Tell Me That You Will Open Your Eyes

18 Capítulo 18 My bones ache, my skin feels cold


Notas iniciais
Será que eu ainda tenho alguma leitora? Como estou com vergonha de vocês. Peço mil desculpas, mil perdões e queria tanto ainda ver aqueles reviews lindos que só vocês me mandam. Merecem uma explicação, não é? Bem gente... minha irmã apagou o arquivo da minha fic. Ela formatou o computador e a apagou. Eu fiquei muito, muito triste porque a história já estava bem desenvolvida e então perdi um pouco a motivação. Mas resolvi voltar porque não aguento de saudades. ): Além disso, chegou perto do ENEM e eu estava estudando feito louca. Não prometo que vou postar com frequencia, pois agora tem a segunda fase e estou me dedicando bastante. Sei que ninguém me perguntou, mas quero fazer Psicologia. *-* Enfim, VOLTEM PRA MIM, MINHAS LINDAS. ):

Tudo aconteceu rápido demais.

– Prazer, senhor Way. Meu nome é Jasmine e..

– Por favor, Jasmine, sem querer ser rude, mas. A interrompi sem medo de parecer grosseiro. Eu lá queria saber quem diabos era Jasmine? Eu queria saber onde estava Frank.

– Me desculpe. Ela se adiantou. Frank não se sentiu bem durante a sessão de fotos e foi levado pro hospital. Ele chamou por você e tentamos localiza-lo, mas não conseguimos.

– O Frank o que?! Eu praticamente gritei e pude perceber isso quando a mulher com pouco mais de vinte anos me olhou assustada. Qual hospital? Como assim passou mal? O que ele teve? Eu atropeçava em minhas próprias palavras e por segundos me esqueci onde estava. Sim, posso ser um pouco dramático com doenças. Sempre me preocupo demais com uma pessoa que esteja sentindo uma simples dor de cabeça. E agora essa mulher me fala que Frank, meu Frank, está em um hospital? E que o pior... eu não estava lá pra ajuda-lo?

E você preocupado com a empresa, Gerard Way. Meus parabéns! Me xinguei mentalmente.

– A quanto tempo foi isso, Jasmine?

– Não passava de três da tarde.

Puta que pariu.

Depois de ter me explicado exatamente onde ficava o hospital em que Frank estava, deixei o local praticamente correndo.

Dei partida no carro e ignorei todos os sinais vermelhos. Sei que estava me arriscando, mas o nó em meu peito não me permitia fazer outra coisa.

Eu estava com um pressentimento ruim. Minhas mãos trêmulas guiavam o carro, mas meus pensamentos estavam todos em Frank. Como que eu pude ter deixado ele sozinho, chamando por mim e ainda passando mal?

Uma parte da minha cabeça dizia que eu não tinha culpa, outra parte dizia que eu devia ter procurado por ele na hora do almoço.

Não demorei mais que vinte minutos para chegar no tal hospital, que ficava do outro lado da cidade. Só quando estacionei me dei conta do quanto havia corrido, mas isso não importava agora.

Entrei no estabelecimento correndo feito um louco, o que rendeu muitos olhares de reprovação em minha direção, mas eu também não me importava com isso.

– Frank Iero! Falei rápido com a mulher da recepção que me olhou com cara de interrogação.

Quero saber de Frank Iero!

Ela digitou o nome dele no computador antes de voltar os olhos em minha direção.

– Desculpe, mas... o que o senhor é dele?

De novo essa pergunta? Porra.

– Meu nome é Gerard Way, sou um amigo muito próximo dele e por favor, me diga que posso vê-lo.

– Aguarde um momento, sr. Way, vou chamar o médico.

Ela vai o que? Como assim? Cadê o Frank?

Minutos, que se pareceram horas, depois o dr. Brian Molko estava parado em minha frente.

– Sr. Way?

– Sim, sou eu.

– Me acompanhe até a minha sala, por favor.

Minha visão estava turva e meu coração batia com tanta força em meu peito que eu não duvidaria que quem passaria mal seria eu.

– Desculpe, mas estou um pouco nervoso. O senhor pode me adiantar o que está acontecendo?

O médico ignorou minha pergunta, mas abriu a porta de uma sala em que entrei sem rodeios.

– Sente-se, por favor.

Obedeci a sua fala e me sentei, olhando-o fixamente sentado a minha frente. Aquele cheiro de álcool, típico de hospital estava embrulhando meu estomago. Além disso, aquelas paredes extremamente brancas deixava minha visão confusa.

– Bem, sem mais delongas... Frank está em coma, Gerard.

Agora sim. Tenho certeza que meu coração falhou. Como é mesmo que respira?

Tentei perguntar o que havia acontecido, mas ao perceber minha confusão, o médico continuou.

– Ainda estamos fazendo uma série de exames, mas pelo que pudemos perceber Frank está com falta de oxigenação no cérebro. Ainda não sabemos o motivo, mas com o resultado dos exames poderemos afirmar.

– Isso é muito grave, não... é? Ele corre risco de vida?

– Infelizmente, ainda não podemos falar o quão grave é a situação, mas posso lhe adiantar que é bem delicada. Ele está em coma por efeito de remédios, mas ainda é cedo para afirmar se ele corre risco de vida.

Alguém, por favor, traz o meu chão de volta?

– Eu...posso vê-lo?

– O acompanharei até a UTI, mas não poderá ficar no local por muito tempo.

– T..tudo bem.

Saímos da sala e andamos por um longo corredor. As lágrimas já caiam sem pudor da minha face e eu não tentava esconder.

Depois de colocar uma roupa toda branca por cima da minha, o médico me indicou o lugar em que Frank estava.

Caminhei em passos lentos até lá e quando o vi, meu coração parou mais uma vez e tive que segurar o soluço.

Sua pele, sempre tão rosada, estava tão pálida quanto um papel. Seus lábios aparentavam um tom meio roxo, meio branco. Segurei sua mão e assustei ao perceber o quão fria estava.

Frank estava tão sem vida.

Aproximei meu rosto do dele enquanto acariciava suas mãos.

– Frank, amor... volta pra mim. Não me deixa, Frank. Por favor.

Minhas palavras saiam quase que sem som, misturadas com o choro e com os soluços que saiam igualmente baixos.

Eu pude sentir que os dedos dele apertaram minha mão, mas já não sei foi um sonho.

Tell me that you will open your eyes.

Notas finais
Agora tá explicado um pouco os medicamentos de Frank, né gente? ;-;