Tell Me That You Will Open Your Eyes
28 Capítulo 28 'Cause everybody has a poison heart
Notas iniciais
Boa leitura pra vocês. ♥
- Me parece uma ótima ideia. – Joe respondeu.
- Por mim tudo bem. – Frank sorriu docemente.
Marcaram.
Ficamos mais um bom tempo sentados naquele Café. Frank conversava animado com o tal Joe enquanto eu me ocupava em prestar atenção.
Eu gostava da forma animada como Frank falava sobre o trabalho, estava empolgado e parece que as coisas começariam a dar certo pra ele. Não seria a atual situação em que ele se encontrava que ofuscaria o brilho daquele menino.
Frank era um modelo de fama e havia lutado muito pra chegar onde está, ele mais do que ninguém merecia sucesso.
Caminhamos pra casa conversando bobagens e Frank me contagiava com a animação, falando de como estava com saudades de fotografar.
- Vou tomar um banho e dormir, Gee.
- Quer ajuda pra tomar banho? – Eu disse calmo, enquanto selávamos nossos lábios diversas vezes.
- Se importa se eu tentar sozinho? Quero me acostumar. – Ele em um tom defensivo, como se pedisse desculpas.
Apesar da vontade de ir tomar banho com o menino, entendia que ele queria um pouco de independência.
- Qualquer coisa é só me gritar, amor. – Selei nossos lábios pela última vez, dessa vez com mais força e segui com ele até o banheiro. Ele se despiu e caminhei com ele até o box.
- Obrigado, amor. – Ele sorriu de forma tão doce, tão linda.
- É um prazer, sempre. – Sorri tão doce quanto ele e não resisti, tomei seus lábios em um beijo carinhoso e rápido antes de deixa-lo sozinho.
Andei sem pressa até o quarto e separei roupas pra mim e pra Frank. Deitei na cama e fiquei observando o teto, pensando em como o dia seguinte seria decisivo pra mim.
Não sei se isso vai dar certo, mas eu queria tanto essa loja. E esse tal Theo, estava ansioso para conhecê-lo já que nos falávamos tanto por telefone.
- Amooooor, pega uma toalha pra mim? – A voz de Frank tomou conta do lugar, me fazendo perceber o quanto havia me perdido por quase quinze minutos em meus pensamentos.
- Já to indo, amor! – Não pude deixar de rir com a cena. Fiquei lembrando de quando era mais novo e sempre chamava minha mãe assim.
- Tá rindo do que? – Ele disse em um tom brincalhão enquanto pegava a toalha e já ia se secando.
- De você me chamando assim. Só esqueceu do ‘mamãe’ no final da frase! – Ao terminar de falar, me aproximei ainda mais dele e tomei a toalha de suas mãos, com seu consentimento, e fui passando-a delicadamente pelo corpo pequeno do menino.
- Vai debochar da sua mãe, Gerard! – Ele gritou, me fazendo rir ainda mais e o abraçar, mesmo me molhando todo.
Observei ele se trocar, ele insistiu que queria tentar sozinho e eu só fiquei por perto, caso ele precisasse de alguma coisa.
Terminando de ajeitá-lo da cama, informei que também tomaria um banho rápido e voltaria pra tentar com ele.
- Me espere acordado, ein? – Eu pedi infantilmente.
- Claro, Gee. Não demora que eu to morrendo de sono. – O bocejo no final da frase o condenou ainda mais.
Deixei um beijo no ar pro meu pequeno e corri pro banheiro, me despindo antes mesmo de entrar no box.
Deixei que a água morna caísse sobre meu corpo e isso me deu até arrepios, de tão bom que estava.
Me ensaboei sem muita pressa e lavei meu cabelo antes de fechar o registro.
Menos de dez minutos depois eu já me secava e colocava uma boxer pra dormir.
- Mo? – Disse baixinho, conferindo se ele ainda estava acordado.
Não houve resposta. Frank bobão! Eu ri baixinho e me deitei por trás dele, apoiando minha cabeça no ombro dele, deitando de conchinha com ele.
Recebi um sorriso e ele apertou meus braços.
- Você não tem ideia do quanto eu te amo, meu neném pequeno.
- Eu te amo. – Ele sussurrou e acredito que estava mais dormindo do que acordado.
A manhã não demorou pra chegar assim como não demorou pra passar.
Sem quase não perceber, eu já estava deixando Frank na agencia em que encontraria Joe e eu segui para o Starbucks onde Theo estaria me esperando.
- Boa sorte, meu amor. Me liga que eu passo aqui pra te buscar. Quero detalhes depois.
Ele selou seus lábios aos meus enquanto saia do carro e na porta, Joe estava o esperando.
O ciúme fez que meu rosto ficasse em um vermelho vivo quando vi os braços de Joe passaram ao redor a cintura do – meu – pequeno, mas eu sabia que era necessário.
Arranquei o carro com uma velocidade desnecessária, respirando fundo pra me manter concentrado no transito.
Não demorou muito para que eu estivesse no Starbucks e me sentei em uma mesa mais isolada. Esperei cinco, dez minutos e nada. Já comentei o quanto odeio atrasos, né? Eu e qualquer outra pessoa normal.
Já estava preparado pra me levantar e sair do lugar com raiva, quando praticamente tropeço em um ser.
- Caralho, sabe olhar por onde... – Foram as palavras que eu tentei falar quando sua voz aveludada tomou conta dos meus ouvidos.
- Gerard Way? Foi mal, cara. – E seu sorriso se abriu.
E devo dizer, que sorriso! Os dentes extremamente brancos contrastavam com o vermelho vivo de seus lábios. Eu podia jurar que era um batom se não fosse tão natural. Sua pele incrivelmente branca combinava com seu par de olhos pretos. Um preto tão vivo, tão intenso e eu posso jurar que brilhavam pra mim. Seu cabelo, também preto, era meio atrapalhado, o que lhe dava um charme a mais quando caia em seu rosto e ele o jogava pra trás apenas com a cabeça.
- Sou Theodor, prazer.
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