brincalhona e me viro para pegar algo no armário para preparar o nosso café da manhã. Ele abre a geladeira, mas logo a fecha.
— Não, eu não quero ficar com você, Bella. — Ele diz sério e na surpresa eu viro para encará-lo – Eu quero casar com você, Bella, e passar todos os próximos dias da minha vida assim, com você. Dormindo, acordando, rindo de coisas bestas e falando coisas profundas. Quero ter 2 ou 3 filhos que serão perfeitas cópias da nossa mistura. Ruivos de olhos castanhos ou morenos de olhos claros. Não sei. Mas se for com você, Bella, eu sei que será perfeito. — Ele me olha profundamente. — Você quer casar comigo?
Porra, por essa eu não esperava.
Não assim, de camisola e pijama, na cozinha do apartamento, descabelados pós-foda matinal, após conversar sobre ex e famílias nos aceitando ou não. Sem anel, sem romantismo, sem glamour.
Apenas eu e ele, o nosso ninho de amor e a melhor declaração do mundo.
Perfeito.
— Eu já sou sua, Edward. Toda sua! — Eu digo emocionada. Ele vem até mim e me dá o beijo mais apaixonado que já nos demos.
Claro que depois de um pedido de casamento desse, o café da manhã foi esquecido e nós nos amamos ali mesmo na bancada da cozinha, assim como no sofá e no carpete. Exaustos e famintos, juntamos o café da manhã com o almoço e resolvemos comer fora. Encontramos uma churrascaria mão muito cheia, raridade num domingo, e almoçamos ali tranquilamente.
Depois do almoço, resolvemos dar uma volta no parque. Apesar de ser novembro, o frio está confortável. Andamos de mãos dadas e sorrindo sempre um para o outro. O tipo de felicidade que eu só me recordo de ter vivido na minha infância, quando meus pais ainda estavam juntos. Eu estou me sentindo leve e plena.
Com o cair da tarde, retornamos para o apartamento, pois uma chuva fina deu as caras na cidade. Afinal, é Seattle né? Porém quando chegamos na entrada do prédio senti a mão de Edward tencionar na minha. Mas ele não a soltou. Nem mesmo quando eu tentei tirá-la ao entender o que estava acontecendo e quem era aquela loira que me fuzilava com o olhar.
— Que merda está acontecendo aqui, Edward? — Ela diz histérica para ele e eu engulo seco.
Aquela é a Lauren, a ex-mulher dele.
— O que você está fazendo aqui, Lauren? — Edward pergunta baixo e calmo, porém seu tom é sério.
— Eu vim conversar com o meu marido e me deparo com essa pouca vergonha. — Ela diz enfatizando o ‘meu marido’ para mim. Eu me encolho levemente.
— Há uma porção de coisas erradas nesta situação — Edward diz ainda com o tom baixo, contrapondo a histeria da loira – A principal delas é o fato de você se importar com a minha 'pouca vergonha', justo você que me disse o que disse ontem. Fora que eu não estou fazendo nada demais. Já cortei meus laços com você, o divórcio é mera formalidade. Eu estou com a minha nova namorada, não vejo nada demais nisso. — Ele diz e me acolhe num abraço de lado. Agora, nos dê licença e poupe a si mesma de um papel ridículo, Lauren. — Ele anda até o elevador que abriu e entra comigo. — Boa noite! — Ele diz e as portas começam a fechar.
— Isso não vai ficar assim, eu juro! — Ela grita ao longe. Eu e Edward nos olhamos enquanto o elevador sobe. Eu sinto uma tontura me atingir.
— Bella, você está pálida! — Eu sinto meu corpo amolecer e Edward me segurar. A voz dele parece cada vez mais distante. — Bella... amor?
Escuridão.
— Bella! — Um tapinha me atinge no rosto – Vamos amor, acorde! — Ouço Edward falar – Isso amor, respire isso! — Ele diz e eu sinto um cheiro forte que embrulha meu estômago. Álcool.
— Hm... — Eu gemo e abro os olhos lentamente, piscando algumas vezes.
— Ah meu amor! — Ele exclama. Eu estou deitada no sofá da sala. — Como você está se sentindo? — Sinto o tom médico florescer.
— Tonta... Eu acho. — Eu digo e tento me levantar, mas Edward me impede.
— Ei, calma aí. Descanse um pouco. Vou pegar um pouco de água e vê se não se mexe. — Ele diz sério e se levanta.
Um minuto depois ele retorna e me oferece um copo com água. Eu bebo devagar, levantando o tronco com a ajuda dele. A Água acalma meu estômago e me ajuda a clarear as ideias.
— O que houve? — Eu indago.
— Não se lembra? — Ele pergunta confuso e preocupado.
— Eu me lembro dela. Me refiro a mim.
— Você desmaiou no elevador. Fiquei muito preocupado. Mas acredito que deve ter sido o estresse causado pela situação toda. — Ele diz e avalia a a minha expressão — Desculpe por você ter passado por aquilo. Eu não fazia ideia que ela viria aqui. — Ele diz envergonhado.
— Ei, você não tem culpa. — Eu digo e afago a sua mão que está em seu rosto.
Alguns minutos depois, eu me levanto com sua ajuda. Estou melhor, pesar do meu estômago está uma bagunça. Enquanto andamos para o quarto, eu me recordo de uma coisa.
— O que foi aquilo que você falou, sobre ele ter dito algo a você... ?
— Acabei esquecendo de te contar devido a tudo que aconteceu com você. — Edward diz e bagunça os cabelos com a mão. — Ela ficou possessa quando eu falei que estava saindo de casa e me disse algumas coisas na hora da raiva. Dentre elas, me disse que me traiu algumas vezes com um primo meu, o James. O engraçado é que ela queria me atingir, mas eu não senti nada.
Eu o encaro chocada. Como uma mulher casada com um homem tão perfeito pôde traí-lo? Meu estômago protesta violentamente e no instante seguinte eu estou correndo para o banheiro. Eu ajoelho e despejo metade do meu almoço no vaso.
Merda!
Edward, do meu lado, faz um coque em meu cabelo e massageia meus ombros até que eu termine de vomitar. É reconfortante receber carinho num momento tão nojento e estranho. Eu lavo o rosto e a boca, depois Edward me leva para cama.
— Tem certeza que não quer dar uma passada na emergência, Bella? — Ele pergunta enquanto e ajuda a trocar de roupa.
— Tenho. Deve ter sido a carne. Faz tempo que eu não como tanto churrasco assim. — Eu digo ainda meio fraca.
— Mas você ainda está pálida, estou preocupado.
— Acabei de colocar metade do almoço para fora, Edward, é claro que eu não vou estar com a melhor cara né? — Eu digo meio irritada com a insistência dele. — Eu só preciso descansar e amanhã estarei novinha em folha.
Nós nos ajeitamos e deitamos abraçados. Ficamos assistindo um filme por um bom tempo até sentirmos fome. Preocupado comigo, Edward resolve fazer algo em casa e prepara um sanduíche frio para cada e uma jarra de suco. Depois de jantarmos, nos entregamos ao sono.
Quando a segunda chega, eu acordo super sonolenta. Meus olhos não queriam se manter abertos e eu iria me atrasar para o trabalho, com certeza.
— Vamos dorminhoca, levanta! — Edward diz me beijando o pescoço. Ela acabou de tomar banho pois seus cabelos estão molhados.
O cheiro de sua loção pós barba me invade e sinto meu estômago dá um salto. Eu tapo a minha boca e corro para o banheiro. Quando termino e me lavo, Edward me encara sério.
— Bella, está tudo bem? — Ele pergunta enfático e eu avalio sua pergunta. Ele não quer saber só como eu estou me sentindo.
— Não sei, Edward. Eu acho que vou precisar ir ao médico mesmo. — Eu digo sincera. A expressão dele suaviza.
— Que bom que deu o braço a torcer. — Ele diz – Vamos tomar café e você vem comigo para o hospital.
Eu assinto e tomo meu banho. Visto meu uniforme, na esperança de conseguir melhorar o suficiente para trabalhar na parte da tarde. Pego o celular para avisar a Ang que não vou para a escola pela manhã quando entro nos meus alarmes sem querer. Ali eu vejo o alarme de aviso do meu anticoncepcional. Eu pego minha bolsinha e pego a minha cartela.
Um estalo atinge a minha mente quando eu junto tudo e eu ofego. Edward, que está se arrumando por ali percebe.
— O que houve, Bella? — Ele pergunta preocupado. Eu me viro para ele, mas reluto em encará-lo.
— Eu acho que estou grávida, Edward. — Eu sentencio e nós nos encaramos.
E não sei quem é o pai dessa criança.
Fale com o autor