Tell Me That You Will Open Your Eyes

6 Capítulo 6 I can show you I'll be the one


Notas iniciais
Lindezas! Obrigada todo mundo que tá lendo, ai, eu quase morro com as reviews de você. Qualquer coisinha que me mandem, já é muito, muito importante pra mim. ;-; Esse capitulo é revelador. Espero que gostem.

- Acho melhor eu procurar algum lugar pra estacionar e tentar falar com algum dos meninos, a gasolina não vai durar muito tempo. Eu não podia estar mais envergonhado.

Frank começou a rir de forma doce, desmanchando aquela cara de emburrado e dando um tapa de leve no meu braço.

- Só você mesmo, viu.

- Desculpa, viu? Eu vou dar um jeito.

“Nas situações que eu achava que eu achava que Frank fosse voar em cima de mim e me bater, ele ria. E em algumas situações que ele poderia agir, no mínimo, normalmente, ele vem cheio de pedras nas mãos. Ai, coração, você ‘tá ferrado.”

Frank parou observando a paisagem. Era um lugar tão lindo. A estrada estava completamente iluminada pela lua que era cheia e alaranjada. Estava maior que o normal. Não se lembra qual foi a última vez de ter visto um céu tão estralado, tão cheio de vida.

Envolta da estrada praticamente não tinham árvores. Era uma ou outra espalhada no meio de um campo bem grande.

- Gerard, encosta o carro.

- Ahn?

- Encosta. Eu quero caminhar um pouco, ‘tô cansado de ficar sentado.

- ‘Tá doido, Frank? É perigoso.

- Deixa de ser estraga prazeres! Você já viu esse campo que lugar mais lindo? Não tem nada de perigoso, a lua me protege.

Meio contrariado, desliguei o carro e estacionei no acostamento.

- E você? Não vai vim me proteger também? Ele disse enquanto já abria a porta, saindo e me deixando de boca aberta.

Eu quase não acreditei naquela cena. Mais uma vez, precisei respirar fundo repetidas vezes para ver se meu coração voltava ao normal. “Meu Deus, me ajude.’”

Desliguei o carro e caminhei em direção ao pequeno, que não estava muito longe. Olhava pra lua como se aquilo fosse a coisa mais linda do mundo. E até podia ser a coisa mais linda do mundo, depois dele.

Parei ao lado dele, observando a lua também.

- Sabe, quando eu me sentia sozinho, eu olhava pra lua e pensava em você. Eu já conversei tantas vezes com ela. Frank sussurrou, como se me contasse um grande segredo.

- Será que um dia ela me conta o que você tanto falava com ela?

- Eu falava o quanto sentia sua falta. Nesse instante ele olhou pra mim. Você tem idéia, Gerard? Tem idéia do quanto eu senti sua falta?

- Você sempre tão rodeado de pessoas, não acredito que tenha sentido minha falta assim. Aliás, sempre soube onde me achar e em todos esses anos, é a primeira vez que me procura.

Minhas pernas quase cederam de tanto que tremiam com aquelas palavras. Eu sentia que a qualquer hora não iriam agüentar o peso do meu corpo.

O deixei de lado e caminhei em direção a uma árvore, um pouco mais a frente e em um clarão, um lugar que a lua conseguia iluminar mais. Me sentei ali, encostado na árvore e foi a vez de Frank me seguir. Se sentou do meu lado.

- Gerard, tem muita coisa que você não sabe.

- Existe muita coisa que você não sabe também, Frank. Tanta coisa aconteceu na minha vida. Tanta coisa que eu queria ter compartilhado com você.

- E você acha que eu também não queria, Gerard? Você acha que foi fácil pra mim fingir não me importar?

- Se você se importasse tanto comigo, você nunca teria me abandonado do jeito que foi. Eu disse seco. Todo aquele sentimento de mágoa estava voltando ao lembrar dos momentos em que tanto precisei do pequeno e ele não estava. Você sequer tentou, Frank. Eu me tornei muito pouco pra você a partir do momento que você ficou famoso.

Nesse momento, era difícil controlar as lágrimas que começavam a se formar em meus olhos.

- Eu preciso te contar o que realmente aconteceu.

- Então me conta, Frank. Me conta e fala que não foi em vão o que vivemos, que você me amou.

- Eu não te amei, Gerard.

“Então era isso? Ele me chama aqui pra me dar a certeza de que eu era um tolo? Pra jogar na minha cara o que já era obvio demais pelas atitudes?” As lágrimas finalmente romperam meus olhos e minha face já estava extremamente corada.

- Eu te amo. Cada vez mais. Cada vez mais forte. Cada vez mais intensamente.

Posso dizer que me esqueci de respirar. Como é mesmo que faz isso? Faltou o ar em meus pulmões assim como faltou forças pra responder alguma coisa.

- Você não me ama mais, não é? Eu sabia que corria o risco de perder o seu amor, mas eu não podia perder a vida da minha mãe.

“Espera. O que a mãe dele tem a ver com isso?”

Juntei todas as forças do meu ser pra perguntar.

“Sua... m-mãe?” Minha voz saiu rouca e engasgada.

- Minha mãe ‘tava doente, Gerard. Nesse momento pude reparar que a voz de Frank também estava engasgada e ele já chorava, baixinho. Mas continuou a falar.

- Uma doença no cérebro, herdada de minha avó que morreu do mesmo jeito. Eu perdi minha mãe ano passado, Gee. Ele olhou pra mim com a maior expressão de dor que alguém poderia transmitir. As lágrimas correram com ainda mais velocidade de meus olhos e minha respiração estava carregada. Procurei pela mão dele e a segurei com força, como se dissesse pra ele continuar e ele entendeu.

- Nós descobrimos isso no dia que eu fui escolhido pra ser capa da tal revista... você se lembra? O único jeito de ter dinheiro para manter minha mãe viva, pra curar minha mãe seria aceitando todas as condições que meu empresário impôs. Eu não poderia de forma alguma manchar minha carreira, não poderia ter nenhum escândalo envolvendo meu nome.

Respirou fundo e fechou os olhos, logo voltando a abri-los e direcionar o olhar direto pros meus olhos. Arrepiei.

- Você nunca soube como foi minha infância, né? Assenti com a cabeça. Realmente, eu não sabia muita coisa da infância de Frank.

- Meu pai abandonou minha mãe logo que minha irmã mais nova nasceu. Minha mãe sempre trabalhou muito pra ter o que dar de comer pra mim e pra minha irmã. Tinha dia que não tínhamos o que comer, Gerard... Minha irmã mais nova chorava de fome e minha mãe a fazia dormir pra ver se ela se acalmava. Eu era um pouco mais velho e devo dizer que um pouco mais esperto também, pois sempre entendi tudo e sempre me senti culpado por não poder ajudar em nada. Quando eu fui crescendo e as oportunidades das fotos apareceram, as coisas melhoraram um pouco. Ainda assim minha mãe trabalhava dia, noite e madrugada pra nos sustentar. Eu recebi a noticia da revista e a primeira coisa que eu falei pro meu empresário foi “preciso contar pro meu namorado” e ele falou que isso acabaria com minha carreira. Eu falei que eu não deixaria meu amor de lado por causa disso e cheguei em casa revoltado, contando pra minha mãe. Ela me entregou um papel, era um exame médico que eu não entendi direito e ela me explicou. Ela estava condenada e eu voltei atrás na minha decisão. Estava disposto a fazer o que fosse pra salvar a vida da mulher que me salvou durante tanto tempo. Eu decidi acabar tudo com você e desde então eu trabalhava em função de pagar o tratamento dela.

Notas finais
Ficou grande.. ;; Mas não dava pra cortar. A cena ainda não acabou.