Tell Me That You Will Open Your Eyes
25 Capítulo 25 I was waiting on a different story
Notas iniciais
E ganhei leitores também. Por favor, se mostrem *-* Mesmo que não comentem, sejam bem vindos. Mas saibam que serei uma pessoa mais feliz com o comentário de vocês.
Beijos, beijos. Boa leitura! ♥
Terceira pessoa
Muitas caricias foram trocadas entre os dois, que passaram a tarde inteira se amando. Corpos se fundiam e era difícil distinguir quem era quem. Naquele momento, além de corpos, almas se juntavam em um amor único, uma paixão a flor da pele tanto quanto o amor que ambos carregavam um pelo outro.
Gerard
Minha respiração era falha e eu tentava fazer com que meu coração batesse no ritmo certo, mas era difícil. Frank estava ao meu lado do mesmo modo, suor grudando fios de cabelo na testa do menino o deixava ainda mais atraente aos meus olhos.
- Você foi incrível, Gerard. – Ele sussurrou, ainda com a voz rouca.
- Nós somos incríveis. – Completei. – Juntos.
Ele concordou e eu o puxei pro meu peito e assim adormecemos. Grudados.
Não sei exatamente a que horas acordei, mas sei que Frank não estava ao meu lado. Demorei um tempo pra raciocinar, mas ao perceber o perigo que isso poderia trazer, me levantei da cama em um só pulo.
- Fraaaankie? – Gritei bem alto, não obtendo resposta.
Meu coração só aliviou quando o vi parado de frente a janela, como se observasse a rua.
- Oi, amor. To aqui. – A voz dele era calma e ele vestia apenas uma blusa, que percebi ser minha, pois era bem maior do que ele.
- Que susto, Frankie! — Corri até ele. Por que não me acordou?
- Não queria te atrapalhar. Já estou dando muito trabalho. – Ele sorriu.
A chuva caia com intensidade e raios cortavam o céu, fazendo o menor pular e dar um passo pra trás, me encontrando e se virando pra mim.
O abracei com força e sorri maliciosamente ao perceber que ainda estava nu, e que Frank estava apenas de blusa. Ele percebeu a malicia de meu sorriso e sorriu da mesma forma, selando nossos lábios.
- O que acha de um banho, uh?
- Eu acho uma ótima ideia, Gee. E sabe o que mais acho uma ótima ideia?
- Hm?
- Você me carregar no colo até lá, só acho.
Eu ri baixinho, trazendo ele pra mim e o pegando no colo sem a menor dificuldade. Seguimos pro banheiro e eu deixei o menor sentado na pia, enquanto abria a torneira da banheira e voltei pra ele, me colocando entre suas pernas.
O menor fazia um carinho lento no meu rosto, passando os dedos finos por cada parte deste.
- Saudades do teu rosto, amor. Saudade daqueles olhos verde-oliva tão fortes pra mim e do seu sorriso. Sorri pra mim, Gerard?
Atendi ao pedido dele antes mesmo dele terminar e enquanto isso, os dedinhos dele percorriam meus lábios.
- Obrigado por cuidar de mim. – Ele suspirou.
- Sempre vou cuidar de você, meu anjo. Nada me tira de perto de você.
Ele assentiu, selando meus lábios aos dele. Depois de correspondê-lo, me virei e vi que a banheira já estava quase cheia.
Me abaixei pra desligar a torneira e o trouxe pra mim, pegando-o no colo e o colocando delicadamente a banheira.
- Own... Ele suspirou, se deliciando com a sensação que a água morna fez em seu corpo.
- Me cabe aí, pequeno?
- Uma baleia em uma banheira, Ge? Acho que não!
Abri minha boca em um perfeito ‘o’ e me fingi de ofendido.
- Tá bom então, não te dou banho! – Retruquei.
- Oh baleia minha, vem aqui vem? – Os bracinhos pequenos dele se abriram. Tinha espaço de sobra pra mim e pra ele naquela banheira.
- Não, uai. Aí não cabe uma baleia, a baleia fica de fora. — Mais uma vez, fingi um tom de ofendido.
- Além de baleia é manhoso? Faz o favor, Gerard! Vem logo.
E eu me pergunto, tinha como negar aquele pedido? Frank nu em uma banheira quente, chamando por mim? Nem se ele me chamasse de Jubarte eu deixaria de ir.
Me acomodei perto dele e estendi a mão para pegar os sais de banho. Em pouco tempo, a água já estava coberta de uma espuma fina e cheirosa.
Coloquei um pouco de sabonete líquido em minha mão e delicadamente, massageava o corpo de Frank que até fechou os olhos em satisfação.
Ficamos ali até a água esfriar, avisando que já era hora de deixar a água.
Me levantei primeiro e busquei uma toalha, enrolando-a em meu quadril e peguei outra pra Frank.
Embrulhei o corpo dele e o peguei no colo, igual se faz uma criança. Ele apenas sorriu, me agradecendo.
O coloquei em cima da cama e busquei, no guarda roupa, alguma peças de roupa minha para vestir o pequeno.
- Você vai ficar de vestidinho até irmos no hotel buscar o resto de suas coisas, amor.
- Tudo bem. – Ele sorriu. — Confio no teu bom gosto pra roupa. –
- Vou te contar o que estou te vestindo, certo?
- Uhum.
- To colocando em você aquela blusa do Misfits que você tanto gosta, a preta. E uma calça de moletom também preta.
- Obrigado, amor. – Ele sorriu, um sorriso doce e infantil.
- Por nada, meu neném. Fica aqui quietinho que vou buscar seus remédios, certo? Já está na hora. Antes disso terminei de me trocar e segui pra cozinha pra pegar um copo com água e os remédios de Frank.
Ele os tomou sem hesitar e depois deitamos novamente.
- Sonhei com um gatinho, Ge.
- É mesmo, Frankie? E como eu estava no teu sonho?
- Bobo! – Ele me deu um tapa fraco no peito, antes de se deitar ali. – Gosto de sonhar, Gee, eu consigo enxergar as coisas tão nítidas. Me dá um aberto tão grande quando abro os olhos e vejo tudo preto, me dá tanto medo.
- Você não tem que ter medo, Frankie. Eu to do seu lado. Que tal continuar me contando sobre o gatinho?
Antes que o pegar pudesse me responder, a companhia tocou.
- Tá esperando alguém, Ge?
- Não exatamente, mas tenho uma aposta!
- Bert. – O menor disse sem o menor entusiasmo, me arrancando uma risada.
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