Tell Me That You Will Open Your Eyes
20 Capítulo 20 I can wait forever
Notas iniciais
Tanto Gerard quanto Bert o seguiram.
Já dentro da sala, o médico começou.
- Ontem mesmo eu consegui entrar em contato com o médico de Frank e ele deve chegar ainda hoje.
Gerard suspirou aliviado. Isso deveria ser bom.
- Mas, infelizmente, não posso dar detalhes do quadro clinico de Frank.
- Como assim? Por que não?
- Não tenho permissão para tal, sr. Way. Me desculpe.
- Mas pode me informar se ele teve uma melhora, se continua o mesmo? Disse com um tom um tanto quanto debochado, não acreditando naquela situação.
- Frank está estável.
- Estável? É só isso que você pode me falar? Gerard queria voar na cara daquele médico de merda.
- Não me culpe por isso, sr. Way. Posso ver o quanto o senhor está aflito, mas a única coisa que posso lhe garantir é isso. Frank já não corre tanto risco de vida.
- Mas ainda corre?
- Sim.
- Poderia lhe pedir um favor, dr. Brian?
Minha vontade era de pedir para ele ir tomar no cu, por favor. Mas me contive.
- Pois não, sr. Way.
- Poderia me ligar quando o outro médico chegar? Quero muito falar com ele.
- Claro. Me deixe seu telefone.
Dei um dos cartões da empresa e anotei meu celular pessoal atrás.
- Posso vê-lo?
- Me acompanhe, por favor.
Bert ficou esperando na recepção enquanto dr. Molko e Way caminhavam até a UTI, depois de colocar a tal roupa branca, Gerard fez o mesmo, e agora já conhecido, caminho até o amado.
Frank não mudara nada desde o dia anterior. Seu rosto ainda tava tão branco quanto uma folha de papel e seus lábios sem vida.
- Frankie, acho que já me assustou o suficiente.
[Flashback]
- Eu não vou nessa montanha russa doida de jeito nenhum! Frank disse birrento, cruzando os braços ao redor do peito, arrancando uma risada melodiosa de Gerard.
- Oh amor, por favor! Eu quero muito ir.
- Pode ir, amor. Eu deixo. Fico na fila com você até chegar lá, e quando chegar você vai e eu te espero, uh? Os olhos de Frank até brilhavam com a ideia, mas o maior negou.
- Então deixa, amor. Não vamos. Disse triste, arrancando um dos maiores bicos que Frank conseguiu fazer.
- Gerard Way reclamão! Vamos logo antes que eu mude de ideia. Mas já vou avisando. Enquanto falava, apontava o dedo no rosto de Frank, descendo até o peito dele e o apertando ali. Se eu morrer, a culpa é sua!
Gerard riu bem alto, abraçando o namorado e o tirando do chão. Ficaram assim durante alguns segundos antes de Gerard coloca-lo no chão novamente, dando-lhe um selinho bem demorado antes de seguirem, de mãos dadas, até a fila do brinquedo.
Minutos depois já estavam lá e Frank brincava com os dedos do outro, mostrando sua impaciência e medo.
- Calma, Frankie... vai ser divertido, eu prometo, uh? Gerard disse bem baixinho, aproximando seus lábios dos do menor.
Aos poucos Frank foi cedendo e não demorou muito para estarem embalados em um beijo cheio de carinho, amor e paixão. A língua de Gerard dançava na boca de Frank, que seguia a dança já tão conhecida e que dispertava tanto sentimento em ambos.
- Que nojo! Um menino, julgo dizer mal amado, disse ao lado dos dois. Isso não é lugar pra isso, não sou obrigado a ver essa pouca vergonha.
Tentaram ignorar, mas Frank terminou o beijo extremamente envergonhado, mas Gerard não ia deixar barato.
- Que nojo eu tenho de ter que olhar pra sua cara, infeliz! Gerard cuspiu as palavras no menino que arregalou os olhos e se conteve em cochichar com a menina que estava ao seu lado.
Continuaram de mãos dadas e quinze minutos depois já estavam no carrinho da montanha russa. Não sei se contei pra vocês, mas é uma dessas escuras.
E adivinha que se sentou ao lado deles? Sim, os meninos mal amados. Não disse, era pura inveja.
O brinquedo mal começou a se mover e Frank já gritava desesperadamente que ia morrer e que Gerard o pagava.
[/flashback]
Tal história invandiu minha mente e as lágrimas já caiam de meu rosto, caindo no rosto de Frank. Por um segundo, parecia que ele chorava, mas logo limpei a face dele.
- Eu te amo, minha princesa. Eu te amo e vou estar ao seu lado quando acordar, eu prometo. Acorde logo pra mim.
-x
Eu e Bert deixamos o hospital lado a lado. A brisa atrapalhava meu cabelo e eu insistia em tentar deixa-lo atrás da orelha. Bert ria da minha falta de jeito e eu me contentei em lhe mostrar a língua.
- Quem mostra língua pede beijo, Gee!
Minha risada saiu ainda mais alta dessa vez, negando com a cabeça.
- Você não tem jeito, Bertie.
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