Tempestade
16 Bella - Divórcio
Notas iniciais
A primeira lágrima cai antes que eu consiga segurar. Edward me acolhe em seus braços e eu aspiro seu cheiro para me acalmar.
— Calma amor, vai ficar tudo bem! — Ele diz e eu sinto o riso brincando em seus lábios. Eu me afasto e o encaro séria.
— Edward! — Eu digo indignada. Ele sorri torto para mim e eu fico encantada, esquecendo o choro.
— Desculpe amor, mas é a terceira vez que assistimos Razão e Sensibilidade essa semana...
— Mas é tão sofrida a vida de Ellinor... ainda bem que você não é igual ao seu xará! — eu digo me ajeitando no edredom e me aconchegando nele. A noite está bem fria hoje.
— Concordo, esse Edward é muito lento. Nada a ver comigo. — Ele diz me envolvendo em seus braços novamente.
Estamos deitados no chão da sala do apartamento, assistindo um filme numa noite fria de quarta feira. Algo que já virou nossa rotina quando ele não está de plantão. — Mas no final ele se redime e tudo fica bem.
— Sim, mas até lá ela sofre um bocado ainda. Tadinha... perdeu a casa, a expectativa, a esperança de um grande amor... — Eu digo chorosa.
— Mas tudo que vale a pena tem sacrifícios, amor. Olha só a nossa história, tudo o que precisamos passar? — Eu assinto enquanto ele limpa uma pequena lagrima ainda em meu olhar.
Faz quase um mês que entramos com nossos respectivos pedidos de divórcio. Ambos serão finalizados na próxima semana, o meu na segunda e o dele na quarta. Como eu denunciei Riley por violência doméstica, estou com uma medida protetiva contra ele, até porquê ele passou a me mandar mensagens intimidadoras, até me ameaçando, desde o dia da briga.
Por outro lado, Lauren tem dado mais trabalho a Edward, já que foi até o trabalho dele e fez um escândalo imenso, arriscando inclusive o emprego dele. Ela também foi até a mãe dele e falou um monte, mas a família toda de Edward o apoiou e ela ficou possessa. A ultima cartada dela foi usar a mídia. E aí nos atingiu em cheio pois ela expôs a mim também e isso me rendeu um belo sermão da diretora da escola onde trabalho, além de piorar a situação dele no trabalho.
Ninguém ainda sabe da minha gravidez. Exatamente por conta destas turbulências com os nossos ex’s decidimos esperar os processos finalizarem para contar às nossas famílias. Porém estamos radiantes e felizes, apesar de tudo isso. É um sonho tudo o que estamos vivendo juntos. Edward tem sido maravilhoso comigo, pois confesso que tenho sido uma grávida típica, aquelas de filme sabe, com enjoos, sono, estresse e choro. Tudo incluso no pacote.
— Eu não sei como você consegue sorrir tendo que conviver comigo. – Eu digo mais tarde, quando terminamos os filme e estamos deitados na nossa cama. – Sério, nem eu tô me aguentando as vezes. – Eu suspiro e ele sorri para mim.
— Eu sempre sonhei com isso, Bella. Com esta experiência toda, sabe. – ele diz alisando meu rosto com carinho. – Ter uma esposa maravilhosa e linda, acompanhar toda a gestação do eu filho, fazer as vontades dela, acalmá-la, lhe dar todo amor e suporte, estar lá ajudando o meu filho nascer... é tudo que eu sempre quis. – Ele fala com emoção e eu já sinto as lágrimas traiçoeiras voltando aos meus olhos. – Você e o que temos aqui é tudo pelo que eu estava vivendo. Buscava isso e agora eu tenho. Não há como eu não estar feliz e completo.
— Ah como eu te amo, Edward! – Eu digo me jogando sobre seu corpo e tomando sua boca num beijo impetuoso e desesperado. Era isso que eu sentia, desespero.
Ele é tudo o que eu sempre quis na vida. Um homem dedicado a mim, amoroso, fiel, responsável. E tudo isso tem me dado um medo gritante. Um medo de que, da mesma forma como ele chegou inesperadamente, ele desapareça como fumaça diante dos olhos. Este medo tem me desesperado, Edward percebe como fico e faz de tudo para me tranquilizar. Mas quando a pessoa se acostuma a tudo dando errado, fica meio difícil né?
Edward me corresponde a altura. Suas mãos habilidosas deslizam em meu corpo de forma precisa e sedutora. Ele sabe cada ponto que precisa para tocar para me enlouquecer e faz isso de forma perfeita. Ele vem por cima e eu enlaço minhas pernas em sua cintura. Ele me olha de forma ardente e puxa minha camisola pela minha cabeça numa velocidade surpreendente.
— Edward! – exclamo e ele me dá um sorriso sacana.
— Você é tão linda, Bella! – Ele diz rouco – sua pele é tão macia e quente – Ele diz tocando a lateral do meu corpo suavemente, de cima a baixo – seu corpo tem um cheiro espetacular – Ele se inclina em direção ao meu pescoço e aspira sem desviar nosso olhar – e o seu gosto... É o mais perfeito! – Ele diz e me beija alucinadamente.
Nossos corpos e línguas começam a sua dança própria e logo somos um só mais uma vez. Cada vez que Edward adentra o meu corpo, eu me perco um pouco mais nele. É como se ele estivesse tirando algo de mim e acrescentando algo dele a cada vez que fazemos amor. Eu enlaço sua cintura e ele mete mais fundo. Eu abraço seus ombros quando meu prazer me toma e o aperto inteiro. Por fora e por dentro. E ele goza junto comigo. Depois de um breve momento, Edward se deita ao meu lado e me coloca sobre seu peito. Com uma de suas mãos, ele faz pequenos círculos na discreta protuberância do meu baixo ventre.
— Eu sou o homem mais feliz do mundo. Te amo, Bella. – ele diz meio sonolento e eu sorrio.
— Eu te amo, Edward.
Na segunda feira, o meu dia começa apreensivo. Hoje é a primeira reunião para o acordo de divórcio. Eu estou na expectativa de Riley não causar problemas e simplesmente me deixar em paz para seguir a minha vida. Eu me arrumo para ir trabalhar sentindo uma falta imensa de Edward. Ele está num plantão dobrado e não o vejo desde ontem de manhã. Passei o domingo inteiro elaborando as avaliações bimestrais para me distrair de sua ausência. Ajeito a camisa branca de meu uniforme agradecendo por ela ser folgadinha. Ainda vai demorar para perceberem que eu estou grávida.
— Ei amor! Como você está? – Edward pergunta assim que atendo sua chamada de vídeo enquanto tomo café. – E nosso bebê?
— Nervosa ao extremo! – Eu digo sem pestanejar. Aliso meu ventre e sorrio – Mas o bebê esta bem! — Ao olhá-lo com atenção, percebo como sou egoísta. – Meu bem, você está exausto!
— Estou bem, moreninha. Cansado, mas bem. Acabei de sair de uma cirurgia de 5 horas, foi complicada demais. – Ele diz e coça o olho.
— Então meu amor, vá descansar para salvar mais vidas. – Eu digo – Eu vou cuidar das minhas crianças. – Eu dou uma pausa e nos olhamos. Eu mordo o lábio.
— Eu estarei lá quando você sair meu amor, vai dar tudo certo! – Ele diz e me dá um sorriso encorajador. Em seguida, boceja.
— Vá dormir. Preciso de você inteiro mais tarde. – Eu digo e lhe jogo um beijo. – Te amo.
— Te amo, morena. Te amo, filhote!
O caminho para o colégio é tranquilo, mas ao chegar na portaria, percebo um clima estranho, apesar da movimentação normal. Dou de ombros e sigo para a minha sala. Enquanto estou arrumando o material com os assuntos do dia, alguém bate na minha porta.
— Bom dia! – Jane, a secretária da diretoria diz – Sra Biers, a diretora deseja sua presença em sua sala.
Eu respiro fundo. Boa coisa não deve ser. Da última vez que ela me chamou, foi por causa do estardalhaço causado por Lauren. Eu deixo o que estou fazendo e acompanho Jane até a diretoria.
— Com licença... – Eu entro na sala devagar, após um sonoro ‘entre’. Meu corpo tensiona inteiro quando dou de cara com Heidi Volturi e Jessica Stanley sentadas diante da diretora Carmem Denali. – Bom dia!
— Professora Biers, essas são a presidente do Conselho de Pais e a sua secretária, Heidi Volturi e Jéssica Stanley. – A diretora diz.
— Sim, eu sei. – Eu assinto com a cabeça e dou um meio sorriso.
— Bom, sente-se! – Ela indica a cadeira ao lado da sra Volturi, que me olha com uma visível cara de nojo, o que me faz sentir ânsia.
— Estou bem – Eu digo e torço uma mão na outra.
— Certo. – Ela diz e dá uma breve pausa – Bom, professora, o Conselho me procurou para fazer uma solicitação importante. – Outra pausa – O Conselho está solicitando a sua dispensa.
— C-como? – Eu pergunto surpresa
— Bom... – Ela começa, mas é interrompida.
— A questão, professora – a sra Volturi toma a palavra. Sua voz é carregada de veneno e eu estremeço de leve – É que os pais dos alunos estão questionando a integridade moral da escola diante do seu estilo de vida.
— Meu estilo de vida? – Eu pergunto encarando-a. Sinto minha perna fraquejarem.
— Sim.... essa sua promiscuidade, sabe. – Ela diz gesticulando com a mão e Jessica dá um sorrisinho .
— Perdão? Com base em que a senhora pode afirmar uma coisa dessas? Eu nem lhe conheço! – Eu exclamo lutando para não me deixar levar pela raiva.
— Com base no fato de você andar destruindo famílias de alunos seduzindo homens. – Ela diz ácida e eu sinto minha bile subindo do meu estomago. Respiro fundo.
— Como a senhora pode afirmar um absurdo deste?
— Vai negar que você seduziu Riley a ponto de fazê-lo casar com você? Ele é pai do meu filho – Jessica faz sua cena de drama e eu reviro os olhos. Isto não pode estar acontecendo.
— Não nego que ele seja pai do seu filho. Mas quando o conheci, vocês estavam separados a mais de dois anos! – Eu digo jogando as mãos para o ar. Olho para diretora aflita.
— De fato, me recordo que na época a professora Biers e seu esposo vieram conversar sobre isso comigo. – A diretor intervém e eu suspiro de alívio.
— Mas isso não nega o fato de que vocês se conheceram na escola. – A sra Volturi interpõe – Vai negar?
— Não, eu era monitora de Alec. Riley veio por um chamado da professora Jones sobre o comportamento do menino. Ela pediu para que eu participasse da reunião. – Eu digo.
— E foi aí que você o seduziu, sua... – Jessica começa.
— Sra Stanley, contenha-se! – A diretor a repreende.
— E assim como foi com Riley, — A sra Volturi prossegue – Você também seduziu o Sr Cullen quando ele trouxe a sobrinha, que é sua aluna, Alice Cullen, estou certa?
— Nos conhecemos quando ele veio trazer a sobrinha uma dia, mas eu não seduzi ninguém! – Eu digo segurando a raiva.
— Difícil de acreditar, professora. A senhora está usando esta escola como um bordel! – A sra Volturi replica e eu sinto a sala rodar. Eu me desequilibro levemente, mas me seguro na cadeira vazia.
— A senhora não pode dizer uma coisa dessas. — digo entre os dentes – Trabalho aqui desde antes de me formar, sempre com dedicação e respeito à instituição e às famílias. Jamais fiz algo que pudesse ir contra isso!
— Parece que sua dedicação é em arranjar o partido mais rico, isso sim! – Ela replica e eu sinto minha mão formigar para dar um belo tapa nela. Ela se levante e me olha com acidez – Ainda bem que o meu marido é velho, se não você daria o bote nele também!
Pá!
Tudo tem limite!
Sinto um calor emanar de minha mão depois do tapa.
— Nunca mais fale isso de mim, você não me conhece! – Eu digo tremendo inteira.
— Oh meu Deus! – gritam a sra Volturi e Jéssica que se levanta para ajudar a mulher que está com a mão no rosto – Isso é inadmissível!
— Eu disse que ela era de nível baixo! – Jessica diz
— Professora, que postura é essa? – A diretora se levanta e vem até a mulher.
— Quero a demissão dessa vadia agora!
— Não se preocupe! Quem quer sair daqui agora sou eu. – Eu digo recuperando o fôlego – E se preparem para o processo que meterei nessa escola. Isso aqui... – Eu gesticulo um círculo com a mão – É um claro assédio moral!
— Eu que vou te denunciar por agressão. – A mulher diz com o rosto marcado de minha mão.
— Se acalmem! – A diretora exclama – ambas estão se excedendo! Professora, por favor, retorne para sua sala!
— Para sala? Eu quero ela fora desta escola agora! – A mulher grita e a diretora a olha tensa.
— Por hora, a professora vai dar a aula que já vai começar. Mais tarde resolveremos isso. – A diretora diz firme e eu assinto, saindo em seguida.
Enquanto ando apressada para minha sala, sinto um leve desconforto no meu ventre. Levo a mão ali e tento me acalmar desacelerando meus passos. Calma, Bella, pense no seu filho.
Após um copo de água e uma dose de alegria infantil vinda de dois de meus alunos que me encontram no corredor, eu consigo me acalmar e inicio minha aula. Enquanto as crianças fazem suas atividades, eu me pego pensando na saudade que vou sentir dessas crianças. Nem vamos finalizar o trimestre. Quando o sinal do intervalo bate, eu levo um pequeno susto. Quando o ultimo aluno sai da sala a diretora entra. Em seu olhar eu vejo o que vai acontecer.
— Professora Biers – Ela diz e eu engulo em seco. Sinto meus olhos marejarem.
— Posso, ao menos, me despedir deles? – eu pergunto e ela sorri ao ver que eu já entendi tudo.
— Claro, a aula seguirá normal até o fim do dia. Peço que não divulgue detalhes sobre...
— Com certeza, senhora. – Eu digo e suspiro.
— Sei que é uma boa profissional Isabella, mas as circunstâncias não são favoráveis e
— Tudo bem, diretora. – Eu digo e a encaro – Mas não vou deixar isso assim. Isso não é justo! – Ela me olha de cima abaixo e solta o ar
— Cuidado, professora. – Ela diz por fim – No fim do dia, passe em minha sala. – E sai.
As horas simplesmente voam na parte da tarde. Logo são 14h40 e eu suspiro olhando para meus alunos. Meu olhar repousa na pequena Alice e ela sorri para mim. Engulo em seco.
— Crianças, prestem atenção! – Eu digo e me sento na minha mesa. – Hoje é a última vez que darei aula para vocês. – Eu observo os semblantes de meus alunos ficarem tristes e aquilo quebra o meu coração. Vários tentam falar, mas eu prossigo. – Devido a alguns problemas, eu não poderei continuar dando aulas a vocês. Mas saibam que eu amo cada um de vocês, até os mais difíceis, né Richard e Oren? – Eu digo e a sala inteira ri. Meus olhos enchem de lágrimas – Sentirei muitas saudades de todos. Se comportem com a nova professora e continuem estudando muito!
De repente, sou tomada por uma avalanche de crianças querendo me abraçar, algumas apenas emocionadas, outras realmente chorando. O que faz com que eu chore junto, mesmo tentando me segurar. Quando o sinal do fim da aula bate, eu já me despedi de todos os meus alunos. Enquanto eu arrumo meu material, Alice se aproxima.
— Então nunca mais nós vamos nos ver, tia? – A pequena diz bem tristinha. – Eu gosto tanto de você, tia Bella!
Eu paro o que estou fazendo e a trago para perto, segurando suas mãos.
— Bom, vou te contar um segredo – Eu digo bem baixinho e ela presta atenção. – Você, só você, vai continuar me vendo, Alice – Eu digo e pisco um olho para ela. Ela faz uma cara de surpresa e felicidade.
— Sério?
— Sério, minha linda. – Eu digo afagando seu rosto – Agora vai que sua mamãe está te esperando.
— Tá bom. – Ela diz puxando o carrinho da sua mochila. Na porta, ela se vira para mim. – Tia?
— Oi?
— Eu vou te ver sempre porque você vai namorar com o meu dindo, né? – Eu soriu para a expectativa dela. Eu ergo um dedinho e digo bem baixo.
— Segredo nosso, está bem? – Ela assente sorrindo e sai saltitando da sala.
Eu suspiro e olho ao meu redor. Me lembro da felicidade que foi a primeira vez que entrei aqui como professora. Foi indescritível. Uma lágrima desce em meu rosto. Termino de arrumar as minhas coisas e ajeito o material que já está pronto para as próximas semanas, para deixar para a próxima professora. Ao entrar na sala dos professores, algumas colegas me abraçam e se despedem, mas não comentam muito. Angela é a única que fala sobre a demissão.
— Isso é loucura, Bella. – Sua voz carrega revolta – Você tem que processá-los!
— Eu vou pensar nisso direito, Ang. Não sei se vai valer a pena...
— Certo, mas conte comigo para o que precisar. – Ela diz e sorri, me dando mais um abraço.
Depois de passar na diretoria novamente, eu corro para meu carro. Sento no volante desejando deitar em minha cama e chorar, mas eu ainda precisava enfrentar mais uma batalha. Consulto o relógio e vejo que faltam 25 minutos para a audiência. Dou partida suplicando para que o trânsito esteja favorável. Sinto novamente um desconforto no meu ventre e respiro fundo. Deve ser o nervosismo.
Olha para a cara de Riley depois de tanto tempo foi muito estranho. Me espanto com o fato de não ter sobrado nem mesmo carinho por ele dentro de mim. É como se nunca tivesse me apaixonado por ele, como se ele fosse um estranho. Volta e meia nosso olhar se cruza e eu vejo raiva nos olhos dele. Eu sei que ele teve problemas no trabalho por conta da intimação por agressão e imagino que isso deve ter complicado um pouco a carreira dele.
A audiência ocorre tranquila. Nossos advogados falam por nós o tempo inteiro o que para mim é ótimo porque não tenho condições alguma de pensar muito. Logo o acordo e redigido e lido para que assinemos.
— Mas o apartamento é meu! – Riley exclama no meio da leitura
— Aqui consta o nome do casal como proprietários do imóvel. – Minha advogada diz. Eu sorrio presunçosa. – Podemos continuar Sr Biers? – ele assente a contragosto.
Meia hora mais tarde, eu sou oficialmente Isabella Swan de novo. Ficou acordado que Riley terá que me pagar o meu percentual do apartamento, já que continuará morando nele. Além disso, ficou dividido também a nossa conta conjunta e alguns investimentos que Riley andou fazendo sem me falar. Como casamos com divisão de bens, eu entro automaticamente na partilha. Resumindo, Riley ficou muito puto. Ao final, minha advogada me olha satisfeita pelo acordo eu lhe dou um sorriso.
— O que houve Bella? – Victória pergunta – Não gostou do acordo que fizemos?
— Eu adorei, Vic. Ficou melhor do que eu pensei. – Eu digo – Estou com outros problemas na cabeça.
— Quer me contar?
— Não é nada demais... eu fui demitida hoje. – Eu digo e ela se compadece, me dando um abraço gentil. – O pior foi a forma como tudo aconteceu, sabe?
Eu conto para ela tudo o que houve pela manhã e ela fica chocada.
— Bella, precisamos entrar com um processo contra essa escola, eles não podem fazer isso com você. – Ela diz e eu assinto. Quando me levanto para sair com ela, sinto o desconforto novamente. – está tudo bem, Bella?
— Acho que não! – eu digo sentindo a dor aumentar consideravelmente.
Nesta hora, Riley aparece e se aproxima.
— Você é uma verdadeira víbora, Jess estava certa sobre você, só quis se aproveitar de mim para conseguir dinheiro, sua vadia. – Ele rosna e eu sinto tudo rodar.
— Guardas, tirem este homem daqui! – Victória grita ao meu lado, me ajudando. – Ele não pode chegar perto de minha cliente!
— Bella, amor? O que houve? – Eu me viro e vejo Edward chegando, ainda com sua roupa do trabalho. Eu sorrio fraco e depois ou um gemido de dor. Ele corre até mim e me segura.
— Edward! Está doendo! – Eu digo e sinto algo quente escorrer em minha calcinha. Eu levo minha mão até a minha pelve sem me importar de estar num lugar público, ainda mais que estou de saia.
Quando ergo minha mão, eu vejo sangue ali. Um tremor tomar meu corpo e outra onda de dor me atinge.
— Bella! – Ele grita. É a última coisa que ouço antes de cair na inconsciência.
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