Tell Me That You Will Open Your Eyes
7 Capítulo 7 Because you're the only hope for me
Notas iniciais
- Você nunca aparentou isso e nem nunca me contou da sua infância, Frank. Por que? Minha voz ainda saiu rouca e eu falei lentamente, ainda tentando raciocinar tudo que ele havia me falado.
- Eu não queria sua pena, Gerard. Nem sua e nem de ninguém. Cada um tem sua cruz.
- Eu poderia ter te ajudado, eu...
- Não, Gee.. só eu podia fazer isso pra minha mãe e eu não me arrependo. Ela não soube nem que eu larguei você por causa dela, pois sei que ela se sentiria mal por causa disso.
A mãe de Frank nunca se opôs a nosso relacionamento. Linda sempre me tratou da melhor forma possível, apesar de que nunca tivemos tanto contato assim.
- Por que decidiu vim me contar isso agora, Frank?
- Porque eu não agüento mais ficar um dia longe de você, Gerard. Ele disse olhando no fundo dos meus olhos e apertando minha mão com força.
Eu fiquei um bom tempo apenas encarando aqueles olhos e tentando absorver tudo que tinha acontecido.
- Meu Deus, Frank... eu não sei o que dizer. Eu não sei o que pensar.
- Você algum dia vai me perdoar, Gerard?
Eu não respondi. Levei minha mão que estava livre na nuca dele e o puxei lentamente pra perto de mim. Minha mão tremia tanto que ele deve até ter percebido. Encostei sua testa a minha e fechei os olhos, selando nossos lábios de maneira bem rápida.
- Eu te perdôo, Frankie... mas com uma condição. Eu sussurrei ainda com meus lábios colados aos dele.
- Qualquer uma. Ele respondeu na mesma hora, com a voz firme.
- Não me deixa mais.
Frank suspirou e voltou a selar nossos lábios, dessa vez de maneira bem forte. Eu suspirei baixinho quando um arrepio forte tomou conta de todo meu corpo. Frank se afastou e eu soltei um gemido de desprazer, mas logo sorri com satisfação ao ver o que ele havia feito. Sentou-se em meu colo, com uma perna de cada lado do meu corpo. Logo que entreabri os lábios Frank pediu passagem com a língua que segundos depois brincava com a minha dentro de minha boca. Nos beijávamos como se o mundo fosse acabar. Minhas mãos percorriam as laterais do corpo dele com bastante força e vez ou outra ele soltava um suspiro. As mãos de Frank seguravam firme em meu cabelo, vez ou outra enrolando algumas mechas e puxando-os com força. Frank encerrou o beijo com selinhos demorados e apertados, procurando por ar. Sorrimos juntos.
- Frank. Eu disse baixo, fazendo com que ele abrisse os olhos e me encarasse de forma doce.
- Eu te amo, meu pequeno. Eu te amo mais do que tudo na minha vida. Não teve um dia que eu não pensasse em você e vou te provar isso com algumas coisas que eu tenho lá em casa.
- Posso te pedir uma coisa, amor?
- Diga.
- Não me deixa sair da sua vida nunca mais?
- Eu não vou deixar, nunca. Eu disse apertando meus braços ao redor dele.
- Mesmo que as coisas fiquem muito difíceis? Nesse momento, eu pude perceber seus olhos lacrimejarem e eu me mantive forte, passando segurança pra ele.
- Mesmo que as coisas fiquem praticamente impossíveis, meu Frank. Eu vou estar ao seu lado.
Selamos nossos lábios mais uma vez, ambos sorrindo e com lágrimas nos olhos.
- Agora vamos dar um jeito de sair daqui, neném.
- Owwwwwwn. Frank suspirou, me apertando em um abraço e eu fiquei meio sem entender. Você me chamou de neném! Disse pausadamente e enchendo meu rosto de beijos demorados. Que saudade disso, Gee. Que saudade!
Eu ri até meio alto, apertando meu pequeno em meus braços.
- É isso que você é, coisinha pequena. Meu neném.
- E sua boneca também? Frank perguntou manhoso.
- De porcelana! Rimos mais uma vez e Frank já se levantava do meu colo, estendendo a mão para que eu tivesse ajuda pra me levantar também.
Entrelaçamos os dedos e seguimos pro carro.
- Boa sorte pra gente tentar achar alguma coisa. Eu disse, com um pouco de medo.
- Eu já tenho toda a sorte do mundo, Gerard Way. Eu to com você.
“Oh Meu Senhor. Que não seja mais um sonho!”
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