Tell Me That You Will Open Your Eyes

21 Capítulo 21 Stuck in reverse


Notas iniciais
Poxa, tanto que eu tinha ficado feliz com os reviews do outro capitulo que fiquei chateada com o número dos do capitulo anterior. Ganhei leitores, mas perdi reviews. Podem comentar, anjos. Me ajudem. Mesmo que for pra criticar eu preciso do retorno de vocês, uh?

Caminhamos mais algum tempo até o carro e entrei, seguido por Bert.

- E então, como ele está?

- Tão sem vida. Comecei a falar focando em qualquer ponto que não fosse aqueles olhos claros intimidadores. Ele tá branco, Bert, mais branco do que papel. Suspirei, sentindo aquela dor tão conhecida durante aqueles dias invadir mais uma vez meu peito.

Meu celular tocou, me fazendo acordar dos próprios pensamentos. Aproveitando a brecha, Bert ligou o carro e deu partida.

- Gerard.

- Er... Boa tarde, sr. Way, é Valentine. Gostaria de saber se o senhor vai vim até a empresa hoje.

- Não. Respondi seco, não querendo dar nenhuma informação a mais.

- É que...

- Sem chances. Não vou aparecer por aí hoje.

- Tudo bem.

Desliguei.

Os pensamentos sobre a empresa agora invadiram minha mente. Meu Deus, por que me castigais tanto? Tanta coisa em tão pouco tempo.

- O que houve, Gee?

Expliquei pra ele a real situação da empresa, ou seja, estava quase fechando as portas. Eu não queria abrir mão daquele patrimônio que minha família demorou tanto pra construir, mas era um fardo tão pesado em minha vida.

- E o seu sonho da loja de gibis?

- Ahn? Nem eu mais lembrava daquela vontade, mas é verdade. Quando eu era jovem, falava que teria uma loja de gibis, que ganharia a vida dessa forma.

- Isso é coisa de adolescente, Bert. Já passou. O cortei.

- E por que passou? Por que não pensa nessa possibilidade?

- Não sei, Bert. Ainda mais com Frank nesse estado, não consigo pensar em mais nada.

- Mas deveria abrir essa possibilidade. Vende a empresa enquanto ainda dá tempo de salvá-la e usa o dinheiro pra investir na loja de gibis.

- É, tanto faz. Pra onde está me levando?

- Pra casa do Quinn.

- Ahn? Não, Bertie. Não quero atrapalhar vocês... me deixa em casa, por favor.

- Nada disso, Gee. Fica conosco essa noite. Já liguei pro Quinn e ele alugou uns filmes e chamou o resto dos caras. Estão todos nos esperando.

Abri a boca pra contestar, mas sabia que era em vão.

Não demorou mais que dez minutos para chegarmos a casa de Quinn. Bert entrou na frente, pois ele já tinha a chave da casa do menino e eu o acompanhei.

Todos estavam sentados no sofá, conversando algum assunto que eu nunca saberia qual porque todos pararam ao me ver.

Mickey correu em minha direção, pulando em meu pescoço e por pouco não caímos.

- Por que não me ligou, Gee? Eu poderia ter ficado com você!

- Não queria dar trabalho e...

- Eu deveria ficar magoado com você, sabia?

- Desculpa, Mikes.

- Tudo bem.

Contei a todos tudo que sabia em relação ao quadro clinico de Frank, que infelizmente, não era muita coisa. Todos ouviram atentos e ficaram tensos.

- Vai ficar tudo bem, Gee. Quinn se adiantou, quebrando o silencio depois de minhas palavras. Todos assentiram.

Ficamos mais um tempo conversando e seguimos pra sala de vídeo, onde vimos um filme que eu não sei nem o nome. Meus pensamentos estavam longe. Se dividiam entre o pequeno e a empresa, e a ideia da loja de gibis.

Já passava das nove da noite.

- Alguém pode me levar em casa?

- Eu posso, Gee. Mickey se adiantou. Também já estou indo.

- Também quero. Ray se adiantou.

- Te deixo em casa também, lindo. Deram um selinho.

Sorri com a cena, mas me deu ainda mais saudade de Frank. Acho que perceberam por minha cara e se afastaram um do outro, ambos sem graça.

- Obrigado por tudo. Agradeci a cada um, abraçando forte Bert e Quinn.

- Te ligo amanhã bem cedo, Gee. Posso te acompanhar até o hospital se você quiser.

- Obrigado, Be. Deixei um beijo prolongado no rosto dele e fiz o mesmo no de Quinn, sendo abraçado pelos dois ao mesmo tempo.

Dois meses e Frank não havia dado nenhum sinal de que acordaria. As revistas já anunciavam sua morte. Fizeram disso um drama barato que todos as pessoas estavam adorando. Eram comum ver o rosto dele estampado em várias revistas de fofocas, assim como em revistas de importante circulação. Isso me enojava.

A empresa já não tinha mais tanta saída e conversei com Donald e com Mickey e o último me surpreendeu. Mickey havia feito faculdade pra Ciencias Contabeis, obrigado pelo meu pai, mas resolveu tomar a frente da empresa. Eu o ajudava com alguma coisa ou outra, mas não queria mais me envolver tanto. Aparecia lá uma, duas vezes na semana no máximo.

Mickey estava se saindo muito bem e a empresa já estava praticamente reerguida.

E eu? Bom, eu vivia andando por aí. Passava o maior tempo no hospital, esperando a boa vontade do médico de me deixar ficar ao lado de Frank.

Ainda era dez da manhã e eu assistia a um canal qualquer na tv quando meu celular tocou. Eu não conhecia o número.

- Gerard.

- Bom dia, sr. Way. Aqui é o dr. Matthew.

Meu coração disparou.

- Pois não?

- Preciso que venha até o hospital.

Como é mesmo que respira, meu Senhor?

- A.. Aconteceu algo com Frank?

- Sim. Preciso que venha o mais rápido possível.

Desliguei o celular sem nem mesmo me despedir e corri pro quarto, pegando a primeira troca de roupa que vi e corri até a garagem.

Menos de dez minutos e eu já estava no hospital. Talvez um acidente de carro não seria uma ideia tão ruim.

A recepcionista já me conhecia e me informou que dr. Matthew estava me esperando em sua sala. Agradeci e corri até lá. Entrei sem ao menos bater, assustando o médico.

- Perdão.

- sr. Way.

- Por favor, sem mais delongas. O que houve com Frank?

Notas finais
E ai, lindezas, o que houve com o Franks? :3