Tell Me That You Will Open Your Eyes
26 Capítulo 26 We've just gained control
Notas iniciais
PS: quem acha que esse 'sócio'vai se tornar alguém ~importante~ na história? HAHAHA. Beijos e boa leitura!
- Algum problema? Se quiser, digo a ele que está dormindo.
- Não. Pode atendê-lo.
Antes dele terminar de falar, corri em direção a porta pra atender Bert. Estava com saudades.
Abri a porta e antes de vê-lo, senti seus braços envolta de mim. Ele se jogou em meus braços, fazendo que eu desse dois passos pra trás tentando me equilibrar.
- Seu doido, vai me derrubar! — Eu dizia enquanto deixava um beijo carinhoso no cabelo dele.
Ele finalmente se afastou, me olhando descaradamente de cima em baixo.
- O anãozinho ainda nem voltou direito e já te fez um bem danado, ein, baby?
Eu corei. E ele não me deu chance pra responder. Ainda bem.
- Cadê o Frankie?
- Frank está no quarto. Por que não vai até lá vê-lo? Vou pegar sorvete pra nós.
- Tudo bem. — E Bert seguiu até o quarto onde o menor estava e eu foi pra cozinha. Antes mesmo de chegar na cozinha eu já tinha me arrependido de ter deixado o pequeno sozinho com Bert. Não demorei, em menos de três minutos eu já chegava no quarto com os potes e o sorvete, e, para minha surpresa, os dois riam.
- Esse tempo no hospital te fez bem anãozinho.
Frank chegou a cara na mesma hora, rolando os olhos pra cima e cruzando os braços na altura do peito.
- Você pirou de me deixar sozinho com esse pervertido, Gee? – O tom era de brincadeira, mas a frase me deixou intrigado. Bert cantando Frank? Era isso mesmo?
- O que você falou com ele, Bert? – Minha voz condenou meu ciúme, visto que os dois começaram a rir e Bert me mandou acalmar, pegando o pote de sorvete de minha mão.
- Acha que só você é digno de meus elogios, baby? – Bert falou sensualmente, me olhando de forma intimidadora.
- Fala sério. – Foi a minha vez de rolar os olhos, mas os três riram.
A companhia de Bert foi deveras agradável, com um comentário ali e outro aqui que deixava tanto Frank quanto eu sem graça, as horas passaram de pressa.
- Sei que vão sentir minha falta, mas é melhor eu ir. Tem um loiro gostoso pra caralho me esperando.
- Aparece mais por aqui, Bert. Até que você não é de se jogar fora... pra conversar! – Frank terminou a frase antes que eu desse um ataque.
Bert adorou a ideia, falando que no dia seguinte voltaria com algum programa legal pros três.
Caminhou até Frank e deixou um beijo estalado em seu rosto, fazendo o mesmo em mim.
- Te acompanho até a porta. – Eu disse sorrindo, arrancando um sorriso ainda maior dele.
- Não precisa, Gee. Eu sei o caminho. Fique com seu anão.. com seu amado!
E Bert saiu pela porta com tanta pressa quanto entrou.
- Esses remédios me dão tanto sono... — Frankie bocejou ao final da frase.
- Dorme um pouco, meu anjo. Eu tenho umas coisinhas pra resolver.
- Sobre o que?
- Então, Frankie, lembra de quando eu falava que meu sonho era ter uma loja de gibis?
Ele apenas assentiu com a cabeça, me dando espaço pra continuar.
- Acho que vou fechar um negócio. – Sorri.
- Gerard! Isso é maravilhoso. — O menor deu um sorriso sincero e abriu os braços, me convidando pra um abraço que não hesitei em ir receber. – Por que não me falou disso antes?
- Eu queria ter certeza primeiro. – Expliquei. – Serei sócio de um homem em uma loja no centro.
- Ele já tem a loja?
- Sim, amor. — Comecei a explicar enquanto afagava os cabelos sedosos do menor. – Mas está sem dinheiro e então eu entrarei com o capital. É um bom investimento, lugar movimentado. Só precisa de uns toques.
- Sinto falta de trabalhar.
Eu queria poder falar que logo Frank voltaria a trabalhar, mas nem eu tinha essa certeza.
Um beijo carinhoso foi deixado na testa do menor que me abraçou com ainda mais força, procurando por meus lábios.
- Boa sorte, amor. – Frank disse antes de pegar em um sono profundo.
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