Tell Me That You Will Open Your Eyes
27 Capítulo 27 No, I just wanna hold ya.
Notas iniciais
Estou aqui as 5:54 da manhã pra atualizar pra vocês, mas o sono tá pesado, então.. ;;
Sejam bem vindas, leitoras novas! *-* e as que ainda não se manifestaram, cheguem mais. Aqui todo mundo é lindo s2 HAHHA. Boa leitura. ♥
Fiquei um tempo com ele em meus braços, apenas sentindo a respiração fraca do menino. Em seguida, me desvencilhei com cuidado dos braços dele pra me levantar.
Frank ainda estava muito fraco por causa dos medicamentos e amanhã seria dia dele ir ao médico, eu estava ansioso por isso.
Caminhei até a sala e liguei a TV, deixando em um canal qualquer que passava algum programa sem muita importância. Peguei o telefone e liguei pra Theodor, meu futuro sócio. Só havia falado com ele por telefone e faltava assinar os papéis.
Não pense que sou doido de ir me associando com um estranho qualquer por telefone. Theodor é um amigo de confiança de Bert, aliás, devo grande parte dessa conquista a ele.
– Theodor.
– Er...Oi! Aqui é o Gerard.
– Hey Gerard. Estava mesmo te esperando ligar, como está?
– Bem e você?
– Tudo certo. Os papéis já estão todos prontos, só falta sua assinatura.
– Podemos nos encontrar amanhã pra resolvermos isso?
– Sem dúvidas. Qual é a melhor hora pra você?
– Pode ser as 4h?
– Perfeito pra mim. O que acha de uma Starbucks na principal? Sabe onde é?
– Te espero lá, Theodor.
– Pode me chamar de Theo, Gerard. Afinal, estamos prestes a nos tornarmos sócios.
Eu sorri. Havia gostado daquilo.
– Então até mais, Théo.
– Um beijo. – E desligou.
Larguei o telefone na mesinha ao lado do sofá e me deitei ali de novo, fechando os olhos por alguns minutos.
Eu sei que seria uma coisa arriscada, mas eu precisava arriscar. Não aguentaria ficar parado por muito mais tempo.
Mas e Frank? Como Frank ficaria sem mim?
– Gee? – Ouvi sua voz baixinha me chamando. Corri até o quarto.
– Meu neném acordou, gente. – Sorri e andei pra ele, selando nossos lábios de forma bem delicada. Ele correspondeu, segurando meu rosto e prolongando o contato.
– Queria dar uma volta. Meu corpo tá meio estranho, acho que é falta de ar fresco. — Ele pediu.
– Já vou pegar casacos pra nós, meu bem. Algum lugar especial que queira ir?
– Não. Só quero andar mesmo.
– Uhum. — Respondi enquanto já vestia um casaco meu em Frank. – Cabe dois Frankies aqui.
Ele riu, me batendo com a pontinha do casaco que ficara solto.
– Continuo lindo! – Um bico se formou em seus lábios.
– E algum dia você deixaria de ser, amor? Jamais. – Eu retruquei enquanto ajudava Frank a sair da cama.
Demos as mãos e saímos sem pressa alguma de casa.
A brisa fresca batia contra nossos cabelos, deixando uma sensação gostosa.
– Que tal um café com torta de limão? – Eu propus.
– Vamos demorar demais pra chegar naquele Café. Melhor não, estou cansado.
– Estamos na porta dele, amor. Bom que você descansa então.
Frank assentiu e entramos no lugar. Alguns olhares foram lançados pra nós, mas eu não dei a melhor importância.
Sentamos em uma mesa ao fundo e um rapaz, de no máximo 25 anos, se dirigiu até nós logo depois de fazermos nosso pedido.
– Com licença, mas... Frank Iero?
Os olhos do menor se arregalaram e eu me contive.
– Hensley? Joe Hensley? – O menor perguntou.
– Oh meu Deus, é mesmo você! – O tal Joe praticamente pulou em meu menino, abraçando e depositando vários beijos sobre o rosto dele. E o pior não é isso, o pior é que Frank retribuía, apertando-o com ainda mais força.
Desvencilhei meus dedos dos de Frank, que estavam entrelaçados e só assim pra ele lembrar que eu estava ali.
– Joe, permita-me te apresentar. Esse é Gerard.
– Prazer, Gerard! – E me estendeu a mão, apertando-a gentilmente. – Espera.. é o tal Gerard que você sempre falava? Way?
Eu não pude deixar de sorrir com aquilo, vendo o meu amado corar.
– Ele mesmo, Joe.
– Frank não economizou nos elogios. – E sorriu pra mim.
Não pude deixar de perceber. O tal Joe é lindo. O cabelo liso e loiro realçava ainda mais seu tom de pele tão claro e suas bochechas rosadas completavam o charme. Seus olhos eram extremamente verde, mas um tom de verde diferente do comum pra olhos. Mesmo que fossem claros, eram fortes e intensos. Seu corpo era magro, mas ao mesmo tempo bem definido.
– Gerard, Joe é um dos meus fotógrafos. Ou costumava ser. – O tom de voz de Frank se tornava nostálgico.
– Opa, opa. Ainda sou! Falando nisso, por onde o senhor anda que ninguém te acha?
Falavam como se Frank não tivesse nenhuma, mesmo que temporária, deficiência.
– Estou na casa de Gerard... você deve ter ouvido falar, não estou enxergando. Alguns problemas de saúde, logo vou melhorar. Eu acho. – A última parte da frase saiu como uma confissão.
– Pois tem trabalho te esperando. — Joe disse com entusiasmo.
– Não seja bobo, Joe. Como vou fotografar assim?
– Mas é exatamente assim que querem! — Enquanto Joe explicava o novo comercial em que Frank provavelmente faria, os pedidos chegaram.
Comi em silencio, apenas prestando atenção na conversa deles.
– Nos encontramos amanhã pra terminar de acertar as coisas?
– Ah... pode ser.
– Me desculpe intrometer, já intrometendo. — Eu disse. – Frank, tente marcar lá pelas 4h, que vai ser a hora em que vou me encontrar com Theodor, meu futuro sócio. Bom que Joe pode te fazer companhia.
– Me parece uma ótima ideia. – Joe respondeu.
– Por mim tudo bem. – Frank sorriu docemente.
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